5 dicas para ver Londres como você nunca viu!

Fazia muito tempo que tinha voltado de Londres pela última vez. Tempo mesmo, mais de 10 anos! Então aproveitei a escapada de poucos dias para curtir uma parte de Londres que não tinha aproveitado nas outras viagens à Inglaterra.

Neste post vou dar 5 dicas para ver Londres como você nunca viu!

o que fazer Londres
o que fazer Londres

Vou começar com algumas dicas sobre o que fazer em Londres. Li bastante antes de viajar mas concluí que eu tinha muito pouco tempo para fazer tudo que eu queria 🙁 Então escolhi fazer um número menor de atrações, mas fazê-las da melhor maneira possível! E quando vi que as temperaturas iriam estar abaixo de zero, botei mais casaco na mala e fui animada. Nunca tinha visto Londres dessa maneira, embaixo de neve!

o que fazer em Londres
Londres no inverno

 O que é imperdível em Londres:

  1. Royal Tour, a pé! Achei este tour no site: e simplesmente adorei a ideia. O serviço é oferecido por guias locais, que sabem tudinho de Londres. Eu fiz o Royal Tour com o Tom, e adorei o passeio! Durou aproximadamente 3 horas e fomos nos pontos que são super relevantes a história da Realeza da Inglaterra. Para quem gosta de história (eu!), é um tour super interessante! E se você gosta dos seriados que tem algo a ver Inglaterra, (com a Victoria, The Crown, Donwtown Abbey e coisas do gênero)  – eu também! – pode se interessar pelo royal tour também 🙂 Não tem mais nada inglês do que realeza (e uma cup of team, né?)

    o que fazer Londres
    Royal Tour em Londres
  2. London Eye VIP: o passeio pela roda gigante, a London Eye, é legal, independente do valor que você paga. Só de ver Londres do alto….coisa mais linda! Mas nesta viagem descobri que tinha tickets “normais”, tinha os “fast-tracks” que pegam uma fila menor e ainda tinha os VIPs. Como a diferença era pequena (tipo 5 libras a mais), decidi experimentar o London Eye VIP e achei que valeu muito a pena. A espera rola em um lounge quentinho com vistas lindas de Londres e quando chega a sua vez, a guia vem buscar o grupo seleto para entrar na roda gigante. Então você ganha uma taça de champagne durante o passeio. E o plus é  um guia explicando tudo dentro da cabine, uma mapa mega detalhado 360 graus, e número reduzidos de pessoas.Como eu não sou super fã de altura, achei que esses pequenos detalhes fizeram meu passeio muito mais agradável! 😉
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    London Eye, VIP
    o que fazer Londres
    London Eye VIP

     

    Chá da tarde como você nunca viu!

  3. Chá da Tarde Top: The Afternoon Tea no The Goring Hotel, coisa de gente muito fina 🙂 Nosso guia local nos contou que membros da família real adoram convidar os amigos para um chá da tarde no The Goring. Com mais de um século de experiência e perfeição na arte do chá da tarde,  este hotel tem um salão lindo que é palco da experiência de 3 as 4 da tarde, todos os dias. E não é só chá, não, gente, tem também a opção  de Afternoon tea with Bollinger, aquele champagne que é lenda! Todas as informações sobre o chá da tarde estão aqui: https://www.thegoring.com/food-drink/afternoon-tea/
    o que fazer Londres
    Chá da tarde no The Goring

    Compras em Londres: como você nunca viu!

  4. Compras na PrimarkSaindo do chá chic da tarde direto para a loja mais barata de departamento que já vi na vida 🙂 Sou fã da Primark desde sempre e toda vez que posso, dou uma passada lá 😉 Compras na Primark já faz parte da tradição de passear por Londres. Lá você encongtra peças de fast fashion pelo preço mais em conta que você já viu na vida. Claro que, algumas peças são simples e vão durar uma temporada, mas eu também tenho peças que já duram 10 anos 😉 Portanto, se você gosta de compras, vale uma visita!
    O que fazer em Londres
    Primark, em Londres

    Frio e neve em Londres: como você nunca viu!

  5. Inverno em Londres: já conhecia os invernos ingleses, cheio de chuva e vento. E também já um vislumbre do que era o verão, que também tem seu charme. Mas nada, em nenhuma das visitas anteriores, tinha visto um Londres tão maravilhosa com a Londre embaixo de neve! 😉 Confesso que quando vi a previsão do clima já estava com as passagens compradas e não ia desaminar de jeito nenhum 🙂 Mas que tava frio, tava! Demais! E que a neve caindo atrapalha o trânsito, os voos, e toda a vida “normal”, sim, ela atrapalha. Mas se você tivesse a sorte de estar passeando por Londres, ia sentir toda a mágica de uma Londres branquinha.
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    Londres, no inverno

    Fiz um post curtinho só para compartilhar algumas coisas legais desta viagem 🙂 mas espero que tenham gostado das dicas! Obrigada pelas mensagens de carinho, leio todas e me emociono!

