Para 2018, o que eu quero é leveza (e uma boa dose de coragem!)

2017 nem acabou e eu já estou em 2018? É ISSO MESMO 2017, ACABA LOGO #peloamor!

Este ano passou voando, cheio de situações-limite, acontecimentos inacreditáveis e avanços empolgantes. E posso falar? Não vou sentir saudade dessa intensidade maluca em 2018. Eu quero, preciso, necessito de paz! Eu quero é leveza!

A gente tá careca de saber que tem que comer melhor, dormir mais, fazer algum esporte e fortalecer os hábitos saudáveis. E nada disso vai estar na minha lista de afazeres em 2018. O que eu quero mesmo é sofrer menos, socoooorro!

Se você é mulher, nos seus 20 e muitos ou 30 e poucos, vai me entender. A gente quer ser feliz, ter família, ter sucesso no nosso trabalho. Ter uma aparência da qual nos orgulhamos é aquele plus para muitas. Não importa onde colocamos nossa energia, a gente quer ver os frutos do nosso empenho. E putz, em 2017 eu quase enlouqueci nessa batalha de ter que escolher entre trabalho e família. Ser fitness eu já desisti há tempos (amo demais o arroz com feijão e o chocolate). Por quê que tem que ser assim? Tem que ser mesmo? Eu quero escolher EU, tem como? Quero ser feliz, gente, “só isso”. Dá pra ser?

Mas você tem tudo, que que te impede de ser feliz??!!!…..Alguém que não sabe de metade da sua história vai falar. Eu tenho é muito chão caminhado (inevitavelmente muitos tombos feios para alguns momentos de glória) e ainda muito chão pela frente. Gratidão e moderação são sempre bem vindos, então vale mencionar que 2017 foi um ano abençoado em muitos aspetos. E o que foi ruim, minha gente, bota no “balaio do aprendizado” e “segue o barco”. O mundo não vai parar para mim e nem para você aprender gentilmente o que deve ser mudado. É uma pancada atrás da outra para ver se a gente aprende na dor.

E de pancada em pancada, cheguei a uma conclusão dura no final deste 2017. Se eu tinha de escolher, ia escolher me amar. Eu estava disposta a fazer tudo o que fosse preciso para parar de sofrer, não aguentava mais me rasgar por dentro, não podia dar uma metade de mim para o trabalho e outra metade para a família.No meio de tanta ansiedade, do pânico, quando dias ruins viraram o “novo normal”, o desespero gritou alto e eu quase perdi tudo. Quase.

Em 2017, gritei, chorei, adoeci, surtei, sofri demais. Mas ainda em 2017, respirei fundo, levantei a cabeça e voltei das cinzas, ainda mais forte.

Porque se são nos momentos de fundo do poço que mais crescemos como seres humanos, uma lição confesso que aprendi. No ano que vem, não quero mais isso nem menos aquilo, eu quero é ser leve. Saber me doar 100% para a família quando meu coração quiser e poder dedicar 100% ao trabalho quando minha alma empreendedora pedir. E fazer a escolha com leveza.

Me chamem de romântica, vocês já sabem que eu sou mesmo. E se meu plano não é infalível, ele é pelo menos melhor do que o que usei em 2017.

Começo o ano de 2018 com mais esperança de dias bons, de conversas mais reais e de manifestações mais autênticas. Esperança de um mundo melhor. Esperança de que as pessoas queiram ser melhores. 1% a cada dia, certo?

Amigos leitores, mãos a obra. Bora colocar foco na energia boa, amor no coração e sonhos para os dias que virão por aí. Porque a vida anda para frente e não adianta lamentar o 2017. É se libertar e correr atrás para que 2018 seja, de fato, um ano melhor.

Feliz 2018 😍😍😍😍 Mil beijos e muita coraaaaaaaagem!

Ilha de Folegandros Grécia
Ilha de Folegandros, Grécia 

Gratidão: a chave para “destravar” seus sonhos

Tem gente que acha super cafona falar de sonhos. Eu não acho. Praticamente, tudo que conquistei até hoje foi um dia apenas uma sementinha de sonho. Então, sinto que posso e devo falar do assunto com vocês, queridos leitores, pois vejo que o número de perguntas sobre a minha vida só cresce na caixa de entrada. 🙂

“Como você consegue viajar tanto?”, “Agora virou celebridade?”, “Como faço para ter um blog de sucesso?”  e por aí vai….Na verdade, inicialmente, eu fico apenas muito feliz de estar recebendo tantas mensagens dos leitores! Mas aí, paro e penso: O pessoal acha que eu virei celebridade e estou jogando dinheiro pro alto em viagens caras pelo mundo. Putz! Não é nada disso!

Então, faço uma análise básica: realidade dos fatos X a minha expectativa X a percepção das pessoas e  vejo um abismo absurdo entre cada uma das variáveis. Eu trabalho muito, com mil projetos ao mesmo tempo (FATOS), acho que nunca tenho resultado satisfatório (MINHA VISÃO BIZARRA) enquanto o pessoal acha que eu estou tomando champagne na piscina (PERCEPÇÃO EQUIVOCADA). Whaaaaaaaaaaat?

Não vou nem entrar na discussão da percepção ser fruto das postagens das mídias sociais: o perfil é seu e você faz o que quer nele 🙂 Tem gente que vai falar de catástrofes, gente que posta pugs de tudo que é jeito, gente que dá bom dia, gente que dá check in e eu aprecio todo e qualquer esforço para passarmos nossa mensagem para o mundo! Mas quero falar de uma coisa que vejo pouco e que é um dos segredos para a tal da felicidade: A GRATIDÃO!

E o que a gratidão tem a ver com as coisas que falei até agora? TUDO! É impossível alcançar um sonho sem ter gratidão no momento presente. É impossível alcançar resultados astronômicos no trabalho, sem ter gratidão pelos pequenos pontos positivos do final de cada dia. É impossível organizar uma viagem de volta ao mundo, sem ter gratidão pela pequena viagem de final de semana (mesmo que seja no sítio no amigo).

Ainda não entendeu? O UNIVERSO GOSTA DE GRATIDÃO! ENVIE GRATIDÃO PARA O MUNDO E VOCÊ VAI RECEBER MAIS MOTIVOS PARA FICAR GRATO! Pronto, contei meu segredo (e claro, tenho que me lembrar dele todos os dias #alouca). Esta frase em letras garrafais responde todas as perguntas do começo desse post e todas as que você (e eu) ainda temos nas cabecinhas pensantes.

E pra você que acha que minha vida sempre foi tomando champagne  na ponte aérea chiquérrima entre Dubai e Atenas, tome já uma pilula de realidade! 🙂 Nada disso! Não vou ficar aqui resmungando sobre meus problemas do passado e do presente e por isso, aconselho que você também não faça isso. Ficar parado no sofrimento, na dúvida, na lamentação é a pior coisa que o ser humano pode fazer.

 

Eu sei que existem momentos onde nada parece dar certo, mas tenho certeza mais do que absoluta que no fundo do posso tem mola. Já passei por isso (várias vezes). E mais, também sei que a vida não é um conto de fadas, mas que ela pode ser boa. E que a gente pode e deve ser feliz com o que tem 🙂 E que também podemos sonhar com uma vida melhor, sempre que sentirmos necessidade.

Então, fica a dica: GRATIDÃO, leitores, POR TUDO QUE TEMOS E POR TUDO QUE QUEREMOS TER! Agradeça a cada pequeno sinal do Universo, agradeça pelos amigos e pela família, pelo amor e pela saúde 🙂 Agradeça por estar vivo e faça isso de coração. Porque não existe nada mais forte e eficiente do que A GRATIDÃO!

