Casamentos em Santorini 2017!

Queridos leitores,

Neste momento estou na ilha de Santorini, meu lugar favorito no mundo para mais uma temporada de Casamentos em Santorini!

Eu e a equipe do Casamento em Santorini organizamos para este ano casamentos lindos recheados de amor. Muitas noivas lindas, muitos passeios legais e claro, imagens de cair o queixo!

Casamento em Santorini
La Maltese Imerovigli – Casamento em Santorini
Casamento em Santorini
Casamento Camila e Andrey – La Maltese Imerovigli – Casamento em Santorini
Casamento em Santorini
La Maltese Imerovigli – Casamento em Santorini
Andromeda – Casamento em Santorini
casamento_em_santorini (27)
Paula – Santa Irene – Casamento em Santorini
casamento_em_santorini (6)
Beach Party – Theros Wave Bar – Casamento em Santorini
Casamento em Santorini
Makinf off Casamento Beth&Giorgio – Casamento em Santorini
Casamento em Santorini
Entrada do noivo – Casamento Beth&Giorgio – Igreja Anastasis – Casamento em Santorini
Casamento em Santorini
Beth…seu pai e seu irmão – Igreja Anastasis – Casamento em Santorini
Casamento em Santorini
Beth&Giorgio – Igreja Anastasis – Casamento em Santorini

Acompanhe sempre pelo insta @luana_sarantopoulos, pelo face /lulunopaisdasmaravilhas e se tiver mais interessada em casamentos nessa ilha maravilhosa, dê uma olhadinha no @casamentoemsantorini  e face /casamentoemsantorini

Esses dias serão super corridos, mas iremos postar com calma o melhor conteúdo para vocês!

Por enquanto, acompanhem por lá!!!

Beijos!!!!!

Top 10 Zurich, sem dúvidas!

Vocês sabem que não faz nem 15 dias que eu voltei da Suíça e estou cheia de dicas para compartilhar! Foi a primeira vez que visitei este país e eu aproveitei para dar uma de “turista-que-faz-tudo-o-que-tem-pra-fazer”, então meu roteiro está afinadinho. Eu fiquei muito animada com Zurich e até surpreendida, porque tenho que confessar que incialmente achei que a Suíça era apenas uma Inglaterra mais limpa 😉 Só que aí, logo no primeiro dia, a cidade de Zurich e tudo que ela oferece se mostrou muito além da minha expectativa!

suiça o que fazer em Zurich

A começar pelo fato de que metade da cidade é natureza 😉 e só a outra metade que foi construída e as construções são cheias daquele charme medieval de Europa Velho Mundo. Só que tudo muito organizado, limpo e bem cuidado. Até o bairro ZurichWest que é o lado B de Zurich, no meio do bairro industrial, tem uma pegada eco-social consciente. Tem coisa melhor do que unir natureza + construções charmosas + história e arte + sociedade altamente civilizada? Nãaao (bem, só faltou o clima mediterrâneo e os preços mais razoáveis, mas aí eu estou querendo demais, né?!)!

Então vou começar do começo. Mesmo se você só tiver um dia ou dois em Zurich, dá para fazer muita coisa, tá? Aí vai a minha lista top 10 de Zurich 😉

  1. O Lago de Zurich

Enorme, limpo e lindo. No verão as pessoas nadam no lago e curtem jogar uma canga (a Suíça é fina, mas ainda assim rola uma canguinha) nos grandes gramados. É a praia dos suíços! Ao redor do lago tem parques bem cuidados, sendo que um deles tem construções chinesas bem legais 😉 Salsicha, linguiça, pretzel e cerveja são vendidos em vários pontos ao redor do lago e o passeio de barco é super relaxante. Das opções de passeio, eu fiz o de uma hora e meia que custou 8 francos (estranhamente barato, mas é poque é usado como meio de transporte também – tá explicado). Foi super gostoso e dá para sentir exatamente a atmosfera de Zurich; natureza, beleza, organização, educação, segurança…cheiro de riqueza no ar 😉

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2. Bahnhofstrasse

A rua mais famosa de Zurich e muitos diriam, a mais cara do mundo. Eu acredito que seja, porque até um lencinho era 350 francos e não estou falando de grandes casas nem grifes 🙁 Choquei, mas ok, a rua é gostosa para passear e ver vitrines e sentir a riqueza da galera 😉 O legal é que ela liga a estação central até o lago, então é quase passagem obrigatória. E vale o passeio a pé, deve dar no máximo 30 minutos para andar ela toda.

