10 motivos para amar Mykonos

Queridos leitores,

estou de volta no Brasil e vocês sabem o que isso significa: hora de organizar as fotos das últimas viagens e escrever os posts mais carinhosos e informativos para vocês 😉

Mais uma vez, tive a oportunidade de passar o verão nas ilhas. Agradeço a Deus todo dia pela minha vida e pela chance de viver entre Santorini e Brasil 🙂 E no último verão, além de visitar Santorini e outras ilhas, voltei para a ilha de Mykonos por mais uma vez.

A sensação da chegada em Mykonos é sempre a mesma: que energia fantástica, eu quero ficar aquiiiiiiiiii!

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Mykonos, a chegada

Se você acha que Mykonos é só balada, descubra aqui que é muito mais! Se você busca um post com mais informações sobre Mykonos, dicas do que fazer em Mykonos e ainda se você não tem certeza se deve ou não incluir Mykonos na sua viagem pela Grécia, leia aqui: Ilha de Mykonos, vou ou não vou?

E o post de hoje é a minha lista com 10 motivos para amar Mykonos!

Espero que ele sirva de incentivo para que você marquem a viagem até a Grécia e às ilhas gregas! Bora lá?

Motivo número 1) , na minha lista sobre o que eu amo sobre Mykonos:

As praias!

Se toda vez que você pensa em ilhas gregas você se imagina nadando em águas claras, caminhando por areias brancas….BINGO! Você vai amar as praias de Mykonos, pois a costa da ilha toda está cheia de praias maravilhosas com uma super estrutura. E claro, as praias de muitas outras ilhas gregas também são de areias brancas e de mar verde esmeralda, mas é bom deixar claro que a nossa queridinha Santorini não tem praias de areias brancas!

E o combo paraíso natural + super estrutura faz de Mykonos uma das ilhas mais visitadas todos os anos!

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As praias de Mykonos
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As praias de Mykonos

Motivo 2) para amar Mykonos:

“Little Venice”

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Little Venice, em Mykonos

Isso, aquela foto do cartão postal que você já viu. As casinhas beijando o mar, os restaurantes que servem um pouco de tudo e principalmente frutos do mar frescos, ah e claro, o vinho no pôr do sol….. 😉 Nós amamos a Little Venice!

Motivo número 3) para amar a badalada Mykonos

A cidadezinha de Chora

As ilhas gregas “têm essa mania” de ter cidadezinhas fofas que os locais chamam de Chora! Também conhecida como Mykonos Old Town, Chora é um conjunto de ruelas e casinhas brancas, pequenos hotéis, cafeterias e restaurantes, lojinhas de souvenirs e baladas – só que eleva isso a milésima potência em termos de charme e de sofisticação = Chora é a tradicional cidadezinha de ilha grega, só que com a cara (e o preço) de Mykonos.

Mas cuidado, a cidadezinha é um labirinto e é super super fácil se perder e passar mil vezes na frente da mesma loja até achar o seu caminho de volta. E isso é parte da diversão (ainda mais se a gente já “tomou uns golo e já está mais prá lá do que prá cá…).

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Vista do meu quarto, Chora
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Vista do meu quarto, Chora

Motivo número 4) para amar a Mykonos dos cartões postais

Os Moinhos

Sim, eles são demais. E a vista de lá é dez também. De perto, eles são ainda mais lindos!

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Moinhos, em Mykonos

Motivo número 5) para amar Mykonos

A cor das águas

Não tem como ignorar o fato de que as ilhas gregas cíclades são um paraíso natural pra lá de abençoado. A cor da água, geeeeeente, a cor da água é uma coisa que sempre me impressiona em Mykonos. Sabe aquela que a gente fala: “a água era transparente!”…? Pois é, isso nas ilhas gregas é lei. Em Mykonos, ela é transparente e ainda azul turquesa/verde ou algo assim 😉

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Praias de Mykonos

Motivo número 6) para visitar Mykonos

O fácil acesso!

Mykonos o que fazer
Cruise Map, Mykonos

Você pode chegar de barco direto de Atenas, em uma viagem relativamente curta. No verão, são muitos voos que chegam da Europa toda 😉 E quase todos os cruzeiros passam por lá. Motivo número 7) para colocar Mykonos na sua wishlist:

O pôr do sol é um super evento.

Eu sou um pessoa obcecada por pôr do sol. E faço questão de assistir o espetáculo do sol se pondo todos os dias (possíveis) da minha vida – ainda mais nas ilhas gregas! Então posso falar que o pôr do sol em Mykonos é um show a parte. E dá para escolher onde assistir, são várias opções que vão atender todos os bolsos e gostos.

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Pôr do sol em Mykonos

Motivo número 8) para amar Mykonos:

O céu após o por do sol é inesquecível.

Para, respira, agradece a Deus e segue em diante. Sua vida nunca mais será a mesma!

Céu em Mykonos

Motivo número 9) para amar Mykonos

A atmosfera de liberdade

Aquela ideia “quer ficar pelado, fica – quer ficar de roupa, OK” é uma fator que me faz curtir a atmosfera de Mykonos. Não que eu caminhe pelada por aí, mas gosto da ideia de vários seres humanos em uma praia e cada um curtindo da maneira que mais lhe agrada 😉

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Eu, feliz da vida, em Mykonos 🙂

Motivo número 10) para amar Mykonos

As Baladas

É lá que você vai poder participar de muitas das festas mais sensacionais das ilhas gregas! Se você curte “o dia”, os beach bares da famosa Paradise e da Super Paradise são seu destino. Se você curte “a noite”, opções também não vão faltar.

Queridos, tudo que escrevo aqui é fruto da minha experiência, ok? Não sou especialista de viagem em Mykonos e nem pretendo afirmar que o que disse aqui é tudo sobre o assunto. Só penso em dividir um pouco do que aprendo pelas minhas viagens e espero inspirar todos vocês para este destino maravilho:  Mykonos e as ilhas gregas! Se quiserem comentar e acrescentar dicas, sejam bem vindo!

Mil beijos!

Mais informações sobre Mykonos aqui.

10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

Quando falei com algumas pessoas que iria conhecer a ilha de Karpathos na minha próxima viagem para a Grécia, percebi que as opiniões sobre esta ilha grega não tão conhecida se partiam abruptamente em dois times. “Você vai amar Karpathos, é a ilha mais linda da Grécia”, afirmaram com paixão nos olhos os amigos que já conheciam a ilha grega. “Só tem cabritos em Karpathos, o que você vai fazer lá?“, meus amigos gregos que nunca tinham ido até lá comentaram.

Como eu não me deixo levar por nenhum comentário, seja ele positivo ou negativo, entrei naquele avião em Atenas e menos de uma hora depois pousei em Karpathos. E o que comprovei – depois de quase uma semana na ilha – é que Karpathos é, de fato, uma ilha grega que tem de estar em todo e qualquer roteiro pela Grécia (e olha que já vi muitas ilhas gregas e sou apaixonada por Santorini).

