Aprenda a sorrir como a Mona Lisa

Eu acredito que todo mundo deveria ter uma foto, um cartão postal, um quadro ou um papel de parede no desktop da Mona Lisa. Aquele sorrisinho misterioso e tímido de uma das obras de arte mais famosas do mundo nunca passa despercebido, nunca deixa o observador ileso. Nunca.

Depois que adquiri minha própria versão da Mona Lisa, comecei a sorrir mais, quase que instantaneamente. Estranho, né?! Mas foi assim mesmo. Logo no começo do planejamento da decoração da nossa casa nova, eu passei na frente de um ateliê muito especial que me chamou atenção de cara. Um senhor de 95 anos estava trabalhando em peças belíssimas de madeira e ele me convidou para ver seu maravilhoso trabalho. Eu amei tudo. E acabei comprando um espelho, um aparador estilo Luis XV, uma Santa Ceia entalhada e ganhei de presente a Mona Lisa sorridente e estilizada em madeira antiga.

Mona Lisa lulu no pais das maravilhas

Tem algo sobre ela que me encanta. Não sei se é a idade avançada da madeira, que mesmo descascando ainda parece forte e eterna. Não sei se são os olhinhos intrigados da mulher que posada de lado sempre parece me acompanhar pela casa. Ela tudo vê, tudo percebe, tudo sabe e ainda assim…ela sorri.

Pensei de levar isso comigo para frente, para meus próximos dias, mas por que não começar hoje? Existe algo mágico em dar um sorriso mesmo quando a coisa está complicada, algo de curador e misterioso que não entendo, mas que tenho certeza que a Mona Lisa entende. Ah, ela sabe que quando não há nada a fazer, sorrir ainda é o melhor remédio.

E eu vou além. Nada de sorrir apenas com os lábios, é melhor aprender a sorrir com cada célula do corpo. Sorrir por completo, sorrir com os órgãos, com o coração. Eu que passei grande parte da minha vida com dor de estômago comecei a praticar um sorriso estomacal. Não imagino como meu estômago deve parecer, mas existe algo na intenção e imaginação que resolve. A dor, antes testemunha de ansiedade e stress exagerados, está cada vez menos presente da minha vida. Agradeço a Mona Lisa.

A gente vive um momento estranho, diferente, caótico e ao mesmo tempo de transformação. Mudar é sempre difícil mas com o tempo a gente entende que é necessário. E pode ser bom e será, com a ajuda de Deus. E mesmo se você pensar que não tem tempo de sorrir ou não tem motivos, pense de novo. Pense mais uma vez, reflita sobre tudo de bom que está acontecendo ao seu redor, ou que já aconteceu. Alguma coisa nos dias de hoje estão fazendo as pessoas tristes e enraivecidas e eu tenho uma lista de motivos para isso. E mesmo se eu não tiver, a mídia vai me dar: tem gente morrendo no mundo todo! De fome, de pobreza, de doença, de guerra, de acidente. E as que estão vivas, de acordo com o que vejo, estão tão miseráveis e infelizes que a morte lhes parece um alívio. Mas que mundinho de merda, hein?

Também tenho uma outra lista de coisas maravilhosas, só que essa lista é secreta. Ela nunca é divulgada em lugar nenhum, nem na Tv, nem nos sites e ela é super pessoal. Ela mostra um mundo que é belo mesmo na simplicidade, ela aponta para momento especiais quando eu nem lembrava que tinha que pagar contas, nela constam inúmeras lembranças de amor, de amizade, de família, de caridade. A minha lista é repleta de momentos nos quais perdi o fôlego de emoção, dos sustos que levei, das batalhas que briguei, das que perdi e das que ganhei.

Não sei como funciona, mas existe algo belo em tudo que se passa pela gente, seja rico ou pobre, novo ou velho, gordo ou magro, branco ou preto. Existe algo de muito benéfico na sabedoria de entender que quando a gente não ganha o prêmio, a gente ganha a lição. Se você nem consegue pensar nisso porque está totalmente focado nas desgraças que a TV te anuncia, se você está infeliz porque você acha que só tem corrupto nesse país, ou porque você não vai ter promoção por causa do momento, lembre da Mona Lisa. Tenho certeza que ela tinha muitos motivos para se preocupar também, mas enfim, ela escolheu sorrir.

Faça a sua escolha. Bem, eu já fiz a minha. Fecho essa semana com um post encorajador e deixo os textos melancólico de lado, pelo menos por um tempo. A travessia começa, a mudança já está acontecendo, só depende de nós aceitar a participar dela, do melhor jeito possível. Passei ontem pela rua do ateliê do grande artista que me deu a Mona Lisa e vi que o espaço estava desmontado e fechado. A primeira coisa que me passou pela cabeça é que ele devia ter morrido, mas isso não me deixou triste. Nós todos estamos de passagem e para quem se vai desse mundo morrer significa final e ao mesmo tempo recomeço. Para quem fica, é que é difícil, dizem por aí. Sorri, quando lembrei do senhor e do seu presente, certa de que ele deve ter vivido uma vida cheia e plena. Talvez esteja aí o segredo do sorriso da Mona Lisa. Talvez ela estivesse dizendo, por trás daqueles lábios discretos e misteriosos, que ela vivia uma vida que valia a pena, uma vida que poderia ser lembrada com alegria. E quantos de nós poderia dizer o mesmo? Todos. E quantos irão de fato dizer isso? Não sei. Só cabe a você decidir. Na dúvida, pergunte a Mona Lisa.