    Mais algumas fotos da minha viagem por Londres 😉 Mil beijos!

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    Londres, no inverno

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    o que fazer em Londres
    o que fazer em Londres
    o que fazer em Londres
    Londres no inverno

     

Para quem quer viajar mais (e sempre)

Se você é uma daquelas pessoas que amaaaaa viajar, mas ainda viaja muito menos do que gostaria, este post é para você! Se você acha que só quem é rico e “tem a vida ganha” é que consegue viajar tanto…este post é para você também!

Se você me segue, já deve ter percebido que não fico mais do que 30 dias no mesmo lugar 😉 E eu escolhi viver assim – isso mesmo, escolhi! Mas isso não quer dizer que foi uma escolha que caiu do céu no meu colinho e menos ainda que ocorreu da noite para o dia. E como recebo muitas perguntas sobre como  “criei” essa vida de viagens….aí vai o meu relato:

Como comecei a viajar

Quando era criança, sempre viajava com minha família nas férias. As viagens significavam muitas horas de carro – naquela época que viajava 6 pessoas em um carro, todas sem sinto de segurança e alguém segurando a torta de frango! Eu nasci em Belo Horizonte, Minas Gerais e a gente gostava era de ir para a praia, como todo e bom mineiro. Eu também adorava visitar a casa dos avós no interior 😉 E isso era o máximo que rolava!

Quando chegou a adolescência, minhas amigas foram para a Disney e NY mas eu era da turma da capoeira, do forró e o que eu queria era Arraial D’ajuda. Quando entrei na UFMG, depois de muito estudo e uma boa dose de sorte, fui para um congresso de Administração no Chile. E esta foi a primeira vez que eu viajei para fora do Brasil. Sozinha e a trabalho – e pronto: eu nunca mais seria a mesma.

A primeira viagem sozinho para o exterior

Nessa viagem conheci pessoas que me contaram de países distantes, culturas novas e de um estilo de vida que eu nem sabia que existia: o de viver viajando. Talvez, em 2005, isso quase não existia mesmo. Lembro que aquela foi minha primeira vez em um hostel, e dos medos que tive naqueles dias. Voltei do Chile decidida a fazer algo com a minha vida.

Eu queria viajar por longas temporadas, então trabalhei durante todo o período que fiz universidade, em mais de um emprego ao mesmo tempo, quando tinha essa oportunidade. Fracassar não era uma opção – a meta era ralar e fazer acontecer (eu era nova gente, cheia de vontade!). Em um certo semestre, quando a data da minha primeira grande viagem se aproximou, comecei a fazer eventos também (e aí era o terceiro turno). Eu sabia que meus pais me ajudariam se eu pedisse, mas não queria pedir uma viagem de “férias”, eu queria independência para “rodar o mundo”. E depois de muito trabalho e correria no curso – tranquei o semestre e fui conhecer o mar mediterrâneo com uma mochila de 12 quilos como única companheira.

Naqueles dias, não tinha skype, facebook, e o salário mínimo era menos de 300 reais. O mundo era outro, mas acredito que alguns de vocês têm idade para saber disso! Lembro que trabalhei de garçonete na primeira ilha grega que morei e achei que meu salário em euros era sensacional! Também fiz alguns trabalhos temporários nas outras ilhas. Tudo que pudesse me dar a chance de continuar viajando….eu fazia. Viajava com muito pouco, economizava, ficava em hostels de até 5 euros a diária (dormia em quarto misto – e dormia de roupa porque se precisasse sair correndo de algum tarado à noite, eu estaria pronta). Lavava pratos em troca de acomodação, se fosse o caso 😉 e fazia feliz.

Nesta primeira viagem, conheci muito bem a Grécia, descobri  a Turquia, me encantei pela Inglaterra e me aventurei pela Escócia. Lembro que vi o ano novo em Edimburgo voar pelos ares em uma noite de virada que teve furacão. Voltei para o Brasil para terminar o curso mas já estava decidida: eu iria voltar para morar na Grécia.

