Viagem de barco pelas ilhas gregas – o que ninguém te conta!

Viagem de barco pelas ilhas gregas: love it or hate it? (os dois!)

Eu acabei de voltar de mais uma viagem pelas ilhas gregas (Paros – Santorini) DE BARCO, é claro, meu jeito favorito de viajar pela Grécia. Mas posso falar, toda vez que chego em casa (na casa de Santorini:) ), penso a mesma coisa: eu sou meio maluca 😉 viajar de barco, no verão, aqui na Grécia é uma p*** saga!!

Me explico: é muito cheio, mas muuuuito cheio, ainda mais se você escolher fazer a rota badalada que inclui Santorini…ou Mykonos….ou Milos….ou Zakynthos…ou Rhodes! Ou Creta!! Mas, tenho que confessar, a viagem também é maravilhosa! É uma oportunidade única de ver todas as cores do mediterrâneo, de ver direto do deque o sol nascendo ou se pondo, de sentir o vento no rosto naquela imensidão azul……Ah….. Assim como tudo na Grécia, a viagem de barco pelas ilhas gregas é metade paraíso, metade inferno 🙂

Então, antes de sair pensando que quer ignorar todas as rotas marítimas gregas, lembre-se de que os aeroportos não são tão exuberantes assim 🙂 pois é, senta e lê o post até o final que vou te contar porque continuo viajando de barco 🙂 e tem mais de 10 verões que venho para as ilhas gregas!

A forma mais óbvia e fácil de viajar pelas ilhas gregas é de barco.

Mas você só vai perceber isso se pesquisar as rotas de barco antes de definir os destinos. E não o contrário, mas isso nunca ninguém te falou, ne? Pois é!!!!! Não adianta querer fazer as famosinhas da vez Zakynthos, Milos e Creta numa paulada só! Não tem tantos barcos conectando e os voos vão te levar sempre até Atenas antes de chegar na ilha destino. Uma mega perda de tempo, a não ser que voce tenha muitos dias de viagem pela frente.

E como conseguir aproveitar o tempo da melhor maneira se a viagem de barco é tão longa?

Pensa comigo:

Primeiro, você vai chegar em Atenas. Se tem apenas 2 a 3 dias, o mais interessante a fazer é visitar as ilhas gregas lindas e próximas de Atenas: Poros, Eigina, Hydra 🙂 Amo todas! Cada uma tem seu charme e importância histórica!

Mas elas não são tão famosas…?

Mais um motivo!! Os melhores segredos ainda estão guardados e só os viajantes gregos desfrutam desses pequenos paraísos 🙂 Conheço as três ilhas e super recomendo para quem tem pouco tempo na Grécia. O cruzeiro de um dia que passa pelas três também é uma ideia para quem tem menos tempo ainda.

Tá, mas eu quero conhecer Santorini e Mykonos!!!

Ok! Nada mais justo, todo mundo sempre fala de Santorini e Mykonos 🙂 Bora lá! Mas o que você precisa saber antes de mais nada é a realidade: se você tem apenas 2 a 3 dias, escolhe uma das duas ilhas gregas. Eu prefiro Santorini (precisa falar?) mas Mykonos é perfeita se você quer praias brancas e festa. Santorini é sensacional se você é romântico ou curte um vulcão 🙂 e para os loooooucos, os artistas, os sonhadoressss (me encaixo em todas as categorias anteriores e você?).

Assim que escolheu uma das duas ilhas gregas famosas (Santorini ou Mykonos), aí é só comprar seu ticket para a viagem de barco saindo de Atenas. Existem vários preços, vários barcos e se quer saber minha sugestão, eu sempre viajo de Blue Star e pego cadeira numerada (air seats). A viagem é mais longa de ferry do que de barco rápido, mas é que se ventar demais o barco rápido pode chacoalhar ou nem sair do porto. Os ferries seguem pelos mares enfrentando Poseidon a torto e a direito!

Piadas a parte, a viagem é super segura e a Grécia leva muito a sério este lance do clima. Se o barco vai sair, é porque está seguro, ok? E os ferries quase não balançam, não dá medo, nem enjoo 🙂 Mas é claro que se tiver muito vento, vale a pena ter um dramim no bolso.

Tá, mas eu quero conhecer AS DUAS ILHAS GREGAS FAMOSAS: Santorini e Mykonos!!!

