Ensaio fotográfico na ilha de Karpathos!

Olá queridas noivinhas e leitores!

Quem aí ama um um post recheado de fotos lindas e inspiradoras?

Nós adoramos ensaio fotográfico de noivos! Pode ser na nossa querida ilha de Santorini, ou em qualquer parte da Grécia. Ver clicks de noivas em lugares paradisíacos e divulgar nossos grandes amigos fotógrafos, é sempre um imenso prazer para nós!

 E pra começar essa semana com pé direito, vamos mostrar pra vocês algumas fotos de um ensaio que aconteceu na maravilhooosa ilha de Karpathos, na Grécia.

O olhar incrível por trás destas lentes é do nosso querido amigo grego, Antonis Karanikolas.

Atenção noivinhas que vão casar em Santorini e aproveitar a lua de mel para conhecer as outras ilhas gregas: Karpathos é destino certo para belíssimas fotos em um cenário de tirar o fôlego! #FicaDica

Chega de conversa e vamos às fotos:

Ilha de Karpathos
Ensaio de fotos de casamento na ilha de Karpathos – Foto cedida por Antonis Karanikolas

 

Ilha de Karpathos
Ensaio de fotos de casamento na ilha de Karpathos – Foto cedida por Antonis Karanikolas

 

Ilha de Karpathos
Ensaio de fotos de casamento na ilha de Karpathos – Foto cedida por Antonis Karanikolas

 

Ilha de Karpathos
Ensaio de fotos de casamento na ilha de Karpathos – Foto cedida por Antonis Karanikolas

 

Ilha de Karpathos
Ensaio de fotos de casamento na ilha de Karpathos – Foto cedida por Antonis Karanikolas

 

Ilha de Karpathos
Ensaio de fotos de casamento na ilha de Karpathos – Foto cedida por Antonis Karanikolas

 

Ilha de Karpathos
Ensaio de fotos de casamento em Karpathos – Foto cedida por Antonis Karanikolas

Me acompanhem nas redes sociais que todos dias temos materiais recheados de fotos inspiradoras!

Instagram: @luana_sarantopoulos e Facebook: /lulunopaisdasmaravilhas

Mil Beijos!

 

10 dicas para quem quer viajar mais!

Hoje vou dar 10 dicas para quem quer viajar mais! E quem não quer? 🙂

Eu amo amo amo viajar e viajo bastante tem quase 10 anos. Vocês que me acompanham, sabem muito bem que a rotina aqui é pé na estrada (Dubai -China – Turquia – ilhas gregas -polo norte – Europa – nordeste do Brasil  – América do Sul…) 🙂 Antigamente, eu viajava na raça estilo mochilão pelo mundo – nada a perder – vai e volta no Brail 🙂 Depois viajava muito para comprar coleções novas para a minha loja de roupas. E no momento atual viajo a trabalho, de férias, para acompanhar o marido e seguindo a minha agenda agitada de eventos! **Hello ilhas gregas 2016 🙂 Daqui a pouco eu chego!

A maioria das pessoas reclama que não tem tempo ou não tem dinheiro, não tem companhia e não tem coragem de viajar. Mas se você quer viajar mais, tá na hora de romper a barreira do “não tenho”. Não sabe como? Te ajudo 🙂

Este post é para vocês, queridos leitores, que querem viajar mais mas não sabem o que fazer para realizar este sonho. E acredite, sempre dá para viajar mais! Maaaaaass você vai ter que priorizar certas coisas e abrir mão de outras, tá? **Como tudo na vida!

Bora pra lista das 10 dicas para quem quer viajar mais!

  1. GASTE MENOS COM OUTRAS COISAS: Se você é da turma que não viaja porque tá sem grana, este é o item de ouro da lista. Se você quer viajar mais, faça isso uma prioridade na sua vida! Ou seja, hora de cortar salão toda semana/unha/buteco/ happy hours/comprinhas no mall/15 mil cores de batom/make/cosméticos/promoção de sapato/ cervejas importadas e por aí vai….já entendeu né?
  2. FUJA DO TRADICIONAL: na alta temporada os destinos estão caros e lotados. Se você puder viajar em outra época, fuja do óbvio! Prefira viajar um pouco antes ou pouco depois da alta temporada 🙂 O bolso agradece :)E também fuja dos locais muito badalados – ouse um roteiro inexplorado, sabe aquela cidadezinha delícia do lado do vucuvucu que tem um charme tranquilo e vale a visita? Aproveite!
  3. PESQUISA CONTÍNUA E PROLONGADA: Entre nos sites de busca de passagens e pacotes pelo menos uma vez por semana 🙂 Coloque alertas de preço se preferir!Se não tem ideia de onde vai, leia blogs de viagem, assista vídeos, siga pages no face, faça pesquisas abertas usando a opção “qualquer destino”. Para começar, dá uma olhada em todos os destinos da parte “viagens” deste blog!
  4. NÃO TENHA VERGONHA DE COMEÇAR PEQUENO: suas amigas estão passando o verão em Punta, o paquera do facebook tá em Dubai, a blogueira tal em Paris e tudo que você consegue é um convite para passar o final de semana na casa da tia no interior de Minas? Vá, mesmo que seja uma viagem pequena/simples e fácil 🙂 O mais importante é você se familiarizar com a ideia de viajar mais, de estar preparado para se mover, sair da zona de conforto e quebrar paradigmas. E vá feliz!
  5. COMPROMETIMENTO TOTAL: Decidiu que vai viajar, aí…foca! Na economia, na elaboração dos roteiros, na programação da viagem, mala – enfim, aproveite cada etapa da viagem e manda aquele aviso para o Universo que você quer viajar muito!!!!
  6. VÁ, MESMO QUE NÃO SEJA A SITUAÇÃO PERFEITA: Vá, mesmo se for na baixa temporada – vá, mesmo se o hotel não é aquele maravilhoso que você sonhara – vá, mesmo que você não tenha 1 mês livre. As pessoas que exigem condições perfeitas para viajar são as que menos saem de casa!
  7. ESCOLHA BEM A LOCALIZAÇÃO PARA SE HOSPEDAR: Se tem uma coisa que vale a pena investir na viagem é a localização da hospedagem. Por isso, coloque tempo e energia nesta parte da programação para saber qual é a localização estratégica naquele lugar. Pode ser que o melhor é ficar na praia, ou no centro, ou longe da muvuca, ou na própria muvuca! Estude o destino e seja sábio na decisão!
  8. ACHOU A PASSAGEM? ARRISCA! Quem pesquisa muito sempre vai encontrar aqueles preços inacreditáveis que parecem lendas urbanas! NY, Miami, Milão e América do Sul, sempre tem um voo muito em conta rolando por aí 🙂 Se você foi sortudo de encontrar, compre e se programa na raça!
  9. SAIBA SEUS CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS: Afinal, você sabe exatamente quanto ganha e quanto gasta no seu dia-a-dia? Você sabe quanto tem que pagar todo mês -estando aqui ou no Japão – e o que é variável? Então, senta e faz conta 🙂 Provavelmente, você vai perceber que aquela viagem dos sonhos está mais perto do que você pensava.
  10. CONFIE QUE VAI DAR TUDO CERTO E SE NÃO DEU – CORAÇÃO ABERTO, MEU POVO! Toda viagem tem imprevisto/cilada/bizarrices que viram história para contar! Passar aperto quando estamos em solo estrangeiro é normal e esquentar a cabeça com isso é perder uma das maiores lições que a viagem nos dá: a de crescermos na dificuldade e de vermos um mundo por outro ângulo! Aproveita e flexibiliza, babe!