lulu no pais das maravilhas

Quando eu durmo a noite, em sonho com Santorini

Quando eu durmo a noite, eu constantemente sonho com Santorini. Não falo daquele “sonho acordado” que a gente vive vagueando para todo canto vendo o lado bom da vida. Não. Eu sonho mesmo, aqueles sonhos malucos que não são bons nem ruins, são apenas estranhos e cheios de mistérios. Noite passada, sonhei mais uma vez que estava na ilha. O dia estava claro e o céu estava totalmente azul. Meu amor estava dentro de um grande barco branco me esperando para a gente fazer mergulho em alguma quebrada maravilhosa da ilha que estranhamente eu não conhecia. No sonho, eu peguei uma mini motoca e fui dirigindo pelos campos verdes até um pequeno mini-market, onde parei desajeitadamente. Eu vestia um conjunto azul com detalhes brancos, da cor da bandeira da Grécia e não sei porque me lembro dessa roupa com tantos detalhes vívidos. Dentro do mini-market estava bem escuro e a minha vista demorou a se acostumar mas quando finalmente consegui enxergar, vi que bem na minha frente estava um homem que me era familiar mas que eu não saberia dizer quem é. E ainda não sei. Ele me pergunta o que eu estava fazendo ali e eu digo que precisava de máscaras de mergulho. Ele então enfatiza que está perguntando o que eu estava fazendo na ilha e eu respondo que estava viajando com meu amor (tudo isso em grego, olha gente que loucura, eu realmente sonho em outras línguas! ). O rosto familiar diz que não há máscaras ali mas que eu deveria continuar procurando na mesma estrada que mais a frente poderia encontrá-las . Quando eu saí do mini-market escuro e olhei para fora, vi de novo meu maridão acenando no barco e acordei.

A essa altura, você já deve estar pensando que eu sou uma louca mesmo. Louca pela ilha, romântica incurável, você deve se perguntar se eu não sou uma obcecada para voltar para viver lá, resolver os meus problemas e parar de falar da ilha nos meus posts (rsrsrs). Mas é que eu sonho com Santorini há muito tempo, há mais de dez anos, mesmo antes de me dar conta de que aquele lugar existia. Antes mesmo de viajar para a Grécia pela primeira vez eu sonhava com uma menina de vestido branco correndo em um campo com grama baixa. Ela corria, corria, corria e chegava em um penhasco onde muitos metros abaixo batia aquele mar azul. Se você já foi pelo menos alguma vez na ilha, sabe que lá não tem muitos campos e eu nunca tinha associado as duas coisas até que, muitos anos depois quando eu já morava em Santorini, depois de um verão escaldante, a temporada de caça começou. Foi então, espingarda na mão, eu que vi esse lugar pela primeira vez e me arrepiei só de lembrar que já tinha estado ali, pelo menos em pensamento. De lá para cá, foram muitos sonhos curiosos, muitas idas e vindas, alguns acontecimentos especiais e uma viagem inesquecível como a do nosso casamento. Eu quero voltar lá de novo, com meu amor, o quanto antes. E quem não quer? Santorini toca em nossas almas, faz alguma coisa com a gente que é difícil de explicar. E entra ano e sai ano, a ilha continua nos chamando, como uma mãe chama carinhosamente o seu filho, como se ainda houvesse muito o que se buscar. E talvez o que buscamos nunca será encontrado mas sempre vale a tentativa de mais uma visita. Como se um pedaço de nós ainda estivesse lá assistindo ao pôr do sol todo dia e talvez esse pedaço nunca mais queira sair da ilha. E é por isso que eu escolhi casar em Santorini.

Fotos sensacionais de Linda Vukaj

casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini

Apresento a vocês: o vulcão de Santorini

Queridos leitores,

Posto hoje sobre o nosso dia de passeio no vulcão de Santorini, que foi maravilhoso. Have fun! 🙂

Para os poucos que madrugaram, amanheceu chovendo forte no terceiro dia de festa do nosso casamento grego. Como já prevíamos aquilo, resolvemos voltar para a cama e rezar para que a chuva parasse e não atrapalhasse nosso dia no mar. Isso mesmo, o terceiro dia era o dia do boat tour e qualquer mau tempo atrapalharia e muito a nossa programação. Eu já estou acostumada com o verão nas ilhas e sabia que a chuva não ia para frente. Aliás, eu sabia bem aqui dentro do peito que independente do que acontecesse, seria para o nosso melhor. Quando abri meus olhos na cama algumas horas depois, ouvi o silêncio lá fora. Quando olhei pela porta da varanda, vi que o céu esnobava um azul super límpido e que o vento tinha dado trégua. “O mar vai estar igual azeite”, comentei com o André, que naquela hora não entendeu nem de longe o que eu queria dizer.

Durante nosso leve almoço, recebemos a ligação da wedding planner avisando que o tour teria que começar meia hora mais tarde para que fosse possível assistir ao pôr do sol no mar. Essa era uma das surpresas que tínhamos preparado para aquele dia e como a maioria dos já tinha decido para o porto antigo de Fira, seguimos nosso roteiro com calma. O passeio de caravela em Santorini é uma das melhores atrações da ilha e uma das mais concorridas também. Para evitar qualquer tipo de stress, reservamos uma caravela privada para nossos convidados e os instruímos a descer para o porto pelo elevador panorâmico e com muita antecedência. Quando andamos pelas ruas lotadas de Fira, percebemos que as filas para o elevador eram muito longas e desanimadoras, mas até que andaram rapidamente.

Finalmente, quando chegamos no Porto Antigo de Fira, percebemos que quase todos já estavam lá, ansiosos pela Princess (nome da nossa caravela). E foi mais um susto secreto quando a caravela encostou e eu me identifiquei, pois o capitão afirmou que tinha que buscar o grupo de André e Luana do outro porto, de Athinios. Eu afirmei que não! Que eu era a Luana e que o grupo todo já estava esperando o barco no porto antigo de Fira e ele disse que então iria ligar para o chefe  dele pois o guia da nossa caravela estava chegando no outro porto.

Mal entendidos resolvidos, aguardamos o guia por mais alguns instantes, até que entramos no nosso Love Boat rumo ao vulcão mais romântico do mundo.

————-

O mar estava realmente como se tivesse sido “azeitado” por Poseidon. Sabe quando as águas estão tão calmas que quando olhadas de cima se enxerga fios de azeite? Era assim que a chuva tinha deixado o mar naquele dia ensolarado, águas claras e calmas para nosso passeio de barco. Vento no rosto, coração no peito, olhos naquela imensidão azul. São apenas 20 ou 30 minutos que se leva do antigo porto de Fira até a primeira parada no vulcão. Quando chegamos no centro dos anéis de terra da Atlântida, sentimos na pele o calor fervente da lava do vulcão acordado. Alguns convidados nem se arriscaram a sair do barco. Os que se aventuraram rumo ao alto da montanha, sofreram com o calor quase insuportável e total falta de brisa e sombra, mas se recompensaram no grande final. Não há nada tão mágico quanto ver o mundo do topo de um vulcão.