Mas o que torna a ilha grega de Karpathos tão especial?

Eu poderia citar 50 motivos mas escolhi apenas 10 motivos para explicar porque a ilha grega de Karpathos deve ser o seu próximo destino. Ou pelo menos constar na sua lista de lugares do mundo a conhecer. E para esclarecer meus motivos, vou postar algumas fotos que eu tirei nos meus dias por Karpathos.

1)As cores do mar de Karpathos são fortes, intensas e variam do azul escuro ao verde claro. Como tem pouco tempo que voltei de viagem também do Caribe, a minha impressão é que Karpathos é estilo uma ilha grega com mix do mar mediterrâneo e mar caribenho. Maravilhoso para admirar, perfeito para nadar (águas mornas), agradável para navegar (mar calmo em grande parte da ilha) e ainda tem um lado da ilha com mar perfeito para quem gosta de surf.

Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

2)As cores das vilas na ilha de Karpathos  sejam elas antigas, remotas, escondidas pelas montanhas ou movimentadas e localizadas ao lado do porto – são uma marca registrada na ilha. E por mais que muitos acreditem que todas as ilhas gregas tem as casas branquinhas, a verdade é que as ilhas das Cíclades são conhecidas por esta característica (Mykonos, Santorini, Paros, Naxos, etc..). Ou seja, muitas ilhas gregas são bem coloridas 😉

Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

3)A beleza selvagem de Karpathos é uma característica muito marcante dessa e de outras ilhas gregas que gosto muito. Sabe aquela sensação que o ser humano chegou ali, mas que a natureza, o Universo, é tão mais forte do que ele (e mostra isso o tempo todo) que o máximo que podemos fazer é tentar viver, um dia de cada vez, enquanto o Senhor nos permite? Eu me senti assim em Karpathos, conectada com o presente e com a força maior, frente toda aquela beleza rude, forte e poderosa.

Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

4) A tradição de uma ilha grega forte e resistente, com moradores que viveram anos em uma luta constante pela sobrevivência. Apesar de todas as dificuldades do ambiente, os Karpathians são orgulhosos de sua terra, apaixonado por suas belezas e apegados a muitas de suas tradições até hoje.

Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

5) As praias e a estrutura agradável para quem quer férias relax. Gostei tanto “do esquema” das praias de Karpathos que vou voltar no próximo verão sem sombra de dúvida para poder descansar um pouco da correria que são as outras ilhas gregas! kkkkk 😉 Sem trânsito pesado, sem filas em restaurantes, nem dificuldade para estacionar em qualquer lugar, Karpathos é um paraíso secreto e valioso no meio das ilhas gregas!

Dicas das ilhas gregas Karpathos
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

 6) A arquitetura e as construções espalhadas pela ilha de Karpathos. Em especial,  as igrejinhas e os moinhos, que parecem cartão postal mesmo com uma camêra de celular!

10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
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10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
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10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

7) A belíssima vila de Olympos que é super antiga, tradicional e que guarda cenários inacreditáveis! Para não estragar a surpresa, vou parar por aqui 😉 Porque estou fazendo um post só sobre o Olympos com participação especial de quem é de lá!

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10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
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10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

8) Os preços honestos e a qualidade excelente dos restaurantes e acomodação em Karpathos. A Grécia é, em geral, um destino com ótimos preços para os viajantes brasileiros, mas é que quando pensamos em ilhas gregas, muita gente só pensa em Mykonos e Santorini. Essas duas belíssimas ilhas gregas são tão famosas que sempre estão cheias e com preços salgados 😉 Já Karpathos é uma ilha perfeita para destino de férias e lua de mel, só que com o benefício do anonimato e seus preços são muuuuuito melhores do que os das ilhas famosas! Falaremos disso em detalhes em outro post 😉

Dicas sobre karpathos
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
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10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
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10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

9) O entardecer e o pôr do sol na ilha são maravilhosos. Quem me acompanha sabe que eu não perco um entardecer em ilha grega – NUNCA! E em Karpathos, o pôr do sol era um momento tão mágico e tranquilo, que era quase sagrado 😉 Eu nunca vou esquecer este pôr do sol maravilhoso e silencioso que presenciei enquanto fazia um ensaio de fotos nas igrejinhas da ilha.

Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

10)A personalidade dos habitantes da ilha me impressionou – mais ainda do que suas belezas naturais. Karpathos é uma ilha que não é tão famosa quando Santorini e Mykonos e por isso seus habitantes tiveram que lutar para conseguir atenção para suas causas. E na falta de soluções que viriam de fora, os moradores usaram toda a criativdiade e engenhosidade que tinham na luta pela sobrevivência – e isso criou uma população que é ao mesmo tempo tradiocional e flexivel, adaptada ao mundo moderno e ainda assim enraizada na cultura das ilhas do Dodecaneso.

Dicas da ilha grega de Karpathos
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
Dicas da ilha grega de Karpathos
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

E se tem algo que me encanta e me faz apaixonar por um lugar ( e se eu fosse escolher apenas um item) tenho que confessar que é o carater humano – SÃO AS PESSOAS. Amo gente que é real, que é humana, que é autêntica e conheci muitos seres humanos fantásticos em Karpathos!

Então, um agradecimento mais do que especial para todos meus amigos karptahians: os do Olympos, os metade americanos, metade karpathians, os que moram na ilha sempre, os que só vão no verão. Somos todos tão gregos, tão autênticos e tão apaixonados pela vida.

Obrigada por me apresentarem a maravilhosa arte de viver na ilha de Karpathos! 

Dicas da ilha grega de Karpathos
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
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10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

Ah, e para quem achava que só tinha cabritos em Karpathos….achei alguns cabritos também! 😉 Simpáticos e de mundo bom gosto, eles moram em um dos cantos mais lindos do mundo! 😉 Mil beijos!

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10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!
Dicas sobre Karpathos, ilhas gregas
10 motivos para a ilha grega de Karpathos ser o seu próximo destino!

Acompanhe: a viagem pelas ilhas gregas continua!

Queridos leitores!

Quando eu sumo aqui do blog vocês já sabem né? Estou na estrada, conhecendo lugares novos, descobrindo outros caminhos e vendo o mundo entusiasmada como se fosse a primeira vez 😉

Estou em viagem pelas ilhas gregas, meu destino favorito desde sempre! Passei por Santorini, segui para Karpathos e agora estou em Creta! Descobri uma paraíso secreto na ilha de Karpathos, aprendi muito sobre a cultura e história do local com meus amigos nativos e tirei fotos que vão fazer você querer comprar sua passagem para a Grécia AGORA!