Bem, para finalizar, coloco algumas fotos das minhas andanças pelo mundo. E aí, qual a sua próxima viagem? Qual o seu sonho? Espero que vocês tenham a chance de viajar muuuuuuuuito daqui pra frente! Te encontro pelo mundo 🙂 Bjs!

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Annecy, Alpes Franceses

Em 2016, não quero ser perfeita

Já me decidi: em 2016, não quero (nem tentar) ser perfeita.

Isso é cansativo, ou melhor, é exaustivo e totalmente irreal. E como é que nós, seres humanos (….tãaaaaaao evoluídos), caímos nessa cilada mais primitiva do que correr atrás do próprio rabo?

Não sei, mas sei que caímos. E como 2015 (que ainda não acabou e vem aprontando todo tipo de surpresa até o dia 31 pelo visto) foi e está sendo um ano cheio de assuntos irreais  e acontecimentos inacreditáveis, desconfio que você, assim como eu, deve estar um bocado cansado. Gente, como a loucura e o stress cansam!!!!

E já que estou cansada, decidi começar a cortar as coisas que mais sugam minha energia e que não me levam muito longe. Me olhei no espelho por um minuto e logo comecei meu esporro mental sobre as coisas cheias de glúten que comi nos últimos dias. E lembrei do espumante que bebi demais no lançamento do livro e da comida gostosa da mama, que acabei exagerando…. Foi assim que comecei com a lista infindável de coisas que penso que quero mudar no meu corpo e me lembrei de que não fiz atividade física essa semana. Me culpei terrivelmente, afinal em poucos dias estarei em Punta, ao lado de modelos e novinhas saradas……que preguiçosa que eu sou!

E aquela “voz” do bem veio me salvar. Ufa! Um anjinho que mora na minha cabeça veio em minha defesa.  Sério, Luana? Sério? Depois de emagrecer quase 10 quilos e manter um ritmo de treino 6 horas da manhã por 2 anos você ainda se recrimina assim? Se chama de preguiçosa? A voz do anjinho do bem da minha cabeça estava furiosa. Como posso ser tão destrutiva e ainda dizer que me amo?

Não posso. E escolho me amar. Chega dessa neura de corpo perfeito. Claro que continuarei malhando e me exercitando porque gosto e acima de tudo, quero ter um corpo saudável, que funcione bem, mesmo e apesar do insano stress de uma vida em São Paulo. Estarei mais cheinha que as modeletes de Punta, mas sou feliz assim 🙂 Afinal, sempre fui daquelas que tinha mais “corpão”e nunca fui a modelete mesmo 🙂 Esta sou eu! E sou bonita assim! (O anjinho me convenceu!)

Segundo tópico: trabalho. Em 2016, quero continuar investindo nas minhas ideias fantásticas, nos meus escritos sinceros no blog, nos meus próximos livros com alma. Quero me chatear menos com comentários das pessoas que acham que todo produto tem que ser padrão e vou fincar meu pé no meu ponto forte. Sem medo de assumir o que sou. E recomendo o mesmo para todos. Ah, a parte financeira. Vou me esforçar bastante, como sempre, mas vou me cobrar menos. OK,  eu não fui a milionária mais jovem do planeta!!!!! Na labuta desde os 16, executei todo tipo de trabalho então sei que posso dar meu jeito se precisar 😉 E a grana vem continuamente, e ela é muito bem vinda. Quero focar mais na prosperidade, como um todo, e menos em valores pré-determinados por alguém que não sabia nada sobre a minha vida!

E sobre ansiedade…..aiaiaiaiaiaia. Quero ser menos ansiosa em 2016. Mas acima de tudo, quero aceitar a minha ansiedade porque ela não é absurda nem anormal. Eu me proponho a buscar grandes conquistas, talvez pelo meu sangue grego de colonizadora, talvez pele meu coração grande de sonhadora. Quero aceitar meu ritmo e parar de achar que ele é louco, porque ele não é. Para mim, não. Eu sou super ativa e realizo coisas fantásticas, com a ajuda de Deus. Quero continuar assim e quero me orgulhar mais disso. Afinal, em 2015 posso dizer que “quase segurei minhas pontas” o ano todo. Apesar de toda a loucura que envolveu os 12 últimos meses. Tenho que me dar aquele “tapinha nas costas”por ter mantido a sanidade mental e aceitar que realmente teve muita coisa pesada sim. E que sou APENAS HUMANA.

É isso, é hora de virar o jogo. Acho que você deve ter sua lista de críticas mental pronta e decorada mas vire-se contra ela. Pegue cada um dos itens e fale algo de muito mais valor que você realizou nesses meses. Quero ver se seu botão de auto-sabotagem é tão poderoso assim!

E sim, estou orgulhosa das minhas falhas de 2015. E estou feliz pela força que se esconde atrás de cada uma das falhas. Ainda foi tempo, em 2015, de aceitar que tive medinho de voar aqui e ali, mesmo porque eu sobrevivi firme à tempestade do século em um voo de 3 horas de Shangai para Guanzhou, enquanto o avião sacudia sem parar na madrugada e todos os chineses tomavam sopa e vomitavam. Ok, eu estou mais forte e maior nas fotos deste ano do que nas do casamento ano passado. Normal (o anjinho afirma!), afinal voltei a malhar direito enquanto no ano passado eu estava lesionada. Óbvio que meus braços estão maiores 🙂 Além do mais, eu tive preparo suficiente para subir a Muralha da China! Olha que feito!

