Para 2018, o que eu quero é leveza (e uma boa dose de coragem!)

2017 nem acabou e eu já estou em 2018? É ISSO MESMO 2017, ACABA LOGO #peloamor!

Este ano passou voando, cheio de situações-limite, acontecimentos inacreditáveis e avanços empolgantes. E posso falar? Não vou sentir saudade dessa intensidade maluca em 2018. Eu quero, preciso, necessito de paz! Eu quero é leveza!

A gente tá careca de saber que tem que comer melhor, dormir mais, fazer algum esporte e fortalecer os hábitos saudáveis. E nada disso vai estar na minha lista de afazeres em 2018. O que eu quero mesmo é sofrer menos, socoooorro!

Se você é mulher, nos seus 20 e muitos ou 30 e poucos, vai me entender. A gente quer ser feliz, ter família, ter sucesso no nosso trabalho. Ter uma aparência da qual nos orgulhamos é aquele plus para muitas. Não importa onde colocamos nossa energia, a gente quer ver os frutos do nosso empenho. E putz, em 2017 eu quase enlouqueci nessa batalha de ter que escolher entre trabalho e família. Ser fitness eu já desisti há tempos (amo demais o arroz com feijão e o chocolate). Por quê que tem que ser assim? Tem que ser mesmo? Eu quero escolher EU, tem como? Quero ser feliz, gente, “só isso”. Dá pra ser?

Mas você tem tudo, que que te impede de ser feliz??!!!…..Alguém que não sabe de metade da sua história vai falar. Eu tenho é muito chão caminhado (inevitavelmente muitos tombos feios para alguns momentos de glória) e ainda muito chão pela frente. Gratidão e moderação são sempre bem vindos, então vale mencionar que 2017 foi um ano abençoado em muitos aspetos. E o que foi ruim, minha gente, bota no “balaio do aprendizado” e “segue o barco”. O mundo não vai parar para mim e nem para você aprender gentilmente o que deve ser mudado. É uma pancada atrás da outra para ver se a gente aprende na dor.

E de pancada em pancada, cheguei a uma conclusão dura no final deste 2017. Se eu tinha de escolher, ia escolher me amar. Eu estava disposta a fazer tudo o que fosse preciso para parar de sofrer, não aguentava mais me rasgar por dentro, não podia dar uma metade de mim para o trabalho e outra metade para a família.No meio de tanta ansiedade, do pânico, quando dias ruins viraram o “novo normal”, o desespero gritou alto e eu quase perdi tudo. Quase.

Em 2017, gritei, chorei, adoeci, surtei, sofri demais. Mas ainda em 2017, respirei fundo, levantei a cabeça e voltei das cinzas, ainda mais forte.

Porque se são nos momentos de fundo do poço que mais crescemos como seres humanos, uma lição confesso que aprendi. No ano que vem, não quero mais isso nem menos aquilo, eu quero é ser leve. Saber me doar 100% para a família quando meu coração quiser e poder dedicar 100% ao trabalho quando minha alma empreendedora pedir. E fazer a escolha com leveza.

Me chamem de romântica, vocês já sabem que eu sou mesmo. E se meu plano não é infalível, ele é pelo menos melhor do que o que usei em 2017.

Começo o ano de 2018 com mais esperança de dias bons, de conversas mais reais e de manifestações mais autênticas. Esperança de um mundo melhor. Esperança de que as pessoas queiram ser melhores. 1% a cada dia, certo?

Amigos leitores, mãos a obra. Bora colocar foco na energia boa, amor no coração e sonhos para os dias que virão por aí. Porque a vida anda para frente e não adianta lamentar o 2017. É se libertar e correr atrás para que 2018 seja, de fato, um ano melhor.

Feliz 2018 😍😍😍😍 Mil beijos e muita coraaaaaaaagem!