E ainda tenho várias dicas de hospedagem, restaurantes, passeios e muitos mais! Já sabe né? Assim que eu voltar em terra firme – São Paulo – vou organizar o material e criar posts super explicativos para vocês! Porque a net aqui não está cooperando e o mar está muito azul lá fora! 😉

No mais, quero agradecer o carinho e as mensagens de todos e convidar para me acompanharem ao vivo no meu facebook pessoalLuana Sarantopoulos Bergamaschi e no meu instagram luana_sarantopoulos. Tem post e fotos novas todo dia por lá – dá pra acompanhar em tempo real! 😉

Abaixo algumas fotos da minha viagem pelas ilhas gregas – ilha de Karpathos! E se você tem interesse em Casamento em Santorini -estou acompanhando a temporada de casamentos que organizei de brasileiras em Santorini – fiquem ligados nas pages do face:

Casamento em Santorini * Noiva de Santorini * Santorini Grécia *

E claro, aproveite para acompanhar a página do blog! Lulu no País das Maravilhas         

Mil beijos!! Para ver mais fotos clique aqui!

viagem pelas ilhas gregas Karpathos
Viagem pelas ilhas gregas: Karpathos
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Viagem pelas ilhas gregas: Karpathos
Viagem pelas ilhas gregas: Karpathos
Viagem pelas ilhas gregas: Karpathos

Para ver mais fotos clique aqui!

A riqueza cultural de Zurich

Aproveitei meus dias na Suíça para dar uma esvaziada na cabeça. Trouxe um livro novo e nem li a primeira página e muito pouco ou quase nada fiz no mundo virtual. Estou aproveitando para abrir espaços vazios pois só assim posso trabalhar nas ideias novas e frescas que estão chegando até mim 😉

E nada melhor do que uma programação cultural interessante e paisagens diferentes para levar a mente para um lugar leve, divertido e onde só é permitido um pensamento de cada vez: Ha! Te enganei! Este lugar não existe, pelo menos eu não conheço…Mas se existe de fato tal lugar tranquilizador onde só passa um pensamento de cada vez acredito que cheguei pertinho dele enquanto observava o profundo e enigmático fundo azul das telas gigantes de Miró.

Miró, Salvador Dali, Van Gogh, Monet, Manet, Picasso e todos os nomes de peso da arte que você possivelmente já ouviu falar estão pendurados nas infinitas paredes do Kunsthaus Zurich, o museu de arte mais bacana que já visitei 😉 E tem muito, muito mais nas muitas salas cuidadosamente decoradas e separadas por datas e motivos. Eu fiquei 3 horas perambulando por tudo que era época e tema e tive que sair correndo porque o museu já estava quase fechando. Acho que se tivesse ido de manhã teria ficado o dia todo 😉 Mas acessar a coletânea especial que pode te gerar inspiração para os próximos 10 anos de vida tem seu preço e ele é carinho. 27 francos por cabeça, para visitar o museu inteiro (e atualmente, 1 franco = 1 dólar, buaaaaaá!). 22 francos para quarta-feira e apenas a exibição especial de Miró era gratuita em um dia específico da semana. Mas posso falar? Valeu e muito o preço!

A loja de presentes do museu é de enloquecer: canecas, calendários e até as sombrinhas mais lindas do mundo com quadros estampados. Whaaaat? É, eu sei, queria todas para mim, só que quando vi que uma sombrinha era 78 francos, dei pra trás e acabei comprando apenas um cartão postal 🙁 O tenso da Suíça é o preço insano das coisas! Ah e o meu favorito no meio de tanta arte sensacional? A sala que tem várias obras do pintor Chagall que eu venero. Fiquei emocionada de sentar e ouvir o audio em inglês (ah, isso era gratuito) que contava um pouco de suas obras mais espetaculares penduradas na parede. O melhor? A sala estava vazia e eu era a única sentada no banco extasiada por tanta beleza que me rodeava 😉

Além do Kunsthaus, Zurich tem outros museus bacanérrimos como o Landesmuseum Zürich (Museu Nacional Suíço) e o Cabaret Voltaire (Centro Cultural Dadaísta). Visite pelo menos um deles e se perca no mundo que um dia existiu ou ainda existe na cabeça dos artistas. E se você também curte Chagall (e mesmo quem não curte ou não conhece), dedique uma visita, mesmo que rápida, a Fraumunster, ou Igreja das Mulheres. Lá você pode observar uma composição maravilhosa de 3 vitrais enormes desenhados por Chagall! Tá, assumo que lá eu comprei um quadro réplica de quase um metro que vou pendurar em casa (ainda nem imagino onde…).

E para os sortudos que podem conhecer Zurich no verão: se liga nos muitos festivais que rolam na cidade. Nós tivemos a sorte de pegar o final do Festival de Cinema de Zurich e um espaço super especial estava montado na beira do lago. O cenário era lindo e a atmosfera melhor ainda! 😉 Os preços, já sabe ne? Escolhe uma coisa pra fazer e nem perca tempo convertendo em reais para não deprimir, tá? Quem quiser dar uma espiadinha no site que tem todos os eventos em Zurich, clique aqui para ver a agenda, só na data que escrevo este post está rolando 118 programas tops na cidade! Uau!

Outro lugar que eu adorei na cidade foi o Zurich West. É a região industrial de Zurich mas os caras são tão avant gard modernossos aqui que criaram um cenário cultural que mistura moda, arquitetura, decoração, drinks e comida boa com contaneires e construções nada convencionais embaixo de um viaduto. Ah, e os grafites enormes espalhados para todo lado. (Para quem conhece Londres, Zurich West tem uma “pegada discreta” de Camdem Town no ar, só que com muito mais consciência social e ambiental…se é que me entendem). Aliás, não deixe de visitar o Viaduct, que é onde ficam várias lojas exóticas (tem uma inclusive dentro de um ônibus antigo) e alguns restaurantes e a Prime Tower, que me parece que é o prédio mais alto de Zurich e contrasta absurdamente com o resto do cenário, mas tem um bar/bistro no andar 35 que vale muito a vista 😉

Aff, é muito coisa legal para fazer! E por hoje é só! Estou amando a Suíça e aproveitando cada minuto em Zurich! Prometo que logo logo sairá um post com tudo que é imperdível na cidade e claro, sobre alguns outros lugares que eu visitei aqui na Suíça 😉 Bjs!

Lulu em Zurich

O silêncio (quase enloquecedor) de Zurich e uma constatação: loucos somos nós, em São Paulo!

Vocês que me acompanham sabem que o meu blog é pessoal e sincero. Eu não faço rodeios e nem solto conversinhas só para ficar bem e seguir a onda de todo mundo. Então lá vai uma grande bomba: eu achei que iria enlouquecer depois de 24 horas em Zurich! O lugar é quieto demais, vocês não têm ideia! Até a muvuca é silenciosa na Suíça!

