Guangzhou, o corte de cabelo chinês e as excelentes compras!

Guangzhou, também conhecida como Cantão, é a terceira maior cidade da China, com quase 15 milhões de habitantes. Localizada ao sul do país, a cidade está a duas horas e meia de avião de Shanghai e quase 4 horas de Beijing, mas voar na China não é a tarefa mais fácil do mundo. Nosso voo atrasou mais de 12 horas para sair de Shanghai por causa de mau tempo, controle áreo chinês e confusões e armações orientais que qualquer viagem a China promete. Depois de muita espera, correria em salas de embarque e um cochilo em um hotel na periferia de Shanghai, finalmente pisamos na quente e úmida Guangzhou. E posso falar? A surpresa foi muito agradável.

Eu já conhecia o nome Guangzhou por causa das importações chinesas, já comprei muita roupa de lá. Eu tinha consciência de que lá é um dos grandes (se não o maior) polo têxtil da China, então eu mal podia esperar para colocar minhas técnicas de barganha no atacadão de Cantão. No entanto, não foram as boas pechinchas que me surpreenderam. Foi a o ar puro da cidade, a organização do trânsito, as árvores pelas ruas, as grandes lojas das redes internacionais, apesar de ninguém falar inglês, é claro. Na verdade, esse é um dos maiores problemas de turismo na China, ela é A CHINA e todos só falam CHINÊS. Mesmo quem diz que fala inglês, fala apenas uma versão chinesa do inglês, difícil de ser entendida.  Não dá para usar mímica, não dá para desenhar, mas ok porque tudo que você precisa é de uma calculadora na mão e alguma boa vontade 😉

Saí do hotel rumo as minhas compras em um táxi. Vale lembrar que é sempre necessário que o moço do hotel chame o táxi e  passe para o motorista o endereço escrito em chinês do seu destino. Não existe a menor chance de você se comunicar com um motorista de táxi porque ele é chinês e não fala inglês e porque ele é chinês e chineses não se aproximam de ocidentais. Nada de comentar do clima, da cidade e da vida noturna, é entrar e esperar o momento tenso que ele vai parar no meio de uma rua e resmungar algo em chinês. Hora de checar o taxímetro (sim, eles normalmente usam) e se jogar no meio da multidão que anda apressada na rua.

E para voltar? Tenha na mão o cartão do hotel com nome e endereço em chinês, senão você nunca vai chegar no destino certo. E ainda tente evitar os táxis vermelhos por toda a China e em Beijing tente pegar apenas os táxis que começam com a placa B. Por quê? Os outros são de pequenas redes que podem ou não ser ilegais e que provavelmente vão te dar o golpe clássico do taxista que troca as notas por falsas ou fica dando voltas com passageiro. Clássico ao redor do mundo, também acontece na China.

Quando cheguei na frente do “Wholesale Clothes Market”, me animei com o cenário. Shoppings gigantes por toda a avenida, chineses baixinhos com sacolas enormes e muita gritaria. Me senti em casa, lembrei do bairro têxtil de Istambul, da conturbada Komuduro de Atenas. Aquilo eu sabia fazer. Então, mãos a obra, rodei em todos os andares e acabei por comprar algumas peças para inverno no Brasil, depois de muita barganha minha e lamentação da chinesa. Sim, tem que barganhar até o limite da exaustão para comprar na China, mas em alguns lugares eles ficam nervosos com desconto e não baixam nem 1 centavo. Enfim, é um desafio completo.

Depois de uma hora, eu estava interessada em um casaco de renda, duas blusas de manga comprida bordadas, uma camisa de renda e uma saia de tule. Eu deixei as vendedoras montarem um look chinês moderno para mim pois elas gritavam algo impossível de ser compreendido toda vez que eu me aproximava de algum item na arara. Adorei a ideia que elas me deram e agora estou super por dentro da moda chinesa! E tudo (tudo mesmo, todas as peças citadas) por meros 150 reais! É assim que eu gosto e me divirto nas compras!

