O coração dos gregos

Ei leitores! Estamos esquetando as turbinas para o lançamento dos meus próximos livros – finalmente as partes 2 e 3 da trilogia Noiva de Santorini vão sair para venda no mundo todo!! Uhuu!

Mais um trechinho abaixo para vocês 🙂 Espero que cada ser humano apaixonado pela Grécia possa viajar no tempo e espaço e curtir um pouco das grandes almas gregas que conhecemos….Ah, e aproveitem para ver no final do post o trailer novo que fizemos na ilha de Santorini, na Grécia! Beijos!

cropped-casamento-em-santorini-lulu-no-pais-das-maravilhas-1.jpg

 

Tic-tac-tic-tac, bate o coração do grego, como um relógio acelerado e tempestuoso.

Em terras helênicas, ninguém se importa com a necessidade de paz. A corrida pelo destino, a aceitação de que a vida é uma saga, de que a riqueza vem do caminho, resultam na pura certeza de que o homem sábio é o que viveu a vida por completo. O coração grego explode a cada dia, a cada amanhecer, comprovando e testemunhando que a vida deve ser voltada para a experiência da jornada. E por mais exaustivo que isso possa parecer para corações não gregos, confesso que me acostumei a viver e a sofrer como os nativos das ilhas.

            As lições que presenciei sobre as dores de amor e sobre o desespero sem fim de romances absurdamente passionais não me deixariam viver uma existência tranquila e pacífica. Afinal, não enquanto estivesse presa nas águas do mediterrâneo, onde cada nativo deixa sua vida ser guiada pelas forças de um vulcão misterioso como o da ilha de Santorini.

          Enquanto vivia nas belas ilhas gregas, percebi que as paisagens calmas e naturalmente abençoadas escondem um portal onde a vida pode ser muito crua, difícil e complicada. Um lugar onde os homens parecem animais bravos e esfolados, acostumados a luta diária pela sobrevivência. E nesse ambiente intenso, entre mulheres que são deusas poderosas e sujas, ora veneráveis e ora temidas, iniciei minha jornada. Meu inconsciente parecia um animal selvagem, uma besta de origens mitológicas, quase um Minotauro desenfreado que nunca parecia dormia por completo.

            E depois de um primeiro e avassalador amor de ilha e um segundo romance grego mais forte ainda, fugi das ilhas gregas, como tinha de fazer, para conseguir emendar minha sanidade e acima de tudo, meu coração. Naqueles dias, já não era mais a mesma menina. A parte grega crescia e gritava alto, mas não sabia se o coração aguentaria aquele fardo. Afinal, todos os gregos que conheci sofriam dos males do coração. O que pode ser mais catastrófico do que seu órgão vital se lançar com fúria contra seu corpo? Nada pode ser mais grego, mais passional, do que um verdadeiro ataque de coração fulminante.

          Eu ainda queria viver.

          Penso em como me sentia naquele dia, de fuga da Grécia, de esperança no Brasil. Tudo estava para mudar novamente e queria me lembrar daquele momento único, de retorno, recomeço, nova jornada, promessas remendadas, minha redenção. E por mais que tivesse amaldiçoado a bela ilha de Santorini e prometido que nunca mais olharia para trás, aquele pedacinho mágico e vulcânico de terra continuaria me chamando pelo nome. E, eventualmente, eu sabia que poderia voltar a colocar meus pés atrapalhados e incorrigivelmente românticos nas pedras grossas da impiedosa ilha de Santorini.

Um suspiro profundo, um sorriso teimoso e uma constatação melancólica: algumas coisas simplesmente não mudam. Nunca. Ainda bem, pois sem os grandes dramas gregos não haveria as mais belas histórias.

Casamento em Santorini: Minhas fotos de Noiva

Leitores queridos!

Hoje é dia de fotos de Casamento em Santorini! 🙂 Eba!

E como as noivas brasileiras estão cada vez mais animadas para embarcar na aventura do Casamento em Santorini, foto de noiva nunca é demais! E ainda na ilha de Santorini, aff!

