memórias de uma noiva de Santorini
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Conheça mais um personagem do meu livro “Memórias de uma Noiva de Santorini”!

Hoje é dia de mais um pedacinho da história do meu livro!

Tarefas, assuntos, emails, posts de viagens e fotos bacanas não faltam no meu pc e celular, mas não consigo pensar em outra coisa que não seja o lançamento do meu livro! AEEEEEEEEE! Tá quase!

Então vocês me perdoam o atraso nas postagens da Suíça e me permitem colocar mais um trechinho do meu livro? Eba! Esta parte especial descreve mais um personagem que vem por aí, para bagunçar totalmente a vida da protagonista (vida esta que  já é quase um drama helênico de novela grega elevado ao cubo kkkkkk). Espero que vocês curtam! E quando o convite do lançamento do meu livro “Memórias de uma Noiva de Santorini” sair, posto aqui no blog para vocês! Estão todos convidadíssimos! Bjs

Existe uma beleza incontestável em Santorini, quando vista sob o céu azul profundo, que se encontra com o mar e beija a face do vulcão, como se amor maior não houvesse. Mas tenho que confessar que a noite consegue arrancar ainda mais suspiros dos corações teimosos de românticos incuráveis do que o dia. Nada mais prazeroso e relaxante do que se perder nas infinitas   ruelas iluminadas e incoerentes do labirinto da vila de Oia, quando as estrelas descansam sobre o céu negro do mediterrâneo.

Daniel e eu ficamos quase uma hora vagando de ruela em ruela, até encontrarmos o restaurante que ele tinha feito reserva. Senti que minha face tinha sido finalmente iluminada pelas luzes, e que meu peito vagarosamente voltava a se inclinar para frente, como seu eu tivesse confiança de que as coisas poderiam dar certo. Daniel também parecia feliz e relaxado, com as  mãos nos bolsos e um sorriso insistente no rosto. Quando fomos direcionados para nossa mesa, cuidadosamente pendurada no ponto extremo do chique pátio que se estendia para dentro da caldeira de Oia, senti que podia levitar, se eu desejasse muito fortemente.

─ Você agora me parece outra mulher, Sofia. Está sorrindo, relaxada. Você está linda. Gosto de pensar que isso tem alguma coisa a ver comigo ─ Daniel disse com um sorriso sedutor no rosto, me provocando de um jeito desaforado, que só ele poderia fazer.

─ Ah, nada a ver com você! Só estou aproveitando a minha noite fora de casa. Eu amo este lugar! Como posso ficar triste diante da vista fantástica de todas as luzes das casinhas penduradas ao meu redor? ─ respondi, certa de que devia esconder que ele tinha muito a ver com a minha repentina felicidade.

Nossa noite foi muito mais agradável e prazerosa do que eu imaginava. Daniel se mostrou um homem muito educado, culto, inteligente, e cheio de vontade de viver. Como era bom encontrar alguém que entendesse, na minha língua, todas as paixões que pulsavam no meu peito. Ele falou muito pouco de seus negócios e fez vários comentários discretos sobre lugares extraordinários que tinha conhecido em suas viagens pelo mundo afora. Quando entramos no assunto família, Daniel se fechou por completo e respeitei seu silêncio. Percebi que ele era infinitamente bem sucedido, mais rico, mais instruído do que eu, mas dividíamos a mesma preocupação e dedicação em provar para outras pessoas que tínhamos dado certo na vida.

Ele falava sobre o cruzeiro que queria fazer no Vietnã, da próxima viagem no trem de luxo da África, e eu prestava muita atenção no movimento de seus lábios, em seu bonito rosto, emoldurado pelas luzes distantes das ruelas infinitas da vila de Oia. Enquanto as palavras saíam de sua boca, inconscientes do efeito que causavam em meu ser, eu me hipnotizava em uma dança que me fazia pensar que o mundo parava de girar por alguns instantes. Daniel mexia comigo.

Quando chegou a minha vez de falar sobre minha pouca fortuna, da minha tristeza sem fim, escolhi ignorar meu drama grego e focar nas coisas boas que eu tinha vivido até ali. Falei da minha barulhenta família meio grega, meio brasileira, da aventura de ter entrado em um avião e depois em um barco, sem saber onde ia chegar. Contei da prima e de todas as festas loucas no verão passado em Mykonos, e da determinação do meu avô em encontrar um marido para mim. Passamos a noite mergulhados em risos fáceis e histórias emocionantes, mas quando o pequeno prato do delicioso doce grego, conhecido como baklava pousou na minha frente, Daniel dirigiu seus olhos até os meus e mostrou a face mais séria da noite….

(continua…)

memórias de uma noiva de Santorini

Ei gente, aqui é a Lulu. Sou de família grega e italiana e morei em Santorini. Em 2014, tive o prazer de me casar na ilha de Santorini, lugar mais lindo do mundo! Moro em Amsterdam e viajo todo verão para a Grécia, para realizar o sonho de quem quer casar em Santorini. Pergunte que quiser. 😉

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