8 looks para usar em uma viagem pela China!

Vocês me conhecem e sabem que eu planejo a mala cuidadosamente toda vez que vou fazer uma grande viagem. Para a China não foi diferente, fiquei uma semana pesquisando idéias de looks bacanas e práticos para a grande aventura que eu teria pela frente. E como era verão, eu estava esperando um calor desesperador daqueles do tipo deserto de Dubai (argh 49 graus, lembra?) só que a profecia não se concretizou. Estava em geral quente, mas o céu ficou nublado muitos dias e pegamos algumas tempestades. Assim, eu tive que fazer mudanças nos looks que tinha programado e claro, aproveitei para usar algumas peças que acabei comprando por lá 😉

O mais importante na hora de montar os looks para toda viagem é pensar no conforto (eu sei, eu sei). Mas ainda assim estar fashion e bem vestida para aparecer nas fotos e ser bem recebida em qualquer lugar é prioridade para mim (podem falar o que for mas eu nunca viajo de tênis e calça jeans kkkkkkkkkkkk).

Para a China, escolhi peças leves, saias de comprimento médio e blusas frescas. Eu confesso que repeti bastante os colares e anéis, bolsas, cintos, rasteirinhas e alpargatas porque eu realmente fiquei mega cansada na China e estava com outras preocupações na cabeça do tipo o que comer e como usar o banheiro 😉 Relaxei bastante nos últimos dias, o que é bom também né?!

No primeiro look estou usando um conjuntinho foférrimo e mega chinês que encontrei em uma boutique em Guangzhou. Aliás, comprei dois, esse azul e um menta também 😉 Me senti e adorei! Fica aí algumas ideias do que vestir em uma viagem pela China:

 O que vestir na ChinaO que vestir na China O que vestir na China O que vestir na China O que vestir na China

Muralha da China
Muralha da China

O que vestir na China

O que vestir na China

Templos da China: o que esperar?

Uma das coisas mais loucas da China são os famosos e belíssimos templos budistas, espalhados por todo o território. Afinal, o que se poderia esperar de um país que tem uma população gigante predominantemente budista?

É aí que está o X da questão. Pelo que fui informada em terra chinesas, o Partido não proíbe nem apoia nenhuma religião e existe alguma liberdade religiosa (mas não me pergunte como funciona). Assim, para visitar os templos é preciso pagar.

Tudo bem que o valor não é tãaaao alto assim, mas é definitivamente mais alto do que se cobra na porta da Basílica de San Marco de Veneza e até na Santíssima Trindade de Tiradentes. Eu sou uma grande frequentadora de templos religiosos de todos os tipos  nunca vida nada mais caro do que um templo budista na China!

Então, pensa comigo: se você tivesse que pagar caro para ir rezar, você iria? Só se fosse muito dedicado mesmo,senão faria sua oração de casa né?! Moral da história: na China, eu não senti nada, nadica de nada, dentro dos templos. Não senti fé, nem energia boa, aquela vibe gostosa e aconchegante, nada disso. Me parecia apenas mais um templo, uma escola, um museu, um ponto turístico.

Eu fiquei calada com a minha impressão, devia ser coisa minha. Afinal, estávamos em Dubai antes e na Turquia no ano passado e nada é tão forte quanto a energia dentro de uma Mesquita. Quando começa o chamado para oração então, até arrepio (Tá, #omaridopira)! Adoro mesmo e até chorei quando entrei na Mesquita Azul de Istambul pela primeira vez, mas nos templos budistas chineses, bah, nem um arrepiozinho na espinha.

Frustada com tanto ou melhor, com tão pouco envolvimento emocional da minha parte, perguntei para o maridão se ele estava gostando. “É muito bonito, mas meio sem graça, né? O Templo de Cotia é muito mais massa, vamos voltar lá quando estivermos em São Paulo”. E ele estava certo, o templo budista do interior de São Paulo é lindo, bem cuidado, super lotado e acima de tudo emociante até dizer chega.

E o que se pode esperar dos templo da China? Bem, muita beleza e cuidado na construção, curiosidades da cultura milenar e do feng shui, inúmeros Budas para comprar e algum cheiro de incenso. E quem culpar? Ninguém. É só aproveitar que você está ali e fazer aquele agradecimento para o seu Deus 🙂 Foi o que eu fiz e recomendo. e da próxima vez, incluir na viagem um pulo no Tibet e aí sim, sentir aquela energia maravilhosa dos monges! 😉

Posto algumas fotos do Templo do Buda de Jade e do Lama Templo.

Templo Lama
Templo Lama
Templo Lama
Templo Lama
Templo Lama
Templo Lama
Templo Lama
Templo Lama
China Jade buda templo
China, Jade Buda templo
China, Jade Buda templo
China, Jade Buda templo
China, Jade Buda templo
China, Jade Buda templo
China, Jade Buda templo
China, Jade Buda templo
China, Jade Buda templo
China, Jade Buda templo
China, Jade Buda templo
China, Jade Buda templo

O melhor de Pequim: Palácio de Verão e Cidade Proibida!