Fizemos este ensaio bem na caldeira de Santorini mesmo, em uma região não tão conhecida como a caldeira de Fira, Firostefani, Imerovigli e Oia. É na região conhecida como Akrotiri, ok? Na região de Akrotiri tem muita coisa linda, cenários de tirar o fôlego e “espaços mais vazios”. Para noivas que querem mais discrição ou que tem vergonha, é uma ótima opção!

Eu não sou nem um pouco modelete e morro de vergonha de posar pra fotos, em geral. Vagarosamente, ao longo dos anos, vou perdendo a minha vergonha das lentes. Vocês verão nas fotos abaixo, carão, pose e isso e aquilo, mas é tudo espontâneo! E não é que saiu muita foto legal?!

Santorini, nos aguarde, estaremos aí de novo em 2016!!!! E se precisarem de ajuda, noivinhas, me mandem um email no luana.sarantopoulos@gmail.com

E se quer casar em Santorini e nem sabe por onde começar, clique aqui!  Bjsssss!

casamento em Santorini
Minhas fotos de noiva, casamento em Santorini

Luana casamento em Santorini

Minhas fotos de noiva, casamento em Santorini

Luana casamento em Santorini 9
Minhas fotos de Noiva, Casamento em Santorini
casamento em Santorini
Minhas fotos de noiva, casamento em Santorini
casamento em Santorini
Minhas fotos de noiva, casamento em Santorini
casamento em Santorini
Minhas fotos de noiva, casamento em Santorini
casamento em Santorini
Minhas fotos de noiva,casamento em Santorini
casamento em Santorini
Minhas fotos de noiva, casamento em Santorini
casamento em Santorini
Minhas fotos de noiva, casamento em Santorini

O lançamento é o nascimento do livro! BH, aí vamos nós!

Se engana quem pensa que lançamento de livro é SÓ para vender livros. Na verdade, o que autor quer é celebrar o tão esperado nascimento da sua obra, é compartilhar todas as lágrimas do caminho e especialmente, o autor quer ver pessoas, depois de infinitos dias vendo apenas telas de computador. O autor quer sentir que o mundo abençoa a chegada de sua obra, que comemora a beleza da capa, que entende as palavras duras do prólogo. O lançamento é acima de tudo, o nascimento de um livro. Espero que meus queridos amigos e familiares de BH entendam isso tão bem quanto os carinhosos paulistas que sempre me receberam apesar da chuva constante e do transito insano de Sampa. BH, vamos chacoalhar a Savassi, ao som do DJ Edson Lima, dia 15 de dezembro, as 19 horas, no Café com Letras. Apareçam para ver o livro, comprar se quiserem mas acima de tudo apareçam para celebrar comigo! Foram 12 meses de preparação, agora é só festa!!!!!!!!!

divulgação bh

Enfim, uma escritora!

Bom dia, pessoal!

Hoje, finalmente, me cumprimentei  no espelho pela manhã e me parabenizei pela novidade: agora sou uma escritora oficial, com livro publicado! Para celebrar, posto para vocês algumas palavras que falei no lançamento.

Claro que vai ter post com fotos e com orientações para conseguir o livro online….agora é só começo! Bjs e obrigada pelo apoio de sempre!

“Acho que alguns de vocês sabem que eu escrevi este livro em apenas 3 meses. Na verdade, não este livro, mas a trilogia completa, que chegou a quase mil páginas. E foi por este motivo que estamos lançando aqui o livro parte 1 apenas. A parte 2 e 3 já estão prontas e serão lançadas na sequência ano que vem.

Escrever este livro foi a coisa mais difícil que eu já fiz, e olha que eu já aprontei muito na minha vida, como vocês vão ver quando lerem a história. Eu fiquei dentro de casa, quase sem nunca sair, escrevendo 12, 15 horas por dia. Acordando no meio da madrugada para escrever, escapando de velório para escrever. As palavras não escolhiam hora certa, não respeitavam dor e nem cansaço.

A personagem Sofia conversou comigo noite e dia,  durante este tumultuado período e levou a minha vida do céu ou inferno inúmeras vezes consecutivas. Nunca pensei que seria tão difícil ser uma escritora, mas acho que até um certo ponto, menosprezei a minha história. Acho que até o começo do ano, eu me considerava uma mulher jovem com alguma experiência… mas quem aí nunca passou por poucas e boas?

