O que você precisa saber para programar a sua viagem para Dubai e arredores!

Queridos leitores,

estava compilando todas as informações importantes para ajudar no planejamento de uma bela viagem para Dubai e arredores. Como vocês sabem, eu acabei de voltar de lá e estou cheia de dicas super especiais e detalhadas. Então, vamos lá!

Começando do começo:

1) Visto: Brasileiros precisam de visto para entrar em Dubai. Se você tem passaporte europeu não vai precisar de pagar por um visto, mas se tem apenas o brasileiro, o melhor a fazer é procurar sempre por informação atualizada e providenciar o visto. Para a nossa viagem, fizemos todo o procedimento de visto pela Emirates, ainda no Brasil, pois voamos pela companhia e eles facilitavam bastante o processo no website. O visto custa um pouco mais de 100 dólares (pelo que me lembro) e tem de ser tirado X dias antes da viagem. Vale a pena ficar de olho nas informações para ter certeza de não perder o prazo, ok?!

Atenção: Brasileiro que vai entrar duas vezes em Dubai, como nós fizemos na ida e volta da China, precisa de dois vistos, um para cada entrada. Não é possível fazer um visto com duração de um mês e entrar quantas vezes quiser, não rola. Aprendi na prática, eu realmente não sabia. Mas foi fácil conseguir o visto no aeroporto na minha segunda entrada no país, eles apenas me perguntaram se eu tinha hotel e confirmaram as reservas e as passagens de volta. Paguei mais 140 dólares para ficar três dias e entrei novamente em Dubai.

2) Comunicação: se você fala inglês fluente vai se virar muito bem em Dubai. Eu nunca tinha visto um lugar onde até os nativos falam inglês com os funcionários de lojas, de restaurantes e por aí vai. Então, é chegar e ficar a vontade pois você vai conseguir comprar e negociar sem problemas em todos os souks de Dubai e arredores.

3) Segurança: pelo que percebi Dubai e arredores são lugares bem seguros. Não senti violência no jeito que conhecemos no Brasil, aquela de sequestros, assaltos a mão armada e tráfico de drogas. Também não senti nenhum tipo de medo em relação a terrorismo, apenas um pequeno susto bobo quando fui do Oman de volta para os Emirados. Não posso afirmar que não exista, mas confesso que me senti bem segura e tranquila enquanto estava lá.

4) Cultura: Apesar de Dubai ser mais “tranks” do que se espera de uma cidade do mundo árabe islâmico, todo cuidado e atenção é necessária. Em Abu Dhabi, mas ainda. É preciso respeitar as regras dos locais e não andar de mãos dadas em lugares públicos. Whaaaaaat? Isso foi o que o pessoal de um hotel 5 estrelas me falou, então creio que não é pegadinha. Toda e qualquer demonstração de carinho em público é proibida. Respeitar os dias sagrados e horários de reza, não beber em público e não consumir nadinha no Ramadan é esperado de todos que visitam Dubai e os arredores. Dentro dos grandes hotéis internacionais é possível usar biquini, comer durante o Ramadan e comprar bebida alcóolica pois eles são considerados “free zone”.

5) Roupas: por questões culturais e religiosas é comum ver mulheres totalmente cobertas. Assim, é importante levar várias peças de roupas discretas na mala. Saias longas, calças de tecido soltas, blusas de manga e sem decote são muito úteis na hora de passeios e tours. Sapatos fechados e vestidos de noite comportados são indispensáveis para jantar nos restaurantes bacanas de Dubai e Abu Dhabi. Para os homens, camisa, calça social e sapato sempre que for sair a noite, ok?! Um blazer também é bem vindo.

6) Ramadan: durante o período do Ramadan (que dura 30 dias) os muçulmanos não comem nem bebem (nem água, tá?) durante o dia. Então, do nascer ao pôr-do-sol não se pode comer nem beber nas ruas e em lugar nenhum, resumindo. Só é possível se for escondido dos olhos de todos (tipo em uma cabine de banheiro, como eu fiz) ou dentro dos restaurantes fechados das “free zone”. Os muçulmanos vão comer apenas quando anoitecer e os restaurantes ficam lotados a partir das 8 da noite. Sexta é o dia sagrado e quase nada abre em Abu Dhabi. Durante o Ramadan, alguns passeios são suspensos e o comércio funciona em um horário bem peculiar e é bom pedir atualizações com o pessoal do hotel.