E fiquei indignada com este meu incômodo (viu como eu sou crítica comigo mesmo? kkk). Eu, que aprecio tanto a qualidade de vida e a tranquilidade fiquei incomodada com paz e silêncio? (Não pode ser, afinal o que eu quero da minha vidaaaaaaa?! kkkkk) Então, me pus a ler sobre a cidade, a cultura, a história. E quero ser justa: Zurich é uma cidade linda e muito bem cuidada e 50% do seu território é natureza. O lago, as florestas, o verde e o amarelo do outono estão presentes em todos os lados! O ar é puro, as pessoas são educadíssimas e tudo funciona conforme o horário planejado. O ônibus sai da estação na hora marcada e chega um minuto antes do programado no destino. O tio Google te dá a noção exata de quantos minutos você chega em qualquer lugar, mesmo que tenha que usar 3 meios de transportes diferentes. Ai, que paz, que tranquilidade! Tudo funciona na Suíça!

E tem mais: lojas de chocolates, preztels e relógios para todos os lados. Mas se é só isso que você espera da Suíça, prepare-se para se surpreender porque Zurich é uma das cidades que mais bomba culturalmente no mundo. Festivais durante todo o ano e uma agenda cultural de impressionar qualquer um 😉 Espetáculos de ópera que terminam em festas eletrônicas, cinemas a céu aberto em parques, um bairro inteiro com lojas e restaurantes montados com containers reciclados, arte e natureza para todo lado, toboágua de criancinhas no lago (tá? porque o lago é limpíssimo, minha gente). Ah, e as criancinhas são mega educadas também. Que mais você quer?

Barulho, confusão, medo, risco de vida, assaltos! Brasileiro é chegado aos bafafás!!!! Pessoas brigando na rua, vendedores ambulantes, gente correndo para pegar o busão, maluco surfando no metrô, arrastão na praiaaaaaaaaaaa! Que nada, leitores, a vida aqui é muito pacata, sabe? Muito boa, muito segura, tão tranquila que dá até um tédio. Vocês acreditam que eu tive coragem de falar isso no primeiro dia?

Fiquei louca ou o que? Fiquei louca. Morar no Brasil e ainda mais em São Paulo faz isso com as pessoas. Não temos tempo para nada e não sabemos esperar nada, vivemos correndo sei lá do que, dormimos e acordamos com medo da nossa sombra, perdemos a noção de que o resto do mundo não é assim. O medo nos ronda diariamente. Medo de sermos demitidos, de sermos roubados, do pais quebrar, do dólar bater 10, do papa ser assassinado, do feijão que tem larva de chagas, das novas modalidades de criminalidade, dos PMs, dos políticos, dos bebês que choram nas caçambas, dos sequestros novos e dos antigos também, das manifestações, dos presos, dos soltos, do glúten e até da lactose!!!! E sei lá mais do que! 🙁 Vivemos em um pânico, um manicômio e o fato de eu estranhar a tranqüilidade da Suíça foi altamente assustador. A melhor qualidade de vida do mundo e eu não tinha percebido isso de cara. Whaaaaaaat?

Cuidado, leitores, muito cuidado. Estamos ficando doentes e loucos. Bem, eu estava louca até que dei uma respirada no ar puro de Zurich e não senti o fedor das manhãs de São Paulo (e achei isso muito bom, ar puro, cheiro de chuva, de terra molhada). Eu estava estressada mas então andei na rua a noite e peguei o metrô e não tive medo de ninguém, não quis olhar para trás. Eu estava ansiosa, mas aí eu acordei do pesadelo que é viver uma vida com medo e com tamanho stress. Ou será que isso aqui é um sonho? E vou acordar quando voltar para São Paulo? Nãaaaaaaaaaaao!

O silêncio e a tranquilidade da Suíça me fizeram atentar para uma coisa desesperadora: nós perdemos a noção da normalidade. Tá, mas isso eu já sabia. E além disso, nós perdemos a habilidade de apreciar a normalidade. E isso é uma merda.

Do mesmo modo que choquei quando vi a riqueza incalculável de Dubai, escandalizei com a loucura cultural da China e me exauri com a intensidade de tudo que acontece na Grécia, eu me entediei com a tranquilidade da vida na Suíça. Nunca pensei que isso seria possível, mas aconteceu no primeiro dia de viagem. O melhor é que agora já estou mais adaptada com a dinâmica relaxante do país e posso aproveitar meus dias sem controlar o relógio, sem tomar banho correndo, sem esperar o “joinha” do segurança da portaria para entrar no prédio. Posso ser um ser humano que caminha no ritmo do batimento do coração, posso ficar calada o quanto eu quiser só apreciando os cisnes se remexendo na beira do lago. Posso enfim apreciar as coisas mais simples e belas do universo: a vida acontecendo ao meu redor e não apenas pela tela do meu pc ou Iphone. Afinal, não estou trancada dentro de quatro paredes porque me toquei que lá fora o mundo parece ser muito mais legal!

E se você não tem a chance de voar até a Suíça para respirar um pouco de vida tranquila, nada de desespero. Vá até o parque perto de casa, nem que seja por meia hora, coloque uma música boa e dance no meio da sala, tire um final de semana para conhecer um lugar diferente na sua cidade, voe para uma cidade que você sempre quis conhecer. Se você nunca se der ao luxo de parar para viver a sua vida, vai correr o risco de chegar lá na frente com aquela imensa sensação sufocante de que não viveu nada. É o vazio. De que correu tanto que não viveu, que trabalhou tanto que adoeceu. Ei, isso não parece nada bom mas é o que ouvimos diariamente ao nosso redor, não é mesmo? E já está passando da hora de pararmos de achar que é normal ir na terapia duas vezes na semana, tomar remédio para dormir e vitamina para acordar, viver de remédios que controlam ansiedade, controlar de perto cistos que podem virar tumores…. Eu quero viver em um lugar sem angústia esmagando o peito (o meu e de todos ao meu redor!)  #prontofalei

Vai, muda, faz alguma coisa para mudar. Um passo de cada vez, um degrau por mês, mesmo sem ver a escada toda. A vida nada mais é do que a somatória daquilo que fazemos diariamente, certo? Eu penso assim e me animo (!) porque isso é bom, temos novas chances todos os dias. Mas o que fazemos com elas é o grande desafio. 😉 Ah, e boa sorte para nós! Precisamos de toda a sorte do mundo 🙂

Lulu em Zurich post Lulu em Zurich post

Viajar é preciso!

Queridos leitores,

estou na Suíça, conhecendo a belíssima Zurich! Neste exato momento, vejo pela varanda que cai uma leve garoa lá fora como o iPhone já tinha previsto. Aqui até a garoa chega pontualmente, as 2:48 pm como foi anunciada. Nada melhor do que não ter surpresas metereológicas quando se quer descansar e relaxar, certo?

Depois do pancadão que foi a viagem da China, a ostentação top dos Emirados Árabes e a viagem de trabalho pesado (físico e emocional, diga-se de passagem) que foi o começo de setembro nas ilhas gregas, finalmente posso afirmar que estou descansando um pouquinho na Suíça. Aff, e não é merecido?