E a história foi tomando corpo, quase que sendo vomitada por mim. As palavras surgiam, a música grega melancólica escorria pela casa e tinha noites que eu desabava no choro. O meu marido observou tudo de perto, um tanto quanto assustado, mas sempre confiante do resultado. Foi desde o começo, quando eu vi que estava para abrir a caixa de Pandora de uma parte intensa minha vida, que me perguntei: “Será que eu vou até onde?”. Ele disse, daquele jeito encorajador: “Vai full, vai tudo. Senta o dedo”. E eu falava: “Mas o que as pessoas vão pensar…?”….”Meu amor, escreve o que você quiser. É o jeito que você escreve que encanta as pessoas, elas vão te entender”.

E foi assim que tudo aconteceu. Quando o livro ficou pronto, começou a corrida pela editora, que foi mais uma história longa, desgastante e complicada mas vou poupá-los de detalhes. O importante é que chegamos aqui, inteiros. E juntos, mais unidos do que nunca.

De um jeito estranho e totalmente inesperado, o livro trouxe alguns personagens de volta na minha vida. Personagens importantes, mas que há tempos tinham sido esquecidos voltaram em cena e eu, mais apavorada que a personagem Sofia, jurei que eles tinham voltado para me assombrar, para acabar comigo. Era apenas mais uma surpresa boa, vindas de terras distantes da Grécia, só para me avisar que a vida continuou mesmo quando eu dei as costas para a ilha de Santorini. Que estava tudo bem, que ninguém me odiava, que eles sentiam muito por qualquer mal entendido do passado. E eu, frente a esta surpresa agradável do destino, respirei aliviada e dei mais um passo no exercício que considero o mais difícil na arte de viver. Perdoei o passado. E parti em busca do meu auto perdão.

E entre choros, viagens, pirações e celebrações, chegamos ate aqui. Graças ao meu maior amor do mundo, meu marido, que me apoiou, me levantou, me sustentou, mesmo quando eu estava encorporada em uma personagem difícil, teimosa e atrapalhada quanto a própria Sofia. Que me abraçou mesmo quando eu gritava que queria ficar sozinha em uma barraca até voltar ao meu normal, que aturou todas as maluquices que é viver com uma escritora, que busca a arte das palavras e as valoriza acima de quase tudo. Que me deu a mão para eu ter certeza que não iria romper a linha tênue que separa a beleza da arte verdadeira e o mundo escuro dos sentimentos que nunca vamos entender.

Escrevo, acima de tudo, para que possa me curar e levar algum alívio aos outros. Principalmente, às mulheres da minha geração. Escrevo porque algumas coisas são tão intensas e doloridas que não consigo falar.”

12316221_10153194725581603_5018665131321376824_n

Mil passos até aqui

Hoje é um dia muito especial para mim. É o dia que realizo um sonho secreto que venho, alternadamente, alimentando e sufocando ao longo dos últimos dez anos. É o dia do lançamento do meu primeiro livro.

Eu gosto de acreditar que será apenas o primeiro de muitos, mas o primeiro livro, assim como o primeiro beijo, o primeiro namorado, o primeiro homem, o primeiro casamento é muito especial….bem, alguns primeiros têm mesmo o seu lugar assegurado em nosso coração. E sempre terão.

Faz dez anos que me questiono sobre as minhas experiências, que eu me pergunto coisas torturantes do tipo “que merda eu vim fazer nesse mundo?” e por aí vai. Dez anos que sofro calada sobre as dores que senti, que escondo os tombos feios que levei, que calo as dúvidas quanto ao meu caminho.

Dez anos que fiquei tentando me encaixar no modelo de trabalhadora de empresa ou de empreendedora de negócios. Dez anos que tento ganhar a vida labutando insanamente mil horas por dia e acreditando que não se consegue nada sem muito suor. Dez anos sem aceitar que eu poderia ser, no final das contas, “uma artista”.