Se esta é a sua vontade, dedique uma semana para conhecer Santorini e Mykonos. Vá primeiro de Atenas para Santorini – fique 4 dias por lá – e depois de Santorini para Mykonos – e fique 3 dias lá 😉

Pode ser que você leu em algum lugar que  2 dias em Santorini é suficiente. Você quer só tirar meia dúzia de fotos ou quer conhecer a ilha de Santorini? Eu venho pra cá tem 10 anos e já morei aqui e até hoje não conheço todas as atrações que a ilha tem! Se alguém acha que 4 dias é muito, aff, aqui vai minha sugestão de roteiro:

dia 1: chegada na ilha + passeio em Fira a tarde, drink para ver o pôr do sol, jantar na caldeira e balada até o amanhecer

dia 2: passeio de barco para o vulcão, termas e Thirassia (VALE MUITO MUITO A PENA! me diga, quando que você vai caminhar em cima de um vulcão?) ou ainda o passeio de veleiro com festa em alto mar 😉

dia 3: Visita à região de Akrotiri, sítio arqueológico + praia vermelha + almoço na praia branca + tarde em Oia com o pôr do sol mais famoso do mundo e jantar sensacional na baía de Amoudi! 🙂

dia 4: Caminhada pelo Skaros, ou para Fira antiga, ou pelas vilas tradicionais, festa em beach bars em Perissa e Perivolos, degustação no pôr do sol nas vinícolas, jantar no Pyrgos….

TEM MAIS 🙂 Muito mais! Mas acho que vocês já entenderam! Se precisar de mais info sobre Santorini, me manda um email luana.sarantopoulos@gmail.com 🙂 Respondo com alegria!

Viagem de barco pelas ilhas gregas: “as outras ilhas”!

Chega de falar de Mykonos e Santorini. Tem muita ilha grega maravilhosa por aí pra gente explorar!! Comida boa, ilhas tradicionais, riqueza história, hospitalidade grega, tem pra todo lado na Grécia!

Então qual a melhor maneira de viajar de barco pelas ilhas gregas?

ESCOLHER UM GRUPO DE ILHAS e focar nos pontos fortes de cada uma.

Eu sei que não tem tanto material de qualidade sobre as ilhas gregas por aí (não em português, 🙁 ) mas quem pesquisar em inglês vai achar muita coisa legal. Posso comentar apenas sobre as viagens que fiz, minha opinião, ok? Então,sobre a minha experiência o que aprendi foi o seguinte:

  • Vale a pena focar nas Cíclades, se você curte o visual clássico da ilha grega branca com o mar azul (Paros, Naxos, Milos, Ios, Folegandros e por aí vai). Também é uma ótima ideia quando você quer conhecer Santorini ou Mykonos e algo mais…..Ios está tão próxima…… apenas uma hora de Santorini, Folegandros está a pouco mais do que isso 🙂 ;
  • Vale a pena ficar um bom tempo explorando uma única ilha, como Creta (10 dias, 1 mês, 1 vida)- e vale a pena ir de avião direto para Chaniá que tem um bom aeroporto e te deixa perto das belezas naturais absurdas da ilha de Creta;
  • Vale a pena escolher explorar o outro lado da Grécia, as ilhas jônicas, que estão próximas da costa Itália. Se você não está obcecado por tirar um foto da praia do “Navaggio”, em Zakynthos, fique ligado que a ilha de Kefaloniá e a grande ilha de Corfu (também conhecida como Kerkyra) são tão ou mais maravilhosas do que Zakynthos, e têm mais opções com preços melhores. Mas Zakynthos também é linda e é muito mais do que só uma praia, ok? ;
  • Vale a pena sair da rota óbvia e dar um pulo na “distante” e estonteante ilha de Karpathos (voo de menos de 2 horas de Atenas kkkk mas os gregos acham longe porque ela tá longe no mapa kkkkk) . Lá você vai ver um paraíso com cores de caribe e clima de ilha grega 🙂 Os nativos de Karpathos são sensacionais e essa ilha é um verdadeiro diamante grego bruto.

