Para 2018, o que eu quero é leveza (e uma boa dose de coragem!)

2017 nem acabou e eu já estou em 2018? É ISSO MESMO 2017, ACABA LOGO #peloamor!

Este ano passou voando, cheio de situações-limite, acontecimentos inacreditáveis e avanços empolgantes. E posso falar? Não vou sentir saudade dessa intensidade maluca em 2018. Eu quero, preciso, necessito de paz! Eu quero é leveza!

A gente tá careca de saber que tem que comer melhor, dormir mais, fazer algum esporte e fortalecer os hábitos saudáveis. E nada disso vai estar na minha lista de afazeres em 2018. O que eu quero mesmo é sofrer menos, socoooorro!

Se você é mulher, nos seus 20 e muitos ou 30 e poucos, vai me entender. A gente quer ser feliz, ter família, ter sucesso no nosso trabalho. Ter uma aparência da qual nos orgulhamos é aquele plus para muitas. Não importa onde colocamos nossa energia, a gente quer ver os frutos do nosso empenho. E putz, em 2017 eu quase enlouqueci nessa batalha de ter que escolher entre trabalho e família. Ser fitness eu já desisti há tempos (amo demais o arroz com feijão e o chocolate). Por quê que tem que ser assim? Tem que ser mesmo? Eu quero escolher EU, tem como? Quero ser feliz, gente, “só isso”. Dá pra ser?

Mas você tem tudo, que que te impede de ser feliz??!!!…..Alguém que não sabe de metade da sua história vai falar. Eu tenho é muito chão caminhado (inevitavelmente muitos tombos feios para alguns momentos de glória) e ainda muito chão pela frente. Gratidão e moderação são sempre bem vindos, então vale mencionar que 2017 foi um ano abençoado em muitos aspetos. E o que foi ruim, minha gente, bota no “balaio do aprendizado” e “segue o barco”. O mundo não vai parar para mim e nem para você aprender gentilmente o que deve ser mudado. É uma pancada atrás da outra para ver se a gente aprende na dor.

E de pancada em pancada, cheguei a uma conclusão dura no final deste 2017. Se eu tinha de escolher, ia escolher me amar. Eu estava disposta a fazer tudo o que fosse preciso para parar de sofrer, não aguentava mais me rasgar por dentro, não podia dar uma metade de mim para o trabalho e outra metade para a família.No meio de tanta ansiedade, do pânico, quando dias ruins viraram o “novo normal”, o desespero gritou alto e eu quase perdi tudo. Quase.

Em 2017, gritei, chorei, adoeci, surtei, sofri demais. Mas ainda em 2017, respirei fundo, levantei a cabeça e voltei das cinzas, ainda mais forte.

Porque se são nos momentos de fundo do poço que mais crescemos como seres humanos, uma lição confesso que aprendi. No ano que vem, não quero mais isso nem menos aquilo, eu quero é ser leve. Saber me doar 100% para a família quando meu coração quiser e poder dedicar 100% ao trabalho quando minha alma empreendedora pedir. E fazer a escolha com leveza.

Me chamem de romântica, vocês já sabem que eu sou mesmo. E se meu plano não é infalível, ele é pelo menos melhor do que o que usei em 2017.

Começo o ano de 2018 com mais esperança de dias bons, de conversas mais reais e de manifestações mais autênticas. Esperança de um mundo melhor. Esperança de que as pessoas queiram ser melhores. 1% a cada dia, certo?

Amigos leitores, mãos a obra. Bora colocar foco na energia boa, amor no coração e sonhos para os dias que virão por aí. Porque a vida anda para frente e não adianta lamentar o 2017. É se libertar e correr atrás para que 2018 seja, de fato, um ano melhor.

Feliz 2018 😍😍😍😍 Mil beijos e muita coraaaaaaaagem!

Ilha de Folegandros Grécia
Ilha de Folegandros, Grécia 

Uma carta aberta aos donos do mundo

Bom dia! Bom dia! Bom dia!

Hoje recebi mais “bom dias” virtuais do que qualquer outro dia. Grupos no whatsapp, no face, pessoas animadas, que torcem por um Brasil melhor estão ligadas em tudo que pode acontecer. Tic Tac no relógio anuncia mais um segundo e fica mais próxima a chance de uma mudança real. Muitos se pegam pensando que agora tudo vai mudar!!!!UHU!