3. Old Town

A cidade antiga é bem legal para visitar, sentar em um pub ou comer uma comida italiana ou francesa ou suíça/alemã. Também é super relax para caminhar e se perder nas ruas, olhar as vitrines com coisas tipicamente suíças como canivetes e chocolates. Me pareceu um lugar mais razoável para compras em questão de preço e tem bastante roupa, sapato e acessórios moderninhos e elegantes por lá 🙂

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4. Kunsthaus

Kunsthaus, o Museu de Arte de Zurich é de babar. Eu que adoro um museu fiquei mais de três horas caminhando pelas suas enormes e organizadíssimas salas: Miró, Van Gogh, Monet, Manet. Picasso, Dali, Chagall!!!!!! 😉 E muito mais! Uma tarde no Kunsthaus foi um respiro novo de inspiração na minha vida, muito bom mesmo! Tipo perfeição para quem ama arte #alocadosmuseus

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5. Museus e Igrejas

O Kunsthaus mereceu um item a parte mas também visitei outros museus e igrejas. Zurich é o paraíso para quem gosta de arte e história. Achei que valeu a pena pois eles são bem organizados e estão para todo lado. Destaque: o Landesmuseum (Museu Nacional Suíço) e o Cabaret Voltaire (dadaísmo). As Igrejas são imponentes e diferentes. Um misto do que vi na Inglaterra com uma pegada exótica e artística. Em uma delas os vitrais são obras de Chagall! Amei! Destaques: a Fraumuster Kirche (Igreja das Mulheres) e a Grossmunster (a Catedral). Elas ficam relativamente perto uma da outra, mais ou menos no entorno do canal principal.

6. Parques

Não importa qual, nem qual nome, nem em que localização. Os parques na Suíça e, principalmente em Zurich, são perfeitos para praticar esportes, andar de bike, correr de manhã, fazer pique-nique ou apenas caminhar e relaxar.

7.  Limmatquai

Pelo que entendi, este é o nome da rua que fica ao lado do canal principal e nome da região também ;). Ela vai até o lago de Zurich e é uma ótima opção para caminhar para quem tem pouco tempo na cidade, pois a partir dela você avista as Igrejas, a Old Town e ainda tem um zilhão de opções de bares e restaurantes.

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8. Praça Lindenhof

É possível conhecer boa parte de Zurich a pé. E depois de algumas andanças, o melhor é subir no labirinto da Old Town até a Lindenhof e sentar em um dos seus bancos para observar a vida acontecendo pelas ruas e canais de Zurich. A vista é linda e a atmosfera do lugar é um misto de relax e surpresa boa. Ótimo lugar para ler um livro (alguém aí ainda faz isso? eu faço!)  🙂

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9. Zurichwest

Fiz um post sobre o Zurichwest porque amei aquele lado da cidade! Se quiser ler o post completo sobre o lado cultural de Zurich clique aqui. O bairro que antes era apenas o lado industrial de Zurich, hoje está dominado por lojas bacanas de design, de moda e de tudo quanto há. Muitas lojas da região foram construídas embaixo do viaduto, conhecido como Viadukt, e em contêineres antigos e ônibus retrôs. O legal de Zurich é a mistura impensável que eles arriscam, o que dá ao visitante o direito de ir em um pub tomar uma cerva especial e também comprar uns saltos altos de drag queen, pois tudo é vendido no mesmo ambiente. Ou ainda, você pode  beber o melhor champagne do mundo do alto da Prime Tower Zurich, enquanto a fumaça sai nervosa da indústrias e os trens passam sem parar lá embaixo, carregando os pobres mortais (que tem um salário mínimo de quase 4000 euros!). E ainda dá para enxergar os alpes nevados no fundo…que mais você quer?