Ainda tem muita ilha linda, gente, mas vou parando por aqui…:)

Para finalizar, quero que você imagine da maneira mais vívida e intensa o cenário que vou descrever abaixo. Não consigo postar uma simples fotografia para ilustrar o que é viajar de barco pelas ilhas gregas, então é assim que começa….:)

Você entra na agencia de viagens para comprar uma passagem para alguma ilha. Você compra, foi fácil e até bem baratinho! Você já sabe que a viagem é longa, mas ok, é só carregar o Iphone e bora lá 😉 Você relaxa. Aí a coisa começa a se enrolar. Você deixa para contratar o transfer em cima da hora porque ninguém te avisou que não é tão fácil achar um táxi em 2 minutos no meio do verão grego. O motorista te pega agitado e o carro sai voando pelas ruas da ilha. Ao chegar no porto que está entupido de pessoas, cargas, carros e caminhões para todos os lados, você sente que o calor está infernal. Você não sabe o que fazer, mas o motorista grita que você tem que descer e aí começa a saga de arrastar a mala até descobrir qual é o seu barco (você não imaginava que tinha vários barcos). Quando o seu barco aponta, a multidão se agita e os chineses saem atropelando todas as pessoas, acho que eles não enxergam bem com o calor das ilhas gregas. Os gregos, em sua maioria, não entendem o conceito de FILA ou fingem que são chineses (haha! não resisti – mas não quero ofender ninguém – sorry!) e também te acotovelam e você decide que vai ter que ser bruto e rápido para subir no barco. Ufa, entrou no ferry gigante e está quase sem forças para arrastar a mala adiante, mas não sabe onde colocá-la. O jeito é subir todas as escadas para descobrir que deveria ter deixado a mala logo na entrada do barco. Não tem mais como voltar por causa da multidão que só segue um fluxo e você tem que achar um assento de qualquer maneira, porque aquele ticket baratinho que voce comprou é da cadeira não numerada, ou seja, qualquer local é seu. Ou melhor, nenhum assento é seu. Aí você vê todas aquelas pessoas que sentaram em uma cadeira, botaram o pé em outra e a bolsa em uma terceira. Você pede para usar a cadeira, a pessoa fala que está ocupada. Você tenta ainda dar algumas voltas pelo barco e inveja as pessoas que tem cadeira numerada ou assentos em primeira classe. Ai você aceita a sua realidade e vai caminhando para a parte de fora do navio. Seguindo o cheiro da comida, sente algum alívio quando passa pelos restaurantes movimentados e sai pela porta do limbo.

Encontra o mar azul, enxerga a caldeira de Santorini se despedindo aos poucos, com as casinhas brancas e as rochas negras…..o vulcão, nossa majestade também está presente.

A porta do paraíso se abre.

Aí sim, a viagem de barco pelas ilhas gregas começa.

Um videozinho antigo de uma das minhas chegadas em Santorini – para descontrair! No meu canal do Youtube tem muita coisa legal sobre as ilhas gregas – corre lá! Mil beijos!!!

12 dicas sobre o que fazer em Santorini, na Grécia!

Muitos de vocês me conhecem pelo volume sem fim de informações que eu dou aqui no blog sobre a Grécia e as ilhas gregas! E claro, principalmente, pelas minhas dicas de Santorini, na Grécia!Papel e caneta na mão!

Pois é, neste post eu vou dar dicas fresquinhas sobre o que fazer em Santorini

Para começar, quero contar para vocês que eu tenho o ebook completo Dicas de Santorini para você fazerem o download de graça 🙂 Só para vocês, tá?! É só clicar nesse link que você já vai para página onde pode ver o livro todo! Mais de 80 páginas com dicas de Santorini, ueba!

O que fazer em Santorini dicas de Santorini
Dicas de Santorini – ebook de Luana Sarantopoulos

Compartilho com vocês os passeios que mais gosto de fazer em Santorini. Alguns deles são fáceis de fazer a pé ou de ônibus, alguns precisam de carro, quadriciclo ou moto. Em outros casos, o melhor é comprar o passeio com agências de turismos locais ou especializadas em Grécia. Se quiser minha sugestão, eu sempre indico a Roteiro Grécia!

E quais são as dicas para Santorini?

Quando falo sobre os passeios para fazer na ilha de Santorini, na Grécia, penso em mostrar o que a ilha tem de melhor e não apenas o turismo básico, que todo mundo faz. Mas o básico é o mínimo que você tem de fazer, e no caso de Santorini, mínimo já é imperdível!

Então, vamos lá –  se você quer sair do óbvio das dicas que sempre vê por aí, leia até o final. Se você quer apenas o imperdível porque só vai ter três dias na ilha grega do vulcão e quer saber o que dá para fazer em Santorini, se apegue as primeiras dicas, ok?!

Quanto tempo devo ficar em Santorini?