Não é?! Bem, não sei! Mas confesso que só o fato de ter esperança já me faz respirar mais leve e sinto que esse sentimento não é só meu. De repente, nasceu um consenso de que hoje realmente pode ser um BOM DIA. E será, se Deus quiser, apesar e independente dos resultados políticos do que vem por aí.

Não vim aqui pra discutir política (pára, porque isso tem de sobre na web e nunca tive vontade de engrossar o coro caótico), vim aqui para dar uma palavrinha com os donos do mundo. Se você conhece algum, manda este post pra ele. Se não conhece, compartilha porque vai que algum amigo da sua rede conhece?

O meu recado aos donos do mundo é o seguinte (na verdade é um pedido). Pelo amor de Deus, pelo amor que você tem pela sua mãe, pelos seus filhos, pelo amor de Dadá (como falamos lá em Minas), aproveitem a chance do caos atual para construir coisas melhores. Aproveitem a destruição dos antigos paradigmas, dos modelos “do mal”, dos sistemas corruptos, e de tudo que não nos orgulhamos (e que já vai tarde….)  para a construção de algo bom, de algo positivo. Pelo amor de Deus, donos do mundo! Vamos fazer a coisa certa!!!! Pelo menos, desta vez! Será que isso é tão difícil assim?

Acho que é, tem de ser, não é possível. Mas até eu que sou um pessoa normal, brasileira mediana, limitada e nem mais nem menos brilhante do que a média da população mundial consigo diferenciar o que é errado do que é certo. O que é roubo, o que é crime, o que é morte do que não é. Estou cansada de ouvir desculpas para comportamentos errados, em todos os níveis da sociedade ( é o político que rouba, o estudante que falsifica documento, o pai que pára em fila dupla na porta da escola, os moradores do meu prédio que não respeitam a lei do silêncio…! #prontofalei porque eu moro no 1 andar!!!!). Também estou cansada de fazer coisas erradas e achar que “não tem problema”, “porque todo mundo faz e bonzinho só se ferra!”

Sei que existem níveis diferentes de transgressão, perversão e criminalidade, e é claro que não estou aqui para julgar e nem competir pra ver quem é o “mais malzão do planeta”. Eu só queria mesmo era dizer que quero ver novos valores, quero viver em um mundo onde não há dúvidas de que o certo é o certo! Quero um mundo onde o grupo e a cooperação vale tanto quanto (ou mais, né?) do que o indivíduo e a competição! E se o mundo é uma selva, e se temos que lutar pra sobreviver – 24 horas – por dia, que seja pelos motivos certos! E a saber:  existem estudos que comprovam que os escritos de Darwin falavam muito mais de cooperação do que de competição aberta. (Vi isso no documentário I am, caso alguém queira assistir, recomendo!)

Sabemos que precisamos do coletivo e agora que o mundo está de cabeça pra baixo (hello Brasil fudido, hello África fudida, hello Oriente Médio no caos e hello Europa que não escapa de mais nada!) é o momento ideal para criarmos um coletivo do qual nos orgulhamos e que queremos fazer parte! Então, donos do mundo, vocês que regem o globo, que criam as tendências, que criam o zeitgest, que tem recursos ilimitados ou quase isso, vocês que mandam nas mídias, vocês que controlam o mundo, por favor, FAÇAM A COISA CERTA!

Fácil? Não! Temos que conversar muito, mas muito meeeeeesmo pra conseguirmos entrar em acordo sobre alguma coisa. Sobre coisas tão importantes ou irrelevantes. E se não conseguirmos nem entrar em acordo sobre o que é a coisa certa!? Afinal, se a gente tem opiniões diferentes em todos os grupos, sejam eles grandes como o whatsapp da facu ou pequenos como nosso núcleo familiar, como podemos entrar em um acordo sobre uma coisa tão séria? Como podemos entender o que é A COISA CERTA PARA O MUNDO?

Não sei, leitores, não sei. Eu sou apenas uma escritora bem intencionada que não tem nem de longe a solução para os problemas da própria vida mas vou falar o que penso: acho que não deveria ser tão difícil de fazer a coisa certa. Acho mesmo. Sabemos, dentro da gente, dentro daquele pedacinho (chamado partícula de Deus por uns, intuição por outros) dentro do coração, da mente, da moral, dos valores, das entranhas, enfim, em algum lugar aí e aqui  que diz: isso é certo, isso não é. Não temos?

