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Se você é uma mulher forte, agradeça a sua mãe!

Se você é uma mulher forte, agradeça a sua mãe. Ela que te alimentou, te protegeu e te ensinou a primeira noção de certo e errado, de bem e mal.  Ela te levou na escola no primeiro dia, fez sua merenda infinita vezes, chorou na sua formatura de colégio, contou para todo mundo quando você entrou na faculdade e se emocionou quando finalmente você disse o SIM mais representativo da sua vida. E depois disso, ela entendeu que a missão deveria estar quase completa e que você logo logo seria uma mãe tão forte quanto ela, certo? Bem, nossas mães fizeram um trabalho e tanto nos acompanhando pela longa jornada da vida, mas não é apenas disso que estou falando.

Quero ser mais subjetiva do que merendas escolares e escolhas de vestidos. Quero falar do belo e inexplicável poder que só uma mãe verdadeiramente forte pode passar para uma filha. E vamos começar a mergulhar no profundo oceano do subjetivo logo de cara porque “força” é um atributo que poder ser entendido e percebido de mil e uma maneiras. E para que consiga passar a mensagem que quero, peço para que você leia daqui para frente com os olhos de um coração reflexivo e não com os de uma mente interrogativa apenas.

Eu, posso dizer sem vergonha e sem orgulho, me considero uma mulher forte, apesar de eu morrer de medo de fazer tatuagem e de suar frio toda vez que lembro que tenho que me depilar com cera. Eu sei que, em primeira instância, eu tenho pânico da dor. Eu odeio tratamentos estéticos invasivos, nem cogito espetar uma agulha na minha cara para fazer botox e eu realmente admiro as mulheres que tem essa coragem. Mas é que eu acho que, apesar da minha aparente e inegável covardia frente as dores externas, eu não me escondi nem corri das muitas facadas internas que sofri ao longo dos anos. Eu não baixei a cabeça, não neguei o ferimento, não me indignei frente ao destino e mais importante, eu nunca desisti de procurar sei lá o que eu achava que me faltava (bem, talvez tenha por algum tempo, mas eu logo voltei nos trilhos e tentei de novo).

E sim, eu fui uma fênix que ressurgiu das cinzas incontáveis vezes desde a adolescência e a mulher que nunca teve que enxugar seu rosto e sair da cama para enfrentar sua vida que atire a primeira pedra. Todas nós vencemos nossas batalhas, dia após dia, no trabalho, noite após noite, no amor e na guerra e nós acabamos por criar uma armadura digna dos guerreiros espartanos. Isso é bom, não é? Ela há de servir para alguma coisa, talvez para evitar uma ferida profunda na próxima batalha mas não deve ser usada para esconder e cobrir por completo a sua essência feminina. E não é que os homens não tenham o mesmo destino de matar um leão por dia no trabalho, eu nunca diria isso, porque eles também têm que lidar com um monte de coisas pesadas e estressantes e nós nunca podemos julgar a dor alheia.

É que nós mulheres levamos a coisa toda para um outro nível. Tudo é mais dramático aos nossos olhos, na nossa conversa, isso é fato consumado inegável. E agimos assim porque somos mulheres, temos instintos fortíssimos e estamos perfeitamente tão alinhadas a natureza selvagem que seguimos as fases da lua. A cada mês ficamos cheias, vazias, minguamos e crescemos novamente. Essa é a beleza de ser mulher, estamos eternamente preparadas para dar a volta por cima porque assim o fazemos naturalmente no final de nosso ciclo, todo santo mês, faça chuva ou faça sol.

E como mãe é uma só, Deus permita que você tenha uma mãe forte como a minha. Aquela mãe que está do seu lado não importa a fase que você vive e que te conforta mesmo quando não entende suas escolhas. Ela não passa a mão na sua cabeça, ela não acha que tudo que você fez ou faz é sensacional, ela vai te criticar mas ela sabe reconhecer o caminho que vai te levar a mostrar a sua luz, aquela que todas nós temos mas que nem sempre usamos. Ela vai te ajudar na eterna busca do amor, ela não vai te deixar desistir. Ela vai chorar e morrer de medo quando você for morar fora, mas ela vai subir em um avião ou um barco e atravessar o mundo para poder te dar um ombro para chorar. E quando se encontrarem e estiverem juntas, vocês nem vão chorar tanto assim porque não há problema que duas mulheres fortes não possam resolver.