Do alto, o que se via de um lado, era toda a Santorini que se espreguiçava na nossa frente e do outro a tímida, mas não menos bela, Thirassia, que já nos convidava para a próxima parada. Nosso guia era determinado e detalhista e explicou muito bem sobre a história da ilha do vulcão para todos que se aproximaram interessados e para aqueles que entenderam seu rápido e avassalador inglês com sotaque suíço. Após a breve aula de geologia, tivemos um tempo livre para conhecer um pouco mais do vulcão e começar a descida de volta a caravela. Quem tinha subido, exibia em suas câmeras orgulhosas fotos da beleza do lugar. Quem ficou, ficou.

Depois de tanto calor, velejamos alguns minutos ao redor do cenário pitoresco das montanhas e crateras do vulcão e paramos nas conhecidas termas. O capitão da caravela avisa que teremos meia hora para entrar na água gelada e nadar uns 30 metros até a região de águas quentes que têm um cor de ferrugem. Ah, e é preciso saber nadar pois a profundidade pode chegar a 20 metros.  A maioria dos convidados pulou no mar para se refrescar e acima de tudo, para aproveitar cada minuto do que estávamos vivendo, porque sabíamos que momentos como aqueles são raros e que o tempo não voltaria atrás.

———————–

A magia da ilha de Santorini se espalha ao seu redor. Quando se está de cima das vilas de Oia ou Fira, fica fácil perceber que a beleza da paisagem se estende por mais um tanto abençoado de terra, aos lados e a frente de quem olha com sabedoria. É o tipo de cenário que se faz agradecer por estar vivo quando se permite olhar em 360 graus. O passeio de caravela é um dos passeios mais bacanas da ilha e eu o recomendo para todos. No nosso grupo de convidados, até a “melhor idade” se animou e se orgulhou se fazer a caminhada até o topo. Água, sapatos confortáveis, filtro solar e muita força de vontade são suficientes para cumprir a maratona de subida no vulcão e a descida, bem , é mais do que gratificante para a memória. A segunda parada do passeio há de ser as termas, para se refrescar e relaxar após o exercício. A terceira parada é na estonteante e simplória Thirassia, uma pequena ilha que se mostra quase que colada em Santorini. Há quem pense à primeira vista, que Santorini e Thirassia são a mesma coisa, mas não. Elas foram no passado, mas agora um bocado de mar azul as separa. Alguns barquinhos fazem o trajeto poucas vezes por dia, mas o que sustenta mesmo os poucos habitantes da ilha é o público dos passeios de caravela. Quando nosso Love Boat parou no porto, parecia que descíamos em uma outra época, em alguma vila distante do nosso tempo. A beleza de Santorini se estende até Thirassia, mas não sua exuberância e riqueza. Na ilhota, a apenas uma pequena vila, duas lojinhas de souvernirs e três restaurantes no porto. Mas posso dizer que não precisava de nada mais? A calma e a beleza simples e ao mesmo tempo arrebatadora de Thirassia, munida de sua excelente culinária foram mais que suficientes para nossa alegria e deleite. Almoçamos as maiores delícias do mar grego, fresquíssimas, acompanhadas do suave vinho da casa.

Terminada a bela refeição, era hora de voltar a bordo. Aproveitei para entregar alguns cartões de agradecimento aos nossos convidados e neste cartão já tinha uma foto de cada um impressa como lembrança de Santorini. Emocionados, muitos convidados vieram até nós mostrar seu amor e felicidade de estar naquele momento mágico conosco. Aproveitei também para ir até a cabine do capitão falar algumas mais palavras do fundo do peito para meu grande amor, já que eu não tinha conseguido me expressar bem no dia anterior. Satisfeita com o resultado das minhas ações mas ainda apreensiva sem saber se o pôr do sol tão planejado iria de fato acontecer, ocupei um lugar na frente da caravela e coloquei meus pés para fora do barco. Quando André se sentou ao meu lado bateu aquela vontade de gritar para o mundo que não havia maior felicidade do que aquilo. E que estava imensamente grata pelo maravilhoso dia. Deus, que a tudo escuta e vê, respondeu lá de cima em forma de céu limpo e desimpedido, em forma de palco para o último ato do grande astro daquele dia. Nossa caravela parou em frente ao porto de Amoudi e o inspirado guia nos anunciou o pôr do sol mais maravilhoso dos últimos meses. É, parece que os céus tinham se preparado para um grande show, para a presença de dois anjos, nas palavras do nosso guia. E foi assim que eu senti também.

casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini

Ensaio + Jantar em Taverna no segundo dia de Casamento em Santorini!

Mais um da série de posts especiais sobre o nosso Casamento Grego em Santorini! O segundo dia de festa continua:

Chegamos no hotel ainda agitados com os acontecimentos daquela manhã. E para o casal de noivos mais animado da Grécia, tudo era festa e piada. Era hora de descansar um pouco e nos prepararmos para o que viria a seguir.  Para mim seria um ensaio de fotos externas e para o André era um wine tasting no Santo Winery. Esse foi o único jeito que consegui convencê-lo a fazer as fotos: estaríamos admirando o pôr do sol e bebendo ótimo vinho. Coloquei meu segundo vestido de noiva grega, cheio de bordados, na cor champagne e soltei meu cabelão para caprichar nas fotos. O resultado ficou um belo ensaio natural na caldera de Santorini que era exatamente o que eu queria e ainda vi que meu noivo estava super feliz curtindo cada minuto daquele fim de tarde. Como estávamos na Santo Winery , de longe, vimos a tenda de cerimônia de casamento montada enquanto a noiva se aproximava e os convidados se levantavam. Nossa, que emoção, que momento lindo. E em menos de dois dias, seríamos nós a desfilar pelo tapete vermelho da caldera.