Ilha de Folegandros Grécia
Ilha de Folegandros, Grécia 

Eu tinha vinte e poucos anos quando, pela primeira vez, me apaixonei pela Grécia

Queridos leitores,

É com muito prazer que posto para vocês mais um pequeno trecho do meu livro “Memórias de uma Noiva de Santorini”. Se Deus quiser, ele logo estará nas estantes das livrarias 😉 E claro, respeitando os muitos pedidos, vou ter um espacinho aqui no blog para vender livros autografados para vocês 😉 Vocês não podem imaginar como eu fico feliz quando recebo o retorno carinhoso dos meus leitores!

No trecho abaixo, dá para vocês conhecerem um pouquinho mais da personagem que narra a história (Sofia) e de sua prima grega, Maria. Espero que vocês curtam, pois escrevi a obra toda com muito carinho 😉 E em breve passo a data do lançamento!

Eu tinha vinte e poucos anos quando, pela primeira vez, me apaixonei pela Grécia.
Eu tinha acabado de entrar em um avião, depois em outro, e depois em um barco. Tinha acabado de dar as costas para tudo que eu conhecia, para todos que me amavam, para aqueles que esperavam algo sensacional da menina tímida e perfeitinha que eu era. Eu fui teimosa e segui as minhas ideias, sem me importar com o mundo. Alguns meses antes disso, eu tinha mandado uma carta para o meio do mar mediterrâneo, e a resposta tinha sido um grande e tempestuoso não. Minha tia, que tinha ido visitar o meu avô no Brasil, e que acabei conhecendo em um almoço, com a mesma naturalidade que convidou a família toda para conhecer sua casa na Grécia, se recusou a me hospedar quando pedi um teto. Por alguns instantes, no interior de Minas Gerais, sentada na minha cama, foi como se aquele teto de ilha longínqua tivesse se despedaçado sobre a minha cabeça. Meus pais não sabiam do meu plano de terminar o último semestre da faculdade e sair correndo do país em busca de sol, mar azul e aventuras. A minha parente helênica não tinha e-mail, então eu tive que me arriscar à moda antiga, com papel, caneta e alguma inspiração. Enviei a maldita carta secreta para a tia, e depois de muitos dias de espera recebi um telefonema nervoso do meu avô, seguido de uma reunião constrangedora com os meus pais, sobre o meu futuro. E como explicar para quem você mais ama que aquilo que tem não é o suficiente? Como dizer que sua natureza louca e selvagem está querendo romper o seu peito e pular rumo ao abismo do desconhecido, e que você se sente refém de seu impulso insano? Eu não consegui fazer com que meus pais entendessem a minha decisão de ir para a Grécia, mas a conversa foi o suficiente para eles respeitarem o meu sonho. Como até aquele momento da minha vida eu nunca tinha dado nenhum problema para eles, pois eu era um excelente estereótipo de garota exemplar, eles não tiveram como negar e me ajudaram a comprar a passagem e fecharam os olhos quando eu limpei minha conta poupança e vi todo o meu rico dinheirinho virar uma merreca em euros.

Assim, em uma batida do meu coração eu estava na Grécia, graças à minha mais nova melhor amiga, minha prima grega, que ficou sabendo da existência de sua parenta brasileira, louca para viajar, e estendeu a mão. Seguido da negativa de um lado, sorri frente a um convite inusitado de outro. Quando recebi o primeiro e-mail de Maria, não sabia o que pensar. Venha para Mykonos. Sou sua prima de Atenas, e me mudei agora para a ilha. Eu também precisava sair de casa, e entendo você. Venha morar comigo. E foi uma amizade comprometidamente cega, irracionalmente forte, e estranhamente cúmplice, que começamos desde o nosso primeiro contato.