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10. Andar e comer

E se você não está afim de correr em todo ponto turístico nem quer saber de riqueza cultual, Zurich ainda é o seu lugar. Lá é uma das cidades mais agradáveis para não fazer nada…digo para ficar de bobeira, apenas andando e comendo. A dica que eu dou para quem não quer gastar demais são os famosos pretzels e hotdogs que as barracas vendem na frente da loja Globus, na Bahnhofstrasse perto da estação central.Tem um pretzel com queijo brie que é delícia ( 6 a 8 francos). E claro, passeando ainda pela Bahof (o único jeito que eu consegui memorizar o nome dessa rua) você vai encontrar uma loja grande da Confiserie Sprungli com várias cadeiras e um segundo andar cheio de gostosuras achocolatadas!Yumi! Se você quiser apenas comprar chocolate, aproveite as lojas Sprungli espalhadas pela cidade, a fábrica da Lindt e claro, os supermercados (um deles é o Migros) que vendem barras de chocolates deliciosas por 3 francos 😉 Afinal todo chocolate suíço é delicioso anyway!

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Conclusão: Zurich é uma cidade fantástica e dá para conhecer muita coisa legal por lá. É só preparar o bolso, porque a cidade toda é bem cara e torcer para o tempo firmar e o céu sorrir lá de cima 🙂 Ah, e vale a pena sair tirando foto de tudo quanto é nome de rua, porque é bem difícil de lembrar depois (não acertei nem um neste post, tive que corrigir todos no Google kkkk). No mais, alegria garantida!

Bjs!

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O silêncio (quase enloquecedor) de Zurich e uma constatação: loucos somos nós, em São Paulo!

Vocês que me acompanham sabem que o meu blog é pessoal e sincero. Eu não faço rodeios e nem solto conversinhas só para ficar bem e seguir a onda de todo mundo. Então lá vai uma grande bomba: eu achei que iria enlouquecer depois de 24 horas em Zurich! O lugar é quieto demais, vocês não têm ideia! Até a muvuca é silenciosa na Suíça!

E fiquei indignada com este meu incômodo (viu como eu sou crítica comigo mesmo? kkk). Eu, que aprecio tanto a qualidade de vida e a tranquilidade fiquei incomodada com paz e silêncio? (Não pode ser, afinal o que eu quero da minha vidaaaaaaa?! kkkkk) Então, me pus a ler sobre a cidade, a cultura, a história. E quero ser justa: Zurich é uma cidade linda e muito bem cuidada e 50% do seu território é natureza. O lago, as florestas, o verde e o amarelo do outono estão presentes em todos os lados! O ar é puro, as pessoas são educadíssimas e tudo funciona conforme o horário planejado. O ônibus sai da estação na hora marcada e chega um minuto antes do programado no destino. O tio Google te dá a noção exata de quantos minutos você chega em qualquer lugar, mesmo que tenha que usar 3 meios de transportes diferentes. Ai, que paz, que tranquilidade! Tudo funciona na Suíça!

E tem mais: lojas de chocolates, preztels e relógios para todos os lados. Mas se é só isso que você espera da Suíça, prepare-se para se surpreender porque Zurich é uma das cidades que mais bomba culturalmente no mundo. Festivais durante todo o ano e uma agenda cultural de impressionar qualquer um 😉 Espetáculos de ópera que terminam em festas eletrônicas, cinemas a céu aberto em parques, um bairro inteiro com lojas e restaurantes montados com containers reciclados, arte e natureza para todo lado, toboágua de criancinhas no lago (tá? porque o lago é limpíssimo, minha gente). Ah, e as criancinhas são mega educadas também. Que mais você quer?

Barulho, confusão, medo, risco de vida, assaltos! Brasileiro é chegado aos bafafás!!!! Pessoas brigando na rua, vendedores ambulantes, gente correndo para pegar o busão, maluco surfando no metrô, arrastão na praiaaaaaaaaaaa! Que nada, leitores, a vida aqui é muito pacata, sabe? Muito boa, muito segura, tão tranquila que dá até um tédio. Vocês acreditam que eu tive coragem de falar isso no primeiro dia?