Enquanto isso, no outro extremo da ilha, nossos convidados acompanhados estavam se apaixonando pelas ruelas de Oia. Em uma tarde de setembro bonita como aquela, com a ilha ainda muito cheia, imagino que não foi fácil encontrar um cantinho para cada um dos 120 convidados curtir o pôr do sol. E apesar de todas as emoções e complicações que aquela manhã teve, o resultado do final da tarde na vila foi muito positivo. Cada um, à sua maneira e em seu tempo, se encontrou e conquistou um lugar no coração de Oia para admirar e capturar um daqueles momentos que nenhuma câmera podia reter. Posto algumas fotos de Linda Vukaj do por do sol em Oia e de Bianca Ramos do nosso ensaio em Pyrgos, na Santo Winery.

———————————————————–

O segundo dia de festa tinha sido intenso mas ainda faltava a melhor parte: um grande jantar grego em uma taverna em Pyrgos. Só eu e minha mãe sabemos o tanto que foi difícil achar um restaurante que pudesse acomodar bem nossos 120 convidados. Mandei email para muitos lugares que já conhecia, encontrei outros em fóruns da internet e no final, nossa wedding planner salvou o evento com a indicação dessa taverna. O local é enorme e têm quatro ótimos salões para casamentos (eu falo mais desse lugar no meu post ..). Eu e André chegamos primeiro no restaurante e logo fomos muito bem recebidos pelo dono e seu staff, que pareciam estar muito orgulhosos de receber um grupo greco-brasileiro tão grande como o nosso. Nossos queridos convidados chegaram e a magia e animação tomou conta do lugar quando abraçamos e cumprimentamos cada um deles. Ainda não tínhamos tido a chance de falar com cada um e aquele momento de agradecimento foi muito especial para mim. Não é fácil e nem barato voar até a Grécia para 4 dias de festa e nós nos sentimos muito abençoados de ter conseguido reunir um grupo tão eclético e tão carismático em Santorini. Vinho da casa e comida grega deliciosa na mesa, nos preparamos para fazer nossos discursos naquela mesma noite, já que a emoção no ar era tanta que eu acho que não aguentaria falar meus votos no dia da cerimônia. Valeu a tentativa, mas também mal consegui falar o que tinha decorado e acabei desviando o assunto completamente rsrsrs (ok, faz parte do não programado). Já o meu marido arrasou nas declarações e arrancou lágrimas de todos os lados. Chamamos nossos pais e padrinhos também e nos abraçamos, corações em harmonia. Terminado os discursos, o dono do restaurante pediu para falar comigo do lado de fora do nosso salão. Algo em mim já sabia o que esperar. Eu morei na ilha de Santorini a alguns anos atrás, eu relacionei com pessoas, eu tive uma loja e eu fui uma noiva. Depois que me despedi da ilha como moradora, retornei algumas vezes mas já imaginava que não poderia passar despercebida na ilha por tantas vezes consecutivas. O senhor me perguntou qual o meu sobrenome e repetiu: “Sarantopoulos!”, ele me reconheceu e me levou para cumprimentar duas meninas que estavam vestidas como dançarinas da ilha. Eu já sabia do que se tratava. “Ah, então você voltou para a ilha para se casar”, disse a mais velha que era a professora de danças do bairro que eu morava. “Voltei sim, vou me casar com um brasileiro”, eu respondi, orgulhosa da minha decisão. “Eu sei. Vamos dançar no seu casamento amanhã”, respondeu a mais nova com quem convivi por quase dois anos. “Os meninos estão bem?”, eu pergunto sem precisar citar nomes. “ Sim, estamos casados e ele e o irmão estão lá embaixo”, diz a mais nova, minha ex-cunhada. “ Mande felicidades para todos, eu preciso voltar para dentro”, respondi apressada. Mas fui sincera. “Seja muito feliz. E até amanhã”, elas responderam e se despediram.  E agradeci a Deus por aquele necessário encontro, que iluminou tudo que ainda poderia estar às sombras. Recuperada de mais uma surpresa, voltei tranquila para o salão, para dançar um último Zorba antes de me tornar uma Veneziani.

casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casar em Santorini casar em Santorini casar em Santorini

casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini casamento em Santorini

Casos e fotos do segundo dia de festa do nosso Casamento Grego em Santorini!

Como vocês sabem esta semana estou postando tudo o que rolou nos bastidores do meu Casamento Grego em Santorini. Fiquem a vontade para sonhar, dar risadas e qualquer dúvida, entrem em contato comigo!! Bjs e boa leitura:

Quando acordei na nossa suíte no segundo dia de festa, eu e André rimos muito dos acontecimentos do dia anterior. “Será que o pessoal vai estar de pé para os passeios do dia?” perguntei assustada para o André, que disse com firmeza que sabia que todos estariam prontos para mais um dia de festa. E não é que ele estava certo? Quando chegamos no salão para tomar o café da manhã, uma salva de palmas nos recebeu. O nosso grande e estimado grupo de convidados já estava animadíssimo para passear por Akrotiri. E eu nunca imaginei (e imagino que a Virna também não) que um passeio em um sítio arqueológico poderia ser tão animado e polêmico como este foi.

Levamos dois ônibus lotados e muita animação até Akrotiri, para apresentar nossos convidados às ruinas antigas da ilha. A história surpreendente de Akrotiri foi introduzida por mim e pela Virna, mas foi contado com riqueza de detalhes pelo nosso querido convidado Sten, um grande historiador e conhecedor de Santorini. A descoberta e escavação de Akrotiri nos anos 60 trouxe muito entusiasmo para quem gosta de história, pois lá foram encontrados sinais de habitação de 4 mil anos antes de Cristo. Akrotiri é mesmo um lugar especial e a sofisticação na estrutura, objetos de decoração e construção é digna dos deuses gregos. E tamanha foi a nossa empolgação com aula de história que Sten nos deu dentro do sítio que eu e Virna fomos chamadas por uma das guias do local. “Ou vocês

param com isso agora ou eu chamo a polícia, pois ele não é um guia autorizado”, ameaçou a funcionária do local. Em respeito ao trabalho dela, corremos e passamos a informação para nosso grupo e garantimos boas risadas até o final do passeio. Como ninguém foi preso, seguidos para um excelente beach bar em  Perivolos para curtir um pouco a praia e almoçar. Mal sabíamos que ainda teríamos muitos “bafafás” em alto e bom grego.