Eu não concordo com quem fala que três dias em Santorini “tá bom”. A ilha tem muita coisa linda e cenários inacreditáveis que deixariam um explorador ávido investigando por tempos e tempos 🙂 OK, sou bairrista e assumo, amo Santorini! Mas morei na ilha, vou para lá há 10 anos – todo verão – e ainda tenho uma lista de coisas que quero fazer e lugares que quero conhecer em Santorini! Sem exagero 🙂 Não, não me canso de lá e juro que um dia vou fazer um post sobre as coisas que ninguém te conta sobre Santorini – mas que existem mesmo assim kkkk (a lenda dos vampiros de Oia, das 365 igrejinhas, das tradições milenares e das belíssimas danças kikládicas!)

E afinal, o que tem para fazer em Santorini? Vamos começar falando da capital de Santorini, Fira! 

Você conhece Fira, a capital de Santorini? Esta pequena vila-cidade pendurada na caldeira do vulcão de Santorini é parada obrigatória para todos que chegam na ilha 🙂 Seja para se perder nas ruelinhas brancas, seja para apreciar um bom café grego (frappé no verão e nes no inverno, ne gente?!) com aquela vista de tirar o fôlego, seja para ver o pôr do sol e sentir que o amor está no ar…. Enfim, vá até Fira quando estiver em Santorini! Ah, e aproveite a noite também 🙂 Espero que vocês gostem!!! E se quiserem baixar o livro (de graça para vocês!) é só clicar aqui ó..http://www.santorinigrecia.info/livros-sobre-santorini

o que fazer em Santorini Dicas de Santorini (17)

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Agora vamos falar da outra vila famosa de Santorini: Oia (a pronúncia correta é Ía)

E na região da famosa vila de Oia, o que tem pra fazer? Bom, conhecer a vila de Oia já é um passeio totalmente imperdível – mas se liga que no horário no pôr do sol no verão, o local é lotadooooooooooooooo, então, programe-se! Aproveite para descobrir a igrejinha do domo azul e ainda comer os fresquíssimos frutos do mar no porto de Amoudi! As informações completas sobre Santorini estão aqui! http://www.santorinigrecia.info/livros-sobre-santorini

o que fazer em Santorini Dicas de Santorini (18)

o que fazer em Santorini Dicas de Santorini (18)

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Vá além do roteiro básico: dicas para quem tem mais tempo em Santorini

Agora que você já sabe o que é “obrigatório de se fazer em Santorini”, vá além! Aqui dou dicas do que é muito legal fazer em Santorini, para que você explore a ilha grega do vulcão e vá em busca de vinhos excelentes, praias belíssimas e claro, cantinhos que mais parecem um paraíso escondido. Eba! Uma volta mais ampla por Santorini vai te mostrar cenários belíssimos, comida da melhor qualidade e um pouco de tudo que há de mais característico na cultura grega!

o que fazer em Santorini Dicas de Santorini (21)

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Descubra a parte fantástica da história real de Santorini!

E se você quer “sair do óbvio”, aproveite para descobrir a Santorini dos nativos, dos povos que habitaram e ainda habitam a ilha grega do vulcão. Um passeio pelo sítio arqueológico de Akrotiri e ainda uma “escalada” até Thera Antiga são opções super interessantes para quem curte a história da Grécia! E mais: indico os passeios pelas vilas tradicionais de Eborio, Pyrgos ou Megalochori para sentir do que é feito o povo forte de Santorini! Para ler muito mais sobre Santorini, acesse o ebook aqui! http://www.santorinigrecia.info/livros-sobre-santorini

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Bom, é isso!

Queridos leitores, espero que vocês curtam muito as dicas de Santorini que postei hoje 🙂 Meu desejo é que cada um de vocês possam usar este conteúdo para abastecer e empoderar seus sonhos de conhecer ou retornar a ilha grega de Santorini! E se você curtiu as dicas de hoje, aproveite para curtir nossa página no face feita para quem quer saber tudo sobre Santorini, clicando aqui!

Beijos!

dicas viagem para Grécia (565)

Aventuras na belíssima ilha de Santorini: Skaros, em Imerovigli!

Minha última viagem foi maravilhosa e conheci lugares novos, vivi novas experiências e estou com notícias fresquinhas da ilha de Santorini! 

E para alegrar a tarde de todo mundo e escapar desse clima maluco de eleições, stress e crise, posto um pequeno resumo e fotos belas de uma parte muito especial de Santorini: o Skaros, o castelo em ruínas da região de Imerovigli, na ilha grega de Santorini!