Dez é um número meio tenebroso né? E dez anos me parece uma eternidade. Olho para trás e vejo que os últimos tempos foram uma jornada tensa e turbulenta, com muitos começos e fins, mudanças de paradigmas e de endereços, de países, de valores…O caminho foi longo e sinto que dei mil passos até aqui, ou melhor, para chegar até aqui. Brasil, Grécia, Belo Horizonte, ilha de Samos, São Paulo, Santorini. Loja – faculdade – loja-  cafeteria – loja – escola de inglês – loja – loja virtual… É, se eu não prestar atenção, vou acabar me convencendo que dei muitas voltas no mesmo lugar!

E será que existe um outro jeito? Um atalho? Um caminho menos sofrido? Será que existe uma cota de dor, ou melhor, de erros que precisamos cumprir? E essa m**** dessa peleja não acaba nunca?

Bem, leitores, não sei se acaba, mas acho que muda. Mil passos lá atrás, eu era uma menina com medo da solidão, mas animada e aflita para me jogar no mundo. Hoje eu prefiro botar um pé antes do outro, e penso duas vezes antes de pular de olhos fechados. Eu não tenho medo da solidão e até gosto dela, eu só tenho medo de fazer as escolhas erradas. Ah, por quê?…Por acaso existe alguma placa óbvia dizendo “escolhas certas”? Não.Não tinha nos mil passos lá atrás e ainda não as vejo.

As muitas vidas que couberam nos últimos dez anos me deixaram cansada como uma velhinha. Eu questionei, inúmeras vezes, se as coisas nunca iriam dar certo para mim, se eu não ia encontrar aquela pessoa especial ou aquele trabalho que eu amo. Questionei a minha missão. Questionei o meu caminho.

Mil passos lá atrás eu não tinha certeza de absolutamente nada, mas hoje acho que tenho menos dúvidas. Aprendi poucas coisas, mas algumas se mostraram lições valiosas. Entendi que eu sou uma sobrevivente, assim como muitas mulheres que tiveram e têm caminhos difíceis, mas eu percebi que eu sou muito mais do que isso. Eu sobrevivi para contar a história, para escolher um novo caminho. E hoje estou aqui fazendo isso, apesar do medo de seguir uma profissão complicada como a de escritora, apesar do apreensão do sucesso financeiro, apesar da desaprovação de alguns. Medo, meus caros, ele existe sim e ele sempre esteve lá. E tenho que ser muito maior do que ele, como sempre tive que ser. E assim como fiz tantas vezes antes, vou pular no abismo de novo, esperando pelo melhor e pronta para o que Deus enviar 🙂 É, algumas coisas não mudam nunca!

Boa sorte para mim e para todos que iniciam um nova jornada e um novo desafio hoje. Parabéns para quem tem coragem de viver por inteiro, quem se entrega para a vida de verdade. Para quem faz seu 50%  (que as vezes parece 2500%) e que acredita que Deus vai prover e entregar o que quer que tenhamos que vivenciar. Aplausos para quem aceita e pula as pedras no caminho sem resmungar tanto, fé para aqueles que precisam levantar mesmo com uma dor quase insuportável. Um bravo para quem quer ir além. Um salve para quem sabe que para viver é preciso muito mais do que estar vivo!

E para todos os outros, coragem. Porque o tempo passa e não se pode voltar no tempo…clichê sim, mas honestidade pura.

É isso aí, hoje é sim um dia especial. Mais uma coisa que risco da lista de tudo que quero fazer enquanto Luana nesse mundo. Mil passos até aqui e uma certeza…..muitos passos ainda estão pela frente.

Agradecimento do tamanho do mundo para todos vocês que estão torcendo por mim, em cada cantinho do mundo! Obrigada mesmo! 🙂

Lulu no Pais das Maravilhas 4

Qual é a história por trás da Noiva de Santorini?

Queridos leitores,

muitos de vocês já estão sabendo que vou lançar meu livro Memórias de uma Noiva de Santorini – Parte 1 nesta semana! E quero formalizar aqui que estão todos convidadíssimos 😉 Não precisa de nenhum convite oficial para ir aos lançamentos, apenas um sorriso no rosto e vontade de aprender mais sobre a ilha de Santorini, na Grécia!

Hoje compartilho com vocês um pouquinho mais sobre a história do livro. Recebi várias perguntas por mensagem e email (se quiser, pode mandar a sua) e decidi fazer vídeos curtinhos com as explicações, ok?!

