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Mulheres de 2016, com ou sem filho?

(Escrevi a primeira versão deste post em 2015, mas continuo na mesma dúvida…comentários e dicas são bem-vindos!!)

Terceiro mês do ano, Carnaval ficou pra trás e finalmente ninguém mais tem motivos para enrolar os projetos 2016. Ufa! Depois de toda a excitação da virada do ano, do carnaval, dos drinks, das férias, dos amigos, dos encontros com a família e claro a imperdoável comilança que nos coloca pelo menos uns 3 quilos acima da meta, vem a realidade esmagando a todos like a wrecking ball: o ano já tá quase na metade, povo!! #ferrou!

E por mais que você tenha feito todas aquelas mil promessas de mudança e de melhorias, você já deve ter sentido na pele que muitas delas serão bem difíceis de serem cumpridas. Como todo dia é dia oficial do começo (seja da dieta, da academia, da abstinência ou do novo projeto) aproveitei para dar aquela avaliada para verificar o que o futuro próximo nos reserva.

Se você está na faixa de seus vinte e muitos ou dos trinta e poucos é provável que entenda exatamente o que eu vou falar. Você, assim como eu, é parte de um time gigante de mulheres que batalham muito no trabalho, correm pra lá e pra cá para darem conta da vida social, investem muita energia em relacionamento ou em busca dele, tentam loucamente manter a rotina da saúde e da vaidade numa combinação louca de dieta, exercícios e uma boa dose de sacrifício. Normal, né?!Well, pra nossa geração sim. Já falamos disso aqui, no post do desabafo da Geração que nunca tem tempo .

O problema é quando bate aquele assunto de constituir família. Quanto a conversa ainda é casamento, a alegria e a ansiedade estão garantidas e é certo que conseguiremos aproveitar o máximo do nosso dia de noiva. Passada a euforia e a loucura, é hora de voltar a atenção para a casa nova, pro maridão, pra receitas que devemos aprender (ou não!) e claro, pro manual da máquina de lavar. Então chega aquele momento em que você se pergunta: e o que vem a seguir?

Filho(s). (Mams e sogrinha, não se animem tanto pois ainda vai demorar um pouco rsrsrs). Então a conversa não tem fim porque até as mulheres que querem ter filho não fazem ideia de quando vão conseguir encaixar o projeto baby em suas rotinas loucas diárias. Eu acho que a resposta é simples e cruel: nunca. O filho não é como uma aula de italiano que pode ser encaixado de 8 as 9 da noite nas terças livres. Assim, é hora de colocar na balança o que realmente queremos de nossas vidas. E o que mais parece acontecer na nossa faixa etária (e eu me incluo sem nem titubear nessa lista) é que nós queremos fazer tudo, muito e de preferência agora. Opa, mas assim fica tenso, né?!

A questão, minhas caras, é a seguinte: por mais injusto e sacana que o mundo corporativo possa parecer para as mães, ele apenas está buscando eficiência. Se noivas já se dispersam no trabalho, mulheres grávidas ou com bebês de colo, vixiiiiiii, nem se fala. São muitos detalhes especiais para a chegada do grande novo queridíssimo da família e eu poderia ficar um ano só falando de moda fashion pra bebês e bicos com strass rosa. E tem as mudanças no corpo, os inconvenientes e milhões de enxames (tenho várias amigas grávidas e tô freaking out! #nãoespalha). E depois vem as emergências e a tomação de conta eterna daquele pequenino e frágil ser no mundo de gigantes. E não é que ele precisa de muita ajuda até bater asas e voar!!? 🙂

E a realidade é muito mais pesada do que parece nas contas de instagram dos seus amigos com filhos. Cada bebê fofo e lindo que aparece ali na telinha tem suas demandas, manias e birras e você sabe muito bem disso quando senta nos restaurantes e mal consegue apreciar sua comida de tanto que o bebê da mesa ao lado chora. Ou quando você viaja para relaxar e parece que tem mais gente com idade de 0 a 5 anos do que grãos de areia na praia.

A solução, pelo que me parece, não é nem um pouco simples. Afinal, se você quer ter família em algum momento você vai ter que largar ou aliviar mão do seu emprego ou do seu business ou mesmo da sua rotina (seja ela qual for) para se dedicar ao que antigamente era considerado “o amor mais bonito do mundo”.Vamos ter que entender que independente do tanto que estudamos e nos esforçamos para subir até o topo do mundo ou até que nossos milhões se acumulem, talvez nossa felicidade plena seja, de fato, encontrada em uma criaturinha linda e enrugadinha que ficou nove meses ali, só nadando e aguardando o seu momento de estourar.

Apesar de ter ouvido muitas reclamações sobre pimpolhos nos últimos tempos, acredito que seus pais e mães sabem exatamente que não há nada nesse mundo que seja mais importante para eles do que a alegria e bem estar de seus filhos. Mas aí, eles falam da viagem que não podem mais fazer e das noites mal dormidas e dos gastos absurdos com crianças e de todos os buts do mundo. Ai, que desânimo…!

Torço para que quando chegar minha hora eu consiga falar mais das coisas boas de criar uma criança para que eu possa encorajar  a geração feminina que virá depois de mim. Torço para que eu perceba que gerar uma vida é a coisa mais fantástica que Deus poderia ter nos dado e que não há cargo mais importante do que esse para uma mulher (não me odeiem porque eu sou uma romântica incurável). Torço para que eu tenha a coragem das nossas mães, que nos tiveram muuuuuito mais novas e cruas, que não tinham (nem de longe) nenhuma certeza de que tudo ia dar certo. Não tinham o Tio Google para tirar as dúvidas, nem aplicativos de amamentação e gestação, e mesmo assim encararam o desafio com meses de leite, colos quentes e muitas historinhas na cama. Elas, sem dúvida nenhuma, sabiam com clareza que estavam acrescentando algo gigante à vida delas. Ao contrário de nós, que não nos cansamos de enumerar tudo que podemos perder quando um filho chegar.

Enfim, torço para que você, assim como eu, já tenha começado a planejar os novos projetos secretos, as viagens fantásticas e a perspectiva de uma família. E que possamos olhar para nossas mães-fontes-de-inspiração com gratidão e admiração, pelo ótimo trabalho que fizeram até aqui.

Todos os comentários são muito bem vindos. E mulheres que têm filhos e ainda conseguem manter a rotina do trabalho (seja ele qual for), compartilhem suas valiosas dicas! 🙂 Um grande beijo!

Ei gente, aqui é a Lulu. Sou de família grega e italiana e morei em Santorini. Em 2014, tive o prazer de me casar na ilha de Santorini, lugar mais lindo do mundo! Moro em Amsterdam e viajo todo verão para a Grécia, para realizar o sonho de quem quer casar em Santorini. Pergunte que quiser. 😉

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