Ah, e claro, muito obrigada por lerem o blog e por mandarem emails, sempre! Adoro receber cada um deles! Beijos e boa sorte com seus sonhos!!

Abaixo algumas fotos da minha vida 🙂 Na legenda, escrevi os sonhos que viraram realidade (depois de muita reza, muita paciência e muito esforço!). Não vale rir dos meus cabelos e quilinhos extras kkkkkkkk

viagem para a Grecia preços
Sonho: conhecer a Grécia
foto loja santorini copy copy
Sonho: ter uma loja em Santorini

 

Empresária da moda copy copy
Sonho: trazer a moda da Turquia para o Brasil
Vestido Cents
Sonho: ter um blog pessoal
Loja Virtual copy copy
Sonho: ter uma loja no Brasil (e uma virtual)
Casamento em Santorini
Sonho: Casar em Santorini
Casamento em Santorini Noiva de Santorini
Sonho: Trabalhar com Casamento em Santorini
Casamento em Santorini Noiva de Santorini
Sonho: ajudar as noivas brasileiras que querem fazer um Casamento Grego

ilha de Milos, Grécia

Sonho: conhecer uma ilha grega a cada verão

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Sonho: Publicar um livro
o que você precisa saber sobre Barbados Caribe
Sonho: acreditar no amor, sempre!

Mulheres de 2016, com ou sem filho?

(Escrevi a primeira versão deste post em 2015, mas continuo na mesma dúvida…comentários e dicas são bem-vindos!!)

Terceiro mês do ano, Carnaval ficou pra trás e finalmente ninguém mais tem motivos para enrolar os projetos 2016. Ufa! Depois de toda a excitação da virada do ano, do carnaval, dos drinks, das férias, dos amigos, dos encontros com a família e claro a imperdoável comilança que nos coloca pelo menos uns 3 quilos acima da meta, vem a realidade esmagando a todos like a wrecking ball: o ano já tá quase na metade, povo!! #ferrou!

E por mais que você tenha feito todas aquelas mil promessas de mudança e de melhorias, você já deve ter sentido na pele que muitas delas serão bem difíceis de serem cumpridas. Como todo dia é dia oficial do começo (seja da dieta, da academia, da abstinência ou do novo projeto) aproveitei para dar aquela avaliada para verificar o que o futuro próximo nos reserva.

Se você está na faixa de seus vinte e muitos ou dos trinta e poucos é provável que entenda exatamente o que eu vou falar. Você, assim como eu, é parte de um time gigante de mulheres que batalham muito no trabalho, correm pra lá e pra cá para darem conta da vida social, investem muita energia em relacionamento ou em busca dele, tentam loucamente manter a rotina da saúde e da vaidade numa combinação louca de dieta, exercícios e uma boa dose de sacrifício. Normal, né?!Well, pra nossa geração sim. Já falamos disso aqui, no post do desabafo da Geração que nunca tem tempo .

O problema é quando bate aquele assunto de constituir família. Quanto a conversa ainda é casamento, a alegria e a ansiedade estão garantidas e é certo que conseguiremos aproveitar o máximo do nosso dia de noiva. Passada a euforia e a loucura, é hora de voltar a atenção para a casa nova, pro maridão, pra receitas que devemos aprender (ou não!) e claro, pro manual da máquina de lavar. Então chega aquele momento em que você se pergunta: e o que vem a seguir?

Filho(s). (Mams e sogrinha, não se animem tanto pois ainda vai demorar um pouco rsrsrs). Então a conversa não tem fim porque até as mulheres que querem ter filho não fazem ideia de quando vão conseguir encaixar o projeto baby em suas rotinas loucas diárias. Eu acho que a resposta é simples e cruel: nunca. O filho não é como uma aula de italiano que pode ser encaixado de 8 as 9 da noite nas terças livres. Assim, é hora de colocar na balança o que realmente queremos de nossas vidas. E o que mais parece acontecer na nossa faixa etária (e eu me incluo sem nem titubear nessa lista) é que nós queremos fazer tudo, muito e de preferência agora. Opa, mas assim fica tenso, né?!

A questão, minhas caras, é a seguinte: por mais injusto e sacana que o mundo corporativo possa parecer para as mães, ele apenas está buscando eficiência. Se noivas já se dispersam no trabalho, mulheres grávidas ou com bebês de colo, vixiiiiiii, nem se fala. São muitos detalhes especiais para a chegada do grande novo queridíssimo da família e eu poderia ficar um ano só falando de moda fashion pra bebês e bicos com strass rosa. E tem as mudanças no corpo, os inconvenientes e milhões de enxames (tenho várias amigas grávidas e tô freaking out! #nãoespalha). E depois vem as emergências e a tomação de conta eterna daquele pequenino e frágil ser no mundo de gigantes. E não é que ele precisa de muita ajuda até bater asas e voar!!? 🙂

E a realidade é muito mais pesada do que parece nas contas de instagram dos seus amigos com filhos. Cada bebê fofo e lindo que aparece ali na telinha tem suas demandas, manias e birras e você sabe muito bem disso quando senta nos restaurantes e mal consegue apreciar sua comida de tanto que o bebê da mesa ao lado chora. Ou quando você viaja para relaxar e parece que tem mais gente com idade de 0 a 5 anos do que grãos de areia na praia.

A solução, pelo que me parece, não é nem um pouco simples. Afinal, se você quer ter família em algum momento você vai ter que largar ou aliviar mão do seu emprego ou do seu business ou mesmo da sua rotina (seja ela qual for) para se dedicar ao que antigamente era considerado “o amor mais bonito do mundo”.Vamos ter que entender que independente do tanto que estudamos e nos esforçamos para subir até o topo do mundo ou até que nossos milhões se acumulem, talvez nossa felicidade plena seja, de fato, encontrada em uma criaturinha linda e enrugadinha que ficou nove meses ali, só nadando e aguardando o seu momento de estourar.

Apesar de ter ouvido muitas reclamações sobre pimpolhos nos últimos tempos, acredito que seus pais e mães sabem exatamente que não há nada nesse mundo que seja mais importante para eles do que a alegria e bem estar de seus filhos. Mas aí, eles falam da viagem que não podem mais fazer e das noites mal dormidas e dos gastos absurdos com crianças e de todos os buts do mundo. Ai, que desânimo…!

Torço para que quando chegar minha hora eu consiga falar mais das coisas boas de criar uma criança para que eu possa encorajar  a geração feminina que virá depois de mim. Torço para que eu perceba que gerar uma vida é a coisa mais fantástica que Deus poderia ter nos dado e que não há cargo mais importante do que esse para uma mulher (não me odeiem porque eu sou uma romântica incurável). Torço para que eu tenha a coragem das nossas mães, que nos tiveram muuuuuito mais novas e cruas, que não tinham (nem de longe) nenhuma certeza de que tudo ia dar certo. Não tinham o Tio Google para tirar as dúvidas, nem aplicativos de amamentação e gestação, e mesmo assim encararam o desafio com meses de leite, colos quentes e muitas historinhas na cama. Elas, sem dúvida nenhuma, sabiam com clareza que estavam acrescentando algo gigante à vida delas. Ao contrário de nós, que não nos cansamos de enumerar tudo que podemos perder quando um filho chegar.

Enfim, torço para que você, assim como eu, já tenha começado a planejar os novos projetos secretos, as viagens fantásticas e a perspectiva de uma família. E que possamos olhar para nossas mães-fontes-de-inspiração com gratidão e admiração, pelo ótimo trabalho que fizeram até aqui.

Todos os comentários são muito bem vindos. E mulheres que têm filhos e ainda conseguem manter a rotina do trabalho (seja ele qual for), compartilhem suas valiosas dicas! 🙂 Um grande beijo!