Espero todo mundo dia 3 em SP e dia 15 em BH! Abaixo o endereço dos lançamentos + sinopse + videozinho meu!

Bjs e ótima semana!

banner divulgação sp e bh

“Posso te contar um segredo? Quando eu durmo a noite, eu sonho com a ilha grega de Santorini. Com amor, promessa, com ódio. Tenho que me decidir. Então eu tive que voltar. Essas são as minhas memórias.”

Memórias de uma Noiva de Santorini – Parte 1 é o primeiro livro da odisseia de amor de uma jovem grego-brasileira. É uma história de paixão desmedida, de coragem inconsequente e de perdão necessário representada através de uma jornada de uma noiva que está a caminho de seu casamento na ilha grega de Santorini. Este romance está repleto de medo, dúvidas, angústias e todos os questionamentos que uma jovem mulher sente em momentos cruciais de sua vida. Os conflitos internos femininos estão bem representados pela eterna batalha entre o profissional e o pessoal, o agito da cidade grande versus o ostracismo de uma ilha, a busca pelo novo e o medo do desconhecido.

O relato da bela jovem de olhos verdes é retratado pela autora Luana Sarantopoulos com uma perspectiva sincera e surpreendente, em uma leitura que é tanto uma narrativa romântica e aventureira, quanto uma descrição bela das ilhas gregas do mediterrâneo e ainda, uma reflexão da vida como ela é. A travessia da personagem Sofia é um retrato visceral, questionável e honesto de uma mulher se experimentando na árdua batalha do amor, baseado em fatos e pessoas reais.

Prólogo do meu livro Memórias de uma Noiva de Santorini – Parte 1

CAPA Memorias de uma Soiva de Santorini Parte I
“Às vezes, cair não é o bastante. É preciso se esfolar inteiro, até que não haja mais espaço para aquele tipo de comportamento. É preciso se arrepender várias vezes seguidas, até que a mudança seja a única chance de se olhar no espelho novamente. Eu demorei a entender isso, mas eventualmente sabia que iria aprender com os meus erros. E eles estavam sempre, e inevitavelmente, atrelados aos homens – passionais, fortes, confusos, e mais guiados pelo prazer do que eu poderia aguentar. Ou eu ainda era mais intensa e perdida do que eles? Não, eu era uma pessoa sensata, pelo menos antes de tudo acontecer. Eu era uma boa alma, até que um par de olhos azuis profundos chegou e sacudiu o meu mundo como um furacão, e levou tudo de mais puro que havia. Então eu mudei, não por amor, mas por dor. Pela sobrevivência. E só então pude entender que todos são bons, até que algum mal lhes acometa, mas poucos continuarão nobres depois da queda. A dor? Esta nem sempre vai cobrir o valor do que se viveu, mas não se pode parar o ônibus e pedir para descer. Afinal, em última instância, viver é sofrer uma noite após a outra. Eu sei que eventualmente teria de seguir o meu caminho e crescer, mas a jornada foi a mais emocionante roleta-russa que uma mulher poderia desejar em seus sonhos proibidos. É disso que me lembro. Das memórias indiscretas de uma noiva de Santorini, aquelas coisas que eu fazia quando não tinha tanta vergonha de ser quem eu era. Senti na pele todos os prazeres e todas as lágrimas que cercam a vida afetiva e profissional de qualquer mulher,porque ser uma mulher no mundo é uma tarefa árdua e complicada. As ilhas gregas e suas casinhas brancas, as festas liberais nas praias, onde tudo é prazer voyeurístico, os olhos dos homens que passaram por mim… Nada me conquista tanto quanto um olhar. Bastava um olhar poderoso e, naquele instante, eu já sabia que me renderia de novo, independentemente das promessas vazias de moralidade, e da necessidade de uma vida de paz.
Ah! E tinha os gregos. O charme inerente daquela língua dos deuses e o jeito que eles vivem a vida, que se deleitam no momento presente, sem nem pensar no ontem ou no amanhã. Era deliciosamente dramático e sofrido lidar com eles, mas ainda assim recalculo se a dor sempre valia a pena. Às vezes, da minha janela triste de São Paulo, eu queria voltar a ter tudo de pesado que aquela vida de ilha tinha, para poder viver novamente nas alturas da caldeira do vulcão. E também tinha o mar! Os grandes anéis de água do mediterrâneo verde, águas testemunhas de todos os pecados e crimes cometidos por uma fome jovem, que procurava a essência do amor a cada corpo que tocava. Pensei que os prédios, arranhadores de céus nublados, iriam me trazer alívio e calma, mas eu vivia com o cheiro do homem poderoso e proibido em meu corpo. Eu estava ciente de que misturar prazer e negócios era uma má ideia, mas não conseguia fazer diferente. Eu ainda continuava a mesma. Eu podia correr de um lado para o outro, mas meus erros eram mais rápidos do que as minhas pernas. Então, inesperadamente, me tornei uma mulher de verdade, embora tivesse continuado selvagem. Esta é a honesta história da minha caminhada. Crua, intensa, e muitas vezes questionável, mas ainda assim inspirada em fatos reais e pessoas reais. Os lugares citados existem, e nossas vidas se encontraram por lá, em algum canto entre o Céu e a Terra, na janela de brisa entre inverno e verão.
Respire fundo, abra espaço no peito, e deixe a tragédia grega começar. Mas não se esconda atrás da sabedoria ingrata dos filósofos, que garantem que a melhor das coisas é não nascer. Por mais estúpida e passageira que possa parecer, a vida deve ser repleta de amores gregos impossíveis, de céus nervosos de tempestade, e águas calmas de romance de verão. E isto é bom, porque vida boa é vida cheia, ainda que de altos e baixos, de erros e acertos. Lá do alto, Deus não espera que sejamos perfeitos, mas Ele só quer ver se vamos tentar fazer a coisa certa. Este é o circo constante da vida, e tudo há de se curvar diante da majestade absoluta do amor, embora eu tenha demorado uma eternidade para entender. É assim que tudo termina. É assim que tudo começa.”
Luana Sarantopoulos
Memorias de uma Noiva de Santorini Prologo