Há quem pense que viajar é sempre descansar mas quem viaja frequentemente sabe que isso é utopia e apenas meia verdade. Viajar é ampliar a mente, forçar limites, aprender novas línguas, entender culturas exóticas, provar comidas estranhas, agasalhar muito e ainda passar frio. Ou passar calor, nos 51 graus no meio do deserto persa! E não há água fresca nem sombra nenhuma que o dinheiro dos sheikis possa comprar para aliviar esse bafo sufocante!

Viajar é desconfortável. A barriga incha com as comidas, o pescoço doí com o travesseiro estranho, o sono fica atrasado pelas horas de diferença do fuso, o jet lag faz a cabeça doer sem parar por dois dias. Toda a dieta que faço em São Paulo vai por água abaixo quando piso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. E em todas as viagens as roupas ficam apertadas e quando volto para o meu apê paulista de novo, o que aperta é a fome e o ritmo do treino. O cansaço bate e bate forte e bate sempre. Aqui, em Zurich, continuo sonada e cansada…. Mas a vontade e necessidade de conhecer lugares novos ou revistar velhos conhecidos do peito sempre é maior do que qualquer exaustão. Então pego o guia e saio na rua 😉 (Sim, eu sou old school do tipo que carrega guia físico e com fotos!)

Quem viaja muito se adapta a isso. É como uma droga, as viagens viciam. A sensação de desconforto inicial, de não adaptação, de ser um outsider é assustadora para muitos e confesso que é para mim, nos primeiros 5 minutos. Depois, me acostumo e me deleito porque me sentir um patinho feio fora do ninho já é o sentimento mais comum do que todos os outros. Me parece que os viajantes, assim como os veteranos de guerra, nunca conseguem voltar para a “casa”. Estão sempre vivendo ( física ou mentalmente) em um lugar mais distante, mais difícil, mais estranho, mais complicado. Assim como nos acostumamos a tudo nessa vida, nos acostumamos a não estar acostumados a nada. E se sentir estranho é o normal para mim. Eu sou uma viajante e não uma turista.

Ainda assim, não faria nada diferente do que faço. Não viveria outra vida que não fosse a minha. O melhor e o pior que pode acontecer é esbarrar em algum momento mágico da sua vida no qual você percebe que está sabendo um pouco mais sobre a sua pessoa. Acho que isso está acontecendo comigo, e sinto que é bom e é ruim. O tal “conhecer a si mesmo” é um quadro que nunca parece finalizado pelo pintor mas só de esboçar o desenho inicial fiquei animada. E apavorada também. Eu sou muito, mas muuuuuito mais estranha do que eu tinha noção. Mas ser estranha é ser normal para mim e eu preciso aceitar isso de vez.

Então Zurich se abre na minha frente, nesta tarde bela de outono europeu, e em poucos minutos a chuva já vai parar e uma caminhada pelo parque, ao redor do lago me parece super relaxante e necessária 😉 Só não me pergunte nomes, porque ainda sou um zero a esquerda para lembrar e falar esses nomes suíços e alemães. Até o final da viagem conto da Zurich turística para vocês pois por enquanto ainda estou me dando ao luxo de viver a Zurich poética da mente dos viajantes. Viajar é preciso, leitores. E esta pequena frase resume grande parte de mim 😉

Zurich Lulu no Pais das Maravilhas
Lulu pelas ruas de Zurich West
Zurich Lulu no Pais das Maravilhas
Lulu na Old Town de Zurich

Conheça Eborio, o bairro medieval de Santorini (e suas portas)

Hoje eu quero apresentar para vocês um pouquinho da “vida real” de Santorini. Eu simplesmente amo a caldeira do vulcão que pode ser vista da capital Fira e também fico boquiaberta toda e cada vez que vejo um pôr do sol na inigualável vila de Oia, mas é que isso é a famosa e belíssima Santorini dos turistas.

Na minha última viagem a Santorini eu tive a honra de apresentar para as meninas que foram filmar o book trailer do meu livro comigo, alguns cantinhos escondidos super especiais da ilha. E ali, bem ao lado da famosa praia de areias negras conhecida como Perissa existe o maior e mais antigo bairro de Santorini, Eborio (pronuncia-se Eborío).

Em grego, eborio quer dizer algo como “comércio” (por favor, professores de grego podem me corrigir se eu falei m****) e eu nem sei te explicar direito como que eu caí direto nesse bairro na minha primeira semana em Santorini. Afinal, lá só moram gregos nativos da ilha e eles se orgulham muito disso. Não tem muita brecha para estrangeiros e cada morador conhece a fundo a família do outro, não há trancas nas casas e as chaves ficam na ignição dos carros noite e dia. Também preciso dizer que algumas ruas são tão estreitas que apenas uma pessoa passa a pé, em outras casas ao pé do morro o acesso é tão limitado que só os burrinhos carregam todo tipo de carga, porque carro não entra. As motos loucas e aceleradas da molecada é praticamente o único ruído que se escuta na rua no verão e talvez, no inverno, o grito das ciganas vendendo roupa na porta das casas.

Hoje eu me sinto abençoada de ter vivido uma experiência tão grega em uma ilha tão especial, afinal eu morei em 4 casas nesse bairro de Eborio. A última casa era linda e ficava situada bem acima da minha primeira loja de roupas, em Santorini. Da pequena janela eu via o mar da praia de Perissa, mesmo que de longe. Mas tenho que confessar que o começo foi bem menos romântico e tranquilo do que eu queria e inúmeras vezes eu me ridicularizei por estar vivendo em um bairro tão medieval, antiquado e tradicional. Pois é, me pareceu, por um bom tempo, que a vida estava apenas rindo da minha cara, se divertindo com a minha peleja. Eu não podia ir na cafeteria da praça sozinha, não podia entrar no cafenío nem para comprar um chiclete (que é a cafeteria só para homens), eu só podia comprar pão na padaria do fulano, eu não podia falar com ninguém no ponto de ônibus para não parecer oferecida, nunca caminhar até a praia, jeans claro no verão e jeans escuro no inverno….e por aí vai! A lista de regras sociais de um lugar que me parecia parado no tempo era longa e exaustiva e fazia eu me sentir a pessoa mais deslocada do mundo. E quem nunca se sentiu um patinho feio?

E ainda assim, eu amava Santorini. Demorou algum tempo, mas Santorini acabou por me amar também. A ilha e seu povo de coração puro e rude acabaram por aceitar, mesmo sem nunca entender, que a minha natureza era um pouco mais livre e sonhadora do que a deles mas isso não era necessariamente ruim. E eu, depois de muita reflexão e muitos retornos a Santorini, consegui apreciar a beleza nos menores detalhes da rotina na ilha. E entendi, nessa minha última viagem, que era exatamente isso que eles estavam tentando me dizer: “Gostamos da vida simples e boa, mas aqui ela é muito boa.” (frase de um Santorinhós qualquer, de um filósofo grego de ilha.) E não é que ele tem a sua razão?