Uma carta aberta aos donos do mundo

Bom dia! Bom dia! Bom dia!

Hoje recebi mais “bom dias” virtuais do que qualquer outro dia. Grupos no whatsapp, no face, pessoas animadas, que torcem por um Brasil melhor estão ligadas em tudo que pode acontecer. Tic Tac no relógio anuncia mais um segundo e fica mais próxima a chance de uma mudança real. Muitos se pegam pensando que agora tudo vai mudar!!!!UHU!

Não é?! Bem, não sei! Mas confesso que só o fato de ter esperança já me faz respirar mais leve e sinto que esse sentimento não é só meu. De repente, nasceu um consenso de que hoje realmente pode ser um BOM DIA. E será, se Deus quiser, apesar e independente dos resultados políticos do que vem por aí.

Não vim aqui pra discutir política (pára, porque isso tem de sobre na web e nunca tive vontade de engrossar o coro caótico), vim aqui para dar uma palavrinha com os donos do mundo. Se você conhece algum, manda este post pra ele. Se não conhece, compartilha porque vai que algum amigo da sua rede conhece?

O meu recado aos donos do mundo é o seguinte (na verdade é um pedido). Pelo amor de Deus, pelo amor que você tem pela sua mãe, pelos seus filhos, pelo amor de Dadá (como falamos lá em Minas), aproveitem a chance do caos atual para construir coisas melhores. Aproveitem a destruição dos antigos paradigmas, dos modelos “do mal”, dos sistemas corruptos, e de tudo que não nos orgulhamos (e que já vai tarde….)  para a construção de algo bom, de algo positivo. Pelo amor de Deus, donos do mundo! Vamos fazer a coisa certa!!!! Pelo menos, desta vez! Será que isso é tão difícil assim?

Acho que é, tem de ser, não é possível. Mas até eu que sou um pessoa normal, brasileira mediana, limitada e nem mais nem menos brilhante do que a média da população mundial consigo diferenciar o que é errado do que é certo. O que é roubo, o que é crime, o que é morte do que não é. Estou cansada de ouvir desculpas para comportamentos errados, em todos os níveis da sociedade ( é o político que rouba, o estudante que falsifica documento, o pai que pára em fila dupla na porta da escola, os moradores do meu prédio que não respeitam a lei do silêncio…! #prontofalei porque eu moro no 1 andar!!!!). Também estou cansada de fazer coisas erradas e achar que “não tem problema”, “porque todo mundo faz e bonzinho só se ferra!”

Sei que existem níveis diferentes de transgressão, perversão e criminalidade, e é claro que não estou aqui para julgar e nem competir pra ver quem é o “mais malzão do planeta”. Eu só queria mesmo era dizer que quero ver novos valores, quero viver em um mundo onde não há dúvidas de que o certo é o certo! Quero um mundo onde o grupo e a cooperação vale tanto quanto (ou mais, né?) do que o indivíduo e a competição! E se o mundo é uma selva, e se temos que lutar pra sobreviver – 24 horas – por dia, que seja pelos motivos certos! E a saber:  existem estudos que comprovam que os escritos de Darwin falavam muito mais de cooperação do que de competição aberta. (Vi isso no documentário I am, caso alguém queira assistir, recomendo!)

Sabemos que precisamos do coletivo e agora que o mundo está de cabeça pra baixo (hello Brasil fudido, hello África fudida, hello Oriente Médio no caos e hello Europa que não escapa de mais nada!) é o momento ideal para criarmos um coletivo do qual nos orgulhamos e que queremos fazer parte! Então, donos do mundo, vocês que regem o globo, que criam as tendências, que criam o zeitgest, que tem recursos ilimitados ou quase isso, vocês que mandam nas mídias, vocês que controlam o mundo, por favor, FAÇAM A COISA CERTA!

Fácil? Não! Temos que conversar muito, mas muito meeeeeesmo pra conseguirmos entrar em acordo sobre alguma coisa. Sobre coisas tão importantes ou irrelevantes. E se não conseguirmos nem entrar em acordo sobre o que é a coisa certa!? Afinal, se a gente tem opiniões diferentes em todos os grupos, sejam eles grandes como o whatsapp da facu ou pequenos como nosso núcleo familiar, como podemos entrar em um acordo sobre uma coisa tão séria? Como podemos entender o que é A COISA CERTA PARA O MUNDO?

Não sei, leitores, não sei. Eu sou apenas uma escritora bem intencionada que não tem nem de longe a solução para os problemas da própria vida mas vou falar o que penso: acho que não deveria ser tão difícil de fazer a coisa certa. Acho mesmo. Sabemos, dentro da gente, dentro daquele pedacinho (chamado partícula de Deus por uns, intuição por outros) dentro do coração, da mente, da moral, dos valores, das entranhas, enfim, em algum lugar aí e aqui  que diz: isso é certo, isso não é. Não temos?

Se não temos, se as diferencias culturais, sociais e de valores são maiores do que a própria noção do que é a coisa certa, vamos então simplificar ao invés de polemizar. Vamos olhar para a criança, que quando encontra um amiguinho desconhecido pela primeira vez na rua tende a sorrir, pegar na mão, abraçar. **quem sabe até rola um beijinho inocente com bafinho de papinha**. Ah, se as criancinhas podem, eu acho que eu posso. Tá, mas as crianças ainda não levaram tantas porradas na vida (eu já levei e aprendi a levantar a guarda). OK. Então, vamos olhar láaaaaa pra trás e seguir com a premissa da regra de ouro, desde que o homem é homem: Amai aos outros como a si mesmo 🙂 Alguém aí já ouviu falar disso?

É isso, donos do mundo, é isso. Dentro da minha ignorância  ingênua mesclada com limitação de conhecimento mundial, eu só queria pedir pra vocês fazerem a coisa certa. Que sirvam de exemplo para uma humanidade que está ajoelhada pedindo por bons líderes, por novos heróis. Nos dê esperança, mostre que o mundo não vai acabar, que o homem não vai se degladiar até a morte, por ganância ou ódio. Mostra, vai, que a nossa raça tem jeito. Esta é a nossa maior chance, eu quero voltar a acreditar no ser humano. E é isso que eu quero de presente esse ano, donos do mundo.

Aí, sim, hoje, ou amanhã, ou depois, será um bom dia. E que muitos bom dias estejam a frente de nós.

Ótimo final de semana pra todos!!!!!!!

O desabafo de uma geração que nunca tem tempo

Eu sou daquelas que vai pra cama a noite pensando na lista de coisas infinitas que não fez no dia e que ficou para o dia seguinte. Ontem a noite, dentre elas estava o conteúdo deste post. Na sequência, interrompi o meio do texto que escrevia mentalmente para lembrar que tinha que dormir porque em poucas horas estaria de pé para malhar, as 5: 35 da matina. E que provavelmente nem teria tempo mesmo de colocar este post no ar.

Então, decidi, vou escrever, mesmo que curta e rapidamente. Putz, se é um assunto tão importante, por que não tenho tempo pra ele? Por que cargas d’água não tenho tempo para fazer nada? NUNCA?

Pausa para ponderar a loucura: eu faço coisas até demais ( ha! você também, né? e aí que mora o problema, amiguinhos!). Dia de semana, pára de show, não há tempo pra nada, além do trampo, emails, projetos novos, curso, e blablablabla! Chega o fim de semana, uhu! Juro, meu sábado parece coisa de médico, tem compromisso de hora em hora! E depois tem almoço com pessoas A, café com pessoas B, drinks com pessoas C, seguido de terminar de ler meus 8 livros inacabados e dar aquela espiada no fluxo virtual do dia….pronto, no domingo vai igual, mas tenho que incluir o maldito mercado lotado logo após a tão ou mais lotada corrida no Parque Ibirapuera (programa oficial de fds paulistano). Deu 4 da tarde e eu só queria poder descansar, mas tenho que resolver skypes, decidir os cardápios da dieta da semana, responder mensagens e emails sobre assuntos que não posso lidar durante a semana….Cara, estou ficando louca.