Tudo bem se eu fiquei meio confusa na minha última viagem da Grécia, pois eu amo Santorini e lembrei da minha vida simples na ilha e aquilo era bom. Quando voltei para a loucura de São Paulo, quase pirei. Deprimi. Mas eu fui forte o suficiente para voltar e não fiquei na ilha, apesar de todas os convites tentadores de trabalho e propostas sérias e impraticáveis amorosas (e olha que eu sou uma mulher casada, mas os gregos são teimosos kkkkkkk). Voltei para minha vida, meu marido, minha casa em SP. E sou feliz aqui. Voltei para rotina que eu aceito como minha vida e é certo que vou sentir saudades da ilha. E daí? Temos cabeça, alma e coração, então somos paradoxais mesmo! Saí do buraco e ainda consegui lançar meu primeiro livro!!

A lista é longa, mas o que importa é que descobri que, sem exceção, atrás de cada grande “falha”cometida este ano, tinha uma grande força e vontade de fazer a coisa certa. De ser uma pessoa melhor, se ser uma versão melhor de mim. E se eu tivesse entendido isso antes, talvez tivesse sofrido menos, com certeza teria me cobrado menos. Mas ok, nada de me cobrar agora “ter sido mais legal comigo antes” e blablabla. Ainda há tempo e agradeço por me tocar ainda em 2015. Ano novo, vida nova.

Já me decidi: em 2016, não quero (nem tentar) ser perfeita. Quero ser apenas melhor do que a Luana de 2015. Dito tudo isso, faço o convite…vem comigo?

Por um 2016 com pessoas mais humanas! E menos estressadas 🙂 Bjs!

Linda foto da fotógrafa Bianca Ramos! casamento em Santorini foto de noiva praia vermelha

Enfim, uma escritora!

Bom dia, pessoal!

Hoje, finalmente, me cumprimentei  no espelho pela manhã e me parabenizei pela novidade: agora sou uma escritora oficial, com livro publicado! Para celebrar, posto para vocês algumas palavras que falei no lançamento.

Claro que vai ter post com fotos e com orientações para conseguir o livro online….agora é só começo! Bjs e obrigada pelo apoio de sempre!

“Acho que alguns de vocês sabem que eu escrevi este livro em apenas 3 meses. Na verdade, não este livro, mas a trilogia completa, que chegou a quase mil páginas. E foi por este motivo que estamos lançando aqui o livro parte 1 apenas. A parte 2 e 3 já estão prontas e serão lançadas na sequência ano que vem.

Escrever este livro foi a coisa mais difícil que eu já fiz, e olha que eu já aprontei muito na minha vida, como vocês vão ver quando lerem a história. Eu fiquei dentro de casa, quase sem nunca sair, escrevendo 12, 15 horas por dia. Acordando no meio da madrugada para escrever, escapando de velório para escrever. As palavras não escolhiam hora certa, não respeitavam dor e nem cansaço.

A personagem Sofia conversou comigo noite e dia,  durante este tumultuado período e levou a minha vida do céu ou inferno inúmeras vezes consecutivas. Nunca pensei que seria tão difícil ser uma escritora, mas acho que até um certo ponto, menosprezei a minha história. Acho que até o começo do ano, eu me considerava uma mulher jovem com alguma experiência… mas quem aí nunca passou por poucas e boas?

E a história foi tomando corpo, quase que sendo vomitada por mim. As palavras surgiam, a música grega melancólica escorria pela casa e tinha noites que eu desabava no choro. O meu marido observou tudo de perto, um tanto quanto assustado, mas sempre confiante do resultado. Foi desde o começo, quando eu vi que estava para abrir a caixa de Pandora de uma parte intensa minha vida, que me perguntei: “Será que eu vou até onde?”. Ele disse, daquele jeito encorajador: “Vai full, vai tudo. Senta o dedo”. E eu falava: “Mas o que as pessoas vão pensar…?”….”Meu amor, escreve o que você quiser. É o jeito que você escreve que encanta as pessoas, elas vão te entender”.

E foi assim que tudo aconteceu. Quando o livro ficou pronto, começou a corrida pela editora, que foi mais uma história longa, desgastante e complicada mas vou poupá-los de detalhes. O importante é que chegamos aqui, inteiros. E juntos, mais unidos do que nunca.

De um jeito estranho e totalmente inesperado, o livro trouxe alguns personagens de volta na minha vida. Personagens importantes, mas que há tempos tinham sido esquecidos voltaram em cena e eu, mais apavorada que a personagem Sofia, jurei que eles tinham voltado para me assombrar, para acabar comigo. Era apenas mais uma surpresa boa, vindas de terras distantes da Grécia, só para me avisar que a vida continuou mesmo quando eu dei as costas para a ilha de Santorini. Que estava tudo bem, que ninguém me odiava, que eles sentiam muito por qualquer mal entendido do passado. E eu, frente a esta surpresa agradável do destino, respirei aliviada e dei mais um passo no exercício que considero o mais difícil na arte de viver. Perdoei o passado. E parti em busca do meu auto perdão.

E entre choros, viagens, pirações e celebrações, chegamos ate aqui. Graças ao meu maior amor do mundo, meu marido, que me apoiou, me levantou, me sustentou, mesmo quando eu estava encorporada em uma personagem difícil, teimosa e atrapalhada quanto a própria Sofia. Que me abraçou mesmo quando eu gritava que queria ficar sozinha em uma barraca até voltar ao meu normal, que aturou todas as maluquices que é viver com uma escritora, que busca a arte das palavras e as valoriza acima de quase tudo. Que me deu a mão para eu ter certeza que não iria romper a linha tênue que separa a beleza da arte verdadeira e o mundo escuro dos sentimentos que nunca vamos entender.

Escrevo, acima de tudo, para que possa me curar e levar algum alívio aos outros. Principalmente, às mulheres da minha geração. Escrevo porque algumas coisas são tão intensas e doloridas que não consigo falar.”

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Mil passos até aqui

Hoje é um dia muito especial para mim. É o dia que realizo um sonho secreto que venho, alternadamente, alimentando e sufocando ao longo dos últimos dez anos. É o dia do lançamento do meu primeiro livro.

Eu gosto de acreditar que será apenas o primeiro de muitos, mas o primeiro livro, assim como o primeiro beijo, o primeiro namorado, o primeiro homem, o primeiro casamento é muito especial….bem, alguns primeiros têm mesmo o seu lugar assegurado em nosso coração. E sempre terão.

Faz dez anos que me questiono sobre as minhas experiências, que eu me pergunto coisas torturantes do tipo “que merda eu vim fazer nesse mundo?” e por aí vai. Dez anos que sofro calada sobre as dores que senti, que escondo os tombos feios que levei, que calo as dúvidas quanto ao meu caminho.

Dez anos que fiquei tentando me encaixar no modelo de trabalhadora de empresa ou de empreendedora de negócios. Dez anos que tento ganhar a vida labutando insanamente mil horas por dia e acreditando que não se consegue nada sem muito suor. Dez anos sem aceitar que eu poderia ser, no final das contas, “uma artista”.