Informações do lançamento do meu livro, SP e BH!

Pessoal,

O lançamento está chegando!

Lançamento em São Paulo: 03/12, a partir das 19 h – Margot Bistrot – R. Antônio Macedo de Soares, 1683, Campo Belo.
Lançamento em Belo Horizonte: 15/12, a partir das 19 h – Café com Letras – R. Anôonio de Albuquerque, 781, Savassi.

E para quem não vai poder comparecer, basta acessar o site do livro “Memórias de uma Noiva de Santorini” para ter mais informações e adquirir sua cópia (online ou impressa!). http://www.noivadesantorini.com/

E o coraçãozinho aqui está a mil!!!!

São muitos emails e mensagens de apoio, estou agradecida e feliz demais! E quero aproveitar e postar mais alguns trechinhos que filmamos em Santorini e que dão o tom de mistério da história do meu livro “Memórias de uma Noiva de Santorini!- Parte 1”

Espero que curtam!

 

Quanto pesa seu sonho?

Pensei muito nesta pergunta nas últimas 24 horas. Afinal, nesses últimos 1480 minutos eu recebi a cópia final do meu livro impressa, além da confirmação dos dois eventos para lançamento, em BH e SP!

Celebração total! E só para conseguir sorrir ainda mais aliviada, recebi a versão final número 100000 do book trailer. E desta vez foi a versão final mesmo! De repente, me senti uma tonelada mais leve.

É o alívio, a sensação de que tudo deu certo. Ou que pelo menos, a noção de que está tudo encaminhado 😉 No entanto, eu logo entendi que o sentimento não era como um alívio qualquer, uma sensação de dever cumprido, nada disso. Essas coisas eu sinto quando finalizo um trabalho de dia-a-dia, quando entrego uma matéria antes da data, quando consigo chegar a tempo no compromisso, mesmo e apesar do trânsito punk de Sampa.