Para fechar com chave de ouro, posto algumas fotos das portas do bairro medieval de Eborio, em Santorini. Ah, e tem casa para alugar lá, viu?! Se alguém quiser se aventurar pelo túnel do tempo para viver na ilha que muitos juram que é Atlantis, é só me escrever um email: luana.sarantopoulos@gmail.com 😉  Fiquem ligados pois teremos posts sensacionais com muito mais fotos nessa locação especial e escondida de Santorini 😉 BJs!

Porta Santorini Grecia
Uma das minhas favoritas!

Porta Santorini Grecia

Porta Santorini Grecia

Porta Santorini Grecia

Porta Santorini Grecia

Porta Santorini Grecia

Porta Santorini Grecia

O templo da Família Chen é mais um exemplo do que é a China

Este post é mais um da série Lulu na China. Como já contei para vocês passei alguns dias em Guangzhou (se não viu clique aqui) e só tive surpresas boas. A cidade também conhecida como Cantão é bem mais arborizada e organizada do que eu imaginava e apesar de ser perfeita para fazer negócios, não é tão sem graça assim para quem gosta de turismo “clássico e tradicional”.

Eu adoro me embrenhar em tudo que é novidade, em tudo que é diferente então adorei Guangzhou. As lojas do polo têxtil, as farmácias e lojas de conveniências onde qualquer comunicação é impossível e as aventuras para atravessar a rua me cativaram logo de cara. Legal, sinal de que eu já estava me ambientando à China. 🙂

Mas apesar de não oferecer aqueeeeeela estrutura para turistas não chineses, eu gostaria de indicar um passeio especial em Guangzhou que vale a pena fazer, mesmo se você tiver apenas um dia. O templo da Família Chen, que também é chamado de Ancestral Temple of the Chen Family ou Chen Clan Academy ou ainda Chen’s Lineage Hall é basicamente um super templo construído para que os membros da família Chen pudessem estudar em paz. É, bem intuitivo né?! Mas ainda assim, altamente curioso.

China guanzhou

Pelo que nosso guia chinês mucho-loco contou, um homem chamado Chen conseguiu um cargo elevado na época da Dinastia Qing e foi assim que a família ficou conhecida na região. Mais tarde, algum parente deu a sugestão de construir um super espaço para incentivar os jovens da família a estudar, para que dessem orgulho e continuidade ao trabalho do ancestral. Taí, fizeram essa puta estrutura com muito halls, salões de leitura, de chá, de descanso, jardins e por aí vai. Apenas os jovens que estudavam de verdade eram enviados para essa “casa” para que pudesse se dedicar inteiramente ao estudos.

China guanzhou

A saber, as coisas mudaram muito, mas nem tanto. Na China atual, o esforço sobrenatural para conseguir notas boas e um lugar ao sol ainda é muito valorizado pelas famílias. Conto para vocês o que ouvi e presenciei de perto, quando estava viajando pelo Oriente. Estudar e se colocar bem na escola ou faculdade é tão importante que, antigamente – quando se podia ter mais de um filho – a família observava de perto as crianças e assim que identificava qual era a mais brilhante e esforçada, mandava aquela para a escola, enquanto o irmão tinha que continuar trabalhando. O inteligente tinha que dar um duro danando porque sabia que o resto da família estava contando com ele para subir na vida e bem, os irmãos menos brilhantes nunca teriam chance de estudar porque tinham que sustentar as bocas.

Louco? Mas isso é passado né?! Bem, mais ou menos. Ainda nos dias que estávamos em Xangai, tivemos a oportunidade de presenciar o grande vestibular chinês. Durante os dias de prova, as ruas estavam vazias (o que é assustadoramente raro na China) mas as portas das escolas e os templos estavam abarrotados de pais e avós. Eles estavam aflitos e cheio de fé, pedindo para os Budas que ajudassem o jovem da família nas provas. Nunca vi chineses tão dedicados na religião como naqueles dias.

Mais tarde no quarto do hotel eu li na versão inglesa do jornal de Xangai que muitos pais tinham alugado quartos em hotéis ao lado dos locais de prova, pois a previsão do tempo era de chuva e eles não queriam pensar na possibilidade de o filho se atrasar para o exame. Outros tantos já tinham ligado para as estações de táxi e reservado todos os táxis que não tinham o número 4 na placa, afinal 4 é azar e todo cuidado é pouco na China. E mais ainda, o jornal mostrava a entrevista de uma mãe que contava que a família tinha se mudado de província apenas para que o filho pudesse estudar em uma escola melhor. Como a família tinha dificuldades financeiras, foi necessária uma bela ajuda de todos os parentes para que eles fizessem a mudança. “O nosso futuro está nas mãos do nosso filho”, disse a mãe ao jornal.

Os jovens, sufocados por tantas expectativas, estudam em torno de 14 horas por dias, 7 dias na semana, por pelo menos 3 anos até que a data do tal exame chegue. E apenas alguns vão entrar na faculdade. E destes que entrarem, não são todos que sairão com emprego, muitos menos que conseguirão de fato subir na vida. Bem, mas não custa nada tentar… ou melhor custa muito, então é preciso se sacrificar de verdade. Afinal, quem não tem emprego bom, apartamento e carro nunca vai ter esposa, muito menos filho.

E o que acontece com os outros tantos que não passam na prova? Bem, eles devem estar trabalhando igual condenados, as mesmas 14 horas por dia, para tentar subir na vida, enquanto seus pais enloquecidamente tentam mostrar seus currículos no Parque do Povo, na busca desesperada por uma esposa. Sim, acontece nos finais de semana e eu estava lá. Porque eles são chineses e não desistem nunca.

Viajar para a China é, acima de tudo, uma lição de casa. É sempre útil olhar para fora para se lembrar de tudo de bom que temos aqui dentro. O resto é reflexão louca de filha de psicólogos, então deixo para vocês tirarem sua próprias conclusões sobre o assunto. Posto algumas fotos da casa da Família Chen para vocês 😉 Um grande beijo!

China guanzhou

China guanzhou

China guanzhouChina guanzhou

Lulu na China: Suzhou e Zhouzhuang (a Veneza Chinesa)

Eu sei, seu sei, até pronunciar esses nomes parece missão impossível. Mas acostume-se: essa é a China e nada é muito fácil em suas terras, pelo menos não para nós 😉 Mas isso não deveria desanimar os viajantes que desejam conhecer o outro lado do mundo pois para tudo encontra-se um jeito. Até na China.