Dez é um número meio tenebroso né? E dez anos me parece uma eternidade. Olho para trás e vejo que os últimos tempos foram uma jornada tensa e turbulenta, com muitos começos e fins, mudanças de paradigmas e de endereços, de países, de valores…O caminho foi longo e sinto que dei mil passos até aqui, ou melhor, para chegar até aqui. Brasil, Grécia, Belo Horizonte, ilha de Samos, São Paulo, Santorini. Loja – faculdade – loja-  cafeteria – loja – escola de inglês – loja – loja virtual… É, se eu não prestar atenção, vou acabar me convencendo que dei muitas voltas no mesmo lugar!

E será que existe um outro jeito? Um atalho? Um caminho menos sofrido? Será que existe uma cota de dor, ou melhor, de erros que precisamos cumprir? E essa m**** dessa peleja não acaba nunca?

Bem, leitores, não sei se acaba, mas acho que muda. Mil passos lá atrás, eu era uma menina com medo da solidão, mas animada e aflita para me jogar no mundo. Hoje eu prefiro botar um pé antes do outro, e penso duas vezes antes de pular de olhos fechados. Eu não tenho medo da solidão e até gosto dela, eu só tenho medo de fazer as escolhas erradas. Ah, por quê?…Por acaso existe alguma placa óbvia dizendo “escolhas certas”? Não.Não tinha nos mil passos lá atrás e ainda não as vejo.

As muitas vidas que couberam nos últimos dez anos me deixaram cansada como uma velhinha. Eu questionei, inúmeras vezes, se as coisas nunca iriam dar certo para mim, se eu não ia encontrar aquela pessoa especial ou aquele trabalho que eu amo. Questionei a minha missão. Questionei o meu caminho.

Mil passos lá atrás eu não tinha certeza de absolutamente nada, mas hoje acho que tenho menos dúvidas. Aprendi poucas coisas, mas algumas se mostraram lições valiosas. Entendi que eu sou uma sobrevivente, assim como muitas mulheres que tiveram e têm caminhos difíceis, mas eu percebi que eu sou muito mais do que isso. Eu sobrevivi para contar a história, para escolher um novo caminho. E hoje estou aqui fazendo isso, apesar do medo de seguir uma profissão complicada como a de escritora, apesar do apreensão do sucesso financeiro, apesar da desaprovação de alguns. Medo, meus caros, ele existe sim e ele sempre esteve lá. E tenho que ser muito maior do que ele, como sempre tive que ser. E assim como fiz tantas vezes antes, vou pular no abismo de novo, esperando pelo melhor e pronta para o que Deus enviar 🙂 É, algumas coisas não mudam nunca!

Boa sorte para mim e para todos que iniciam um nova jornada e um novo desafio hoje. Parabéns para quem tem coragem de viver por inteiro, quem se entrega para a vida de verdade. Para quem faz seu 50%  (que as vezes parece 2500%) e que acredita que Deus vai prover e entregar o que quer que tenhamos que vivenciar. Aplausos para quem aceita e pula as pedras no caminho sem resmungar tanto, fé para aqueles que precisam levantar mesmo com uma dor quase insuportável. Um bravo para quem quer ir além. Um salve para quem sabe que para viver é preciso muito mais do que estar vivo!

E para todos os outros, coragem. Porque o tempo passa e não se pode voltar no tempo…clichê sim, mas honestidade pura.

É isso aí, hoje é sim um dia especial. Mais uma coisa que risco da lista de tudo que quero fazer enquanto Luana nesse mundo. Mil passos até aqui e uma certeza…..muitos passos ainda estão pela frente.

Agradecimento do tamanho do mundo para todos vocês que estão torcendo por mim, em cada cantinho do mundo! Obrigada mesmo! 🙂

Lulu no Pais das Maravilhas 4

Terrorismo: só nos resta lamentar?

Não.

É preciso agir. Só que antes de agir, é preciso pensar.

Por que estamos vivendo em um tempo no qual atos terroristas pipocam a todo instante por todo o globo?

É abominável, é triste, é desolador, é assustador. Depois dos lamentáveis acontecimentos do final de semana em Paris, sentimentos ruins de toda natureza tomaram conta de mim. Eu confesso que não sou daquelas pessoas que acompanham todas as notícias mas não tem como ficar indiferente frente a tanta desgraça. Seja no coração da Europa, na África, na já destruída Síria ou em qualquer canto esquecido do planeta, o absurdo do terrorismo atual é devastador.

Há quem diga que é isso que eles querem: apavorar o mundo. Outros afirmam que são atos isolados e oportunistas. Outros afirmam que o Estado Islâmico é mais articulado do que se poderia dizer. E ainda, tem o time dos que têm certeza de que o pior está por vir. E frente a tanta confusão e violência, eu não paro de me perguntar: o que há de errado com as pessoas?

É sabido que de tempos em tempos o mundo presencia certos tipos condenáveis de comportamento. Sejam eles ligados a disputa de território, desrespeito a diferenças culturais ou questões raciais, o ser humano volta e meia teima em se matar. 🙁 Mas a situação atual tem me deixado especialmente brava e triste por inúmeras questões. Já aviso que eu não sou historiadora, nem jornalista e aqui expresso apenas a minha simplória opinião:

  1. Fico brava pelos outros 99% islâmicos, que agora têm seu nome vinculado a um grupo extremista que age em nome de menos de 1% do grupo real de islâmicos no mundo;
  2. Fico triste pelas crianças e suas famílias da Síria que estão sendo executadas a sangue frio ou que estão se envolvendo em missões suicidas para fugir para o outro lado do mundo;
  3. Triste e desolada pelos ataques na França e no mundo inteiro, pela vítimas, pelas famílias e também pelo fato de que já não nos sentimos seguros em lugar nenhum;
  4. Triste pelos gregos das ilhas do Dodecaneso e por todos os outros que estão tendo suas vidas viradas de cabeça para baixo por causa do número insano de imigrantes que chegam ao país;
  5. Triste por ter medo de escrever este post, sem saber se vou ser atacada por falar o que penso;
  6. Triste por concluir que as mesmas ferramentas de pesquisas que são perfeitas ao capitalismo (e que não param de me avisar sobre novas hospedagens em Punta Del Este) são totalmente inexistentes ou falhas para acompanhar a movimentação de pessoas com atividade suspeita;
  7. Triste de dedicar meus pensamentos a coisas tão mórbidas e trágicas, enquanto a vida continua, de um jeito ou de outro….
  8. triste de…..CHEGA! AFINAL…. SÓ NOS RESTA LAMENTAR? O QUE PODEMOS FAZER?