Se não temos, se as diferencias culturais, sociais e de valores são maiores do que a própria noção do que é a coisa certa, vamos então simplificar ao invés de polemizar. Vamos olhar para a criança, que quando encontra um amiguinho desconhecido pela primeira vez na rua tende a sorrir, pegar na mão, abraçar. **quem sabe até rola um beijinho inocente com bafinho de papinha**. Ah, se as criancinhas podem, eu acho que eu posso. Tá, mas as crianças ainda não levaram tantas porradas na vida (eu já levei e aprendi a levantar a guarda). OK. Então, vamos olhar láaaaaa pra trás e seguir com a premissa da regra de ouro, desde que o homem é homem: Amai aos outros como a si mesmo 🙂 Alguém aí já ouviu falar disso?

É isso, donos do mundo, é isso. Dentro da minha ignorância  ingênua mesclada com limitação de conhecimento mundial, eu só queria pedir pra vocês fazerem a coisa certa. Que sirvam de exemplo para uma humanidade que está ajoelhada pedindo por bons líderes, por novos heróis. Nos dê esperança, mostre que o mundo não vai acabar, que o homem não vai se degladiar até a morte, por ganância ou ódio. Mostra, vai, que a nossa raça tem jeito. Esta é a nossa maior chance, eu quero voltar a acreditar no ser humano. E é isso que eu quero de presente esse ano, donos do mundo.

Aí, sim, hoje, ou amanhã, ou depois, será um bom dia. E que muitos bom dias estejam a frente de nós.

Ótimo final de semana pra todos!!!!!!!

Terrorismo: só nos resta lamentar?

Não.

É preciso agir. Só que antes de agir, é preciso pensar.

Por que estamos vivendo em um tempo no qual atos terroristas pipocam a todo instante por todo o globo?

É abominável, é triste, é desolador, é assustador. Depois dos lamentáveis acontecimentos do final de semana em Paris, sentimentos ruins de toda natureza tomaram conta de mim. Eu confesso que não sou daquelas pessoas que acompanham todas as notícias mas não tem como ficar indiferente frente a tanta desgraça. Seja no coração da Europa, na África, na já destruída Síria ou em qualquer canto esquecido do planeta, o absurdo do terrorismo atual é devastador.

Há quem diga que é isso que eles querem: apavorar o mundo. Outros afirmam que são atos isolados e oportunistas. Outros afirmam que o Estado Islâmico é mais articulado do que se poderia dizer. E ainda, tem o time dos que têm certeza de que o pior está por vir. E frente a tanta confusão e violência, eu não paro de me perguntar: o que há de errado com as pessoas?

É sabido que de tempos em tempos o mundo presencia certos tipos condenáveis de comportamento. Sejam eles ligados a disputa de território, desrespeito a diferenças culturais ou questões raciais, o ser humano volta e meia teima em se matar. 🙁 Mas a situação atual tem me deixado especialmente brava e triste por inúmeras questões. Já aviso que eu não sou historiadora, nem jornalista e aqui expresso apenas a minha simplória opinião:

  1. Fico brava pelos outros 99% islâmicos, que agora têm seu nome vinculado a um grupo extremista que age em nome de menos de 1% do grupo real de islâmicos no mundo;
  2. Fico triste pelas crianças e suas famílias da Síria que estão sendo executadas a sangue frio ou que estão se envolvendo em missões suicidas para fugir para o outro lado do mundo;
  3. Triste e desolada pelos ataques na França e no mundo inteiro, pela vítimas, pelas famílias e também pelo fato de que já não nos sentimos seguros em lugar nenhum;
  4. Triste pelos gregos das ilhas do Dodecaneso e por todos os outros que estão tendo suas vidas viradas de cabeça para baixo por causa do número insano de imigrantes que chegam ao país;
  5. Triste por ter medo de escrever este post, sem saber se vou ser atacada por falar o que penso;
  6. Triste por concluir que as mesmas ferramentas de pesquisas que são perfeitas ao capitalismo (e que não param de me avisar sobre novas hospedagens em Punta Del Este) são totalmente inexistentes ou falhas para acompanhar a movimentação de pessoas com atividade suspeita;
  7. Triste de dedicar meus pensamentos a coisas tão mórbidas e trágicas, enquanto a vida continua, de um jeito ou de outro….
  8. triste de…..CHEGA! AFINAL…. SÓ NOS RESTA LAMENTAR? O QUE PODEMOS FAZER?