Assim, determinada a conhecer Suzhou e Zhouzhuang Water Village (também conhecida como a Veneza do Oriente) comecei as minhas pesquisas pelas internet. Tudo indicava que ambas as cidadezinhas estariam a pouco mais de uma hora de Shanghai, nossa primeira parada na China (que por sinal, amei, mas isso é outro post rsrs). Tentei ler tudo o que encontrei online em português e inglês para ter certeza que conseguiria fazer o passeio por nossa conta. Surpresa: a China, o tempo inteiro, joga na sua cara que é a China e não a Europa e saracotear sem guia não é tão simples assim naquelas bandas (mas essa é apenas a minha impressão, vá e depois me conte o que você achou!).

Se você, assim como eu, por mais aventureiro que possa ser dispensa ficar perdido no interior da China, aí vai a dica. Algumas agências organizam esses passeios e uma amiga até me passou um contato direito na China, ela disse que fez todos os pagamentos adiantados e deu tudo certo. Sorte minha, entrei em contato com o nosso agente de viagens favorito (!) e ele tinha disponível várias opções de passeio na China, dentre elas Suzhou e Zhouzhuang Water Village. Adorei! Direto com ele ficou bem mais fácil, contratei um passeio com guia em um carro particular que levaria no máximo quatro pessoas. O pagamento é bem mais tranquilo também, né?! E lá na China, deu tudo certo. Eu fiquei impressionada quando a guia nos encontrou no lobby do hotel: ela era educadissíma, falava um inglês fluente excelente e foi a mais receptiva de todos os guias e acompanhantes que conhecemos durante a viagem (e olha que foram muitos.). E logo de cara, entendi qual o segredo para ter uma viagem “tranquila” pela China. Comece contratando o passeio de uma agência que você confia e assim evite o máximo de supresas “chinesas”  que você puder (porque existe uma quantidade de surpresas inevitáveis, ok? Já coloca no pacote e relax!). O agente aqui do Brasil foi mega ninja na organização da viagem de muitos convidados que foram até nosso casamento em Santorini, então recomendo de olhos fechados. Se quiserem o contato dele, para qualquer viagem, é só me pedir, tá? (luana.sarantopoulos@gmail.com)  😉

Então, pés na China, tour contratado, guia falando inglês, ufa! Entramos na loucura que é o trânsito de Shanghai e chegamos perplexos porém vivos em Suzhou, um vilarejo muito agradável onde visitamos a “Casa do Homem Mais Rico” e um jardim lindo de morrer (gente, desculpa as vezes os nomes chineses me escapam 🙁 ) Este jardim não era o mais famoso nem o maior mas ele é um dos favoritos dos chineses pois tem todos os elementos importantes em um jardim chinês muito bem representados: solo, rocha, luz, vento, água e ar. Sim, demoramos um tempinho para memorizar isso, mas a guia chinesa fofa Ming Ling Ling ( também conhecida como Jessie) repetiu educadamente até que todos entendessem a essência de cada elemento.

Uma das coisas mais legais da China, na minha opinião, é que eles tem um simbolismo curioso para tudo que há e que foi construído. É a fortuna do sapo que só tem boca e não tem bumbum (pois aí o $$$ só sentra e não sai), é a barriga do Happy Buda, é a posição da janela de acordo com o Feng Shui, a ausência do número 4 e por aí vai. A China é fascinante, mesmo de um jeito assustador (você vai entender se continuar lendo os meus posts da série Lulu na China). Da “Casa do Homem Mais Rico” seguimos para o Museu da Seda que também foi um passeio interessante pois conseguimos ver de perto como funciona o processo de criação de um item de seda. E claro, passamos a mão nas lindas larvinhas e eu comprei um casaco mega chinês inteiro de seda. Valeu 😉

O almoço foi honesto e apesar de não me dar água na boca quando eu lembro do menu, acabei por concluir que foi um dos melhores almoços durante toda a estada na China. Pois é, a comida é um ponto fraco na viagem. Para uns menos, aqueles que amam frutos do mar obscuros, coisinhas exóticas apimentadas, sopa de ovo com açúcar e molho de ostra, o que não era o meu caso. Mas ok, porque tem um Subway, Starbucks e Mc em cada esquina, quando você se cansar do maldito cheiro onipresente do molho de ostra (aaaaahhhggg!). Durante o agradável almoço, provamos uma cerveja chinesa e curti a experiência, porque comer bem a gente come em casa, né?! Viajar é para sair da zona de conforto mesmo!

Seguimos para a “Veneza Chinesa”, Zhouzhuang, e mais um vez a surpresa foi mais do que positiva. Paramos o carro em um local bem organizado que era a entrada e a guia nos sugeriu que usássemos o banheiro.Colocou um tanto de papel higiênico em nossas mãos e disse “Nunca dispense um banheiro na China”. Assustada, entrei no banheiro e mirei no buraco no chão, claro, não tinha papel nem privada. Ok, banheiro tuco-otomano-chinês era de se esperar. Enquanto eu lavava a mão, uma criancinha entrou com a mãe e fez xixi no chão bem do meu lado. Estranhei, porque tinha uma cabine vazia, bem a lado da chinesa que defecava no buraco de porta aberta. Estranhei de novo, mas bem, me parece que essa é a China. Estranhar é comum por lá 😉 Tá, essa surpresa escatológica não foi tão positiva, mas a organização do lugar sim.

Zhouzhuang é um pequeno vilarejo cheio de lojas de souvernis, restaurantes pequenos com peixes em aquários e até uma Starbucks. Claro que a guia não nos deixou consumir nada que não fosse um Caramelo Macchiato americanizado e eu só iria compreender o motivo disso mais adiante, quando conheci a rua de comida estranhas e as lenda urbanas/escândalos do óleo de cozinha, leite e água. Passeamos de gôndola, chinezinha gondoleira cantando toda vez que a gente passava uma nota de 20 iuanes e o dia passou sem maiores perrengues. Ah, que saudade daquele dia, nem parecia que a gente já tinha mergulhado na loucura das grandes e geniais malucas cidades chinesas.

Posto fotos do passeio para vocês terem uma idéia. Eu amei a China, apesar de todas as dificuldades! Afinal, o que seria das viagens sem as aventuras e casos loucos, né?

suzhou and zhouzhuang

suzhou and zhouzhuang suzhou and zhouzhuang   suzhou and zhouzhuang suzhou and zhouzhuang

O que aprendi na minha viagem pelo Oriente

As vezes é tão difícil sentar e escrever um post específico e prático. Um post com informações úteis, que vai ser de grande valia para os leitores, que vai ajudar a minimizar o stress em algum ponto de suas vidas. Mas é mais difícil ainda de escrever algo assim nos dias que se sucedem uma grande viagem, como a que acabei de fazer. Pois se de um lado as ideias fervilham e já se enfileiram em ordem de postagem e se agrupam em assuntos afins, de outro lado os mil questionamentos que acabaram de nascer naqueles dias sem fim longe de casa se acumulam em uma pilha mais alta que o Burj Khalifa. E então, por onde começar?