Eu não tenho receita de bolo, mas depois de conversar com muitas pessoas, concluí que temos SIM muito o que fazer. São coisas pequenas e sutis, então eu e você podemos começar AGORA. E para conseguir exemplificar melhor o que quero dizer, vou compartilhar um pouco da história de um jovem que conheci na última viagem pela Grécia. Eu estava na praia com a minha prima e ele passou vendendo alguma coisa, que nem me lembro o que era. Tentamos nos esquivar, mas ele insistiu e começou a contar sua trajetória. Resumindo: Ele era um menino normal, mas com a crise seus pais perderam o trabalho – e a triste saga começa: ele sai da escola e vai trabalhar – a crise piora – no trabalho já não ganha nada – depressão e ansiedade – ele vai para as drogas – vai morar na rua – chega no fundo do poço – a família resgata – ele se trata – começa a escrever letras de música – crise econômica só piora – faz raps contra o governo – é preso e apanha muito – vai para a Igreja – começa a escrever rap para Jesus – e agora virou um religioso que eu quase chamaria de radical.

Antes de tudo, quero dar algumas explicações. Não pretendo, com este exemplo, explicar como nasce um terrorista. Não estou defendo, nem justificando nada. E nem rotulando o pobre jovem de terrorista. Existem muitas pessoas de fé inabalável (eu mesmo tenho muita fé e sou rezadeira convicta) que nunca colocariam uma arma na mão. (É melhor deixar isso bem claro, senão a chuva de comentários de pessoas que parecem que só leem uma frase vai ser pesada…). Eu apenas estou me perguntando, em voz alta, se não estamos em uma sociedade que está gerando mais terroristas do que pessoas pacíficas. Mais depressivos e ansiosos do que felizes e realizados. E se este é o cenário, o que podemos fazer para evitar que o radicalismo e extremismo tome conta?

Nós nunca podemos adivinhar qual é a história de vida da pessoa ou quais valores ela aprendeu em casa. Não podemos imaginar quem está atravessando uma fase desgraçada ou afundado em uma depressão. Não. Mas podemos parar de destilar raiva no mundo, podemos parar de ser radicais e extremistas sobre todo e qualquer assunto. E lógico, temos que parar de cobrar que as pessoas sejam radicais também. Alguns vão se manifestar sobre os atentados por escrito, outro vão mudar a cor do perfil, outros vão rezar em casa, outros vão mandar doações. É PRECISO QUE SE RESPEITE MAIS O ESPAÇO DO OUTRO, O MOVIMENTO DO OUTRO. Podemos parar de xingar o coleguinha de direita, ou de esquerda. Podemos parar de dividir o mundo entre negros e branco, entre gays e heteros, entre mulheres e homens.Podemos parar de mandar recados mal educados no facebook quando ciclano ou beltrano fala A ou fala B, podemos parar de agredir o outro em todo e qualquer discurso, seja ele real ou digital. Podemos trabalhar uma arte que há muito vem sendo esquecida ou ignorada, que é a ARTE DE CONVERSAR. Podemos parar de ver o mundo dividido em dois, pois do contrário nós apenas enxergamos um contra o outro, escola pública X privada, Zona Lesta e Zona Oeste. É preciso falar e ouvir, pausadamente e com o coração. Se somos contra o radicalismo e extremismo (e somos sim, pelo amor de Deus!) temos de parar de ser radicais em nossas rotinas diárias!!!!!!!!! E isso já seria um grande começo 😉 Nossos tatara tatara tatara netos agradem 🙂 E quem sabe, se eu for bem sucedida, não haverá um mundo melhor para nossos filhos? Vale a pena tentar….

Em um mundo onde a Europa já não é o paraíso, nem “islâmico” é apenas denominação para o praticante de uma religião, é preciso entender que algo tem que mudar. E se esperarmos este ALGO MÁGICO E SUPERIOR vir de fora, do alto, vamos esperar sentados.

Faça sua parte daí, que eu faço a minha daqui. E vamos conversar mais a respeito disso.

Uma semana de boas vibes e reflexões a todos! E muita luz às vítimas e às famílias de todos que estão sofrendo.

paz no mundo

31 coisas que você deveria fazer aos 31

Hoje, completo 31 anos de vida. E por mais que eu insista comicamente em convencer meu marido que eu tenho a aparência de 20 e poucos, eu não me envergonho de estar dando mais um passo embaixo da porteira dos 30s. A vida, por mais complicada, dramática e bagunçada que possa ser, sempre vai valer a pena. E é maravilhoso poder comemorar mais um ano de vida!

Ao contrário do que muitos possam pensar, a minha vida não é um mar de rosas. Eu não tenho uma vida dos sonhos. E tenho problemas para dar e vender, assim como todos os humanos que eu conheço. De saúde, de grana, de trabalho, de frustação, de relacionamento, de família. Ixi, e 2015 foi e está sendo um ano de muitos desafios (talvez os maiores dos últimos 10 anos….!). Ficou surpreso? Achou que eu só vivia de sombra e água fresca, nas praias gregas?

Pois é, não é nada disso. Mas ainda assim, me considero uma abençoada por estar vivendo cada momento do presente e uma sortuda por cada momento do passado. Mesmo os muuuuito ruins, mesmo os desesperadores. Em conversa com minha mãe, percebi que minha vida sempre foi intensa e complicada e que os tombos foram muitos e bem feios, mas que eu sobrevivi. Então, sobreviverei de novo. E sairei mais forte lá do outro lado do túnel.

E claro, o dia é de celebrações e não de lamentos. Por mais confuso que possa ser o momento, já consigo ver luzes na estrada e algumas sensações animadoras começam a me contaminar, as pessoas certas voltaram a aparecer, a energia boa me encontrou de novo. E quando a zica começa a se despedir, é a melhor hora de colocar ordem na casa e fazer aquele balanço final de quase final de ano. Quem vem junto?

Apresento abaixo a lista das 31 coisas que a gente deveria fazer aos 31! 😉 E se você ainda não leu o post do ano passado, aproveite para conferir as 30 coisas que você deveria saber aos 30. No ano passado, eu aprendi vários coisas novas e neste ano decidi colocar em prática. E adivinha? Na prática é tudo mais complicado, intenso e divertido também….vamos aos resultados?

1.Continuar errando. Errar faz parte do processo natural da vida, é sinal de que você está vivo e que está tentando fazer alguma coisa diferente. E ninguém ainda me convenceu que existe outra maneira de aprender o que realmente vale a pena.

2.Continuar arriscando. Porque existe uma sabedoria inata e inquestionável na frase que eu ouvi a minha infância inteira “quem não tenta não faz” e a irmã dela “quem não arrisca, não petisca”.

