memorias de uma noiva de Santorini
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Considerações sobre o amor e o orgulho grego ( e + um trecho do meu livro!)

Esta semana estou muito animada com o livro. O lançamento está quase chegando (já já teremos a confirmação…eu sei, parece a eternidadeeeeeee) e mal posso esperar para pegar o livro impresso, com a capa escolhida, em mãos 😉 Já sinto o gosto do sonho realizado com aquela pitada de dor no estômago que pessoas ansiosas sentem 🙂

E aproveitando o clima, quero agradecer os muitos comentários positivos sobre o livro e ainda explicar um pouco mais da história para vocês (mas também não quero estragar a surpresa!). Vamos lá: uma jovem mulher grego-brasileira, um homem grego de Mykonos, um de Santorini, um brasileiro de São Paulo. Vida profissional x vida pessoal. O amor basta? Vida nas ilhas x investir na carreira. Força x romance x fé x erros. O passado volta, o presente é confuso e o futuro indecifrável….Conflitos mil, muita realidade e nenhum conto de fadas! Mas esperança e vontade de fazer a coisa certa, sempre! E por aí vai!

Deu para entender um pouco da história? Então vai mais um trechinho do meu livro Memórias de uma Noiva de Santorini…:) Aguardo vocês no lançamento, com um sorriso no rosto, um obrigado no peito e um livro autografado nas mãos!! Bjs!

“Existe pouca coisa a ser feita quando um homem grego se apaixona por você. Ele vai observá-la de longe, eternamente, num secreto movimento cadenciado de veneração e desconfiança, amor e dúvida, entrega e espera de retorno. Poucas coisas são tão fortes quanto um amor verdadeiramente grego, mas o orgulho, bem, o orgulho é um dos maiores pilares nos quais ele se sustenta. Se lhe tirar o orgulho, não vai sobrar nada. Então não há muito que fazer quando um homem grego se apaixona. É o momento de esperar pelo seu movimento e seus sinais.

Naquela noite escura de verão sem lua, Alex e eu paramos embaixo da mesma sombrinha, quando uma chuva desabou do céu, sem avisar ninguém. Eu, que tinha decidido me aproximar, acabei paralisada, com os pés no mar, pensando na vida que eu levava, quando a chuva chegou pesada e gelada. Não sei dizer por que, mas ele correu para baixo da sombrinha que já era minha, e do mesmo jeito que invadiu apressadamente o meu pequeno espaço, invadiu sem piedade o meu coração. E não houve muita coisa que eu pudesse fazer. Ele era uns vinte centímetros mais alto que eu, tinha uns olhos azuis despertos e incansáveis, os mais azuis que já olhei. E fiquei hipnotizada. Ele era um homem muito bonito, um jovem homem grego de Mykonos, que também parecia aflito frente àquele encontro inesperado, embaixo da sombrinha. Eu que não era muito boa com palavras, nunca saberia o que dizer em grego para aquele homem, mas senti que dentro de mim tinha sido tocada. Merda! Daquele caminho já não haveria volta.

Ele era nativo da ilha, e dava para sentir pelo cheiro da sua barba bem feita, pelo tom bronzeado da sua pele infinitamente mais poética do que um bronzeado de turista, como o meu. Fantasiei que ele era jovem, tímido e corajoso, à procura da mulher da sua vida, e também tinha se apaixonado quando viu meus singelos olhos verdes. Mas não. Nada disso era verdade. Ele não fez nada até a chuva parar. Revezou momentos curtos e extasiantes olhando intensamente para dentro dos meus olhos, com longos momentos fitando o mar sem fim, à nossa frente. Quando a chuva parou, ele me olhou determinado e soltou uma frase curta em grego que, claro, não entendi. Percebendo que eu não falava grego, ele soltou um Ah! E completou com algum comentário que também não entendi muito bem, mas pela minha pobre interpretação deduzi que era algo sobre eu não ser grega. E eu não era mesmo. Era meio grega, meio brasileira. Então ele foi embora, sem nem se importar com o vazio enorme que deixava para trás.

Quando Alex saiu da sombrinha, fiquei furiosa comigo. Todo aquele charme irresistível acompanhado de uma pseudoconfiança eram armas valiosas contra todos os homens a quem eu tinha sido apresentada, sem que fossem suficientemente bons para encantar o grego que eu mais queria. E eu não fazia ideia de como ia me encontrar com ele de novo, afinal, eu nunca o tinha visto antes. Se ele era nativo da ilha, onde estava todo aquele tempo?

─ Ele é um típico grego das antigas ─ concluiu Maria, quando eu contei sobre o ocorrido, logo que cheguei em casa naquela noite. ─ Ele vai se fazer de durão, até quando tiver total certeza de que a dominou…”

(continua…) 

memorias de uma noiva de Santorini

Ei gente, aqui é a Lulu. Sou de família grega e italiana e morei em Santorini. Em 2014, tive o prazer de me casar na ilha de Santorini, lugar mais lindo do mundo! Moro em Amsterdam e viajo todo verão para a Grécia, para realizar o sonho de quem quer casar em Santorini. Pergunte que quiser. 😉

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