Pelo começo. Vou contar para vocês como me senti quando comecei essa viagem pelo Oriente, vou confessar tudo que passava pela minha cabeça quando eu pisei em Dubai pela primeira vez. Apesar de tudo que eu tinha lido sobre a relativa “flexibilidade” quanto aos costumes dos estrangeiros e não-islâmicos, eu confesso que não acreditava que as coisas poderiam ser tão “livres e soltas” em Dubai. E quando encontrei um banheiro no aeroporto de Dubai e passei pela porta, conclui que eu estava certa. Só havia mulheres de burca ali dentro e isso me paralisou por um momento. Saí do banheiro com o olhar baixo e só pude ver discretamente que todos os homens que passavam por mim usavam aquela vestimenta branca árabe (que mais parece um camisolão de manga comprida que o pessoal usa em festa a fantasia aqui no Brasil – sem desrespeito, só para vocês imaginarem a coisa certa). Medo e pânico, peguei o lenço na bolsa e cobri meu cabelo. Não acreditei que iria passar quase 15 dias em um calor infernal do deserto (literalmente) tendo que me cobrir e ainda assim me sentir inapropriada. Surpresa. Passados menos de 60 minutos, eu já estava feliz da vida, relaxada e bem acomodada no nosso hotel maravilhoso, bem no meio da “free zone” de Dubai. Por ali, todos estavam sorridentes e despojados, mulheres de roupas de praia e homens com drinks na mão. E o cenário? Paradisíaco.

Em pouquíssimo tempo, percebi que Dubai conseguia ser mais paradoxal ainda do que eu, então me apaixonei, meio que a segunda vista.  E assim, desde o primeiro momento até o último nessa viagem, mudei de idéia pelo menos uma vez por dia. De Dubai para o deserto, de lá para Oman, de volta para Dubai. De lá até Shanghai, Guanzhou, Suzhou, Beijing, de volta para Abu Dhabi, dessa vez no começo do Ramadan. Meus pais e meu marido, que acompanharam a confusão que passava na minha tela mental a cada conversa ou ligação, com certeza entendem o meu sorriso secreto quando todos me perguntam como foi a viagem. “Sensacional” é a reposta mais adequada, seguida de um “Aventura total” para ter certeza de que estou sendo sincera com os dois lados da história.

De Dubai, tenho muito para dizer e mil dicas úteis para dar. Do deserto, tenho muitas reflexões para dividir, perguntas para fazer e outras para responder. De Oman, tenho comentários, quero dividir a beleza e a tristeza, quero pedir o fim da violência no mundo. Da China, bem…..é melhor começar dizendo que a China é outro mundo. E goste você ou não do que eu vou dizer, é melhor você acreditar que nós não fazemos ideia do que acontece naquela parte do mundo. Tudo que eu já tinha ouvido falar, lido ou estudado sobre a China fez muito pouco sentido quando pisei pela primeira vez em Shanghai.

Foi com muita surpresa, animação, entusiasmo seguido de muito nojo, desânimo e susto que vivi nossos dias em terras chinesas. Um misto de admiração e nó na cabeça me acompanhou ao longo de todos os dias e noites e até os últimos minutos, a China me surpreendeu. Não sei te dizer se foi de um jeito bom ou ruim, acho que os dois, mas o importante é que eu nunca me senti tão viva como nesses últimos 30 dias.

Os artistas, sejam eles pintores, escritores, fotógrafos, enfim os sonhadores sabem exatamente do que estou falando. É na situação estranha, no perrengue, no lamento, bem longe da zona de conforto, que nos aproximamos mais de nós mesmos e, eu ousaria dizer, de Deus. E se você olha as minhas fotos no Instagram e não consegue nem imaginar uma situação desconfortável que eu possa ter vivido, bem, eu vou te ajudar. Visualiza sentir mal com a comida local (que é vendida em 99% do lugares) por 15 dias consecutivos e ainda ter um “piriri galopante” especial em um dia cheio de passeios marcados, bem no meio da China. Banheiro público? Eca, bem tenso. Privada?  Só um buraco no chão. Papel higiênico? Nem pensar. Floratil? Na farmácia, só rótulos chineses, babe. Mas ok, porque é na dor que a gente cresce. E pouco depois do aperto eu já estaria rindo posando para foto em algum lugar fantástico, que eu nunca imaginei que iria. E foi assim, entre uma espera que durou 12 horas e um voo tenso e sacudido no meio da tempestade da madrugada chinesa, que percebi que minha ansiedade estava se despedindo, de vez. No meio de chineses que espirravam, vomitavam e jantavam ( tudo ao mesmo tempo…sim, é possível ), da poltrona do avião, percebi que se não temos a menor chance de controlar o dia seguinte (na China, nem o minuto seguinte), então para quer se dar ao trabalho? Deixei o pau quebrar e fui feliz assim.

E por isso, na minha viagem pelo Oriente eu me descobri de novo e me impressionei com o que vi. A menina aventureira que bota a mochila nas costas e pula rumo ao desconhecido ainda está aqui, mas agora ela quer comer melhor e dormir bem, se tiver essa opção. Ela respeita mais os outros, ela não enxerga mais nada em preto e branco, evitar julgar e colocar nomes, pois ela não vê um muro alto entre capitalismo e comunismo, ela não se sente só, mesmo quando está só. Mas em essência, ela continua a mesma, de um jeito curioso. Foi nessa viagem, em um momento difícil, que ela voltou lá atrás, viajou no tempo e conversou com a menina que um dia foi para a Grécia, com muito pouco ou quase nada na mochila. Uma olhou para a outra e elas sorriram. Finalmente não se estranharam, se entenderam, se respeitaram. E, felizmente, elas se perdoaram. E em um último instante antes da despedida, admiraram seus feitos e desejaram boa sorte no caminho que viria a seguir.

Nada seria o mesmo depois daquele momento, mas quem aí que quer mais do mesmo em suas vidas? Eu não. Quero viver mais de tudo, de tudo que ainda não vi, não entendi, não desvendei. Então, é isso aí, agradeço pela chance de ter me sentido desconfortavelmente quadrada no Oriente….Quadrada e deslocada, até que me arredondasse e me adaptasse, mais uma vez.

Bem, é hora de colocar as ideias e a casa em ordem, emagrecer os quilos novos que a comida gordurosa trouxe, baixar as fotos, clarear as experiências. Hora de sentar e escrever o próximo livro. Os personagens novos (e os conhecidos) já não me deixam mais dormir a noite e estão loucos para serem ouvidos então é hora de por a mão na masa. Tem muito mais aqui dentro para buscar a luz e, adivinhem…eu estou pronta. É hora de botar a bola para rolar. E de me virar, afinal, eu não sou mesmo quadrada, nem aqui e nem na China!

Paciência, leitores, que posts informativos virão por aí. Desejo um excelente final de semana para vocês e claro, que encontrem todo tipo de aventura que puderem pela frente 😉 bjs

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