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Geração Bocejo sim (e com muito orgulho)!

geração Bocejo

Já faz um tempo que eu parei de ligar excessivamente para o que os outros pensam de mim, das minhas escolhas, do meu estilo de vida. Faz um tempo que eu escolhi trilhar o meu próprio caminho, seja ele o do meio, da esquerda ou de cima para baixo, abstraindo o que alguém possa ter a dizer sobre a minha ignorância ou cegueira frente aos próximos passos. Fiz isso porque  finalmente enxerguei que ser feliz é acima de tudo uma escolha pessoal e vale lembrar, intransferível. Parte gigante desse processo foi a mudança radical do meu estilo de vida ao longo do último ano. Se você acompanha meu blog, sabe que eu madrugo quase que diariamente para fazer atividade física, que eu como coisas que muita gente nem consegue pronunciar o nome e que eu invisto pesado na minha qualidade de vida. E aí você pode vir a pensar que eu só faço isso porque estou seguindo a nova modinha de “ser fitness” e até você que odeia verduras já deve estar considerando tomar o tal famoso suco verde que suas amigas não param de falar. (By the way, se quiser uma boa receita, a minha está aqui).

Não vou negar que os modismos, sejam eles bons ou ruins, tendem a pescar quase todo mundo, pelo menos uma vez ou outra. E que, tenho que confessar, fico feliz de pensar que estamos em uma era onde alguns hábitos positivos e saudáveis são considerados “cool” o suficiente para angariar milhões de seguidores no instagram e mudar a vida de muitas pessoas. É fato que só mudamos quando estamos esgotados, mutilados, exaustos de tanto sofrer. Quando já não aguentamos mais lidar com as consequências dos mesmos erros, quando percebemos que do-jeito-que-tá-não-dá-pra-ficar, enfim quando chutamos o pau da barraca de vez é que estamos prontos para mudar, na maioria dos casos. E é este click interno que consagra o momento onde uma mudança verdadeira e contínua encontra lugar para se manifestar.

Digo a partir de minha experiência. Cansada de dar com meus burros n’água, resolvi que ia mudar de vida, que ia fazer tudo diferente e acabei tomando um gosto pela coisa. Hoje eu sou organizada e cuido muito bem da minha casa, invisto meu tempo em leituras edificantes, escrevo muito mais sobre o que eu penso e deixo minha criatividade solta, me alimento super bem porque penso antes de cada refeição, agradeço a Deus todos os dias pelo menos umas 20 vezes. Acordo feliz, falo “eu te amo” todos os dias, estou em paz com minha família, quase não assisto TV, aprecio cada pequena conversa com o taxista, ajudo as amigas a montar suas festas porque amo tudo que é “do it yourself”, pesquiso receitas para o jantar, vou na feira comprar legumes frescos, digo “obrigado” sempre que tenho a chance. E assim, certa de que estou cumprindo com a minha missão no mundo deito na cama tranquila e durmo em apenas poucos minutos.

Frente a todas essas evidências, posso ser considerada um ótimo exemplo do que agora se chama “Geração Bocejo”.  Li sobre o assunto e entendi que nós somos os caras de 20, 30 anos que se sentem como se tivessem 40 ou 50. Que preferem ficar em casa a sair para uma balada, que curtem coisas ao ar livre, comem bem, não bebem muito porque o organismo não aguenta tanto assim. Ah, e que gostam de atividades outrora ultrajantemente consideradas “domésticas”, como cozinhar, tricotar ou cultivar uma hortinha. E quando penso que nossas melhores noites são aquelas em que ficamos em casa cozinhando algo gostoso ainda que mega light, enquanto falamos do nosso dia, de viagens e de planos para fazer reiki ou melhorar a meditação, penso que certamente alguém que não faça parte desse mundo daria um bocejo atrás do outro, frente a nossa conversa calma e desprovida de fortes emoções, sem catástrofes violentas nem fofocas de celebridades.

E quer saber, uma coisa está ligada a outra e mudar não precisa ser tão difícil assim. Eu que era uma workaholic insana, viajante do “cu riscado” (peço perdão pela expressão mas é assim que nos referimos em Minas sobre pessoas “da pá virada”), agitada até o talo, vítima de insônia aguda, bagunceira de carteirinha consegui dar a volta por cima então não tenho dúvidas que há salvação para todos os casos. E como era de se esperar, um bom hábito leva a um outro ótimo hábito, então basta você querer começar de algum lugar. Quem acorda as 5:45 para fazer atividade física não vai conseguir sair durante a semana para beber até tarde. Quem se alimenta com orgânicos e não come glutén não vai conseguir se acabar em um churras engordurado que dura 12 horas seguidas. Quem aprecia ficar em casa cozinhando não vai achar graça de ficar na fila da balada por horas a fio. Assim, nasce mais um da Geração Bocejo, sem a menor pinta de transgressão, sem a menor necessidade de aprovação social.

Eu faço o que faz sentido para mim e acredito que quando vejo todas as merdas que estão rolando a solta para quem continua vivendo “como se não houvesse amanhã” acredito que estou no caminho certo. E acima de tudo, fico satisfeita de ver que as mídias sociais estão servindo para muita coisa, até mesmo para espalhar ideias sobre amor ao próximo, sobre educação de crianças, sobre saúde, sobre respeito, sobre reeducação alcoólica quando que, há pouco tempo, quase que só se via  posts apáticos e em cima do muro e vídeos nojentos, pesados e horripilantes. Agora existe informação e oportunidade para se fazer de tudo, isso não podemos negar. Há quem vá pensar que mudar é muito trabalhoso e cansativo e que não aguentaria colocar mais um item na sua lista infindável de obrigações diárias, afinal de contas ter que aguentar o chefe, pagar todas as contas altas e ainda acordar de bom humor para malhar pode parecer uma missão impossível. Se você estiver disposto a tentar, eu te garanto que você vai sofrer um bocado na fase da adaptação mas a disposição, saúde e sentimento de gratidão pela vida hão de ser uma bela recompensa no final do processo (que aliás, tem que continuar).

E que fique claro, eu não quero te convencer a bocejar comigo em um sábado a noite e eu realmente não acredito que se encaixar em algum rótulo, esteriótipo ou modismo recente vai te tirar do limbo estressante em que vivemos atualmente, onde é preciso ser  politicamente correto longas 24 horas por dia. Afinal de contas, o ser humano continua frágil e falho, só que agora estamos usando a web para pesquisar coisas referentes a meditação e qualidade de vida, segundo a pesquisa recente do Google. Mas é claro, ainda pesquisamos muito sobre “A Fazenda” e sobre “como deletar seu perfil do facebook”, isso é ok, pelo menos estamos aprendendo a usar as ferramentas que temos na mão para enriquecer todo tipo de conhecimento. Um passo de cada vez, um dia acredito que enxergaremos que é por nossa conta que podemos sair do limbo e chegar ao céu, um lugar onde cada um pode ser o que quiser ser, onde opiniões alheias são apenas pontos de vistas diferentes e onde as boas intenções superam as más, sem a menor sombra de dúvida. Brindemos a isso então, mas que seja com suco verde na mão.

Ei gente, aqui é a Lulu. Sou de família grega e italiana e morei em Santorini. Em 2014, tive o prazer de me casar na ilha de Santorini, lugar mais lindo do mundo! Moro em Amsterdam e viajo todo verão para a Grécia, para realizar o sonho de quem quer casar em Santorini. Pergunte que quiser. 😉

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