Faço coisa demais e isso me faz sentir que não tenho tempo pra nada. A net, as mídias, a demanda brutal da vida em São Paulo, o aumento do número de relações e a queda na qualidade delas e o infindável trabalho daqueles que, como eu, escolheram uma profissãozinha filha da mãe como escrever…..putz!

Mas e aí, tá ruim? Então muda, jovem! Eu sou a primeira a recriminar pessoas que só reclamam, então tenho que ouvir meu próprio conselho. Muda logo!! A escolha é sua (e minha) então por que refazemos a mesma escolha prejudicial todas as santa manhãs? Por que essa pressa toda, o tempo todo? Para onde vamos? Por que ninguém mais pode esperar? Nem eu? Nunca? E por que estamos tão comprometidos em reclamar e não mudar porcaria nenhuma?

Bons tempos que a net era discada, bons tempos de telefones fixos, pastas de papéis de carta, viagens de carro. Tá, sei que a melancolia dramática é injusta e a tecnologia nos ajuda e muito, mas poxa, eu sinto saudades dos dias que vivíamos em TEMPO REAL. Real mesmo, compatível com a realidade dos seres humanos. Hoje somos coelhinhos cheios de emojis correndo em tempo virtual, atrás da cenourinha que existe só na oitava dimensão e (adivinha?) NUNCA vamos alcançá-la. 🙂 😉 :0  Mas finge que tá tudo certo! 🙂 🙂 🙂 🙂 Afinal, no facebook só tem gente feliz! 🙂 🙂 🙂

Este é meu desabafo, chega. Me sinto como um esteriótipo bobo da geração dos 25 a 35 (posso e devo estar errada) e quero mudar o mundo (tô fora de moda, mas vou tentar). Tem aquela amigona que quer tomar um café, tem aquele final de semana que quero velejar, jogar golfe, comer milanesa, ficar a toa, ver minha avó no interior. E quer saber, vou começar a fazer isso.

Estou frustada porque nunca tenho tempo para fazer as coisas que realmente importam. Estou frustada  porque acredito em um tanto de coisas que não importam e elas acumulam e atrapalham meu dia. Olho pro lado e vejo meus amigos na mesma, sejam eles autônomos, empresários, concursados ou empregados com um salário top. Concluo que a questão aqui não é dinheiro, nem sucesso, muito menos realização pessoal. É algo que vai muito mais além, que está profundamente arraigado nas pessoas nos dias de hoje…o fato de acharmos que temos que ter tempo pra tudo. “Temos que ter tempo” pra ser fitness, ser fashion, ter cursos e mba’s, de ser criativo,  ter cão,  ter filho, ser super ligado a família, ser mega popular entre os amigos, ter milhões de seguidores no insta. E vamos vivendo no ápice da frustração, porque é impossível “ser um sucesso” em tantas especialidades e ser especialista em um mar de generalismos irrelevantes 🙁 Somos um bando de wannabe heróis fracassados e cheios de olheiras (mas sem barriga, tá?). (Agora eu escrachei – não quero ofender ninguém – estou falando pra ver se eu escuto #aloca)

Sério mesmo, quando nos tornamos tão trites, reclamões, depressivos e ansiosos? Pára o ônibus porque eu quero descer! E se o mundo for acabar nos próximos dias, se novas guerras forem explodir ou se mais algum caso escambroso de corrupção surgir, nem precisa me avisar (mas em todo caso, estarei em um caverna de gelo na Islândia observando preguiçosamente o modus operandi do homem naturalis – sem sinal e sem net, I hope). Chega de homo virtualis!

Desculpa o desabafo, gente, acabou que foi longo e cheio de drama grego tecnológico (exagerei, confesso e ponho a culpa na TPM #omaridopira). Espero que tenham entendido meu ponto, pelo menos um pouquinho! Amanhã tem mais (falo que vou sumir, mas amo demais meu blog! E vocês!)! E se alguém aí tiver alguma dica pra compartilhar, fique a vontade! (e não me diga meditar, que já acordo 10 minutos mais cedo pra isso todo santo dia…eu  chego lá…..)

Persistência e resignação, leitores! É só um dia daqueles, mas vai melhorar! A gente tem saúde, amor e sonhos e o resto a gente corre atrás! Certo? Beijos e mil thanks por me aguentarem em post como o de hoje!

 

 

 

Terrorismo: só nos resta lamentar?

Não.

É preciso agir. Só que antes de agir, é preciso pensar.

Por que estamos vivendo em um tempo no qual atos terroristas pipocam a todo instante por todo o globo?

É abominável, é triste, é desolador, é assustador. Depois dos lamentáveis acontecimentos do final de semana em Paris, sentimentos ruins de toda natureza tomaram conta de mim. Eu confesso que não sou daquelas pessoas que acompanham todas as notícias mas não tem como ficar indiferente frente a tanta desgraça. Seja no coração da Europa, na África, na já destruída Síria ou em qualquer canto esquecido do planeta, o absurdo do terrorismo atual é devastador.

Há quem diga que é isso que eles querem: apavorar o mundo. Outros afirmam que são atos isolados e oportunistas. Outros afirmam que o Estado Islâmico é mais articulado do que se poderia dizer. E ainda, tem o time dos que têm certeza de que o pior está por vir. E frente a tanta confusão e violência, eu não paro de me perguntar: o que há de errado com as pessoas?

É sabido que de tempos em tempos o mundo presencia certos tipos condenáveis de comportamento. Sejam eles ligados a disputa de território, desrespeito a diferenças culturais ou questões raciais, o ser humano volta e meia teima em se matar. 🙁 Mas a situação atual tem me deixado especialmente brava e triste por inúmeras questões. Já aviso que eu não sou historiadora, nem jornalista e aqui expresso apenas a minha simplória opinião:

  1. Fico brava pelos outros 99% islâmicos, que agora têm seu nome vinculado a um grupo extremista que age em nome de menos de 1% do grupo real de islâmicos no mundo;
  2. Fico triste pelas crianças e suas famílias da Síria que estão sendo executadas a sangue frio ou que estão se envolvendo em missões suicidas para fugir para o outro lado do mundo;
  3. Triste e desolada pelos ataques na França e no mundo inteiro, pela vítimas, pelas famílias e também pelo fato de que já não nos sentimos seguros em lugar nenhum;
  4. Triste pelos gregos das ilhas do Dodecaneso e por todos os outros que estão tendo suas vidas viradas de cabeça para baixo por causa do número insano de imigrantes que chegam ao país;
  5. Triste por ter medo de escrever este post, sem saber se vou ser atacada por falar o que penso;
  6. Triste por concluir que as mesmas ferramentas de pesquisas que são perfeitas ao capitalismo (e que não param de me avisar sobre novas hospedagens em Punta Del Este) são totalmente inexistentes ou falhas para acompanhar a movimentação de pessoas com atividade suspeita;
  7. Triste de dedicar meus pensamentos a coisas tão mórbidas e trágicas, enquanto a vida continua, de um jeito ou de outro….
  8. triste de…..CHEGA! AFINAL…. SÓ NOS RESTA LAMENTAR? O QUE PODEMOS FAZER?