Assim, cheguei a Mykonos em uma tarde, depois de cinco horas de viagem em um barco grande, estilo ferry boat, que saiu do enorme porto de Atenas. Para mim, aquilo parecia um cruzeiro de lazer, um glamoroso Titanic grego, e tudo a bordo era diversão. Todas as comidas eram saborosas, e todos os homens eram deuses lindos. Maria me esperava no pequeno porto da ilha dos moinhos e casinhas brancas, e me espantei com a beleza ensurdecedora que ela tinha. Pele clara, levemente bronzeada pelo sol eminente da ilha, corpo esbelto, cabelos negros e olhos verdes. Ela usava um minivestido branco, chapéu, óculos escuros, e conquistava todos os olhares ao seu redor. Eu me impressionei com o seu charme e beleza, sem imaginar que um dia seríamos tão parecidas, tão próximas, e que aquela beleza charmosa seria uma das características mais marcantes das mulheres da nossa família. É muito bom ser considerada bonita em sua cultura, e Maria me fez entender que a beleza abria muitas portas, até aquelas que o dinheiro não podia abrir. Por outro lado, fica muito difícil passar despercebida em qualquer situação, de modo que, curiosos, mal-intencionados ou inocentes, almas masculinas de todos os tipos, eram arrastadas para dentro da nossa esfera de beleza helênica. Durante todo o verão que passamos juntas em Mykonos, atraímos homens apaixonados e loucos, de todos os tipos, e portadores de intenções variadas. Até então eu era ingênua e ignorava o que o futuro próximo me reservava, e quando desci daquele barco Maria me abraçou como a irmã que nunca tive. Nos olhamos nos idênticos olhos verdes profundos que temos, sorrimos e comentamos todas as nossas semelhanças, embora ainda não sabíamos de nada.

Na noite da minha chegada, Maria me levou para dar uma volta e para tomar um drink em um bar de música da ilha, e me apresentar o que de melhor Mykonos tinha a oferecer. A beleza natural do pequeno monte de terra cercado de mar, as construções labirínticas de casinhas brancas do centro e a branquitude das areias das praias só me arrancavam sorrisos e suspiros. Naquela noite, quando Maria dançou zeibekiko, uma música grega tradicional, quase caí aos seus pés, juntamente com todos os homens que estavam ali. Nada há de mais belo do que um zeibekiko bem dançado e bem apresentado. A performance de um só, onde as habilidades de se parecer bêbado e vacilante em uma jornada solitária cíclica foi mais profunda e enigmática do que qualquer samba ou tango que eu já tinha presenciado. Maria dançava como as outras mulheres gregas da nossa família, com passos charmosos e suaves, característicos de Atenas, impressionantes aos apaixonados frequentadores daquele minúsculo bar, na minúscula ilha. Foi assim que me apaixonei pela Grécia pela primeira vez, no meio do nada, no bar de Mykonos, quando vi a primeira performance de zeibekiko da minha vida. A partir
daquele momento, eu nunca mais seria a mesma. Alguma coisa tinha despertado dentro de mim, de uma maneira tão forte, que eu só iria compreender anos depois. Maria e eu nos tornamos amigas e companheiras inseparáveis, e um dia ela ainda iria me ensinar a perspicácia de todos aqueles passos da dança solitária dos homens tristes e melancólicos da Grécia. Maria morava na ilha, em uma kitnet alugada, e nós dividimos o pequeno espaço por apenas dois meses. A vida foi leve e animadíssima durante o começo daquele período, e sempre me lembro daqueles dias com grande alegria. Minha prima me arrumou um emprego na mesma cafeteria que trabalhava, e nos meus primeiros dias aprendi que existe uma boa cafeteria em todas as esquinas daquele país. Os gregos amam tomar vários cafés por dia, e não me refiro à pequena xícara de expresso que engolimos em menos de trinta segundos depois das refeições ou pela manhã, mas a um copo alto, cheio até a boca, de espuma de frappé, uma mistura de café, açúcar, água, gelo e leite batidos, que no verão escaldante das ilhas pode ser visto na mão de todo e qualquer grego que se preze, assim como nas charmosas ruas de Atenas. Eu adorava sugar toda aquela espuma gelada e doce, dia após dia, noite após noite….