Eu não tenho receita de bolo, mas depois de conversar com muitas pessoas, concluí que temos SIM muito o que fazer. São coisas pequenas e sutis, então eu e você podemos começar AGORA. E para conseguir exemplificar melhor o que quero dizer, vou compartilhar um pouco da história de um jovem que conheci na última viagem pela Grécia. Eu estava na praia com a minha prima e ele passou vendendo alguma coisa, que nem me lembro o que era. Tentamos nos esquivar, mas ele insistiu e começou a contar sua trajetória. Resumindo: Ele era um menino normal, mas com a crise seus pais perderam o trabalho – e a triste saga começa: ele sai da escola e vai trabalhar – a crise piora – no trabalho já não ganha nada – depressão e ansiedade – ele vai para as drogas – vai morar na rua – chega no fundo do poço – a família resgata – ele se trata – começa a escrever letras de música – crise econômica só piora – faz raps contra o governo – é preso e apanha muito – vai para a Igreja – começa a escrever rap para Jesus – e agora virou um religioso que eu quase chamaria de radical.

Antes de tudo, quero dar algumas explicações. Não pretendo, com este exemplo, explicar como nasce um terrorista. Não estou defendo, nem justificando nada. E nem rotulando o pobre jovem de terrorista. Existem muitas pessoas de fé inabalável (eu mesmo tenho muita fé e sou rezadeira convicta) que nunca colocariam uma arma na mão. (É melhor deixar isso bem claro, senão a chuva de comentários de pessoas que parecem que só leem uma frase vai ser pesada…). Eu apenas estou me perguntando, em voz alta, se não estamos em uma sociedade que está gerando mais terroristas do que pessoas pacíficas. Mais depressivos e ansiosos do que felizes e realizados. E se este é o cenário, o que podemos fazer para evitar que o radicalismo e extremismo tome conta?

Nós nunca podemos adivinhar qual é a história de vida da pessoa ou quais valores ela aprendeu em casa. Não podemos imaginar quem está atravessando uma fase desgraçada ou afundado em uma depressão. Não. Mas podemos parar de destilar raiva no mundo, podemos parar de ser radicais e extremistas sobre todo e qualquer assunto. E lógico, temos que parar de cobrar que as pessoas sejam radicais também. Alguns vão se manifestar sobre os atentados por escrito, outro vão mudar a cor do perfil, outros vão rezar em casa, outros vão mandar doações. É PRECISO QUE SE RESPEITE MAIS O ESPAÇO DO OUTRO, O MOVIMENTO DO OUTRO. Podemos parar de xingar o coleguinha de direita, ou de esquerda. Podemos parar de dividir o mundo entre negros e branco, entre gays e heteros, entre mulheres e homens.Podemos parar de mandar recados mal educados no facebook quando ciclano ou beltrano fala A ou fala B, podemos parar de agredir o outro em todo e qualquer discurso, seja ele real ou digital. Podemos trabalhar uma arte que há muito vem sendo esquecida ou ignorada, que é a ARTE DE CONVERSAR. Podemos parar de ver o mundo dividido em dois, pois do contrário nós apenas enxergamos um contra o outro, escola pública X privada, Zona Lesta e Zona Oeste. É preciso falar e ouvir, pausadamente e com o coração. Se somos contra o radicalismo e extremismo (e somos sim, pelo amor de Deus!) temos de parar de ser radicais em nossas rotinas diárias!!!!!!!!! E isso já seria um grande começo 😉 Nossos tatara tatara tatara netos agradem 🙂 E quem sabe, se eu for bem sucedida, não haverá um mundo melhor para nossos filhos? Vale a pena tentar….

Em um mundo onde a Europa já não é o paraíso, nem “islâmico” é apenas denominação para o praticante de uma religião, é preciso entender que algo tem que mudar. E se esperarmos este ALGO MÁGICO E SUPERIOR vir de fora, do alto, vamos esperar sentados.

Faça sua parte daí, que eu faço a minha daqui. E vamos conversar mais a respeito disso.

Uma semana de boas vibes e reflexões a todos! E muita luz às vítimas e às famílias de todos que estão sofrendo.

paz no mundo

No fundo do poço tem mola?