Eu não tenho receita de bolo, mas depois de conversar com muitas pessoas, concluí que temos SIM muito o que fazer. São coisas pequenas e sutis, então eu e você podemos começar AGORA. E para conseguir exemplificar melhor o que quero dizer, vou compartilhar um pouco da história de um jovem que conheci na última viagem pela Grécia. Eu estava na praia com a minha prima e ele passou vendendo alguma coisa, que nem me lembro o que era. Tentamos nos esquivar, mas ele insistiu e começou a contar sua trajetória. Resumindo: Ele era um menino normal, mas com a crise seus pais perderam o trabalho – e a triste saga começa: ele sai da escola e vai trabalhar – a crise piora – no trabalho já não ganha nada – depressão e ansiedade – ele vai para as drogas – vai morar na rua – chega no fundo do poço – a família resgata – ele se trata – começa a escrever letras de música – crise econômica só piora – faz raps contra o governo – é preso e apanha muito – vai para a Igreja – começa a escrever rap para Jesus – e agora virou um religioso que eu quase chamaria de radical.

Antes de tudo, quero dar algumas explicações. Não pretendo, com este exemplo, explicar como nasce um terrorista. Não estou defendo, nem justificando nada. E nem rotulando o pobre jovem de terrorista. Existem muitas pessoas de fé inabalável (eu mesmo tenho muita fé e sou rezadeira convicta) que nunca colocariam uma arma na mão. (É melhor deixar isso bem claro, senão a chuva de comentários de pessoas que parecem que só leem uma frase vai ser pesada…). Eu apenas estou me perguntando, em voz alta, se não estamos em uma sociedade que está gerando mais terroristas do que pessoas pacíficas. Mais depressivos e ansiosos do que felizes e realizados. E se este é o cenário, o que podemos fazer para evitar que o radicalismo e extremismo tome conta?

Nós nunca podemos adivinhar qual é a história de vida da pessoa ou quais valores ela aprendeu em casa. Não podemos imaginar quem está atravessando uma fase desgraçada ou afundado em uma depressão. Não. Mas podemos parar de destilar raiva no mundo, podemos parar de ser radicais e extremistas sobre todo e qualquer assunto. E lógico, temos que parar de cobrar que as pessoas sejam radicais também. Alguns vão se manifestar sobre os atentados por escrito, outro vão mudar a cor do perfil, outros vão rezar em casa, outros vão mandar doações. É PRECISO QUE SE RESPEITE MAIS O ESPAÇO DO OUTRO, O MOVIMENTO DO OUTRO. Podemos parar de xingar o coleguinha de direita, ou de esquerda. Podemos parar de dividir o mundo entre negros e branco, entre gays e heteros, entre mulheres e homens.Podemos parar de mandar recados mal educados no facebook quando ciclano ou beltrano fala A ou fala B, podemos parar de agredir o outro em todo e qualquer discurso, seja ele real ou digital. Podemos trabalhar uma arte que há muito vem sendo esquecida ou ignorada, que é a ARTE DE CONVERSAR. Podemos parar de ver o mundo dividido em dois, pois do contrário nós apenas enxergamos um contra o outro, escola pública X privada, Zona Lesta e Zona Oeste. É preciso falar e ouvir, pausadamente e com o coração. Se somos contra o radicalismo e extremismo (e somos sim, pelo amor de Deus!) temos de parar de ser radicais em nossas rotinas diárias!!!!!!!!! E isso já seria um grande começo 😉 Nossos tatara tatara tatara netos agradem 🙂 E quem sabe, se eu for bem sucedida, não haverá um mundo melhor para nossos filhos? Vale a pena tentar….

Em um mundo onde a Europa já não é o paraíso, nem “islâmico” é apenas denominação para o praticante de uma religião, é preciso entender que algo tem que mudar. E se esperarmos este ALGO MÁGICO E SUPERIOR vir de fora, do alto, vamos esperar sentados.

Faça sua parte daí, que eu faço a minha daqui. E vamos conversar mais a respeito disso.

Uma semana de boas vibes e reflexões a todos! E muita luz às vítimas e às famílias de todos que estão sofrendo.

paz no mundo

As mudanças que chegam para o nosso bem

Hoje eu estava rodeada de muitos assuntos que precisam ser resolvidos e ainda assim eu queria postar algo interessante para vocês no blog. Não é surpresa nenhuma que este tema chegou até mim pelo face de uma amiga fofa e especial e os 3 minutos de sua leitura foram mais do que suficientes para acender a inspiração interna.

Eu sempre achei que eu faria algo para ajudar as pessoas, para melhorar o mundo. Depois de querer morar em Angola e construir uma escola, de participar timidamente de algumas ONGs, de rezar muito pela humanidade, me senti uma inútil. Afinal de contas, eu só tinha feito alguns esforços tímidos que não tinham gerado nada. Nada grandioso, pelo menos.

Ainda assim, toda vez que eu relaxava e tentava meditar, eu ouvia aquela voz que me dizia que eu podia ajudar as pessoas. Comecei a tentar ajudar os amigos, as crianças carentes, a família, qualquer um que precisasse de um muro de lamentação e eu corria para servir de amparo….também não deu muito certo, abraçar os problemas do mundo todo não pareciam fazer diferença nenhuma. Os problemas continuavam lá e eu comecei a me angustiar em dobro. E nada de grandioso aconteceu de novo e eu concluí que talvez eu estivesse mesmo fadada aquela sina de ser uma pessoa comum do tipo que só se importa com a venda do almoço para comprar o jantar 🙁

Ainda assim, a tal voz continuava a me perseguir e eu decidi que iria começar a ler mais e….a escrever mais. Dediquei mais ao blog, explorei as minhas ideias de um mundo melhor, aprendi sobre a sincronicidade do universo, do poder dos sentimentos. Entendi de vez que fazer o bem, mesmo que seja a uma mosca moribunda, já é grande o suficiente. Que gerar pensamentos positivos para o mundo, que contribuir para espalhar ideias boas no ar, que aumentar a esperança, que dar uma palavra de apoio, bem, que isso tudo era grandioso o bastante. Afinal de contas, somos APENAS humanos. E precisamos ser algo além disso?

Acho que não, quer dizer, aprendi que não. Com este blog e com todas as conversas loucas e profundas que eu tenho com as pessoas ao meu redor percebi que o Bem é uma coisa tão poderosa que não pode ser freada. E que os humanos tem uma dose cavalgar de Bem dentro deles, muito maior do que de Mal. E que as vezes este lado humano perfeito só precisa de algum incentivo. Decidi cutucar este lado no blog, em posts óbvios e em outros disfarçados. E ainda nos dias não tão bons, aqui estava eu tentando passar uma mensagem de final feliz mesmo embaixo de um desabafo escandaloso de final de ano estressante.  E concluí que cada dia mais pessoas estão lendo o que eu escrevo, comentando meus posts sinceros, mandando emails de encorajamento. E de uma vez por toda entendi que não importa o tamanho da boa ação, se ela é uma boa ação ela é a ação inteira 😉

E começamos do primeiro degrau da escada e não devemos temer o que virá pela frente. Certamente chegaremos lá, em algum lugar, na grandiosidade que nosso ego imagina no dia que seremos melhores, mais magros, mais inteligentes, mais ricos… ou nada disso. Continuaremos humanos, mas seremos melhores, em mundo melhor onde a cooperação é muito mais viável do que a competição. Em um mundo onde ser feliz e ajudar o outro é lei implementada. Enquanto isso, estou aproveitando a jornada de fazer o bem, mesmo que isso soe um clichê. E hoje, eu só queria mesmo dizer isso, para introduzir um post fantástico que menciono no link abaixo. Me chame de purista, de romântica, de otimista. Eu sou mesmo…e sou feliz assim. (E você, é feliz do seu jeito?)