(continua….)

memorias de uma noiva de santorini

A falta que um herói faz

Os últimos acontecimentos e a repercussão que eles ganharam nas mídias sociais e na TV me deixaram de cabelo em pé. E não é a primeira vez que isso acontece e receio, infelizmente, que não seja a última. Estamos com o estoque baixo de heróis e isso tem nos deixado histéricos e desesperados. E antes que você feche seu coração daqui em diante e faça uma leitura totalmente tendenciosa e cheia de ressentimento do que tenho para dizer, me dê apenas um minuto de seu tempo. Por favor, apenas 1 minuto antes de morrer de raiva de mim. Pode ser?

Uma morte, seja ela de um parente próximo ou distante, de uma pessoa famosa, de um grande líder é e sempre será triste. Ninguém gosta de perder nada e perder uma pessoa pode ser a coisa mais triste do mundo. Quanto mais próxima é a pessoa, mais sofremos. Quanto mais pensamos nisso, mais sofremos. Quanto mais nos envolvemos nisso, mais lágrimas serão derramadas. E isso é ok, porque somos sentimentos.

Eu respeito a morte, a perda, eu sei que ela existe e que ela causa dor. E sim, estou falando, neste primeiro momento, da morte do cantor Cristiano Araújo que, falo sem vergonha, eu não conhecia. Mas eu confesso que vivo em um mundo paralelo total, no País das Maravilhas e sertanejo não é meu estilo favorito. Ainda assim, acredito que ele era uma pessoa boa e que devia produzir uma música bacana para quem gosta do estilo e acho um absurdo a parte de divulgação de imagens do acidente e do corpo. Lembrei de quando eu era criança e os Mamonas morreram e os coleguinhas da escola entravam em um site bizarro para ver pedaços do corpo do Dinho. Não mudamos nada nesse tempo?

Provavelmente não. Mas a parte mais chata e triste é que estamos tão vazios e desesperados para sentir alguma coisa que acabamos por correr atrás de qualquer coisa que aparece por aí. Antes era fácil, a gente botava culpa na “mídia” como se ela fosse um monstro sacana e fora do controle, dominador de pensamentos. No entanto, hoje NÓS SOMOS A MÍDIA. E você, assim como eu, tem total responsabilidade em tudo que “curte” e “compartilha”. No final do dia, faça as suas contas e seja sincero consigo mesmo: você espalhou mais amor ou mais dor nas últimas 24 horas?

Na esperança de que o usuário das redes sociais começou a se preocupar com as coisas certas (eu sei, sou otimista) senti uma ponta de animação no último sábado quando vi que amigos trocaram a sua foto de perfil por uma colorida. Tinha até um app especial para quem quisesse fazer isso na hora e eu achei o máximo! Bom jeito de espalhar uma boa nova né?! O meu ingênuo erro foi o de imaginar que, quando as pessoas estavam se manifestando com comentários de paz e de igualdade, elas estavam falando do terrorismo do dia anterior. Imaginei que estavam todos contra a violência, espalhando uma ideia de paz entre os povos, de aceitação da diferença (lembra do “je suis charlie” seguido do “je ne suis pas charlie”?). Bem no meio do Ramadan, alguns radicais infelizes mataram mais de 200 pessoas que estavam rezando dentro de mesquitas. Se você não consegue se conectar no assunto porque não é muçulmano, saiba que eles mataram mais um bocado de turistas que estavam nas praias da Tunísia. Eu na hora fiquei chocada e triste, pois estava nos Emirados Árabes há poucos dias e a praia na Tunísia é um lugar belíssimo que eu tinha escolhido passar minha lua de mel. Senti tristeza pelas pessoas que lá estavam, pelos familiares, enfim, senti tristeza pela humanidade.

Enquanto eu viajava achando que a manifestação era por “essa paz”, meu marido me fez acordar para a realidade, pois o casamento gay era celebrado em todas as cores no meu mural do facebook. Notícia boa também e digna de ser espalhada, afinal eu realmente admiro toda forma de amor. Mas no meio da avalanche de informações, me pergunto se deixamos escapar a vida, os motivos nobres, a paz no mundo, porque estamos discutindo com o coleguinha piadas toscas sobre a morte do sertanejo. A vida dele vale mais do que as outras 200? Só porque ele é brasileiro e era “famoso”? Não deveríamos nos comover como ser humano acima de tudo?