Tenho uma notícia boa e uma ruim para você. A tal mola tão esperada que nos encontra quando estamos passando uma temporada no inferno de Dante da nossa vida existe SIM. Então se você está desanimado, cansado e meio deprê, fique tranquilo que daqui a pouco você encontra a sua mola. Sim, ainda vai demorar porque só quando você estiver desesperado, saturado e a beira de um ataque de nervos é que você vai cruzar com ela e se ainda não chegou lá, tenha paciência, porque nada está tão ruim que não possa piorar. Aí sim, no limite da sua sanidade, você verá a luz no final do túnel e a mola vai te alavancar. É, porque a famosa mola está, na realidade, localizada no subsolo do fundo do poço, só que nunca te falaram isso. E essa é a notícia boa.

Se você lê meus posts regularmente você sabe que eu sou uma pessoa positiva, muitos me acham otimista. Eu sempre tento passar uma mensagem de força, de motivação e este post não é diferente. Me explico: passar por uma situação difícil (ou muitas) é um grande presente mas você só vai se dar conta disso daqui há alguns anos, quando conseguir olhar para trás com alguma gratidão. Se o momento está tenso, se o ar está pesado e o futuro obscuro, tudo que você sente agora é desespero. Mas ainda assim, te peço paciência e te prescrevo um pouco mais de fé, na certeza de que dias muito melhores virão pela frente.

As vezes a gente se encontra em momentos onde tudo, simplesmente TUDO, dá errado. A vida profissional vai de mal a pior, o dinheiro nunca é suficiente, os sonhos não existem, a saúde começa a faltar, a relação amorosa é inexistente ou uma verdadeira peleja. Normalmente, não é uma coisa que fica difícil, é tudo que entra em colapso. Mesmo porque problemas são parte da vida, todo mundo tem seus dramas e cada ser humano acha que o seu problema parece ser o mais complicado da face da Terra. Por que eu, Deus? Por que eu? Não sou tão forte assim, não posso aguentar mais!!!! O que que eu fiz para merecer isso?

É, eu sei, eu já pensei assim também. Talvez por muito tempo, talvez por um tempo longo demais. E convencida de que a vida é difícil, que amor só te faz sofrer, que só gente rica que tem sucesso e de que o mundo é cruel, eu me afundei na lama até que não conseguia mais mover minhas mãos. Continuei resmungando e me sentindo uma injustiçada no mundo e afundei mais um pouco, a lama passou do pescoço. Me enfureci e esqueci de Deus, me afastei de tudo que me conectava ao lado bom da vida e me senti uma idiota completa. Resultado: a lama tampou a minha respiração e eu senti, por algum momento, que realmente não aguentava mais. Me despedi do mundo.

Aí, veio o alerta máximo do instinto humano da sobrevivência e me berrou “Não dá mais para viver assim: MUDA, filha, PELO-AMOR-DE-DEUS!!!! Eu respirei desesperada, mexi com meus conceitos mais profundos, deixei o pau quebrando do lado de fora, enquanto eu organizava o lado de dentro. Percebi, aos poucos, que a limpeza e organização interna me fizeram um bem danado porque a bagunça de fora também estava começando a se dissipar. E como acontece toda vez que a gente dedica um tempo para arrumar o armário, eu descobri várias roupas que estavam lá, que eu achava que adorava, que alguém tinha me dado porque achou que eu ia gostar mas eu nunca as usava, então me desapeguei de todas. Abri espaço para coisas novas e adivinha? Elas chegaram até mim. Aproveitei o momento de mudança e estabeleci novas regras, que eram quase o oposto do que eu estava vivendo antes do colapso. Ouvi um pouco mais o coração (que se você não sabe é o nosso órgão mais importante), deixei a matemática e a lógica de lado. Inspirei todo o ar puro que pude e mergulhei no presente, esqueci o passado e despressurizei o futuro.

Digo por experiência própria: cair no subsolo do porão do fundo do poço foi a melhor coisa que me aconteceu pois só de lá eu consegui enxergar algumas coisas que hoje são as mais importantes na minha vida. Só quando a lama passou da linha do pescoço e entrou pelas narinas e quase me matou sufocada que eu entendi com clareza que precisa me mover. E que precisava, acima de tudo MUDAR, que é a tarefa mais difícil desse mundo. Por mais que você fale que adora se mudar, de casa, de cidade, de país, de emprego, que adora projetos novos, amores novos, enfim, mesmo que você abra os braços e dê as boas vindas a todas as mudanças externas que te encontram, eu acho muito pouco provável que você seja tão aberto e receptivo assim com as mudanças internas. Que são, sem dúvida nenhuma, as mais necessárias.