————————————————-

O verão grego é sempre um lindo verão. Casinhas brancas, mar azul da cor do céu, turistas charmosos e relaxados, nativos bronzeados e misteriosos. E era sim que estava aquele começo de setembro, no nosso segundo dia de festa. Depois do “susto – vou-chamar-a-polícia” em Akrotiri, seguimos para um bech bar na praia de Perivolos para relaxar, beber e comer bem e em ótima companhia. Avisamos ao gerente do local que nosso grupo era grande, na verdade, que éramos mais de cem. Ele arregalou os olhos e colocou todos os garçons a postos. Passeamos um pouco pelas camas montadas na praia, conversamos com grandes amigos que há muito não via e nos acomodamos na beira da piscina com alguns mojitos e um club sandwich. Muitas risadas depois, chegou a hora de irmos embora e percebemos que muitos convidados ainda estavam esperando o pedido que tinham feito. Como eu e André ainda tínhamos ensaio de fotos externas naquela tarde, fiquei um pouco apreensiva com a confusão greco-brasileira que começava a a se formar na entrada do beach bar. Algumas amigas minhas e seus maridos zangados queriam conversar enquanto os garçons tentavam segurá-los. Um grego gigante e bombado (e mais nervoso ainda) que parecia ser o dono do local apareceu e foi quando eu percebi que tinha que correr daquele stress. Minha mãe, que na hora teve a ideia de tomar as rédeas da situação, a Virna e minha prima grega ficaram para trás para resolver o rolo dos pedidos que não tinham chegado e consequentemente não tinham sido pagos. Da esquina onde ficava o estacionamento, fiquei observando a situação se acalmar até que todos os convidados foram liberados e seguiram rumo o segundo e último ônibus. Todos dentro do transporte, rimos muito da situação enquanto cada um tentava explicar o seu lado da história. De repente, algum dos convidados olhou pela janela e gritou “O garçom está vindo atrás da gente!” e todo mundo virou o rosto a tempo de presenciar aquela motoca velha fechando o nosso ônibus e obrigando o motorista a parar. Quando o mesmo garçom que estava envolvido em todas as discussões anteriores subiu no nosso ônibus para falar que ainda faltava 20 euros para fechar a conta, meu sangue grego ferveu.  Meu pai logo me passou o dinheiro que faltava para ele nos deixar em paz. E ainda assim ele tentou cobrar mais, gritei algumas poucas e boas com meu bom e velho sotaque de Santorini para ele descer do ônibus imediatamente e o resto virou piada.

casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini
casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini

Começa a festa! Casos e fotos do primeiro dia de festa do nosso Casamento em Santorini

Queridos leitores,

esta semana posto para vocês as aventuras do meu Casamento Grego em Santorini. Aproveitem para relembrar os momentos maravilhosos que tivemos por lá! 😉

Os convidados já estavam chegando no hotel, André já tinha conhecido a ilha e eu já voltava do salão de beleza. Quando pisei no lobby do hotel, as recepcionistas me chamaram, com um ar de aflição. Elas procuravam pela esposa do convidado do meu sogro, que tinha chegado na ilha sem mala e tinha ido a procura de um vestido para a cerimônia. Mas ainda tinha um problema com o vestido e ninguém conseguia encontrar ela no hotel. Assim que vi o André, passei a bomba para a frente, pois não podia me dar ao luxo de preocupar com os looks dos convidados naquela hora. Corri para a nossa suíte pensando no que vestiria para a nossa a champagne pool party oferecida no hotel, afinal, aquela era nossa festa de abertura do casamento. Ansiedade a mil, escondida atrás do meu sorriso de tranquilidade, conversei com o meu noivo para ter certeza que já estava tudo combinado para as horas seguintes. “ É meu amor, agora é a hora. Vamos curtir a nossa festa”,  André disse como mesmo sorriso de ansiedade que eu já conhecia. E saímos do quarto, caminhando firmemente ao encontro dos nossos melhores momentos até então.

Esperávamos que desse tudo certo, mas não esperávamos tanta surpresa boa. A dona do hotel, uma senhora de Santorini muito simpática, nos ofereceu um menu de comidas típicas da ilha de me fazer saudades dos tempos que morava por lá. Os bolinhos de tomates de Santorini….uuuuuuhhhmmm! 😉 E como se isso não bastasse, ela ainda nos ofereceu um presente inesquecível que colou na memória de todos que ali estavam. Sua dança, sua alegria e seu amor. Ela quebrou pratos aos pés do André antes de saltar na roda e dançar o zeibekiko mais filmado e fotografado da sua vida. E depois de muitos pratos quebrados pelos seus filhos, ela abraçou cada um dos convidados que foi agradecer por aquele momento de rara beleza. Em grego e em português, ficou transparente a emoção que todo mundo sentiu.

———–

Depois de duas horas de muito champagne e comida grega deliciosa no hotel, recebo uma ligação do nosso motorista grego que já estava a postos para levar nossos convidados até a Praia de Perissa. Eram quase 5 da tarde quando o ônibus encostou na porta do hotel e interrompeu totalmente o trânsito de Fira, enquanto nossos animados convidados se acomodavam sentados e em pé. Eu e André seguimos para o beach bar em um táxi, já animadíssimos com o sucesso que tinha sido a festa de boas-vindas e mais animados ainda para curtir nossa despedida de solteiro nas areias negras de Perissa.