Somos parte de um só todo. Essa ideia não sai da minha cabeça, mas as vezes me sinto sozinha em um mar de cabeças que precisam discutir e desvalorizar a opinião alheia, porque afinal, de algum jeito estranho, elas foram convencidas que o nosso 1% de diferenças é mais relevante do que os 99% de semelhanças. Estamos todos conectados e ver o outro sofrer lá do outro lado do mundo me afeta, sim. E te afeta também, não tenha dúvidas disso. Não seria melhor que a Europa pudesse existir “na saúde e na doença, na alegria e na tristeza”(tá, deixei o sangue grego dar um piteco no post, sorry!)?Respiro, sem muita esperança no hoje, mas eu faço o que posso fazer para tentar espalhar o bem. Bah, e não deixo de pensar: o amanhã será melhor.

E para ser sincera, os brasileiros não estão sozinhos nessa busca desenfreada por heróis ou por algo que “valha a pena”. Não é apenas o nosso facebook que está infestado por fanatismo de todos os tipos e de raiva por opiniões diferentes. Quando vi o caso do Cristiano, lembrei do One Direction, isso, aquela banda de adolescentes que saiu do X Factor ou do American Idol (ou sei lá de onde). Eles tem várias baladinhas até boas e são a boyband mais rica e famosa da história. Quando um dos seus integrantes anunciou que iria abandonar a banda no meio da turnê, aconteceu a maior comoção de todos os tempos nas redes sociais. Pessoas desesperadas gravaram videos no Youtube chorando e implorando que ele voltasse, pelo amor de Deus. E claro, o Twitter não falou de mais nada por uma eternidade (ou por algumas horas). Quase 500 mil pessoas não foram trabalhar  ou não foram a escola no dia seguinte da saída, tamanha a tristeza sentida “no mundo”.

Mas não se preocupe, porque no dia seguinte a vida continuou, mesmo sem o rapazinho. Eu realmente não ligo muito para isso, mas me impressiono com a proporção que as coisas tomam na net. Lembra do vestido azul ou dourado…quem se importa?!. Então, muitos…. aparentemente. Ou pelo menos, muitos tem acesso a essa informação e acabam clicando “curtir” por puro hábito.

Dito tudo isso, espero que você não me odeie. E se eu posso pedir alguma coisa, peço que não odeie o Zeca Camargo por dar sua opinião, que não odeie as pessoas ao seu redor por falarem algo que elas acreditam, afinal não fomos todos nós que ligamos o nosso botão de “politicamente corretos” de uma hora para outra. Respeite o tempo de cada um. Não tenha ódio e raiva, espalhe amor. “Curta” com o coração e não apenas com o dedo. E se aprofunde nas suas causas, porque nadar em águas rasas não nos faz sentir muita coisa, só uma alegria momentânea de entrar na água. É lá no fundo, no mergulho nas profundezas, que vemos a realidade, um mundo novo, que sentimos mais vivos, que enxergamos a cor dos outros seres. E não se engane, nós sempre queremos sentir algo. Que então não seja raiva, medo e tristeza.

E se você se identificou com o que eu falei mas não sabe nem por onde começar, te ajudo. Abaixo posto dois vídeos: um do One Direction, a tal boyband que falei anteriormente, em caso de você não saber do que estou falando e outro vídeo, da Malala, e um dos seus mais visionários discursos. Ambos têm um pouco mais de 3 minutos, mas pode ser que você ache os meninos mais interessantes e bonitos que a jovem menina que foi baleada pelo Talibã. Eu entendo e não te recrimino por isso. No entanto, eu sugiro que você assista os dois, que invista 3 minutos da sua vida no vídeo da Malala também. Vai valer a pena.