E foi nessa empolgante trilha que me meti na última viagem. No começo, eu me enganei dizendo que iria apenas “tirar uma foto de frente do Skaros“. Aí passou um casal de turistas que perguntaram se eu iria subir até o topo. “Sem chance, olha o meu look“, respondi, de saia, blusa de babados e sandalinha gladiadora. “Você acha que hoje vai ter pôr do sol?”, o casal inistiu na conversa, desconfiado depois de alguns dias nublados . “Hoje vai ser perfeito”, respondi.

E então, logo depois que avaliei o céu azul e o horizonte relativamente limpo, comecei a minha caminhada implacável rumo ao alto do Skaros. O casal disparou na frente, a mulher desistiu na primeira subida e o homem continuou sozinho. Eu segui devagar, no meu ritmo lento e calmo, fotografando a beleza ensurdecedora ao redor. Na maior parte do tempo, eu me senti o único ser humano passeando por ali – mas nunca estive tão perto de Deus.

Em momentos como esse, me faltam palavras. Graças a Deus, eu tinha minha câmera.

Skaros, Santorini, Grécia dicas de Santorini
Skaros, Santorini, Grécia

dicas Santorini Grécia

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Vista de Imerovigli, com a sombra do Skaros
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Skaros, Santorini

E para quem deseja mais informações, ta aí um resumo do que postamos na page do facebook Santorini Grécia.

Quando os visitantes de Santorini avistam o Skaros não entendem a dimensão e importância daquele local.

“É uma pedra? Uma montanha? O que é aquilo no meio da caldeira do vulcão?”. A história de Skaros vem do ano de 1207 quando lá foi construído um castelo veneziano, que foi usado pelos nobres como sede e residência. Em outras épocas foram contruídos outros dois castelos no mesmo local, no entanto, invasões e terremotos foram destruindo e mudando o cenário do Skaros. Habitado por ocidentais católicos e ortodoxos, no local onde hoje apenas se vê as ruínas do que é o Skaros, anteriomente era composto por mosteiros, catedrais e igrejas. Do século 17 ao 18, todos foram abandonando Skaros e a população se mudou para Fira, que se tornou a nova capital da ilha de Santorini.

Hoje é possível ver uma pequena igrejinha branca na parte de trás e de baixo do Skaros! E este foi um dos locais mais incríveis que eu conheci na minha última temporada em Santorini 😉 O pôr do sol de lá é impecável…..!

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Skaros, Santorini
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Skaros, Santorini
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Igrejinha de Skaros, Santorini

E no final do dia: a recompensa…: Obrigada, Universo! Por mais um dia belíssimo em Santorini!

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Pôr do sol em Santorini

 

Vulcão, terremoto, vento e mar: bem-vindo a Santorini!

Eu tive a mágica oportunidade de viajar por toda a Grécia, norte a sul, leste a oeste. De todos os lugares que passei, escolhi um para chamar de “casa”: SANTORINI. Mas a sua família é de lá? Não. Você tinha amigos em Santorini? Não. Então foi por uma boa oportunidade de trabalho? Também não. E como é Santorini? Conta, conta!

Santorini, Grécia

Bem, se vocês me acompanham já sabem que Santorini fez parte da minha vida desde sempre (se não sabe, clique aqui). E foi bem depois de uma temporada tensa trabalhando na ilha de Corfu, que eu cheguei em Santorini. Depois de episódios tristes familiares, depois de perrengue financeiro, basicamente no esquema “contra tudo e contra todos”, eu cheguei de barco em Santorini no começo de um verão.

De cara, me apaixonei pelo lugar. Confesso que, inicialmente, tive medo de querer morar em um vulcão (ainda mais que a última erupção aconteceu nos anos 50) e demorei um pouco para me acostumar com o vento constante da ilha. Mas coloquei na cabeça (nos primeiros 5 minutos que cheguei no porto de Athinios) que iria fazer de tudo para morar na ilha do vulcão. Eu já tinha morado em outras ilhas gregas e tinha aprendido um bocado até ali. Achei que em Santorini seria tudo mais fácil, afinal, Santorini é a ilha mais famosa da Grécia!