O que eu senti foi que o peso do sonho finalmente tinha saído das minhas costas. Senti que ele tinha virado luz e assim, finalmente estava livre para voar, para atingir leitores como vocês, para iluminar mulheres que estão vivendo uma fase difícil, para passar uma palavra de fé, para contar um história baseada em fatos reais, em personagens reais. Para quebrar fronteiras, para libertar antigos preconceitos, para ser imperfeito. Meu sonho está livre para chegar até Santorini e dar um beijo na face do vulcão.

E o peso de um sonho…? Qual o peso do seu? Por que ficamos tão aflitos quando queremos uma coisa taaaaanto mais taaaaaaanto? Porque onde há amor, há dor. Onde há paixão, há agonia. Não tem como ser diferente, toda santa parte de risos é esperada, mesmo depois do mar infindável de lágrimas. O sofrimento é essencial e não podemos fugir dele, nem das dúvidas. Assim como devemos celebrar a sensação de realização e felicidade momentânea.

E então, percebi que meu sonho era beeeeeeeeeeeem pesadinho mesmo. Comecei a escrever a história em janeiro e foram 3 meses brutais, de palavras sem fim e de emoções infinitas em forma de lágrimas. A história estava pronta dentro de mim e tive praticamente que tirá-la do meu corpo. Um exorcismo? Não, um nascimento. Sem sombra de dúvida.

Depois veio a correria do processo de edição, lento, detalhista e estressante, porém indispensável. Na sequência, a programação da viagem para gravação do book trailer, seguida de inúmeros orçamentos, negociações e noites sem dormir. Quando pisei na Grécia, finalmente, achei que nada mais poderia dar errado….mas os imprevistos e contrapontos também foram infinitos. E eu fui maior do que eles.

Há quem sempre vá lembrar da parte feia da coisa, mas honestamente, eu prefiro recordar que a viagem a Santorini foi bela, corrida e tempestuosa, como há de ser qualquer viagem para a terra do vulcão. Os dias foram curtos. Curtos demais. Mas ainda assim, envelheci uma vida naqueles dias. De volta a São Paulo, com sono atrasado e corpo resmungando sem parar, parti para a parte que eu achei que seria a final da preparação: marketing, fotos, cenas, lançamentos….E ai… ainda estava longe do fim.

Fimalmente hoje, três meses depois do começo do fim do processo, aqui estou eu, cheia de energia para compartilhar com vocês o meu sonho. É, o meu era pesadinho, mas a gente sempre tira forças das entranhas misteriosas do nosso corpo quando precisa né?

Tenho a honra de lhes apresentar a parte virtual belíssima que fizemos: o famoso trailer do livro. Foi simplesmente maravilhoso trabalhar com a minha enxuta porém sensacional equipe de profissionais em Santorini e no Brasil. Aquele abraço agradecido para a fotógrafa Bianca Ramos, a blogueira Virna Lize Mitroggianis, minha prima modelo grega Moscula, o editor de vídeos inspirado  Viquitor Burgos e o profissa do aúdio Christopher Scullion. A comemoração é de todos nós!

E claro, aquele abraço querido e mais que especial nos meus pais e no meu amorzão, pois eles são as pessoas que realmente puderam observar o peso do meu sonho de lançar este livro. E graças ao peso dele, hoje sou mais forte do que nunca.

Obrigada pelo apoio de todos! Conto com a presença de vocês dia 3 em São Paulo, no Margot Bistrot e dia 15 de dezembro em Belo Horizonte, no Café com Letras. A partir das 19 hrs! 😉 E espero que vocês se emocionem com o trailer tanto quanto eu!

 

Afinal, por que Santorini?

Afinal, por que Santorini?

Para mim, esta é uma pergunta frequente. São muitos amigos, leitores, parentes que me indagam “Por que você morou em Santorini? Por que foi casar lá? O que viu em Santorini?” e por aí vai.

Bem, não existe resposta fácil nem curta para tais perguntas. As vezes, eu me pergunto também 😉 Acho que alguns mistérios continuarão no ar por mais tempo, mas encontrei uma parte bem legal do meu livro que explica um pouco do que senti (e ainda sinto) quando cheguei na ilha de Santorini pela primeira vez. Have fun!