Para quem curte os nomes em inglês, estou falando do Summer Palace e da Forbidden City, que são, de longe, os lugares mais legais para conhecer se você tiver pouco tempo em Pequim. Claro, nem preciso dizer que a Muralha da China é imperdível (leia mais sobre a Muralha aqui)!

Eu dediquei um dia para o Palácio de Verão, mas se você não tiver tempo disponível e precisar de apertar a agenda, dá para fazer em meio dia. Se quiser contratar um guia, tem que ser no hotel ou em alguma agência porque senão você vai sobrar igual a gente 🙁 Achamos que conseguiríamos contratar um guia na porta, mas adivinha? Na China, o guia só fala chinês. E a outra opção era o áudio em inglês, mas como estávamos um tanto cansados de tantos passeios controlados optamos por não contratar nada.

Entramos no Palácio de Verão por volta das dez e meia da manhã e saímos depois das duas da tarde. Andamos para todos os lados, mas não ficamos lendo todas as placas, de modo que eu tenho certeza que um passeio com guia deve levar o dia todo. Mas afinal, o que é o Summer Palace? É um super espaço onde palácios foram lindamente construídos entre jardins e lagos. E adivinha? Os chefões passavam o verão lá, porque a Cidade Proibida era muito quente e descampada, afinal não poderia ter sequer uma árvore plantada. O imperador tinha medo de ser morto por algum lutador poderoso de Kung Fu que poderia escalar e pular alturas paranormais, segundo nosso guia. E assim, a Cidade Proibida era mais quente que o inferno no alto verão chinês (sim, eu estava lá no verão). O Palácio de Verão é uma solução e tanto, com seus lagos agradabilíssimos e construções belas e delicadamente planejadas.

Vamos para a parte histórica da coisa: segundo nosso guia, o Palácio começou nos anos 1100 (Dinastia Jin) e desde então foi usado e aumentado por várias dinastias (os detalhes nos fogem no inglês-chinês, sorry guys). E aí veio a Dinastia Qing e usou o local para várias coisas, como guardar cavalos e abrigar eunucos banidos da Cidade Proibida. Em todo caso, nos anos 1900 o Palácio de Verão foi aberto ao público, em 1949 começou a ser usado pelo Partido Comunista e foi totalmente restaurado. Hoje é atração para turista e parque para os chineses 😉 Massa, né? Dá uma olhada nas fotos!

Palácio de Verão, Pequim, China
Palácio de Verão, Pequim, China
Palácio de Verão, Pequim, China
Palácio de Verão, Pequim, China
Palácio de Verão, Pequim, China
Palácio de Verão, Pequim, China
Palácio de Verão, Pequim, China
Palácio de Verão, Pequim, China
Palácio de Verão, Pequim, China
Palácio de Verão, Pequim, China

Tá, e a Cidade Proibida? Foi o Palácio Imperial da China desde a Dinastia Ming até a Qing. Está localizada no meio da antiga cidade de Pequim e um passeio bem legal (e chinês) é andar ao arredores para ver como a galera vivia e vive até hoje por lá!

Então, era nesse belíssimo local que o Imperador e a família dele vivia. Ah, claro, suas concubinas e seus empregados também e pelo que o guia nos contou, o nome da Cidade é Proibida porque ninguém podia entrar nem sair, só o Imperador. E quem tentasse, era morto no ato. A Forbidden City é uma cidade gigante dentro da gigante Pequim e me parece que é o maior Palácio do planeta (deixa o Sheki de Dubai saber disso! rsrsrs). Lendas afirmam que existem 9,999 cômodos no Palácio, só para vocês terem noção da dimensão chinesa da coisa. 🙂

O ideal é que você tenha um dia para passear por lá, mas se estiver na correria saiba que não vai conseguir ver quase nada mas que ainda assim, vale muito a pena. A Cidade Proibida é um dos lugares mais massas que eu já fui e figura nos meus top 3 China na certa.

Vamos as fotos? Bjs! 😉

Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China
Cidade Proibida, Pequim, China

O templo da Família Chen é mais um exemplo do que é a China

Este post é mais um da série Lulu na China. Como já contei para vocês passei alguns dias em Guangzhou (se não viu clique aqui) e só tive surpresas boas. A cidade também conhecida como Cantão é bem mais arborizada e organizada do que eu imaginava e apesar de ser perfeita para fazer negócios, não é tão sem graça assim para quem gosta de turismo “clássico e tradicional”.