Mas quero pontuar que, em geral, a China não está barata. As roupas nas lojas normais são mais caras que no Brasil e é preciso andar com muitos iuanes no bolso. Depois das compras, olhei rapidamente os outros andares de lojas que havia por lá e corri para pegar um táxi pois a previsão do tempo era de tempestade. Logo que cheguei no hotel, o mundo desabou. Mas eu estava sã e salva com minhas comprinhas e fui no salão do hotel para dar uma geral no cabelão. Enquanto eu estava na China não comi muito bem e com tanta gordura das frituras e fast-food minha pele e cabelo estavam patéticos. Entrei no salão e…surpresa: ninguém falava inglês 🙁 Após o pânico, achei que tinha conseguido mostrar quanto eu queria que o cabeleireiro cortasse do meu cabelo, então sentei na cadeira, tomei um chá e segurei na mão de Deus.

Depois de três xícaras de chá chinês (só no terceiro que lembrei que na China se você bebe ou come sem deixar um restinho, eles acham que você quer mais e te dão outro copo ou outro prato #ficaadica) e duas horas sentada na cadeira, o cabelo estava pronto. O profissional foi super metódico e mediu as pontas infinitas vezes, mechinha por mechinha. Depois ele cortou uma parte do cabelo – secou metade – cortou mais um pouco – secou mais um pouco – cortou de novo – terminou de secar. Na última vez, cortou de um jeito diferente, nas duas direções e eu fiquei com aquele corte retão de chinesa. Massa! Adoro variar!

A boa nova é que eu tinha feito um tratamento chamado Verniz, em um salão top aqui de São Paulo e meu cabelo estava bem domado e lisão. Assim, o corte chinês caiu super bem e eu pude aproveitar a minha viagem sem nem chegar perto de um secador! 😉 Amo isso! Já contei aqui no blog, mas se você quiser saber mais sobre o verniz, acesse esse post ou entre em contato com o Spaço Hair and Care por aqui.

Por último, me impressionei com a grande quantidade de redes de lojas internacionais que pousaram em Guangzhou. A que mais me chamou a atenção foi a IKEA, uma loja giganteeeeee de itens para casa (“tipo” uma Tok Stok) que tem para todo lado na Europa e nos EUA. Não perdi a chance de entrar e dar uma espiadinha. Os preços eram bons como os do resto do mundo mas o mais engraçado é o jeito chinês de viver a vida. Todas as camas, sofás e mesas em exposição estavam ocupados por grandes grupos de chineses: mulheres cochilando com os filhos no colo, amigos conversando, estudantes fazendo o dever de casa….é isso. A China é muito louca mas bem, eu confesso que adorei fazer parte dela.

Em breve, vou contar para vocês sobre os passeios turísticos que fiz em Guangzhou! E para começar direito a minha série de posts sobre a China, posto algumas fotos para vocês entenderem como as coisas funcionam por lá 😉

viagem pela china 3
Ruas de Guangzhou
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Ruas de Guangzhou
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Polo têxtil de Guangzhou
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Polo têxtil de Guangzhou
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Meu look chinês comprado em Guangzhou
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Salão em Guangzhou
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Salão em Guangzhou
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IKEA em Guangzhou
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Chineses deitados nas camas da IKEA em Guangzhou

7 comentários sobre “Guangzhou, o corte de cabelo chinês e as excelentes compras!

  1. Luana bom dia! Adorei suas dicas!
    Luana, gostaria de saber se poderia me orientar sobre algumas lojas em Guangzhou para comprar enxoval de bebê. Enxoval que digo são as coisas caras aqui no Brasil: baba eletrônica, CARRINHO DE BEBÊ, bebê conforto, treme treme fisherprice, e até roupinhas tipo carters de boa qualidade. Meu marido está indo para Guangzhou agora e na internet não consigo orientações sobre este tipo de compra na cidade. Se puder me ajudar, ficarei muito grata!

    1. EI Nathaly!
      Eu era da moda, então poderia indicar shopping malls pra fast fashion. Bebe não faço ideia. Em todo caso, o melhor a fazer é conseguir um guia chinês porque é impossível negociar com eles em inglês!! Boa sorte! Desculpa a demora, estava viajando e só vi seu comentário agora que voltei! bjss

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