O momento da decisão

E foi isso que fiz, com muito, mas muuuuuuito esforço, gente. Acho que já devia ser parte do meu destino, porque eu era muito obstinada. Como minha família é toda de imigrantes europeus (meus pais são filhos de gregos de italianos e mais lá atrás temos sírios e portugueses na família também), viajar e mudar de país deve estar no meu sangue. Isso facilita na parte dos papéis e na dupla cidadania, mas não facilita na jornada rumo ao desconhecido.

Não gosto de me colocar em uma posição de vítima da vida – eu não sou!! – mas por muito tempo me sentia “uma sobrevivente”. Tive um dos piores empregos da minha vida na ilha grega de Corfu, mas aprendi muito sobre chefes abusivos, homens agressivos e pessoas malucas. Como sempre viajava sozinha, passei por situações tristes e sofridas relacionadas à tentativas de abusos sexuais, mas eu era uma sobrevivente e iria sobreviver. Então eu reagia, lutava, ou corria, fugia. Eu não queria nem pensar em desistir do meu sonho de viajar por causa do MEDO. Aprendi, por questão de sobreviência, a “ler as pessoas” e escolhi melhor os locais e as companhias. Me senti muito sozinha. Eu não contava com ninguém naqueles dias, mas a vida me deu presentes e fiz grandes amigos, muitas pessoas me ajudaram quando precisei. Minhas família veio me visitar algumas vezes quando morava fora e sempre me apoiou mesmo sem concordar com as minhas escolhas.

Perdi parentes queridos enquanto estava na luta para me estabelecer no exterior, e isso dói tanto que nem consigo descrever. Fiquei sem dinheiro e trabalhei em mais um tanto de empregos que eram vistos como “subempregos” mas realmente, nunca me importei. Eu estava aprendendo e tinha clareza que era apenas uma parte da minha jornada. E uma parte bem necessária para criar a força e resistência que eu iria precisar adiante – mas isso só Deus sabia.

Quando abri meu primeiro negócio eu tinha 23 anos e já tinha feito de tudo um pouco (inclusive trabalhado com organização de casamentos – quem diria!). A minha primeira loja em Santorini foi um sucesso e um fardo, que me alegrou e me fez chorar demais. Por questões pessoais, tive que largar tudo na ilha do vulcão e voltar para o Brasil. E aí recomecei de novo – pela terceira vez –  tinha 24 anos e me sentia uma velha cansada e fracassada.

Depois do segundo negócio, veio o tombo, depois do terceiro, mais lições e então abri meu quarto negócio. Todos estavam ligados a viagens, porque esse era meu sonho – viver viajando. Depois do primeiro negócio virtual, veio o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto. E já estamos no sexto. Conheci meu marido, que também ama viajar e este é nosso hobby favorito. Noivamos em viagem pela Itália, casamos na Grécia – juntos já fomos para o polo norte e polo sul! E outras tantas viagens maravilhosas!

Depois de escrever mais de 500 posts sobre a Grécia, a paixão virou trabalho sério. Depois de ajudar mais de 200 noivas, veio a primeira noiva que me contratou e hoje somos a empresa que mais faz casamentos em Santorini para brasileiros – temos uma equipe e trabalhamos num ambiente onde sonhar é permitido! E a cada foto linda que vocês verem de mim, lembrem que eu devo ter tirado 200 para postar 1. Em cada registro de viagem maravilhosa que você ver, lembre-se que tem uma menina que já teve síndrome do pânico e medo de voar – mas como vocês já sabem, eu escolho que o MEDO não vai decidir a minha vida. Sou eu, de mãos dadas com Deus, que vou escolher meu caminho.

Este post saiu totalmente fora do que eu tinha planejado compartilhar com vocês (virou um desabafo maluco) mas espero que possa servir de reflexão e inspiração…..

Eu acho que o que que quero dizer é: tentem – tentem o máximo que vocês podem.

É assim que os sonhos se realizam.

E se hoje eu viajo o mundo todo, e tenho a alegria de viver todos os meus verões nas ilhas gregas é porque tem mais de 10 anos que mentalizo isso, mais de 3650 dias que trabalho para isso. Com muita fé, amor e gratidão!

E se você não tem grana e odeia seu trabalho, não desanime: espero que você possa encontrar o seu caminho. Não tem nada que funcione tão bem quanto o desejo vindo da escassez – quando ele vem atrelado ao sonho de ser feliz, feliz de verdade, com aquela felicidade do tamanho do mundo.

Não existe vida fácil – existe gente que não desiste. Desejo que você seja assim 🙂

Dicas-de-Santorini
Dicas de Santorini – Oia pela manhã