3.Continuar sonhando. A vida pode ser, em muitos momentos, um tédio. E pior ainda, um pesadelo. Manter um sonho nos mantêm humanos e positivos.

4. Continuar tentando acertar. Tentar, errar, cair, levantar….tudo isso para que um dia a gente possa olhar pra trás e dizer: “Agora acertei!” (será que este dia chega…?)

5. Continuar aprendendo. Estar aberto as experiências, sejam elas boas ou ruins, é uma das melhores maneiras de passar pela vida. E se ainda não acertou, pelo menos aprenda as mil maneiras de não fazer alguma coisa 😉

6.Conhecer pessoas novas. Elas vêm para te ensinar a ter paciência, a respeitar as diferenças, a ter cuidado, a amar o outro, a entender o problema alheio. A se ver no espelho. E essencialmente, a parte mais legal de conviver com pessoas é aprender a amar!

7. Conhecer a pessoa certa. Ufa, isso já dá um grande alívio. Ter uma pessoa para passear de balão quando o dia estiver bonito e para fechar as janelas da casa quando a tempestade chegar faz muuuuita diferença na vida.

8. Desviar das erradas. Entra ano, sai ano, sempre temos em mente uma lista de pessoas que nos tiram do sério, que nos prejudicam, que nos perturbam. E é preciso sair de perto delas #simplesassim

9. Controlar a ansiedade. Porque um grande amigo meu sempre me disse que preocupar antes, é preocupar duas vezes.

10. Focar energia no que vale a pena. Já percebeu que quando focamos energia em algo aquilo acontece? Realiza? Se multiplica? Seja para o bem ou para o mal, você atrai as situações e pessoas para a sua vida. Então, corrija a rota e foque no que você quer e não o contrário!

11. Separar a luz das sombras. Fato que existe luz e sombra e elas quase sempre andam lado a lado. A parte boa disso é saber que se você está na sombra é preciso caminhar apenas alguns passos para conseguir ver a luz. E isso vale para toda e qualquer situação da vida #senhoraotimista 🙂

12. Separar o real do imaginário. Este foi o desafio do ano para a pessoa aqui que ficou escrevendo sobre personagens que viveram inúmeras situações baseadas em fatos reais da vida…aff….Mas é preciso acordar para a realidade, sempre!

13. Separar o hoje do ontem. Desafio número 2. Gigante e difícil para mim e para a torcida do Flamengo e do Corinthias (juntas!). Ainda não tenho tantas dicas a respeito, mas sei que para ser pelo menos “um cadim” feliz é preciso fazê-lo.

14. Enxergar o sonho no amanhã. Porque sem um objetivo final, nem dá vontade de sair da cama!

15. Enxergar a felicidade no hoje. A vida é bem mais leve quando a gente é feliz. E as vezes para deixar a felicidade entrar pela porta da frente, é preciso apenas um sorriso.

16. Exercer o perdão no ontem. Para seguir em frente, é preciso perdoar os outros, as situações trash, é necessário perdoar Deus!! E perdoar a si mesmo está incluído aqui, ok?

17. Praticar o amor à vida. Mesmo se a vida estiver tumultuada, encontre algo de maravilhoso nela para amar!

18. Praticar o bem mesmo na tempestade. Li em alguma parte de um livro que falava do Alcorão que quando a tempestade está muito forte lá fora, o melhor a fazer é fechar a casa, as janelas, reunir a família e elevar a alma. Bora tentar fazer isso ao invés de ficar no vento dos relâmpagos enraivecidos pedindo para Deus “manda mais, manda mais!” (Quem aí lembra do Tenente Dan do Forrest Gump?)

19. Acreditar no seu trabalho, mesmo que ele não renda tantos $$$ como você queria. Mesmo porque, tudo na vida é uma questão de timing e esforço 😉

20. Acreditar na intuição. E na força que temos aqui dentro. Não sabe o que fazer? Vá para seu quarto e pergunte a si mesmo.

21. Acreditar nas pessoas. Porque eu ainda acho que tudo mundo é inocente até que se prove o contrário…e se você acreditar no oposto extremo, nunca vai ter paz na vida.

22. Descobrir o poder da mente. E entender o peso gravitacional de cada pensamento, pois o poder da atração não é papo de esoterismo e todo mundo já sabe disso. Pratique!

23. Descobrir a paz da meditação. Esta eu tenho que me esforçar mais, mas vou tentando…

24. Descobrir o poder da fé. Daquela fé inabalável, daquela fé que é cheia de paciência e esperança de dias melhores.

25. Aproveitar a família. Como você já percebeu, estamos todos ficando mais velhos e o tic tac do relógio não pára! Quem sabe quantos dias teremos pela frente..ou nossos pais…? Ou nossos irmãos….? Ou aquele primo que eu sou brigado? Então, desfaça as brigas porque o amanhã é incerto.

26. Reavaliar os estragos feito até aqui. Ano bom, ano ruim, não interessa. É hora de pensar em tudo que foi feito e entender que as vezes é preciso reagrupar as forças antes de dar o próximo passo.

27. Guardar o que interessa. E o resto: LIXO!

28. Revisar as lições aprendidas. Para tentar aprender de verdade com os erros e não ficar repetindo de ano….

29. Respirar fundo. Ar entra, ar sai….

30. Agradecer. 🙂

31. Seguir em frente  !!!!!!!!!!!!!

Porque ano que vem, sem dúvida nenhuma, tem muito mais 😉 O aniversário é meu sim 😉 Mas desejo tudo de melhor em dobro para todos vocês!!!! BJss

Lulu

A vida e suas escolhas difíceis

Eu estaria mentindo se eu escrevesse aqui que todos os dias da minha vida penso na ilha de Santorini. Seria mentira falar que todas as vezes que olho para a minha janela nublada de São Paulo, vejo a caldeira da ilha grega mais fantástica do mediterrâneo. Seria. Do mesmo modo que seria enganação afirmar que nunca penso nisso.

Ainda mais depois da minha última visita a ilha, em Setembro deste ano. Falei muito pouco aqui do blog das mudanças que me arrebataram depois da viagem, mas é que tem coisa que a gente nem consegue verbalizar, nem escrever no diário escondido. Nestes últimos dias em Santorini, senti uma saudade avassaladora da comida da ilha, do sol na caldeira, da lua cheia no céu. Isso porque, estranhamente, me senti parte daquilo de novo. De chinelos havaianas o dia todo, tomando 5 cafés frappés por dia, comendo todo o glúten que uma dieta mediterrânea recomenda e quase nem entrando na internet, me senti parte de algo muito maior. Me senti conectada com o mundo.