A gente pode ser um pouco de tudo, não precisamos ser radicais, não precisamos escolher um lado o tempo inteiro, sobre tudo que aparece no nosso mural. Se Angelina Jolie pode ser super pop e ainda assim lutar por causas tão belas (ainda mais do lado do Brad), nós também podemos. Abra seus olhos, siga seu coração, encontre sentido na sua vida, comece a busca ainda hoje. E eu espero te ver em algum lugar, online ou real, quando o coração chamar, para levantarmos a bandeira das nossas verdadeiras batalhas. Eu espero que saibamos nos posicionar do lado do bem. Se “one child, one teacher, one book, one pen, can change the world”, imagina o que nós podemos fazer com toda a nossa rede social?

E um último desejo de que você, assim como eu, acredite e queira um mundo melhor.

Se você ama de verdade, liberte

Mais um post inspirado que escrevi quando estava super envolvida com a história do meu primeiro livro!

Todas nós, em algum momento inexplicavelmente difícil de nossas vidas, vamos entender a necessidade e importância de libertar a pessoa amada. Não importa se essa decisão lhe parece injusta ou incabível, se você vai chorar algumas noites ou vai se perder nos grandes ecos das hipóteses, as vezes temos que deixar o amor voar, mesmo que isso signifique voar para bem longe.

E libertar o ser amado não quer dizer que você optou por abandoná-lo, ou não lutar por ele, ou deixá-lo cair no esquecimento. Não necessariamente. Algumas vezes, percebemos na prática que é preciso “soltar a linha” de um novo relacionamento para ver até onde ele vai. Se usarmos a técnica da liberdade de um jeito sincero e sobretudo inteligente, vamos observar que muitos homens só precisam de tempo e sossego para perceber o que querem de verdade. Ele vai acabar entendo que quer voltar correndo para o cativeiro de seus braços, mas ele precisava de tomar essa decisão sozinho, longe de seus olhos.

Em outras situações, é preciso parecer “solta” para conquistar o espaço desejado. Toda mulher que já teve algumas experiências em relacionamento sabe que quanto menos se espera, mais se recebe. Quem aí só conheceu caras superficiais enquanto saia em busca do amor da vida? E quem aí descobriu que um rolo de uma fase descompromissada de solteira poderia ser um belo partido?

E por aí, exemplos não faltam. Em todo caso, como nunca sabemos com que destino vamos trombar na próxima esquina, vale a lição de manter os olhos bem abertos, isto é, se estamos prontas para a missão. Porque se não estamos e temos consciência disso (só que nunca temos), deveríamos deixar bem claro para os bons moços que não estamos aptas a nenhum tipo de relacionamento. E que estamos momentaneamente fechadas para balanço. E assim, os libertaremos de uma saga amorosa impiedosa e confusa. Não machucaremos o outro e nos pouparemos de culpas e acertos de contas de carma futuro.

Difícil? Sim. Impossível? Quase, mas não, não é impossível. Só que conseguir se expressar com tanta clareza para o outro exige que você já tenha o hábito de ter conversas francas consigo mesma. Aí é que mora o segredo, temos que ser nossas melhoras amigas, entender nossos pontos fracos, nossas dúvidas, perdoar nossos erros e só então, podemos dar os conselhos sábios de quem tudo viu e viveu para que se acerte nos próximos passos. E como entender que as vezes é preciso soltar um homem que se ama no meio de um relacionamento sério? De um casamento?

Quando tudo está tão estressante e pesado que só a companhia um do outro não basta para que existam sorrisos e carinhos dentro de casa, bem, é hora de soltar. Encontrar um hobby diferente para você, comprar um livro novo para ele. Ir visitar os pais, deixar ele confortável e sem horário no final de semana. Soltar, digo mais uma vez, não é mandar para longe. É simplesmente tirar a pressão, aquela que esmaga nossos peitos quase todas as manhãs. E o mais importante disso tudo: é preciso muito conversa para que a libertação não seja vista como desinteresse, muito menos como passos em caminhos opostos. Ou seja, no amor, como em tudo nessa vida, falar é preciso.