Honestamente? No começo, morar em Santorini foi bem difícil. Não foi tão fácil arrumar um emprego legal e muitas pessoas nativas da ilha me olhavam de um jeito estranho, não amigável. Aconteceu que o destino foi me colocar para trabalhar e morar bem no meio de um dos bairros mais antigos e tradicionais de Santorini. Foi uma loucura: nada de turistas, nada de pessoas falando inglês, nada de ilha famosa. Aquela era a verdadeira Santorini, construída em cima do vulcão, sacudida pelos terremotos constantes, desenhada pelo vento forte e abençoada por um mar azul sem fim.

Lembro que um terremoto sacudiu a ilha logos nos meus primeiros dias. Eu estava caminhando na rua quando vi as pessoas correndo para fora das casas, assustadas. Naquela noite, os cachorros uivavam alto, o vento uivava mais ainda enquanto eu, no escuro, pensava que nenhum homem deveria viver em um vulcão. Aquele lugar era para pessoas insanas.

O tempo passou. E apesar do medo do desconhecido e das diferenças culturais eu acabei por conhecer gregos generosos, carinhosos e puros de coração. Por um bom tempo, a vida foi simples e tipicamente grega de ilha. Eu fazia coisas que nunca imaginei que faria e eu era feliz em Santorini. Aprendi e me acostumei a falar grego, aprendi a xingar como um grego, apreciei a música antiga da Grécia, ensaiei alguns passos nas comemorações. Ouvi as lendas da ilha de Santorini, arrepiei com o peso da tradição, adorei os sabores da culinária de Santorini, aprendi até como caçar e como me alimentar com o que a mãe natureza dava.

Eu descobri que meus melhores amigos e meus piores inimigos eram o vento e o mar. Se eles estavam zangados, eles poderiam mudar a vida dos seres humanos em Santorini. Se estavam em paz, os dias eram calmos e maravilhosos e o mar parecia coberto de azeite. Entendi que todos que viviam na ilha eram fruto de uma insana mistura explosiva, que éramos resultado de lava, mar, fogo, vento e céu. E não, aquele lugar não era para qualquer um. Seis terremotos depois e eu continuava lá. 8 anos depois e continuo indo para Santorini, todos os anos.

A verdade é que nenhum lugar é como Santorini. Chegar lá é encontrar o paraíso na Terra, é respirar aliviada, é entender que realmente o céu e o mar podem se confundir. E acabar, quem sabe, mergulhando nas águas das nuvens😉 É entender que o romance existe  e que envolve todos os amantes da ilha. É ver que o pôr-do-sol em Santorini é uma declaração de amor que Deus fez ao homens. É saber apreciar a simplicidade e magnitude da natureza. E quando me toquei disso, eu mudei completamente.

Hoje a Luana Sarantopoulos que você conhece é a Lulu que viveu em Santorini. Curtida no vento forte e impiedoso que sopra sem cansar na caldeira, amargurada pelas limitações do inverno da ilha e abençoada pelos raios do sol de verão mais bonito do mediterrâneo. Ah, e claro, apadrinhada e abençoada pelo vulcão de Santorini, o astro maior da ilha. Quando voltei lá para me casar, escrevi mais um capítulo inesquecível da minha história, simplesmente porque não existe nenhum outro lugar que possa me colocar mais perto de Deus.

Espero que vocês curtam Santorini o tanto que eu curti e ainda curto, todo ano. E fiquem à vontade para me perguntar o que passar pela mente😉 Meu email é luana.sarantopoulos@gmail.com Este espaço é todo nosso e aqui vamos compartilhar nossas experiências pela Grécia! Interessados em ler mais sobre a vida na ilha de Santorini e cultura grega atual, sugiro a leitura da minha trilogia Noiva de Santorini.

Para fechar com chave de ouro, apresento para vocês meu blog especial sobre Santorini, Lulu em Santorini, meu site especializado em Casamento em Santorini, casamentoemsantorini.com . Acesse para ler as novidades ou ainda acompanhe pelo facebook: Lulu em Santorini e Casamento em Santorini.

Beijos! E bora pra Santorini, leitores!

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Porto de Amoudi, Santorini

Afinal, por que Santorini?

Afinal, por que Santorini?

Para mim, esta é uma pergunta frequente. São muitos amigos, leitores, parentes que me indagam “Por que você morou em Santorini? Por que foi casar lá? O que viu em Santorini?” e por aí vai.

Bem, não existe resposta fácil nem curta para tais perguntas. As vezes, eu me pergunto também 😉 Acho que alguns mistérios continuarão no ar por mais tempo, mas encontrei uma parte bem legal do meu livro que explica um pouco do que senti (e ainda sinto) quando cheguei na ilha de Santorini pela primeira vez. Have fun!