Ah, e qual é a notícia ruim? É mesmo, eu só dei a boa no começo do post, então lá vai a contrapartida: não existe uma mola posicionada te esperando em fundo de poço nenhum. Desculpe. Não existe milagre, não existe ombro amigo, não existe herói nem pai nem mãe que podem te resgatar a não ser que você queira se salvar. Hoje, aqui e agora. Se não partir de você, de dentro, não virá de fora. Ou melhor, nada do que vir de fora vai resolver. Podemos encontrar algum alívio quando conversamos com os amigos, podemos respirar com pena de nós mesmos quando lemos posts como este, pensando que todo mundo se ferra na vida. Podemos chorar quando vemos filmes românticos e morrer de raiva do diretor que fez um filme tão irreal porque na vida, nada nunca dá certo. Sim, você pode se sentir assim, porque você está no fundo do poço e isso é legítimo.  Ainda assim, eu acredito na força de uma lei que funciona tão bem como a lei da gravidade e se chama lei da atração. Ela vai jogar na sua cara sempre mais do que você está vivendo, um dia após o outro. Então faça boas escolhas, trabalhe duro e comece a esperar pelo melhor. E quando sentir que está pronto para começar a respirar com a cabeça para fora da lama, para fora do poço, tente dar uma espiadinha pela greta de vida que te ilumina para constatar que, se eu consegui me superar, você também vai conseguir. É necessário força, foco e fé para ser o herói da sua história, mas eu tenho certeza que você pode chegar lá.

E uma constatação final. A mola, no final das contas, deve ser a dor do sofrimento prensada por tanto tempo, com tanta força que acaba funcionando com uma alavanca pessoal de reforma íntima. Ou a vontade absurda de mudar, o instinto de se tornar algo maior, de virar a melhor versão de si mesmo. Ou ainda o farol que vai guiar o navio da sua vida na direção do porto certo, que vai te ajudar a desviar das pedras, das sombras. E mais: acho que a mola pode ser aquela minúscula e importantíssima partícula de Deus, que está doida para apertar o botão que vai ligar a sua luz e o seu brilho, de agora para todo o sempre. Então, prepare-se na descida, na queda livre sem obstáculos. Porque quando você descer até o subsolo e acertar a mola que existe dentro de todos nós, a subida vai ser meteórica e fascinante, a jornada mais emocionante da sua vida. Paciência, leitores, paciência, se você estiver em um período dos infernos. Ninguém tinha me avisado que ia ser tão difícil mas no final vai valer a pena, tá?! E muita fé, porque Deus não se atrasa nem se esquece, ele capricha 😉 (Eu não falei que era mais um dos meus posts do tipo luz no fim do túnel?) Bjs!

Separei fotos espontâneas da jornada dos últimos anos para compartilhar com vocês 😉 Gorda ou magra, loira ou morena, triste ou sorrindo, no mundo ou em casa. Foram muitos altos e baixos, desde o começo do blog, tipo 2010. Quanta vida nesse espaço de tempo, ufa! 😉

Istambul, Turquia
Istambul, Turquia
Lulu no Pais das Maravilhas
Santorini, Grécia (“nas antigas”)
Lulu no Pais das Maravilhas
Barco de Atenas para Santorini
Lulu no Pais das Maravilhas
Restaurante em Firá, Santorini
Lulu no Pais das Maravilhas
Subida para Thira Antiga, Santorini
Eu e mams de óculos novos
Poros, Grécia
Lulu no Pais das Maravilhas
Búzios, Rio de Janeiro
Lulu no Pais das Maravilhas
Macacos, BH
Lulu no Pais das Maravilhas
Caythorpe, Inglaterra
Vestido Cents
Macacos, BH
Patmos
Patmos, Grécia
Rhodes
Rhodes, Grécia
LULU em Halkidiki
Halkidiki, Grécia
meteora blog 6
Meteora, Grécia
foto loja santorini copy copy
Trabalhando em Santorini, Grécia
luana loira tirassia
Barco para Thirassia
óculos corfu 1
Trabalhando em Corfu, Grécia
óculos zakynthos 1
Zakynthos, Grécia
Empresária da moda copy copy
Trabalhando em Istambul, Turquia
Loja Virtual Cents
Trabalhando em BH, na loja virtual
lulu em Santorini
Lua de mel em Santorini
geração Bocejo
Templo em Cotia