Ainda me parece que aqui se faz e aqui se paga, na esfera amorosa. Logo, prefiro optar pela sinceridade em 99% dos casos. Porque tem aqueles 1% nos quais falar tudo que se pensa só vai gerar um efeito colateral difícil de ser previsto e impossível de ser controlado. E quando saber que o momento que se está vivendo é parte da pequena e macabra janela do 1% das verdades omitidas? Basta pensar que quando tudo acabar, se você o ama de verdade, você tem que deixar ele partir e eu sei que honestamente não deve ser isso que você sente aí dentro. Se você o ama, você quer dizer tudo isso e um pouco mais, você quer provar o amor de todas as maneiras, pedir desculpas pelos erros do passado, fazer promessas impossíveis para o futuro. Se você e ele já tem uma história juntos e já tentaram de tudo um pouco, por mais que seja difícil, as vezes é hora de libertar. E isso não é necessariamente mentir, mas é evitar que sua mente continue repetindo os mesmos vícios, é acreditar que pode haver um caminho menos sofrido para o amor.

Já tentou muitas vezes e nada deu certo? Talvez seja a hora de libertar de vez quem você ama. Se você teve a sabedoria e sã consciência de entender isso, não diga que o ama, não diga que ainda o quer. Seja firme e deixe ele seguir com a vida dele. E você com a sua. Por mais que a raiva, o desentendimento e a mágoa tomem conta do pensamento por algum tempo, no final do dia, os dois lados vão se sentir agradecidos. Podemos libertar quem amamos, porque havemos de amar muitas pessoas nessa vida. E não podemos viver acorrentadas nelas, pois não somos como almas presas cumprindo penas nesse planeta. Somos todos borboletas a voar pelo jardim da vida.

relacionamento liberdade

Ops….acabei virando madame!

Vocês sabem como é. Basta uma semana sem saber qual o seu futuro profissional  (who knows right?!) e pronto. As mil perguntas sobre o que você vai “fazer da vida”, seguidas de alguns olhares do tipo “tadinha…ela não sabe o que está fazendo…” e ainda acompanhados de expressões de susto e pavor, que podem ser de desaprovação ou inveja…começaram e não pararam mais.

Para quem não me conhece, meu nome é Luana, tenho 28 anos. Eu trabalhei desde os 18 anos, todos os dias da semana, inclusive todos os sábados da minha vida. Trabalhei em Belo Horizonte, em Atenas, Santorini, Corfu, Nottigham, Londres.  Abri uma loja na Grécia, outra no Brasil, uma virtual, um showrrom, fiz negócios com a Turquia. Tenho blogs de moda e viagens e leio tudo que posso sobre o poder da mente. Estudo mediunidade e mídias sociais. Caço tendências e faço planos de negócios. Faço caridade e rezo todo dia.

Há um mês negociei minha loja e me mudei para São Paulo, para viver com meu noivo, amor da minha vida. Mudamos para um apê maior e agora eu vivo uma nova fase, dona de casa. Na verdade, a faxineira vem duas vezes na semana, então eu realmente não pego no pesado, só penso na decoração e nos menus dos jantares com amigos.

Eu comecei a malhar todo dia, a manhã inteira. Vou no salão toda semana e no shopping, comprar presentes para os outros e para mim. Vou na massagem duas vezes na semana e amo! Assisto os realities de decoração, moda e acompanho as Kardashians. Pesquiso viagens para os melhores destinos. E te falo que trabalhar não é bem a primeira coisa que passa na minha cabeça, já que estou planejando todos os detalhes do meu casamento, que será ano que vem na Grécia.

Ops… Acho que realmente virei madame, é o que dizem por aí! ;)  Então vou aceitar, abraçar e me deleitar com esta experiência. E agora este blog será o meu confessionário, please don’t hate! 😉