Ah, e fiquem ligadíssimos no blog! Quando eu sumo e não posto todo dia, é porque o trabalho está pesado mesmo! São os últimos dias antes da data de lançamento do meu livro! Vou contar tudo aqui pra vocês 😉 logo logo!

“Por que Santorini? Esta é uma parte da história que não sei explicar. Talvez   porque   eu   ainda   não   conhecia Santorini, porque era uma ilha muito famosa, e estava tão perto de Mykonos. Também era a ilha mais cara da Grécia, dos casais felizes, dos casamentos dos ricos e, sobretudo, declarações de amor desfilavam o tempo inteiro por suas ruas. Fosse noite ou dia, não havia como escapar do amor que exalava da cratera principal do vulcão, pois este sentimento andava de mãos dadas com todos que ousavam abrir seu coração frente à caldeira.

Maria já tinha sugerido aquela viagem havia algum tempo, mas eu não estava pronta para viver aquilo, para me encontrar e me perder nas areias da Praia Vermelha. Antes daquele dia eu não estava pronta, mas a minha hora tinha chegado, e o encontro com meu novo destino já tinha sido  marcado  por  Deus.  Quando  avistei  as  primeiras casinhas penduradas da vila de Oia, enchi meu peito de esperança. Ia ser feliz ali, até porque, não se podia ser miserável em um cenário como aquele.

Logo  abaixo  das  casinhas  brancas  penduradas  nos penhascos, avistei o paredão da cor de fogo do porto de Amoudi, que embora eu ainda não soubesse, seria palco de um dos grandes momentos lindos da minha aventura na ilha. Eu não sabia de nada, mas era muito bom sentir que minha esperança crescia maior do que a minha insegurança, e eu estava grata e satisfeita por estar viva. Apesar de confusa, eu estava viva e alegre para escrever mais um episódio da minha vida de aventuras, preparada para viver o que tivesse que viver por inteiro, sem pedir desculpa pelos meus erros e pelo meu coração.

Enquanto eu fitava incansavelmente as casinhas brancas de todas as vilas, que ficam uma a uma espalhadas por aquele paredão irregular sem fim, o vulcão saltou de dentro do mar, do outro lado da embarcação. Pensei que o navio tinha sido atingido em cheio por ele, mas não. Eu tinha sido atingida por um susto, apenas a sensação forte de quando muitas pessoas encantadas exclamam – Uau! – em um organizado coral, frente a uma das maiores belezas do mundo. É muito bom saber que fazemos parte de uma experiência tão mágica, tão surreal quanto a própria história de vida de seus habitantes, seus erros e seus acertos, seu poder e sua desgraça igualmente poderosa. De uma coisa eu sempre tive certeza. Aquele lugar era para os fortes.

Quando  saí  de  Mykonos  eu  estava  despedaçada,  mas apesar  disso  cheguei   mais  inteira  do  que  nunca  em Santorini. Eu me sentia completa, e achei que já tinha encontrado o que eu nem sabia que estava buscando. A ilha acrescentou algo de muito poderoso em mim, e me senti a mulher que sempre quis ser. O sentimento da chegada era bom, e a vista era maravilhosa, do tipo que só se encontra em  um  lugar.

Devido  a  todas  as  singularidades apaixonantes que formam o quebra-cabeça da ilha, eu não queria nunca mais voltar para Mykonos ou outro lugar qualquer. Eu queria estar ali de corpo e alma, do mesmo jeito que estava quando levantei meus olhos para a estrada que liga o porto às vilas, a Terra aos céus. Era em Santorini que eu queria viver para sempre, por todos os meus longos dias. Era o sol da ilha que eu queria que lavasse a minha alma em dias cheios de trabalho, a luz da lua que levasse minhas lágrimas em noites de dor. Era a força da lava do vulcão que eu queria que me acompanhasse nos momentos altos de alegria, por todo o tempo que me fosse permitido viver ali. E que Deus me deixasse viver ali, que me mostrasse onde ficava a comida e a bebida, e que me desse amor. Ainda naquele barco prometi a mim mesma que não mais iria vagar por todo o mar mediterrâneo, na esperança de um dia voltar a encontrar tudo que senti quando vi Santorini pela primeira vez.”

(continua…)

chegada na ilha de Santorini