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Lulu na China: Suzhou e Zhouzhuang (a Veneza Chinesa)

Eu sei, seu sei, até pronunciar esses nomes parece missão impossível. Mas acostume-se: essa é a China e nada é muito fácil em suas terras, pelo menos não para nós 😉 Mas isso não deveria desanimar os viajantes que desejam conhecer o outro lado do mundo pois para tudo encontra-se um jeito. Até na China.

Assim, determinada a conhecer Suzhou e Zhouzhuang Water Village (também conhecida como a Veneza do Oriente) comecei as minhas pesquisas pelas internet. Tudo indicava que ambas as cidadezinhas estariam a pouco mais de uma hora de Shanghai, nossa primeira parada na China (que por sinal, amei, mas isso é outro post rsrs). Tentei ler tudo o que encontrei online em português e inglês para ter certeza que conseguiria fazer o passeio por nossa conta. Surpresa: a China, o tempo inteiro, joga na sua cara que é a China e não a Europa e saracotear sem guia não é tão simples assim naquelas bandas (mas essa é apenas a minha impressão, vá e depois me conte o que você achou!).

Se você, assim como eu, por mais aventureiro que possa ser dispensa ficar perdido no interior da China, aí vai a dica. Algumas agências organizam esses passeios e uma amiga até me passou um contato direito na China, ela disse que fez todos os pagamentos adiantados e deu tudo certo. Sorte minha, entrei em contato com o nosso agente de viagens favorito (!) e ele tinha disponível várias opções de passeio na China, dentre elas Suzhou e Zhouzhuang Water Village. Adorei! Direto com ele ficou bem mais fácil, contratei um passeio com guia em um carro particular que levaria no máximo quatro pessoas. O pagamento é bem mais tranquilo também, né?! E lá na China, deu tudo certo. Eu fiquei impressionada quando a guia nos encontrou no lobby do hotel: ela era educadissíma, falava um inglês fluente excelente e foi a mais receptiva de todos os guias e acompanhantes que conhecemos durante a viagem (e olha que foram muitos.). E logo de cara, entendi qual o segredo para ter uma viagem “tranquila” pela China. Comece contratando o passeio de uma agência que você confia e assim evite o máximo de supresas “chinesas”  que você puder (porque existe uma quantidade de surpresas inevitáveis, ok? Já coloca no pacote e relax!). O agente aqui do Brasil foi mega ninja na organização da viagem de muitos convidados que foram até nosso casamento em Santorini, então recomendo de olhos fechados. Se quiserem o contato dele, para qualquer viagem, é só me pedir, tá? (luana.sarantopoulos@gmail.com)  😉

Então, pés na China, tour contratado, guia falando inglês, ufa! Entramos na loucura que é o trânsito de Shanghai e chegamos perplexos porém vivos em Suzhou, um vilarejo muito agradável onde visitamos a “Casa do Homem Mais Rico” e um jardim lindo de morrer (gente, desculpa as vezes os nomes chineses me escapam 🙁 ) Este jardim não era o mais famoso nem o maior mas ele é um dos favoritos dos chineses pois tem todos os elementos importantes em um jardim chinês muito bem representados: solo, rocha, luz, vento, água e ar. Sim, demoramos um tempinho para memorizar isso, mas a guia chinesa fofa Ming Ling Ling ( também conhecida como Jessie) repetiu educadamente até que todos entendessem a essência de cada elemento.

Uma das coisas mais legais da China, na minha opinião, é que eles tem um simbolismo curioso para tudo que há e que foi construído. É a fortuna do sapo que só tem boca e não tem bumbum (pois aí o $$$ só sentra e não sai), é a barriga do Happy Buda, é a posição da janela de acordo com o Feng Shui, a ausência do número 4 e por aí vai. A China é fascinante, mesmo de um jeito assustador (você vai entender se continuar lendo os meus posts da série Lulu na China). Da “Casa do Homem Mais Rico” seguimos para o Museu da Seda que também foi um passeio interessante pois conseguimos ver de perto como funciona o processo de criação de um item de seda. E claro, passamos a mão nas lindas larvinhas e eu comprei um casaco mega chinês inteiro de seda. Valeu 😉

O almoço foi honesto e apesar de não me dar água na boca quando eu lembro do menu, acabei por concluir que foi um dos melhores almoços durante toda a estada na China. Pois é, a comida é um ponto fraco na viagem. Para uns menos, aqueles que amam frutos do mar obscuros, coisinhas exóticas apimentadas, sopa de ovo com açúcar e molho de ostra, o que não era o meu caso. Mas ok, porque tem um Subway, Starbucks e Mc em cada esquina, quando você se cansar do maldito cheiro onipresente do molho de ostra (aaaaahhhggg!). Durante o agradável almoço, provamos uma cerveja chinesa e curti a experiência, porque comer bem a gente come em casa, né?! Viajar é para sair da zona de conforto mesmo!

Seguimos para a “Veneza Chinesa”, Zhouzhuang, e mais um vez a surpresa foi mais do que positiva. Paramos o carro em um local bem organizado que era a entrada e a guia nos sugeriu que usássemos o banheiro.Colocou um tanto de papel higiênico em nossas mãos e disse “Nunca dispense um banheiro na China”. Assustada, entrei no banheiro e mirei no buraco no chão, claro, não tinha papel nem privada. Ok, banheiro tuco-otomano-chinês era de se esperar. Enquanto eu lavava a mão, uma criancinha entrou com a mãe e fez xixi no chão bem do meu lado. Estranhei, porque tinha uma cabine vazia, bem a lado da chinesa que defecava no buraco de porta aberta. Estranhei de novo, mas bem, me parece que essa é a China. Estranhar é comum por lá 😉 Tá, essa surpresa escatológica não foi tão positiva, mas a organização do lugar sim.

Zhouzhuang é um pequeno vilarejo cheio de lojas de souvernis, restaurantes pequenos com peixes em aquários e até uma Starbucks. Claro que a guia não nos deixou consumir nada que não fosse um Caramelo Macchiato americanizado e eu só iria compreender o motivo disso mais adiante, quando conheci a rua de comida estranhas e as lenda urbanas/escândalos do óleo de cozinha, leite e água. Passeamos de gôndola, chinezinha gondoleira cantando toda vez que a gente passava uma nota de 20 iuanes e o dia passou sem maiores perrengues. Ah, que saudade daquele dia, nem parecia que a gente já tinha mergulhado na loucura das grandes e geniais malucas cidades chinesas.

Posto fotos do passeio para vocês terem uma idéia. Eu amei a China, apesar de todas as dificuldades! Afinal, o que seria das viagens sem as aventuras e casos loucos, né?

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Blogueira e escritora, sou de família grega e morei em Santorini. Em 2014, tive o prazer de me casar na ilha de Santorini, lugar mais lindo do mundo! Viajo todo ano para a Grécia para visitar meus amigos e parentes e tenho vários contatos em Santorini. Pergunte que quiser. 😉 Ah, e também escrevo sobre os lugares que conheço, vivo na estrada, sou uma escritora viajante. Seja bem vindo ao meu país das maravilhas!

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