Quando descemos do carro, o cenário era de brilhar os olhos: ceú azul, sol ainda presente, a montanha de Mesa Vouno e o mar calmo verde/azul característico daquele cantinho da Praia de Perissa. O staff do beach bar já nos esperava e começava a colocar os drinks na mesa montada. Tivemos alguns minutos iniciais de stress pois alguns desavisados (folgados) que estavam na praia e não eram convidados para a nossa festa se levantaram de suas cadeiras e vieram de longe para se servir da nossa vodka.  Tivemos que avisar  várias pessoas que aquilo era nossa festa privada e que o que estávamos servindo era para nossos convidados. Passado o susto, relaxamos e observamos aliviados que nossos amigos e familiares não perderam tempo e já estavam na beira do mar, se refrescando.

Durante a tarde, o DJ contratado tocou músicas de balada internacionais e o pessoal curtiu o som dançando nas areias e nos sofás, fumando narguilés. Quando a noite chegou vagarosamente, mais comida grega foi servida e os tímidos se soltaram no mar e nas areias da praia ao som das músicas tradicionais da ilha de Santorini. Fizemos uma enorme roda de dança nissiotica, até que nossos joelhos não aguentassem mais afundar na areia. Quando a lua subiu no  céu teve quem perdesse a sunga, o vestido, a cueca, a bolsa. Teve quem perdesse o marido no mar, teve quem perdesse a mãe, teve quem perdesse o ônibus de volta para o hotel. Teve convidado desmaiado, muitos tombos e alguns dormindo nos bancos depois de tanta farra. Teve quem seguisse para a balada do centro de Fira madrugada a dentro, teve quem ficasse no hotel tomando champagne na piscina até o sol nascer. Teve até um inusitado e romântico pedido de casamento no meio da festança nas areias de Perissa. Tanta alegria, tanta energia e tanta emoção, vindo de todas as direções. E desse modo, seguimos para nossa suite para dormir, com aquele sentimento de que estávamos fazendo algo certo. De que fazíamos diferença na vida de quem nos cerca. E assim acabava o primeiro dia de festa do nosso casamento grego em Santorini.

Fiz um mix com fotos dos dois eventos:

casamento grego em Santorini 0 casamento grego em Santorini 1 casamento grego em Santorini casar em santorini 0 casar em Santorini casamento grego em Santorini 7 casamento grego em Santorini 8 casamento grego em Santorini 9 casamento grego em Santorini 10 casamento grego em Santorini 11 casamento grego em Santorini 12 casamento grego em Santorini 14 casamento grego em Santorini 15 casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini casamento grego em Santorini

Fotos de Bianca Ramos

As aventuras de uma noiva rumo a Santorini

É preciso entender que viajar é, acima de tudo, se aventurar. E não há guia publicado em papel ou postado na web que possa te livrar de algumas ciladas eventuais. Uma suíte romântica em um cruzeiro no Mediterrâneo que na verdade se concretizou na forma de um mini quarto claustrofóbico e apertado com duas camas de hobbits foi apenas o começo. Na sequência teve uma aula de culinária grega no gueto, uma travadinha nas costas no meio das ruínas grego-romanas e muitas outras situações desagradáveis fizeram parte do pacote imprevisível da nossa viagem pré-casamento. Quando nosso barquinho-taxi finalmente nos entregou no porto de Athinios em Santorini, respirei aliviada. O sonho estava para se tornar realidade. Um casamento, seja ele onde for, envolve uma quantidade enorme de energia das muitas pessoas envolvidas no processo e eu estava totalmente tranquila com aqueles nativos da ilha que iriam nos acompanhar até o último calinixta da festa do casamento.

A noiva, que é a cabeça da operação deve se policiar ao máximo para que as decisões importantes no seu casamento não sejam em clima de “guerra de Tróia”. Assim que decidimos celebrar o casamento em Santorini, percebemos que precisaríamos de descobrir quem faria parte do nosso exército de gregos ajudantes de casamento. Seria impossível casar em Santorini sem aceitar e acreditar profundamente na poderosa contribuição grega das organizadoras, dos donos dos locais, dos donos dos hotéis,dos motoristas, das floristas, maquiadoras e cabelereiras, manicures, recepcionistas, etc. E foi essa fé no nosso “exército grego” que surgiu como ingrediente segredo nos nossos dias de festa. Não houve um convidado que não comentasse da alegria e presteza do staff e colaboradores que fizeram parte da nossa semana de eventos. Dito isso, às noivas que pretendem dizer o SIM em frente da caldera, fica a dica: escolha muito bem as pessoas que estarão do seu lado em um dos melhores momentos da sua vida. E além disso, tenha muita fé nelas. O jeito grego, que muito de vocês conhecem, é “jeito” e não é “jeitinho”, como conhecemos na nossa terrinha. Então, acredite e confie naquelas pessoas alegres e passionais, os filhos do vulcão. A começar, pela wedding planner que fará tudo o que puder e que estiver ao seu alcance (que de fato é limitado na ilha de Santorini) para te ver feliz 😉 E é claro, contem comigo, pra tuuuuuudo que precisar! 😉  Se quiserem ajuda, dicas, indicação dos profissionais que fizeram meu casamento, fiquem a vontade para entrar em contato luana.sarantopoulos@gmail.com 🙂 Bjs

lulu noa pais das maravilhas casamento em Santorini

lulu noa pais das maravilhas casamento em Santorini

lulu noa pais das maravilhas casamento em Santorini

lulu noa pais das maravilhas casamento em Santorini

lulu noa pais das maravilhas casamento em Santorini

Casamento em Santorini: como chegar até lá, com a cabeça no lugar!

A união de duas pessoas, frente ao Divino e rumo a uma suposta eternidade exige um bocado de amor e fé. E eu realmente acredito na força do bem. Eu acredito que o poder da mente positiva e da gratidão são forças superiores a tudo mais que possa acontecer. Sendo assim, eu tinha treinado a minha mente para aceitar que qualquer coisa saísse fora do meu mega trabalhado planejamento de casamento seria um sinal de que uma finalização ainda melhor estaria por vir. Na teoria, isso foi revisado e repetido por mim milhões de vezes até que convencesse meu cérebro de que estava tudo muito claro. Na prática, eu ainda não imaginava como iria reagir frente aos imprevistos de última hora.