Como assim?  Eu moro em São Paulo e até onde eu sabia, eu era feliz aqui. Tenho trabalho, tenho amor, tenho casa, tenho tudo que eu poderia querer…não tenho? Então como eu posso ser tão dividida em duas para me sentir em casa em uma ilha no meio do nada? Sem restaurantes renomeados, sem hospitais decentes, sem faculdade, sem “estrutura”….bem, porque talvez eu tenha me dado conta de que isso não fazia diferença quando o vulcão estava na minha frente!

Tá. Pergunta número dois: então por que você foi embora de Santorini? Você não morava lá? Então, difícil responder em uma linha, mas vou tentar: a vida ficou tão complicada por lá que tudo que eu precisava era um motivo e Deus me enviou um incontestável. Meus papéis gregos foram misteriosamente negados depois de anos de processos. E aí eu juntei minhas malinhas e dei as costas para vulcão, na viagem de barco mais longa e dolorosa da minha vida. Mas quer saber? Quando a dor fica muito grande, a gente aperta um botão de “pânico” e congela. A gente sobrevive ao sufoco e depois de um tempo, a gente finge que não aconteceu. A gente até esquece.

Difícil? Foi demais. Mas saí da ilha com uma sensação de alívio. As vezes a gente faz o que acha que tem de fazer, e a ideia de que “não tinha outro jeito” é uma benção para as nossas escolhas. Os anos se passaram, meus papéis gregos estão finalmente quase prontos (inacreditavelmente e com um delay de 6 anos, mas ok – tudo acontece na hora que tem de acontecer, né?), a ilha prosperou, as oportunidades de trabalho triplicaram e os convites para passar o verão foram muitos.

Chorei todas as lágrimas de 2015 quando entrei no barco que iria me levar para longe de Santorini (de novo, que merda!). Cheguei em São Paulo determinada a convencer meu marido a comprar uma casa de verão na ilha e ele riu de mim. Como assim? Agora mais essa? Não basta viajar para o outro lado do mundo todo ano, tem que ter uma casa lá? Vai viver trabalhando no turismo, tomando mil cafés e engordando com a comida, tratando com aquele povo difícil de ilha? E ele tinha razão. Algumas coisas não mudam nunca.

Ou mudam? Não sei, não tenho esta resposta, ainda não. Mas sei que tem sempre um outro lugar que poderíamos estar. Sempre tem uma vida que sonhamos que seria a nossa, se isso ou aquilo acontecesse, um dia, quem sabe. Tem sempre um destino certo que serviria de refúgio se a gente tivesse que fugir da nossa realidade. Tem aquele cenário que a gente monta na cabeça e aquela história que a gente imagina na tela mental antes de dormir, todas as noites. Mas eu sempre escuto que a vida é feita de escolhas e bem, eu fiz as minhas. E tenho que me responsabilizar por elas, certo?

Sim, e na maior parte do tempo, sou feliz. Mesmo porque a tal felicidade se apresenta como um mosaico bonito de um pouco de tudo que vivemos no dia-a-dia e se você piscar, nem vai ver que é feliz. Então, concentre-se no que você tem, no que você pode, no que você vive (é o que eu falo para mim, todos os dias pela manhã). Devemos ser gratos por tudo que vivemos, pelas lições que aprendemos.

E se um dia, quem sabe, Deus, o destino, o Universo, o coração impulsionarem suas escolhas para o outro lado do mundo, coragem e boa sorte. Não existe caminho fácil e quando a gente ganha a limonada, a gente perde os limões. Clichê mas puramente verdade. O segredo talvez esteja em focar no que se ganhou ou no que se vai ganhar, sempre, sempre. Porque o que está perdido, bem, está perdido. E viver com medo do que se perdeu ou do que se pode perder é o jeito mais inútil de passar seus dias.

Bem, é isso! Desejo uma semana especial para todos! Coragem para quem quer fazer a travessia e calma para quem sabe que ainda não chegou a sua vez…:) Bjs!

lulu em Santorini

o que fazer em Santorini Fira Santorini

O que fazer em Santorini Fira
Eu na caldeira de Fira

o que fazer em Santorini

Praia de Perissa o que fazer em Santorini
Eu na Praia de Perissa
Praia Vermelha ao amanhecer
Praia Vermelha ao amanhecer

Conheça mais um personagem do meu livro “Memórias de uma Noiva de Santorini”!

Hoje é dia de mais um pedacinho da história do meu livro!

Tarefas, assuntos, emails, posts de viagens e fotos bacanas não faltam no meu pc e celular, mas não consigo pensar em outra coisa que não seja o lançamento do meu livro! AEEEEEEEEE! Tá quase!

Então vocês me perdoam o atraso nas postagens da Suíça e me permitem colocar mais um trechinho do meu livro? Eba! Esta parte especial descreve mais um personagem que vem por aí, para bagunçar totalmente a vida da protagonista (vida esta que  já é quase um drama helênico de novela grega elevado ao cubo kkkkkk). Espero que vocês curtam! E quando o convite do lançamento do meu livro “Memórias de uma Noiva de Santorini” sair, posto aqui no blog para vocês! Estão todos convidadíssimos! Bjs

Existe uma beleza incontestável em Santorini, quando vista sob o céu azul profundo, que se encontra com o mar e beija a face do vulcão, como se amor maior não houvesse. Mas tenho que confessar que a noite consegue arrancar ainda mais suspiros dos corações teimosos de românticos incuráveis do que o dia. Nada mais prazeroso e relaxante do que se perder nas infinitas   ruelas iluminadas e incoerentes do labirinto da vila de Oia, quando as estrelas descansam sobre o céu negro do mediterrâneo.

Daniel e eu ficamos quase uma hora vagando de ruela em ruela, até encontrarmos o restaurante que ele tinha feito reserva. Senti que minha face tinha sido finalmente iluminada pelas luzes, e que meu peito vagarosamente voltava a se inclinar para frente, como seu eu tivesse confiança de que as coisas poderiam dar certo. Daniel também parecia feliz e relaxado, com as  mãos nos bolsos e um sorriso insistente no rosto. Quando fomos direcionados para nossa mesa, cuidadosamente pendurada no ponto extremo do chique pátio que se estendia para dentro da caldeira de Oia, senti que podia levitar, se eu desejasse muito fortemente.

─ Você agora me parece outra mulher, Sofia. Está sorrindo, relaxada. Você está linda. Gosto de pensar que isso tem alguma coisa a ver comigo ─ Daniel disse com um sorriso sedutor no rosto, me provocando de um jeito desaforado, que só ele poderia fazer.