Ah, e fiquem ligadíssimos no blog! Quando eu sumo e não posto todo dia, é porque o trabalho está pesado mesmo! São os últimos dias antes da data de lançamento do meu livro! Vou contar tudo aqui pra vocês 😉 logo logo!

“Por que Santorini? Esta é uma parte da história que não sei explicar. Talvez   porque   eu   ainda   não   conhecia Santorini, porque era uma ilha muito famosa, e estava tão perto de Mykonos. Também era a ilha mais cara da Grécia, dos casais felizes, dos casamentos dos ricos e, sobretudo, declarações de amor desfilavam o tempo inteiro por suas ruas. Fosse noite ou dia, não havia como escapar do amor que exalava da cratera principal do vulcão, pois este sentimento andava de mãos dadas com todos que ousavam abrir seu coração frente à caldeira.

Maria já tinha sugerido aquela viagem havia algum tempo, mas eu não estava pronta para viver aquilo, para me encontrar e me perder nas areias da Praia Vermelha. Antes daquele dia eu não estava pronta, mas a minha hora tinha chegado, e o encontro com meu novo destino já tinha sido  marcado  por  Deus.  Quando  avistei  as  primeiras casinhas penduradas da vila de Oia, enchi meu peito de esperança. Ia ser feliz ali, até porque, não se podia ser miserável em um cenário como aquele.

Logo  abaixo  das  casinhas  brancas  penduradas  nos penhascos, avistei o paredão da cor de fogo do porto de Amoudi, que embora eu ainda não soubesse, seria palco de um dos grandes momentos lindos da minha aventura na ilha. Eu não sabia de nada, mas era muito bom sentir que minha esperança crescia maior do que a minha insegurança, e eu estava grata e satisfeita por estar viva. Apesar de confusa, eu estava viva e alegre para escrever mais um episódio da minha vida de aventuras, preparada para viver o que tivesse que viver por inteiro, sem pedir desculpa pelos meus erros e pelo meu coração.

Enquanto eu fitava incansavelmente as casinhas brancas de todas as vilas, que ficam uma a uma espalhadas por aquele paredão irregular sem fim, o vulcão saltou de dentro do mar, do outro lado da embarcação. Pensei que o navio tinha sido atingido em cheio por ele, mas não. Eu tinha sido atingida por um susto, apenas a sensação forte de quando muitas pessoas encantadas exclamam – Uau! – em um organizado coral, frente a uma das maiores belezas do mundo. É muito bom saber que fazemos parte de uma experiência tão mágica, tão surreal quanto a própria história de vida de seus habitantes, seus erros e seus acertos, seu poder e sua desgraça igualmente poderosa. De uma coisa eu sempre tive certeza. Aquele lugar era para os fortes.

Quando  saí  de  Mykonos  eu  estava  despedaçada,  mas apesar  disso  cheguei   mais  inteira  do  que  nunca  em Santorini. Eu me sentia completa, e achei que já tinha encontrado o que eu nem sabia que estava buscando. A ilha acrescentou algo de muito poderoso em mim, e me senti a mulher que sempre quis ser. O sentimento da chegada era bom, e a vista era maravilhosa, do tipo que só se encontra em  um  lugar.

Devido  a  todas  as  singularidades apaixonantes que formam o quebra-cabeça da ilha, eu não queria nunca mais voltar para Mykonos ou outro lugar qualquer. Eu queria estar ali de corpo e alma, do mesmo jeito que estava quando levantei meus olhos para a estrada que liga o porto às vilas, a Terra aos céus. Era em Santorini que eu queria viver para sempre, por todos os meus longos dias. Era o sol da ilha que eu queria que lavasse a minha alma em dias cheios de trabalho, a luz da lua que levasse minhas lágrimas em noites de dor. Era a força da lava do vulcão que eu queria que me acompanhasse nos momentos altos de alegria, por todo o tempo que me fosse permitido viver ali. E que Deus me deixasse viver ali, que me mostrasse onde ficava a comida e a bebida, e que me desse amor. Ainda naquele barco prometi a mim mesma que não mais iria vagar por todo o mar mediterrâneo, na esperança de um dia voltar a encontrar tudo que senti quando vi Santorini pela primeira vez.”

(continua…)

chegada na ilha de Santorini