7) Dinheiro e preços: Em Dubai e arredores, você compra tudo com dihans. Quando estávamos lá, o dihan e o real estavam pareados e infelizmente, não achei nada barato. Nem comida, nem souvenir, nem passeios, nem produtos. Dubai tem opção de fazer tudo no maior luxo do mundo e dá para ter um gostinho da vida de sheki. É lounge VIP e táxi-limo para todo lado e custa caro, como já era de esperar. A notícia boa é que em Dubai você sabe que está recebendo o melhor serviço e produto por aquele preço então dá para sentir o gostinho real da riqueza! Dá para trocar dihans no Banco Safra ou sacar no cartão de crédito no aeroporto. Mas mesmo se você pensa que vai até Dubai tentar “ser normal” (digo, não ser marajá) prepara o bolso. Tem pouca coisa econômica e barata, pelo que vi, comparado com a Europa, por exemplo. Até um jantar no souk é puxadinho.  Tem que ir com grana e  toda atenção e cuidado é válido porque o dinheiro voa por lá! P.S: A única coisa que achei barata foi o transporte, usamos táxi para todo lado e até o limo-táxi era OK.

8) Compras: em geral, achei caro. Não é que é tão mais caro que o Brasil, mas em geral as lojas tinham o preço de lojas da zona sul de São Paulo. Eu estou acostumada com as pechinchas de Atenas e de Istambul, então me apavorei no começo. Depois, vi que nos souks dava para negociar algo que eu gostava muito até chegar em um preço que eu estava disposta a pagar. No Old Souk que é na Dubai antiga e o Souk Madinat, que era do lado do nosso hotel em Jumeirah, eram bons para comprar lembrancinhas, souvenirs, roupas exóticas capas de almofadas, perfumes e todas essas coisas do mundo árabe que a gente ama! Valeu a pena esperar pelas liquidações do Ramadan, aí sim, compramos coisas por 1/3 do preço nos grandes malls. P.S: Achei Abu Dhabi melhor para compras do que Dubai.

9) Barganha: como funciona? Bem, é importante entender que nas arábias só vale a pena por a mão no produto, perguntar preço e mostrar interesse se você realmente tiver disposição para comprar. Eles têm o hábito de falar o preço lá no alto e já emendar uma coisa do tipo “mas eu faço um preço especial para você”. Aí, meu amigo, já era…começou a barganha. Mesmo se você não fizer ideia do que falar, eles vão te pressionar para você dizer seu preço final. Muitas pessoas tem um pouco de pudor de jogar o preço lá embaixo, mas é assim que a coisa deve começar, porque no final das contas o importante é chegar no meio termo. E sim, claro, o árabe provavelmente deve dar a palavra final no preço, mas isso não quer dizer que não foi um bom negócio para você 😉

10) Quando ir: Abril, maio e junho é quente e relativamente vazio. Os preços são bons e dá para fazer todos os passeios sem muvuca. Julho normalmente é o mês do Ramadan e isso dificulta bastante o turismo, mas os preços ficam bem mais convidativos. Setembro a Março é menos quente (digo, menos de 40 graus) e é a temporada mais cheia e cara.

É só programar e ir. Dubai é uma cidade sensacional e eu nunca imaginei que iria gostar tanto (queria até me mudar para lá! #omaridopira!). É um lugar onde conseguiram juntar todas as ideias boas que o dinheiro pode comprar e ainda assim manter os pés fincados no chão, em questões culturais e religiosas. Beeeeeem diferente e inspirador. O voo direto da Emirates, que sai de São Paulo e vai até Dubai é de quase 15 horas, mas é tranquilo, tem bom serviço e muitos aviões têm net durante todo o percurso. Indico e recomendo! Quero voltar muito e logo!

Logo logo, em outro post, vou contar para vocês onde ficar, onde comer e quais passeios são imperdíveis! Bjs

Dubai lulu no pais das maravilhas

2 comentários sobre “O que você precisa saber para programar a sua viagem para Dubai e arredores!

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