Eu adoro me embrenhar em tudo que é novidade, em tudo que é diferente então adorei Guangzhou. As lojas do polo têxtil, as farmácias e lojas de conveniências onde qualquer comunicação é impossível e as aventuras para atravessar a rua me cativaram logo de cara. Legal, sinal de que eu já estava me ambientando à China. 🙂

Mas apesar de não oferecer aqueeeeeela estrutura para turistas não chineses, eu gostaria de indicar um passeio especial em Guangzhou que vale a pena fazer, mesmo se você tiver apenas um dia. O templo da Família Chen, que também é chamado de Ancestral Temple of the Chen Family ou Chen Clan Academy ou ainda Chen’s Lineage Hall é basicamente um super templo construído para que os membros da família Chen pudessem estudar em paz. É, bem intuitivo né?! Mas ainda assim, altamente curioso.

China guanzhou

Pelo que nosso guia chinês mucho-loco contou, um homem chamado Chen conseguiu um cargo elevado na época da Dinastia Qing e foi assim que a família ficou conhecida na região. Mais tarde, algum parente deu a sugestão de construir um super espaço para incentivar os jovens da família a estudar, para que dessem orgulho e continuidade ao trabalho do ancestral. Taí, fizeram essa puta estrutura com muito halls, salões de leitura, de chá, de descanso, jardins e por aí vai. Apenas os jovens que estudavam de verdade eram enviados para essa “casa” para que pudesse se dedicar inteiramente ao estudos.

China guanzhou

A saber, as coisas mudaram muito, mas nem tanto. Na China atual, o esforço sobrenatural para conseguir notas boas e um lugar ao sol ainda é muito valorizado pelas famílias. Conto para vocês o que ouvi e presenciei de perto, quando estava viajando pelo Oriente. Estudar e se colocar bem na escola ou faculdade é tão importante que, antigamente – quando se podia ter mais de um filho – a família observava de perto as crianças e assim que identificava qual era a mais brilhante e esforçada, mandava aquela para a escola, enquanto o irmão tinha que continuar trabalhando. O inteligente tinha que dar um duro danando porque sabia que o resto da família estava contando com ele para subir na vida e bem, os irmãos menos brilhantes nunca teriam chance de estudar porque tinham que sustentar as bocas.

Louco? Mas isso é passado né?! Bem, mais ou menos. Ainda nos dias que estávamos em Xangai, tivemos a oportunidade de presenciar o grande vestibular chinês. Durante os dias de prova, as ruas estavam vazias (o que é assustadoramente raro na China) mas as portas das escolas e os templos estavam abarrotados de pais e avós. Eles estavam aflitos e cheio de fé, pedindo para os Budas que ajudassem o jovem da família nas provas. Nunca vi chineses tão dedicados na religião como naqueles dias.

Mais tarde no quarto do hotel eu li na versão inglesa do jornal de Xangai que muitos pais tinham alugado quartos em hotéis ao lado dos locais de prova, pois a previsão do tempo era de chuva e eles não queriam pensar na possibilidade de o filho se atrasar para o exame. Outros tantos já tinham ligado para as estações de táxi e reservado todos os táxis que não tinham o número 4 na placa, afinal 4 é azar e todo cuidado é pouco na China. E mais ainda, o jornal mostrava a entrevista de uma mãe que contava que a família tinha se mudado de província apenas para que o filho pudesse estudar em uma escola melhor. Como a família tinha dificuldades financeiras, foi necessária uma bela ajuda de todos os parentes para que eles fizessem a mudança. “O nosso futuro está nas mãos do nosso filho”, disse a mãe ao jornal.

Os jovens, sufocados por tantas expectativas, estudam em torno de 14 horas por dias, 7 dias na semana, por pelo menos 3 anos até que a data do tal exame chegue. E apenas alguns vão entrar na faculdade. E destes que entrarem, não são todos que sairão com emprego, muitos menos que conseguirão de fato subir na vida. Bem, mas não custa nada tentar… ou melhor custa muito, então é preciso se sacrificar de verdade. Afinal, quem não tem emprego bom, apartamento e carro nunca vai ter esposa, muito menos filho.

E o que acontece com os outros tantos que não passam na prova? Bem, eles devem estar trabalhando igual condenados, as mesmas 14 horas por dia, para tentar subir na vida, enquanto seus pais enloquecidamente tentam mostrar seus currículos no Parque do Povo, na busca desesperada por uma esposa. Sim, acontece nos finais de semana e eu estava lá. Porque eles são chineses e não desistem nunca.

Viajar para a China é, acima de tudo, uma lição de casa. É sempre útil olhar para fora para se lembrar de tudo de bom que temos aqui dentro. O resto é reflexão louca de filha de psicólogos, então deixo para vocês tirarem sua próprias conclusões sobre o assunto. Posto algumas fotos da casa da Família Chen para vocês 😉 Um grande beijo!

China guanzhou

China guanzhou

China guanzhouChina guanzhou