Nós, na faixa dos 30, estamos vivendo em um limbo dos gêneros, encalhadas entre o céu e a terra do que éramos e do somos. Nós não sabemos se representamos um forte sucesso ou se somos um fiasco total. Não sabemos se nossas tias e amigas nos criticam em conversas ocasionais ou se estão orgulhosas de contar para os outros que somos um exemplo de mulher que seguiu o que acreditava. Estamos totalmente perdidas e devemos assumir isso. Vivemos em uma sociedade apoiada por uma pseudo-cultura que diz que temos que ser auto suficientes, que não precisamos de homem para nada e nem de ninguém. Que podemos e devemos trabalhar mais que os homens, que temos que ser visualmente perfeitas e que temos que saber tudo de futebol americano, rugi e aquela luta horrível que passa de madrugada. E nós até que tentamos cumprir com a expectativa do Leviatã moderno e dividimos o nosso tempo nas infindáveis atividades, tomamos remédios para parar de menstruar, recusamos nossos sinais de cansaço e stress pela ingestão de milhões de vitaminas e sucos anti aging. Quem nunca?

E se descemos por esse caminho, estaremos realmente fadadas ao fracasso. Porque quando nossa hora chegar e se ela chegar, vamos nos sentir totalmente despreparadas e desesperadas para criar uma criança e não é para menos. Nós sabemos que devemos mostrar para todos que somos capazes, 24 horas por dia, mas também sabemos que, na verdade, nós precisamos de ajuda de nossas mães e de outras mulheres mais sábias e experientes que nós para explicar sobre o milagre da gestação da vida, sobre o segredo do instinto maternal. E aí levamos nossas mães, sogras, avós ou tias para  dentro da nossa casa, simplesmente porque não conseguimos pensar em como daríamos conta de criar um criança sem a segura presença delas.

Se olharmos para dentro vamos encontrar uma mãe forte preparada para ir a tona, mas é que procurar bem lá no fundo não é o forte da nossa geração. E a nossa mãe fortaleza, seja ela nossa mãe de verdade ou as outras tantas mulheres corajosas que cruzam nossa caminho, deve estar presente em nossas vidas simplesmente para nos lembrar que nós vamos SIM dar conta do recado. Se elas são fortes, você e eu seremos também. Ou já até somos, só não percebemos ainda. Com todas as nossas feridas, traumas, tristezas, todos os tombos e todos as recaídas, nós somos fortes porque sobrevivemos a tudo isso e assim podemos ver, entender, ouvir e sentir melhor do que as mulheres que nunca abandonaram a casca do ovo. Então, vamos abraçar a nova luta de criar uma criança e prepará-la para a realidade bonita e paradoxal da vida, para que a cria seja tão ou mais forte que a gente.

Quero fazer um breve agradecimento a todas as mãe fortes que estão por aí, aquelas que entendem que só proteger e afagar a cria não vai levar o filhote muito longe, aquelas que entendem que apenas críticas e depreciação não vão permitir que a criança dê dois passos frente ao futuro. Porque aquelas que entendem que o sofrimento é inevitável, mas que ele deve ser entendido, respeitado e colocado de lado na busca eterna pelo amor são as mulheres mais fortes, na minha opinião. Forte como as personagens das histórias que ouvimos, forte como as mulheres que vemos todos os dias na rua. Frente a sua grandeza não há conspiração, nem torcida contra, nem declínio porque desde que o mundo é mundo as mulheres tiveram o papel indiscutivelmente importante, sendo ela a figura principal ou a que iria levar o principal a ruína. De um jeito ou de outro, somos todas heroínas ou vilãs, mas somos protagonistas de nossas vidas, bem como as mulheres shakespearianas que, ao contrário do que muitos pensam, não eram débeis nem frágeis. Elas assumiam as suas paixões e suas crenças e lutavam pelo amor, mesmo frente a ameaça de uma morte prematura e brutal. Elas não tinham medo de deixar esse mundo porque elas já sabia que havia muito mais lá do outro lado, do mesmo jeito que a nossa intuição sabe que no final tudo vai dar certo.

E que assim como elas, nós possamos seguir nossos caminhos, aceitar nossos destinos, fortes e apaixonadas, passionais e destemperadas, certa de que em todo sofrimento há uma lição, certa de que em toda filha forte há uma mãe grandiosa. Criaremos grandes meninas, indicaremos o caminho para nossa prole, especialmente se nos permitirmos sermos mulheres de verdade e aceitarmos de bom grado tudo que isso significa.

Um agradecimento especial para a minha mãe, meio grega, meio brasileira, meio sol e meio lua, nervosa e relaxada, que me prendeu e me soltou, que riu e chorou, de mim e para mim, porque ela já conhecia de perto todas as comédias e tristezas de ópera grega que nosso sobrenome Sarantopoulos havia de me trazer.

Fonte: https://faithljustice.wordpress.com/2013/03/26/strong-women/
Fonte: https://faithljustice.wordpress.com/2013/03/26/strong-women/

 

 

Ei gente, aqui é a Lulu. Sou de família grega e italiana e morei em Santorini. Em 2014, tive o prazer de me casar na ilha de Santorini, lugar mais lindo do mundo! Moro em Amsterdam e viajo todo verão para a Grécia, para realizar o sonho de quem quer casar em Santorini. Pergunte que quiser. 😉

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