Fiquei louca ou o que? Fiquei louca. Morar no Brasil e ainda mais em São Paulo faz isso com as pessoas. Não temos tempo para nada e não sabemos esperar nada, vivemos correndo sei lá do que, dormimos e acordamos com medo da nossa sombra, perdemos a noção de que o resto do mundo não é assim. O medo nos ronda diariamente. Medo de sermos demitidos, de sermos roubados, do pais quebrar, do dólar bater 10, do papa ser assassinado, do feijão que tem larva de chagas, das novas modalidades de criminalidade, dos PMs, dos políticos, dos bebês que choram nas caçambas, dos sequestros novos e dos antigos também, das manifestações, dos presos, dos soltos, do glúten e até da lactose!!!! E sei lá mais do que! 🙁 Vivemos em um pânico, um manicômio e o fato de eu estranhar a tranqüilidade da Suíça foi altamente assustador. A melhor qualidade de vida do mundo e eu não tinha percebido isso de cara. Whaaaaaaat?

Cuidado, leitores, muito cuidado. Estamos ficando doentes e loucos. Bem, eu estava louca até que dei uma respirada no ar puro de Zurich e não senti o fedor das manhãs de São Paulo (e achei isso muito bom, ar puro, cheiro de chuva, de terra molhada). Eu estava estressada mas então andei na rua a noite e peguei o metrô e não tive medo de ninguém, não quis olhar para trás. Eu estava ansiosa, mas aí eu acordei do pesadelo que é viver uma vida com medo e com tamanho stress. Ou será que isso aqui é um sonho? E vou acordar quando voltar para São Paulo? Nãaaaaaaaaaaao!

O silêncio e a tranquilidade da Suíça me fizeram atentar para uma coisa desesperadora: nós perdemos a noção da normalidade. Tá, mas isso eu já sabia. E além disso, nós perdemos a habilidade de apreciar a normalidade. E isso é uma merda.

Do mesmo modo que choquei quando vi a riqueza incalculável de Dubai, escandalizei com a loucura cultural da China e me exauri com a intensidade de tudo que acontece na Grécia, eu me entediei com a tranquilidade da vida na Suíça. Nunca pensei que isso seria possível, mas aconteceu no primeiro dia de viagem. O melhor é que agora já estou mais adaptada com a dinâmica relaxante do país e posso aproveitar meus dias sem controlar o relógio, sem tomar banho correndo, sem esperar o “joinha” do segurança da portaria para entrar no prédio. Posso ser um ser humano que caminha no ritmo do batimento do coração, posso ficar calada o quanto eu quiser só apreciando os cisnes se remexendo na beira do lago. Posso enfim apreciar as coisas mais simples e belas do universo: a vida acontecendo ao meu redor e não apenas pela tela do meu pc ou Iphone. Afinal, não estou trancada dentro de quatro paredes porque me toquei que lá fora o mundo parece ser muito mais legal!

E se você não tem a chance de voar até a Suíça para respirar um pouco de vida tranquila, nada de desespero. Vá até o parque perto de casa, nem que seja por meia hora, coloque uma música boa e dance no meio da sala, tire um final de semana para conhecer um lugar diferente na sua cidade, voe para uma cidade que você sempre quis conhecer. Se você nunca se der ao luxo de parar para viver a sua vida, vai correr o risco de chegar lá na frente com aquela imensa sensação sufocante de que não viveu nada. É o vazio. De que correu tanto que não viveu, que trabalhou tanto que adoeceu. Ei, isso não parece nada bom mas é o que ouvimos diariamente ao nosso redor, não é mesmo? E já está passando da hora de pararmos de achar que é normal ir na terapia duas vezes na semana, tomar remédio para dormir e vitamina para acordar, viver de remédios que controlam ansiedade, controlar de perto cistos que podem virar tumores…. Eu quero viver em um lugar sem angústia esmagando o peito (o meu e de todos ao meu redor!)  #prontofalei

Vai, muda, faz alguma coisa para mudar. Um passo de cada vez, um degrau por mês, mesmo sem ver a escada toda. A vida nada mais é do que a somatória daquilo que fazemos diariamente, certo? Eu penso assim e me animo (!) porque isso é bom, temos novas chances todos os dias. Mas o que fazemos com elas é o grande desafio. 😉 Ah, e boa sorte para nós! Precisamos de toda a sorte do mundo 🙂

Lulu em Zurich post Lulu em Zurich post

Viajar é preciso!