E se você, leitor, assim como eu, consegue perceber o que o autor está mencionando sobre as mudanças nas pessoas, fique feliz: estamos acordados! O mundo está mudando e coisas fantásticas estão acontecendo. E a nova é realmente boa, desta vez! São mudanças para melhor, que buscam o nosso bem, como unidade 😉 Entendeu? E a partir de nosso ponto de consciência é que podemos fazer alguma diferença 😉 E lembre-se: ela pode ser pequena, mas ela é sempre válida!

Grande beijo para vocês 😉

O post fantástico do Gustavo Tanaka está aqui:  Há algo de grandioso acontecendo no mundo.

E uma foto linda que mostra a beleza da cooperação, mesmo que sutil, para finalizar com chave de ouro 😉

santorini

Foto de Bianca Ramos

O que responder quando as pessoas falam que você tem sorte?

Acabei de voltar de viagem, dormi infinitas horas no voo e mais algumas muitas aqui na minha casa. Ai, como é bom estar do lado do meu amor de novo, encontrar minha tranquilidade e meu porto seguro 😉 Sim, é bom demais. E mesmo estando totalmente desacelerada e ainda em ritmo de café frappé de ilhas gregas, as palavras deste post ficaram rodando a minha cabeça por horas a fio até que eu viesse ao computador e começasse a desfilá-las. E aqui estou.

Como muitos devem saber, passei meus últimos 21 dias nas ilhas gregas. A viagem foi fantástica e excepcional em muitos níveis e isso é assunto para outro post. O que quero falar hoje é que ouvi de muitos (gregos e brasileiros) que eu sou a pessoa mais sortuda do mundo, que minha vida é um sonho. E não é que eles tinham razão? Eu sou casada com o homem que eu amo, tenho uma família carinhosa que me apoia, trabalho com algo que adoro, viajo o mundo….ta aí: sou uma pessoa de extrema sorte, certo?

Sim, certo. Apesar de que na realidade o buraco é beeeeeeeem mais embaixo. E o caminho é beeeeeem mais curvilíneo. Não há vida apenas de alegria, não há luz sem escuridão. Então, senta que lá vem a história.

Você não sabe o quanto eu caminhei para chegar aqui e você nem pode imaginar quão escuro, difícil e desgastante foi o caminho. Você não conseguiria contar quantas noites de choro eu tive, nem quantas vezes eu caí e levantei, profissionalmente ou emocionalmente falando. Ou quantas brigas horrendas eu tive com minha família, quantas vezes fui maltratada e quantos relacionamentos eu rompi. Ou quantos homens me deram as costas. E adivinha? Percebi, na minha última viagem, que eu não sou a única. Sofrer muito antes de conseguir ser feliz não é privilégio meu.

Luana Sarantopoulos Santorini
Caldeira de Santorini, Fira

Entre alguns dos muitos momentos de tensão e ansiedade na ilha grega de Santorini que eu me encontrei muito mais perto da minha prima grega, Mos, minha irmã, minha metade helênica. Ela e toda a sua beleza misteriosa, seu charme de Afrodite, sua doçura de menina e seu coração maezona de todos. Nada me anima mais quando eu penso em Grécia do que conviver de perto com a minha prima grega! E assim, no meio da escuridão e da beleza negra de Santorini, nos encontramos mais uma vez. Não há coração que possa passar desapercebido por aquela caldeira, porque o vulcão tudo sabe tudo vê. Assim, nós entregamos tudo o que sentimos de peito aberto nessa viagem.

Um pouco depois, quando voltei para casa, eu ainda permaneci na ilha que um dia foi a minha casa, me encontrei comigo mesma, com a minha versão novinha, de 22 anos, corajosa, valente e destemida de ilha. Vi de perto que ela ainda estava lá e consegui trazer um bocado dela comigo. Mas entendi, quando olhei para trás que eu não sou mais aquela menina. Aliás, hoje eu sou muito maior do que aquilo. Foi preciso dizer adeus e pegar o barco, mais uma vez. Algumas lágrimas escorreram porque ir embora nunca é fácil, mas eu sabia que não havia nada melhor para se fazer. Eu sou muito maior do que aquilo, eu saí da ilha, eu corri o mundo. E isso é bom.

E logo que cheguei na ilha vizinha, chamada Milos, uma das mais lindas da Grécia, conheci uma outra menina mulher, super tão incrível. Uma belga-grega, de 19 aninhos apenas, que me fez lembrar de mim mesma quando saí mochilando pelas ilhas gregas pela primeira vez. Quando o mundo era um palco desconhecido e assustador mas ao mesmo tempo era o meu grande e único amor. Toda a beleza ingênua e alegria sem fim daquela menina foram os ingredientes indispensáveis para eu voltar ver a vida com o bocado de leveza que nos é tão necessário. Logo eu estaria em São Paulo e ela em alguma ilha do mar jônico mas ainda assim trocamos fotos e vídeo ano WhatsApp. Ontem eu era como ela e ela espera se tornar como eu algum dia. E no meio do mar esmeralda onde o pôr-do-sol de Milos refletia todas as suas luzes, o tempo parou ao meu redor e tudo fez sentido naqueles segundos de silêncio. É preciso atravessar o caminho para chegar em algum lugar. E se eu sempre quis chegar além, se eu sempre quis ir mais longe, então eu já deveria esperar que meu caminho seria mais longo, mais tortuoso. Fechei os olhos e agradeci. Eureka…afinal, tudo ficou claro. Que sorte a mim de estar nos lugares certos na hora certa 😉 A vida não é maravilhosa?

Luana Sarantopoulos Santorini

E é isso que tenho a dizer. Assim como eu escutei mais de 1000000 vezes que sou sortuda pela vida que eu tenho, descobri que todas essas personagens especiais femininas que me acompanharam nos últimos 20 dias também escutaram, agora que estão na crista da onda. E assim como eu, também ouviram mais de 50000000 vezes que eram loucas, todas as vezes que seus sonhos deram errado, todas as vezes que tentaram levantar de um tombo muito feio, toda vez que tiveram que espalhar o currículo de novo pelo mercado em busca de uma nova profissão. Ou quando enfrentaram os olhares de espanto e desaprovação de todos quando tiveram de contar sobre suas escolhas polêmicas e perturbardoras. Mas isso é passado. Hoje somos mais fortes, mais destemidas, mais capazes e selvagens do que nunca. E estamos prontas para o que der e o que vier.

Ah, e não seja ingênuo. Aqueles que hoje você admira sofreram barbaridades para chegar onde estão. E se hoje você sente uma pontinha de inveja quando vê sobre uma vida cheia de sorte e dias de céus azul saiba que eles não foram sempre tão iluminados assim. Essas pessoas só estão mais tempo naquela estrada longa e misteriosa da vida, eles cometeram mais erros, foram mais machucados e torturados e estão mais esfolados do que você. Não é possível enxergar as belezas lá do alto sem ter visitado as profundezas da escuridão. Disso, eu tenho certeza. Então, paciência, não apresse o rio. Se for o seu destino ou seu sonho ir mais longe do que a maioria vai, sossega que um dia você chega lá. E esteja pronto, porque existe uma lógica inegável na ideia de que vai ficar sempre mais escuro antes de amanhecer.

E o que responder quando as pessoas falam que você tem sorte? Agradeça e sorria, porque no final do dia o que importa é onde estamos hoje, independente de como chegamos até aqui 😉 Estou de volta full power no blog para contar tudo que aconteceu nesses dias pelas ilhas gregas! Obrigada pela audiência e paciência, leitores! E ótima semana!