Antes de chegarmos na ilha de Santorini, tivemos alguns episódios confusos. Tensos sim (e muito) mas que em curto prazo se mostraram curiosamente gratificantes. O primeiro deles foi a minha inexplicável birra com a nossa passagem comprada (com seis meses de antecedência) de São Paulo até Atenas pela Alitalia. Uma semana antes da viagem, arrumei um desespero que parecia totalmente desnecessário e incabível naquele momento, mas consegui convencer o André a trocar a passagem (aliás… comprar outra) sob a justificativa que não poderíamos correr nenhum tipo de risco com a nossa imensa e pesada bagagem e aquelas conexões com um intervalo muito curto era muito sofridas para meu coração de noiva.

Assim, fomos por Istambul, pela Turkish Airlines. E alguns dias depois, quando nossos amigos começaram a chegar em Santorini, ficamos surpresos quando percebemos que grande parte dos convidados que vieram pela Alitalia na mesma rota que viríamos tiveram suas malas extraviadas devido a uma greve longa de funcionários nos aeroportos da Italia. E aquela greve ainda iria atrapalhar muita gente.

Sã e salva, sorri por dentro quando conferi que meu vestido de noiva estava intacto dentro de uma mala de 36 kilos, feliz da vida de não ter perdido tudo antes mesmo de chegar lá. Se quiser e puder evitar esta parte do drama de um casamento na Grécia, tenha certeza de que você está escolhendo um vestido pequeno, sem volume e que facilmente seria colocado a bordo. Se não, se for ouvir o instinto perua/princesa/noiva e quiser aceitar o vestido que sua  “diva interna” escolheu, prepare-se para o despache da mala e se ocupe nas próximas 14 horas de vôo criando algum tipo de plano B insano. E guenta, coração!;)

lulu no pais das maravilhas casamento em Santorini lulu no pais das maravilhas casamento em Santorini lulu no pais das maravilhas casamento em Santorini 1 lulu no pais das maravilhas casamento em Santorini 2 lulu no pais das maravilhas casamento em Santorini 3 lulu no pais das maravilhas casamento em Santorini

Fotos de Bianca Ramos

Onde tudo começa. No sonho.

É porque tudo começa com um sonho que estou aqui hoje contando minha história para vocês. Nada além disso, um sonho, era a única coisa que eu tinha alguns anos atrás. E naquela época, eu nunca poderia imaginar o que o destino me reservaria, o mágico casamento que eu iria viver. Não, mesmo se eu voltasse no tempo e tentasse convencer aquela menina corajosa e ingênua que ela veria seu próprio vestido branco entrando naquele tapete vermelho na caldera do vulcão mais fotografado do mundo, não acho que ela acreditaria. Porque eu achei que não tinha nada, mas no fundo, eu tinha tudo: o sonho e a força de vontade.

Muitos anos e noivados depois, apareceu a pessoa certa. Na hora certa e no local certo, nos comprometemos a viver uma vida extraordinária a dois. E o sonho de Santorini voltou à tona, mais forte do que nunca e começou a ser alimentado por duas mentes e depois por quatro e por seis, e logo por cento e vinte Começamos a pesquisar, a desejar, a especular, a imaginar como tudo seria e eu secretamente torcia com minha fé inabalável para que Deus me presenteasse com aquele momento único e especial.

Pois é, tem tanta coisa que pode dar errado em um casamento. A infinidade de detalhes que envolve o começo do planejamento até os últimos momentos do grande dia e a monstruosa importância de cada detalhe são um dos maiores inimigos de toda noiva. E quando chegou a nossa hora, foi tudo tão perfeito.

Não é bem a inexistência de problemas que tornou o(s) nosso(s) grande(s) dia(s) perfeito(s), mas foi a superação dos momentos de ansiedade e imprevisibilidade aliados a um olhar de fé e gratidão que nos fez manter a calma e prosseguir. E como era de se esperar, surgiram algumas mudanças de rota que no final das contas são necessárias e bem vindas em todo grande projeto.

Venho aqui para abrir a verdade por trás da cortina do nosso casamento grego em Santorini, o pânico momentâneo dos bastidores e as situações que nunca poderiam ter sido premeditadas, nem nos meus sonhos mais belos e nem nos meus pesadelos mais sombrios. Venho para contar a graça da jornada da vida e o bom humor de Deus na hora de nos ensinar as belezas mais simples desse mundo. Todos a bordo, começa o sonho, começa a jornada. (Foto de Linda Vukaj)