Queridos leitores,

estou na Suíça, conhecendo a belíssima Zurich! Neste exato momento, vejo pela varanda que cai uma leve garoa lá fora como o iPhone já tinha previsto. Aqui até a garoa chega pontualmente, as 2:48 pm como foi anunciada. Nada melhor do que não ter surpresas metereológicas quando se quer descansar e relaxar, certo?

Depois do pancadão que foi a viagem da China, a ostentação top dos Emirados Árabes e a viagem de trabalho pesado (físico e emocional, diga-se de passagem) que foi o começo de setembro nas ilhas gregas, finalmente posso afirmar que estou descansando um pouquinho na Suíça. Aff, e não é merecido?

Há quem pense que viajar é sempre descansar mas quem viaja frequentemente sabe que isso é utopia e apenas meia verdade. Viajar é ampliar a mente, forçar limites, aprender novas línguas, entender culturas exóticas, provar comidas estranhas, agasalhar muito e ainda passar frio. Ou passar calor, nos 51 graus no meio do deserto persa! E não há água fresca nem sombra nenhuma que o dinheiro dos sheikis possa comprar para aliviar esse bafo sufocante!

Viajar é desconfortável. A barriga incha com as comidas, o pescoço doí com o travesseiro estranho, o sono fica atrasado pelas horas de diferença do fuso, o jet lag faz a cabeça doer sem parar por dois dias. Toda a dieta que faço em São Paulo vai por água abaixo quando piso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. E em todas as viagens as roupas ficam apertadas e quando volto para o meu apê paulista de novo, o que aperta é a fome e o ritmo do treino. O cansaço bate e bate forte e bate sempre. Aqui, em Zurich, continuo sonada e cansada…. Mas a vontade e necessidade de conhecer lugares novos ou revistar velhos conhecidos do peito sempre é maior do que qualquer exaustão. Então pego o guia e saio na rua 😉 (Sim, eu sou old school do tipo que carrega guia físico e com fotos!)

Quem viaja muito se adapta a isso. É como uma droga, as viagens viciam. A sensação de desconforto inicial, de não adaptação, de ser um outsider é assustadora para muitos e confesso que é para mim, nos primeiros 5 minutos. Depois, me acostumo e me deleito porque me sentir um patinho feio fora do ninho já é o sentimento mais comum do que todos os outros. Me parece que os viajantes, assim como os veteranos de guerra, nunca conseguem voltar para a “casa”. Estão sempre vivendo ( física ou mentalmente) em um lugar mais distante, mais difícil, mais estranho, mais complicado. Assim como nos acostumamos a tudo nessa vida, nos acostumamos a não estar acostumados a nada. E se sentir estranho é o normal para mim. Eu sou uma viajante e não uma turista.

Ainda assim, não faria nada diferente do que faço. Não viveria outra vida que não fosse a minha. O melhor e o pior que pode acontecer é esbarrar em algum momento mágico da sua vida no qual você percebe que está sabendo um pouco mais sobre a sua pessoa. Acho que isso está acontecendo comigo, e sinto que é bom e é ruim. O tal “conhecer a si mesmo” é um quadro que nunca parece finalizado pelo pintor mas só de esboçar o desenho inicial fiquei animada. E apavorada também. Eu sou muito, mas muuuuuito mais estranha do que eu tinha noção. Mas ser estranha é ser normal para mim e eu preciso aceitar isso de vez.

Então Zurich se abre na minha frente, nesta tarde bela de outono europeu, e em poucos minutos a chuva já vai parar e uma caminhada pelo parque, ao redor do lago me parece super relaxante e necessária 😉 Só não me pergunte nomes, porque ainda sou um zero a esquerda para lembrar e falar esses nomes suíços e alemães. Até o final da viagem conto da Zurich turística para vocês pois por enquanto ainda estou me dando ao luxo de viver a Zurich poética da mente dos viajantes. Viajar é preciso, leitores. E esta pequena frase resume grande parte de mim 😉

Zurich Lulu no Pais das Maravilhas
Lulu pelas ruas de Zurich West
Zurich Lulu no Pais das Maravilhas
Lulu na Old Town de Zurich