Luana Sarantopoulos Santorini

No fundo do poço tem mola?

Tenho uma notícia boa e uma ruim para você. A tal mola tão esperada que nos encontra quando estamos passando uma temporada no inferno de Dante da nossa vida existe SIM. Então se você está desanimado, cansado e meio deprê, fique tranquilo que daqui a pouco você encontra a sua mola. Sim, ainda vai demorar porque só quando você estiver desesperado, saturado e a beira de um ataque de nervos é que você vai cruzar com ela e se ainda não chegou lá, tenha paciência, porque nada está tão ruim que não possa piorar. Aí sim, no limite da sua sanidade, você verá a luz no final do túnel e a mola vai te alavancar. É, porque a famosa mola está, na realidade, localizada no subsolo do fundo do poço, só que nunca te falaram isso. E essa é a notícia boa.

Se você lê meus posts regularmente você sabe que eu sou uma pessoa positiva, muitos me acham otimista. Eu sempre tento passar uma mensagem de força, de motivação e este post não é diferente. Me explico: passar por uma situação difícil (ou muitas) é um grande presente mas você só vai se dar conta disso daqui há alguns anos, quando conseguir olhar para trás com alguma gratidão. Se o momento está tenso, se o ar está pesado e o futuro obscuro, tudo que você sente agora é desespero. Mas ainda assim, te peço paciência e te prescrevo um pouco mais de fé, na certeza de que dias muito melhores virão pela frente.

As vezes a gente se encontra em momentos onde tudo, simplesmente TUDO, dá errado. A vida profissional vai de mal a pior, o dinheiro nunca é suficiente, os sonhos não existem, a saúde começa a faltar, a relação amorosa é inexistente ou uma verdadeira peleja. Normalmente, não é uma coisa que fica difícil, é tudo que entra em colapso. Mesmo porque problemas são parte da vida, todo mundo tem seus dramas e cada ser humano acha que o seu problema parece ser o mais complicado da face da Terra. Por que eu, Deus? Por que eu? Não sou tão forte assim, não posso aguentar mais!!!! O que que eu fiz para merecer isso?

É, eu sei, eu já pensei assim também. Talvez por muito tempo, talvez por um tempo longo demais. E convencida de que a vida é difícil, que amor só te faz sofrer, que só gente rica que tem sucesso e de que o mundo é cruel, eu me afundei na lama até que não conseguia mais mover minhas mãos. Continuei resmungando e me sentindo uma injustiçada no mundo e afundei mais um pouco, a lama passou do pescoço. Me enfureci e esqueci de Deus, me afastei de tudo que me conectava ao lado bom da vida e me senti uma idiota completa. Resultado: a lama tampou a minha respiração e eu senti, por algum momento, que realmente não aguentava mais. Me despedi do mundo.

Aí, veio o alerta máximo do instinto humano da sobrevivência e me berrou “Não dá mais para viver assim: MUDA, filha, PELO-AMOR-DE-DEUS!!!! Eu respirei desesperada, mexi com meus conceitos mais profundos, deixei o pau quebrando do lado de fora, enquanto eu organizava o lado de dentro. Percebi, aos poucos, que a limpeza e organização interna me fizeram um bem danado porque a bagunça de fora também estava começando a se dissipar. E como acontece toda vez que a gente dedica um tempo para arrumar o armário, eu descobri várias roupas que estavam lá, que eu achava que adorava, que alguém tinha me dado porque achou que eu ia gostar mas eu nunca as usava, então me desapeguei de todas. Abri espaço para coisas novas e adivinha? Elas chegaram até mim. Aproveitei o momento de mudança e estabeleci novas regras, que eram quase o oposto do que eu estava vivendo antes do colapso. Ouvi um pouco mais o coração (que se você não sabe é o nosso órgão mais importante), deixei a matemática e a lógica de lado. Inspirei todo o ar puro que pude e mergulhei no presente, esqueci o passado e despressurizei o futuro.

Digo por experiência própria: cair no subsolo do porão do fundo do poço foi a melhor coisa que me aconteceu pois só de lá eu consegui enxergar algumas coisas que hoje são as mais importantes na minha vida. Só quando a lama passou da linha do pescoço e entrou pelas narinas e quase me matou sufocada que eu entendi com clareza que precisa me mover. E que precisava, acima de tudo MUDAR, que é a tarefa mais difícil desse mundo. Por mais que você fale que adora se mudar, de casa, de cidade, de país, de emprego, que adora projetos novos, amores novos, enfim, mesmo que você abra os braços e dê as boas vindas a todas as mudanças externas que te encontram, eu acho muito pouco provável que você seja tão aberto e receptivo assim com as mudanças internas. Que são, sem dúvida nenhuma, as mais necessárias.

Ah, e qual é a notícia ruim? É mesmo, eu só dei a boa no começo do post, então lá vai a contrapartida: não existe uma mola posicionada te esperando em fundo de poço nenhum. Desculpe. Não existe milagre, não existe ombro amigo, não existe herói nem pai nem mãe que podem te resgatar a não ser que você queira se salvar. Hoje, aqui e agora. Se não partir de você, de dentro, não virá de fora. Ou melhor, nada do que vir de fora vai resolver. Podemos encontrar algum alívio quando conversamos com os amigos, podemos respirar com pena de nós mesmos quando lemos posts como este, pensando que todo mundo se ferra na vida. Podemos chorar quando vemos filmes românticos e morrer de raiva do diretor que fez um filme tão irreal porque na vida, nada nunca dá certo. Sim, você pode se sentir assim, porque você está no fundo do poço e isso é legítimo.  Ainda assim, eu acredito na força de uma lei que funciona tão bem como a lei da gravidade e se chama lei da atração. Ela vai jogar na sua cara sempre mais do que você está vivendo, um dia após o outro. Então faça boas escolhas, trabalhe duro e comece a esperar pelo melhor. E quando sentir que está pronto para começar a respirar com a cabeça para fora da lama, para fora do poço, tente dar uma espiadinha pela greta de vida que te ilumina para constatar que, se eu consegui me superar, você também vai conseguir. É necessário força, foco e fé para ser o herói da sua história, mas eu tenho certeza que você pode chegar lá.

E uma constatação final. A mola, no final das contas, deve ser a dor do sofrimento prensada por tanto tempo, com tanta força que acaba funcionando com uma alavanca pessoal de reforma íntima. Ou a vontade absurda de mudar, o instinto de se tornar algo maior, de virar a melhor versão de si mesmo. Ou ainda o farol que vai guiar o navio da sua vida na direção do porto certo, que vai te ajudar a desviar das pedras, das sombras. E mais: acho que a mola pode ser aquela minúscula e importantíssima partícula de Deus, que está doida para apertar o botão que vai ligar a sua luz e o seu brilho, de agora para todo o sempre. Então, prepare-se na descida, na queda livre sem obstáculos. Porque quando você descer até o subsolo e acertar a mola que existe dentro de todos nós, a subida vai ser meteórica e fascinante, a jornada mais emocionante da sua vida. Paciência, leitores, paciência, se você estiver em um período dos infernos. Ninguém tinha me avisado que ia ser tão difícil mas no final vai valer a pena, tá?! E muita fé, porque Deus não se atrasa nem se esquece, ele capricha 😉 (Eu não falei que era mais um dos meus posts do tipo luz no fim do túnel?) Bjs!