─ Ah, nada a ver com você! Só estou aproveitando a minha noite fora de casa. Eu amo este lugar! Como posso ficar triste diante da vista fantástica de todas as luzes das casinhas penduradas ao meu redor? ─ respondi, certa de que devia esconder que ele tinha muito a ver com a minha repentina felicidade.

Nossa noite foi muito mais agradável e prazerosa do que eu imaginava. Daniel se mostrou um homem muito educado, culto, inteligente, e cheio de vontade de viver. Como era bom encontrar alguém que entendesse, na minha língua, todas as paixões que pulsavam no meu peito. Ele falou muito pouco de seus negócios e fez vários comentários discretos sobre lugares extraordinários que tinha conhecido em suas viagens pelo mundo afora. Quando entramos no assunto família, Daniel se fechou por completo e respeitei seu silêncio. Percebi que ele era infinitamente bem sucedido, mais rico, mais instruído do que eu, mas dividíamos a mesma preocupação e dedicação em provar para outras pessoas que tínhamos dado certo na vida.

Ele falava sobre o cruzeiro que queria fazer no Vietnã, da próxima viagem no trem de luxo da África, e eu prestava muita atenção no movimento de seus lábios, em seu bonito rosto, emoldurado pelas luzes distantes das ruelas infinitas da vila de Oia. Enquanto as palavras saíam de sua boca, inconscientes do efeito que causavam em meu ser, eu me hipnotizava em uma dança que me fazia pensar que o mundo parava de girar por alguns instantes. Daniel mexia comigo.

Quando chegou a minha vez de falar sobre minha pouca fortuna, da minha tristeza sem fim, escolhi ignorar meu drama grego e focar nas coisas boas que eu tinha vivido até ali. Falei da minha barulhenta família meio grega, meio brasileira, da aventura de ter entrado em um avião e depois em um barco, sem saber onde ia chegar. Contei da prima e de todas as festas loucas no verão passado em Mykonos, e da determinação do meu avô em encontrar um marido para mim. Passamos a noite mergulhados em risos fáceis e histórias emocionantes, mas quando o pequeno prato do delicioso doce grego, conhecido como baklava pousou na minha frente, Daniel dirigiu seus olhos até os meus e mostrou a face mais séria da noite….

(continua…)

memórias de uma noiva de Santorini

As mudanças que chegam para o nosso bem

Hoje eu estava rodeada de muitos assuntos que precisam ser resolvidos e ainda assim eu queria postar algo interessante para vocês no blog. Não é surpresa nenhuma que este tema chegou até mim pelo face de uma amiga fofa e especial e os 3 minutos de sua leitura foram mais do que suficientes para acender a inspiração interna.

Eu sempre achei que eu faria algo para ajudar as pessoas, para melhorar o mundo. Depois de querer morar em Angola e construir uma escola, de participar timidamente de algumas ONGs, de rezar muito pela humanidade, me senti uma inútil. Afinal de contas, eu só tinha feito alguns esforços tímidos que não tinham gerado nada. Nada grandioso, pelo menos.

Ainda assim, toda vez que eu relaxava e tentava meditar, eu ouvia aquela voz que me dizia que eu podia ajudar as pessoas. Comecei a tentar ajudar os amigos, as crianças carentes, a família, qualquer um que precisasse de um muro de lamentação e eu corria para servir de amparo….também não deu muito certo, abraçar os problemas do mundo todo não pareciam fazer diferença nenhuma. Os problemas continuavam lá e eu comecei a me angustiar em dobro. E nada de grandioso aconteceu de novo e eu concluí que talvez eu estivesse mesmo fadada aquela sina de ser uma pessoa comum do tipo que só se importa com a venda do almoço para comprar o jantar 🙁

Ainda assim, a tal voz continuava a me perseguir e eu decidi que iria começar a ler mais e….a escrever mais. Dediquei mais ao blog, explorei as minhas ideias de um mundo melhor, aprendi sobre a sincronicidade do universo, do poder dos sentimentos. Entendi de vez que fazer o bem, mesmo que seja a uma mosca moribunda, já é grande o suficiente. Que gerar pensamentos positivos para o mundo, que contribuir para espalhar ideias boas no ar, que aumentar a esperança, que dar uma palavra de apoio, bem, que isso tudo era grandioso o bastante. Afinal de contas, somos APENAS humanos. E precisamos ser algo além disso?

Acho que não, quer dizer, aprendi que não. Com este blog e com todas as conversas loucas e profundas que eu tenho com as pessoas ao meu redor percebi que o Bem é uma coisa tão poderosa que não pode ser freada. E que os humanos tem uma dose cavalgar de Bem dentro deles, muito maior do que de Mal. E que as vezes este lado humano perfeito só precisa de algum incentivo. Decidi cutucar este lado no blog, em posts óbvios e em outros disfarçados. E ainda nos dias não tão bons, aqui estava eu tentando passar uma mensagem de final feliz mesmo embaixo de um desabafo escandaloso de final de ano estressante.  E concluí que cada dia mais pessoas estão lendo o que eu escrevo, comentando meus posts sinceros, mandando emails de encorajamento. E de uma vez por toda entendi que não importa o tamanho da boa ação, se ela é uma boa ação ela é a ação inteira 😉

E começamos do primeiro degrau da escada e não devemos temer o que virá pela frente. Certamente chegaremos lá, em algum lugar, na grandiosidade que nosso ego imagina no dia que seremos melhores, mais magros, mais inteligentes, mais ricos… ou nada disso. Continuaremos humanos, mas seremos melhores, em mundo melhor onde a cooperação é muito mais viável do que a competição. Em um mundo onde ser feliz e ajudar o outro é lei implementada. Enquanto isso, estou aproveitando a jornada de fazer o bem, mesmo que isso soe um clichê. E hoje, eu só queria mesmo dizer isso, para introduzir um post fantástico que menciono no link abaixo. Me chame de purista, de romântica, de otimista. Eu sou mesmo…e sou feliz assim. (E você, é feliz do seu jeito?)

E se você, leitor, assim como eu, consegue perceber o que o autor está mencionando sobre as mudanças nas pessoas, fique feliz: estamos acordados! O mundo está mudando e coisas fantásticas estão acontecendo. E a nova é realmente boa, desta vez! São mudanças para melhor, que buscam o nosso bem, como unidade 😉 Entendeu? E a partir de nosso ponto de consciência é que podemos fazer alguma diferença 😉 E lembre-se: ela pode ser pequena, mas ela é sempre válida!

Grande beijo para vocês 😉

O post fantástico do Gustavo Tanaka está aqui:  Há algo de grandioso acontecendo no mundo.

E uma foto linda que mostra a beleza da cooperação, mesmo que sutil, para finalizar com chave de ouro 😉

santorini

Foto de Bianca Ramos