lulu no pais das maravilhas casamento em San

Nosso Casamento em Santorini: Meu Relato

Ainda é bem difícil falar do nosso Casamento em Santorini. Após um ano inteiro de dedicação e envolvimento total, ainda assim não estava preparada para o que vivi nos quatro dias de celebração da nossa união. 12 meses de preparação, 150 emails com a wedding planner, 10 dias de viagem em Santorini com a minha mãe passando por todos os lugares e imaginando todas as experiências que viveríamos naquela caldera maravilhosa dali há alguns meses, 3 vídeos de save the date, 8 emails de contagem regressiva para nossos 120 convidados confirmados, inúmeras reuniões com nossos pais, muitos jantares para tomar decisões importantes com meu noivo, 16 horas- aulas de danças gregas, muitas noites com gostinho de ansiedade máxima e 7 malas de 32 quilos cheias de souvenirs, sacolas, chinelos, kit ressacas, cartões para convidados, 2 vestidos de noiva e um terno (e muito mais!) rumo a Santorini…e ainda assim não estava pronta. Nada nesse mundo poderia me preparar para o que viveríamos naqueles dias, pois alguns encontros de amor acontecem para marcar a vida para sempre.
Queria levar meu grande amor, nossas famílias e todos os convidados queridos para um passeio na ilha mais romântica que já pisei na vida. Queria que eles sentissem a emoção que senti quando morei na ilha, que perdessem o fôlego quando vissem o sol sumir naquele mar mais azul que o céu e queria que eles olhassem para aquele vulcão imerso na imensidão azul e entendessem que não se pode estar mais perto de Deus do que naquele lugar. Que amar e ser feliz é o que mais importa nessa vida. Que voar para o outro lado do mundo é difícil, complicado e caro, mas que valeria a pena, com certeza. Porque se eu conseguisse, pelo menos naqueles últimos minutos que precederam o nosso grande SIM, na caldera, fazer com que eles sentissem um décimo do amor que eu senti naquela ilha na frente do meu homem, da nossa família e amigos, isso já seria uma experiência maravilhosa.
E acho que a missão foi cumprida com sucesso. Quando vi as lágrimas nos olhos do meu avô grego que nem poderia ter pegado aquele avião por questões de saúde, emocionado, sorrindo e me olhando vestida de branco, entendi que é isso mesmo que se guarda dessa vida. Os momentos maravilhosos, emocionantes, inusitados que nos acompanharam desde a champagne pool party no hotel em Fira, passando pela despedida de solteiro animadíssima em Perissa, pelo interessante sítio arqueológico em Akrotiri, pelo almoço na praia de Perivolos, se despediram junto com o sol na bonita Oia no segundo dia de festa.Seguimos para o jantar em uma taverna grega em Pyrgos e confesso que até eu imaginei se tinha como a experiência do próximo dia ser ainda melhor do que aquilo que vivíamos. E no dia seguinte, o nosso astro sol nos acompanhou mais uma vez firmemente no passeio de caravela, subiu o vulcão conosco e nos iluminou lá de cima. E como se isso ainda não fosse o bastante, nos emocionou em dobro quando apresentou o espetáculo mais bonito do verão inteiro (segundo nosso guia do vulcão) quando se pôs no mar, em um daqueles momentos que nunca vai se esvair da memória de quem lá estava.
O dia da cerimônia começou devagar, tranquilo e inacreditavelmente mais belo que o dia anterior. Segui calma e feliz, como quem apenas espera por um milagre com fé inabalável. São tantas as coisas que poderiam ter dado errado no nosso casamento em Santorini quantas são as coisas que podem dar errado na nossa vida. Ir lá fora e tentar viver do melhor jeito é o que nos faz mais fortes e mais humanos. A hora da cerimônia chegou acompanhada de algum drama grego com meu penteado caindo e véu emaranhado, em uma espera agonizante na porta do hotel pelo meu carro que atrasou meia hora. Depois de um ano de programação e 3 dias de pôr-do-sol impecáveis, achei que perderia o momento mais esperado da minha vida por causa de imprevistos e catástrofes que só foram faladas na língua grega. Entrei no carro com pressa e acompanhei mais uma viagem no tempo enquanto olhava para a janela e observava aquela caldera maravilhosa do vulcão de Santorini, aquela ilha que tinha sido um dia minha humilde casa, era agora palco da união mais incrível que já tinha experimentado. No rosto do meu pai, vi a mesma calma eterna que ele sempre tem, como se tivesse um pacto secreto com os anjos e soubesse que o meu destino é leve e bonito. E que nada poderia dar errado naquele dia, aquele era o nosso dia.  E quando cheguei no local da cerimônia, lá estava o sol, esperando por mim, por que eu estava em Santorini e Santorini é o meu céu nessa Terra.
Só me lembro de entrar com música grega ao vivo e de ver os olhos do André encharcados de lágrimas. De sentir uma presença e uma energia muito positiva e gostosa, de fazer os votos em inglês, de pegar espumante para brindar o nosso amor ao entardecer com nossas famílias e de uma ou outra coisa. Tudo passou muito rápido e de maneira confusa, como em um sonho bom, daqueles que a gente não quer acordar. E ainda não era a hora de acordar, ainda tinha a festa, onde 500 velas iluminavam uma construção charmosa e chic, característica da ilha em uma praia de areias negras e mar calmo. Era hora de acelerar o ritmo e dançar zeibekiko e nisiotica (danças gregas) com os dançarinos e com os familiares, quebrar muitos pratos aos pés do meu amado, de acender lanternas tailandesas e jogá-las para o alto para que levassem tudo aquilo que nos pesam e não queremos mais. Era hora de me emocionar de novo com os fogos de artifícios que voavam por trás das grandes rochas vulcânicas, de comer a mais saborosa comida grega e brindar mais uma vez à felicidade de estarmos vivos. Agradecer pelas escolhas que fizemos pois elas, de um jeito ou de outro, nos fizeram chegar até aqui. Agradecer aos nossos pais que nos apoiaram do começo até o fim e sempre se mostraram tão dispostos a participar efetivamente do nosso sonho. Aos nossos amigos que levaram toda a energia positiva que se poderia carregar até o outro lado do mundo e transformaram este alto astral no ingrediente mais poderoso e incontrolável para nosso momento de união do amor. Agradecer ao meu amor, meu companheiro, meu homem, meu maior fã, meu maior orgulho, meu norte e meu sul, minha inspiração diária e minha alegria sem fim. Agradecer a ilha das casinhas brancas, do mar mais que azul, da caldera e do vulcão, e à todas as pessoas locais que facilitaram nosso casamento e aos que não facilitaram, pelo menos que tornaram nossa viagem mais memorável ainda.
E agradecer ao sorriso espontâneo e acolhedor que sorriu lá de cima e que nos enviou confiança e serenidade, paz e amor, risadas e lágrimas, alegrias e emoções, coragem e perseverança. Que enviou pessoas cheias de carinho, cartões, beijos e abraços, chocolates, fotos inspiradas. Ele que abriu o caminho de todos envolvidos e nos permitiu estar ali, naqueles dias, embaixo de um sol de céu azul aberto e cercados pela brisa amiga da ilha que foi mansa e piedosa e só nos ajudou em todos os momentos. Ele, que nos últimos instantes de celebração, nos enviou um inesquecível presente de casamento: a lua linda no céu que nos acompanhou noite adentro até que se deitou no mar, deixando um lençol de luz branca que impressionou até os mais durões. É a Ele a quem devemos agradecer a tudo, seja ele grego ou brasileiro.
Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu
Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu
Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu
Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu IMG_4412 Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu
Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu
Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu
IMG_4529 Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu
IMG_5007Casamento em Santorini Lulu IMG_4981Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu
IMG_5092-Casamento em Santorini Lulu
Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu IMG_5200 Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu IMG_5292Casamento em Santorini Lulu
Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu Casamento em Santorini Lulu