Separei fotos espontâneas da jornada dos últimos anos para compartilhar com vocês 😉 Gorda ou magra, loira ou morena, triste ou sorrindo, no mundo ou em casa. Foram muitos altos e baixos, desde o começo do blog, tipo 2010. Quanta vida nesse espaço de tempo, ufa! 😉

Istambul, Turquia
Istambul, Turquia
Lulu no Pais das Maravilhas
Santorini, Grécia (“nas antigas”)
Lulu no Pais das Maravilhas
Barco de Atenas para Santorini
Lulu no Pais das Maravilhas
Restaurante em Firá, Santorini
Lulu no Pais das Maravilhas
Subida para Thira Antiga, Santorini
Eu e mams de óculos novos
Poros, Grécia
Lulu no Pais das Maravilhas
Búzios, Rio de Janeiro
Lulu no Pais das Maravilhas
Macacos, BH
Lulu no Pais das Maravilhas
Caythorpe, Inglaterra
Vestido Cents
Macacos, BH
Patmos
Patmos, Grécia
Rhodes
Rhodes, Grécia
LULU em Halkidiki
Halkidiki, Grécia
meteora blog 6
Meteora, Grécia
foto loja santorini copy copy
Trabalhando em Santorini, Grécia
luana loira tirassia
Barco para Thirassia
óculos corfu 1
Trabalhando em Corfu, Grécia
óculos zakynthos 1
Zakynthos, Grécia
Empresária da moda copy copy
Trabalhando em Istambul, Turquia
Loja Virtual Cents
Trabalhando em BH, na loja virtual
lulu em Santorini
Lua de mel em Santorini
geração Bocejo
Templo em Cotia

Já dizia a minha avó: a inveja é uma merda (e olha que ela nem tinha facebook)!

Quantas vezes você já se pegou pensando que não existe sentimento pior do que aquela invejinha insistente da grama do vizinho? E quantas vezes você já se deu conta de que você deve ser o vizinho invejado?

Então, em ambos os casos a situação é ruim, degradante e perturbadora. E por mais que queiram me convencer que algo como “inveja branca” existe, eu ainda firmo o pé e bato na mesma tecla da sabedoria inestimável da vovó que dizia que a inveja é uma merda. E não é que ela estava certa?

Toda vez que uma amiga ia lá em casa e falava mal de alguma roupa nova no meu armário, a vó já sabia: “é inveja, querida!“. E eu, tolinha, pensava que nunca iria ter coragem de usar aquela saia em público, já que a minha grande amiga tinha detestado. Passado alguns dias, era batata (gíria da vovó!): a tal amiga me pedia a tal saia emprestada. A vó estava certa e eu era uma trouxa de ter ouvido a opinião invejosa da outra lá.

Os anos se passaram e eu parei de emprestar saias para as amigas. Parei de ligar para elas na hora de sair para balada, porque de nada me importava com qual roupa a outra iria sair naquela noite. Parei de me importar com a nota delas nas provas da escola e para o carro do namorado delas na faculdade. Eu decidi não me importar mais com tais assuntos porque eu estava super envolvida em criar uma vida diferente para mim. E no final das contas concluí que a opinião do outro é apenas a opinião do outro, nada mais (meu pai adora me lembrar disso, com frequência aliás kkkkkk).

Mas aí, apareceu o facebook. E se todo mundo está expondo a figura na medina e postando tudo que faz, que come e o que sente, eu achei que deveria fazer isso também. E, surpresa…..! A inveja tomou proporções gigantescas e ficou maior ainda que a rede social mais famosa do mundo. Mas e daí, certo? Se alguém quer invejar a minha vida é porque essa pessoa iludida só vê as pingas que eu tomo e nunca os tombos que eu levo…..(essa eu aprendi no interior de Sampa!) E coitada, deixa ela se iludir então e achar que tudo se resume a sombra, água fresca, viagens e selfies bonitas 😉

Na vida real, minha gente, o buraco é bem mais embaixo. Se cada 1.000 curtidas te desse um amigo novo, as blogueiras não seriam as pessoas mais criticadas da face da Terra. Se expor é tentador e receber elogios pode inflar o ego até os céus, é bom saber que lá do lado a queda é beeeeem maior. E mais doída. Sei lá, acho que sinto falta da época que a gente se esforçava para agradar aquela uma pessoa super especial na sua vida, mas quando escrevo isso pareço mais idosa do que a minha avó 🙂

Enfim, vivemos no mundo real e virtual agora e isso é tão bom quanto é ruim. O ideal é usar para o bem, para espalhar o bem, a verdade, o amor, a paciência, a beleza….tudo que a gente envia para o mundo, volta, sabia? Essa é uma outra coisa que minha avó me ensinou: “cuidado…. que tudo volta!”. Então pára de ficar invejando o perfil do amiguinho achando que a vida dele é sensacional, aproveita e usa esse tempo para idealizar melhorarias na sua vida. E tem outra também: nem perca seu tempo achando que ele está “fingindo ou mentindo”. Esse é o princípio básico do perfil virtual, a gente coloca o que a gente quer. Vocês eram assim tão novos na época do 145? Aquele número que a gente discava no telefone e falava que era linda, loira, 22 anos, peitos enormes e marquinha de biquini (era moda na época, tá?). E do outro lado, algum moleque de 14 anos cheio de testosterona respondia que ela alto, forte e tinha olhos verdes, seus amigos o achavam a cara do Brad Pitt. A conversa rolava e o flerte cafona também apenas – e devo ressaltar: apenas- no mundo das ideias. Nunca ninguém marcava um encontro. Pra quê? Se desiludir?

A vida real é a única verdade. Mas as vezes o ser humano precisa e muito de um tanto considerável de utopia para levar a vida. Aprendi isso na Grécia, com os sábios gregos utópicos, apaixonados e amargurados por amores impossíveis. Não são todos, é claro, mas eu conheci uma quantidade considerável de gregos que idolatra um amor impossível, um drama sem fim, uma vida secreta que ninguém mais sabe que existe. Deixei de ser quadradona e entendi que a utopia pode ser aproveitada de alguma maneira. Em um momentos mais, em outros menos, a utopia pode ser de grande utilidade para quem está insatisfeito com o jeito que as coisas estão caminhando de verdade, na única vida que eu realmente conheço, a real (essa mesmo). Mas a utopia é uma grande e enfeitada porta de entrada para a inveja e assim, todo cuidado é pouco. Querer ser mais magra, mais linda, mais famosa, mais rica para postar fotos como a fulaninha de tal não vai te fazer mais feliz. Sabia?

E se você é vítima de inveja (e quem não é?) deixo a minha dica. Na verdade é apenas um jeito menos desgastante de lidar com a situação mas não há resultados comprovados cientificamente. O melhor a fazer é postar tudo que você quiser, do jeito que você quiser, com as frases que você quiser e com a ideia que quiser expressar. Quem te ama de verdade, vai querer te ver feliz. Se quiser ser mais discreto em algum detalhe da vida pessoal ou afetiva, eu respeito isso. A mensagem e a declaração só precisa chegar até o destinatário correto e as vezes ele mora bem ali ao nosso lado, né?! Mas fora isso, poste tudo que estiver com vontade, fale com os outros com alegria de suas conquistas mas tenha humildade porque o mesmo Deus que tudo dá pode tudo tirar (não para te sacanear mas para te ensinar uma lição, eventualmente). Enfim, seja você mesmo, não pense e planeje tanto, apenas seja. Esconder-se não é o caminho pois é preciso mostrar a sua luz para que outros que querem brilhar sejam guiados.

E quanto ao resto? Os haters, os que criticam e pior, os que emudecem e nem conseguem te dar um parabéns frente a uma grande conquista? O que fazer com eles? Nada. Afinal, quem aí se importa com restos? E no mais, olhos gregos pela casa, carro, escritório….e cafifa do joão pelado para quem quer te zicar! Sai zica! Sai uruca! E vai ser feliz, porque o seu destino, assim como o meu, é leve 🙂