15 filmes para mulheres que gostam de viajar!

Queridas leitoras!

Para começar bem a semana, separei uma lista com 15 filmes para mulheres que gostam de viajar!! Eu fiz uma coletânea bem diversificada, e confesso que alguns deles não têm o melhor enredo do mundo (kkk será?), outros são para as meninas jovens e molecas (que vivem dentro de nós!), alguns são ideiais para as super românticas e outros são perfeitos para as seguidores do poder feminino (!) – mas enfim, achei que valia a pena citar por causa das passagens em locais belíssimos!

Então, divirta-se! Estes filmes são perfeitos para a gente descobrir lugares novos e sentir embalada pelo doce romance daquelas histórias que nossos imãos, namorados e maridos não suportam kkkkkkkk Have fun!

Eu sou uma mulher viajante e sempre gosto de dar uma espiada nesses “clássicos filminhos de mulher” 😉 Piadas a parte, aqui temos de tudo: Grécia, Itália, França, Irlanda, Escócia, Índia, Bali, Emirados Árabes, Estados Unidos  e por aí vai…..vale a pena ver os trailers para escolher seus favoritos! Mil beijos!

1)Comer, Rezar e Amar

2)Cartas para Julieta

3)Sob o sol da Toscana

4)Sob o mesmo céu

5) Um bom ano

6)O melhor amigo da noiva

7) Minha vida em ruinas

8) Meia-noite em Paris

9)Para Roma, com amor

10)Magia ao luar

11) 4 amigas e um jeans viajante

12)Monte Carlo

13)A proposta

14)Casa comigo?

15)Sex and the city 2: 

Diário de bordo, em tempo real!

Queridos leitores,

estaremos na estrada compartilhando nossos melhores momentos com vocês, em tempo real! Assim que vocês verem que tem uma postagem com o título Diário de Bordo, corram para o blog, o Facebook ou o Instagram para conferir o que está rolando 🙂

Passaremos alguns dias em Amsterdã, depois estaremos na Islândia e ainda vai rolar uma viagem pelos vinhedos da França de Motorhome. Oh Yeah! Nos acompanhe e venha comigo nessa aventura! 🙂 BJs

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Largar tudo e viajar: por que os gringos sempre podem e a gente não?

A primeira coisa que li hoje no meu feed de notícias foi o texto que uma grande amiga canadense postou com todas as razões pelas quais você deveria largar seu trabalho para trás e tudo mais que você acha que tem e comprar uma passagem para qualquer parte do mundo. E a primeira reação que eu tive foi ter saudades dos meus tempos de mochileira pelas ilhas gregas, quando a minha maior preocupação era achar um hostel barato na minha próxima parada. E depois desse sentimento, veio a realidade como um martelo forte na minha cabeça que me fez agradecer três vezes pelo meu marido, minha família e minha casa.

Estou feliz demais onde estou e disso não tenho dúvidas. Mas a minha parte selvagem e viajante nunca se calou dentro de mim e fico feliz de saber que divido a vida com um homem que também se sente assim (China e Emirados, contagem regressiva…go!). Depois que conclui isso tudo na minha cabeça, voltei ao texto da minha amiga e li com o maior cuidado. E não é que ela tinha razão, na maior parte dos comentários que fez? É tão bom poder aprender viajando, é tão bom conhecer novas culturas, não ter hora para acordar, nem trabalho para entregar, nem prestação de casa pra pagar! Maravilha! 😉

Botar uma mochila nas costas quando eu tinha vinte anos e sumir no mundo foi, sem sombra de dúvida, uma das melhores coisas que eu fiz na minha vida. E eu acho que todos que tem uma brecha, um parenteses, um espaço de tempo e condição financeira deveriam fazer isso pelo menos uma vez, pelo menos para começar a entender um pouco sobre uma liberdade real, que não é aquela escondida atrás de uma fantasia de falta de responsabilidade total e de espontaneidade exagerada. Viajar abre a nossa cabeça e é certo que nunca seremos os mesmos na volta para a casa. E quer saber, isso é tudo muito bom mesmo!

Então porque não fazemos isso mais vezes? Aliás, porque não adotamos esse como o nosso estilo de vida dominante, o de viajante? Eu tenho vários amigos que estavam nessa vibe quando tinham vinte anos e que continuam nessa vibe aos 30, aos 40…..eu já dividi um quarto de hostel com uma viajante britânica animadíssima de 67 anos! Ela estava rodando o mundo em uma corajosa viagem que duraria dois anos. E eu tenho certeza que ela estaria totalmente de acordo com o texto que eu li hoje de manhã, assim como minha amiga canadense que segue para morar em Bali semana que vem e meu outro amigo australiano que precisa de apenas mais 10 dias de trabalho para chutar tudo e sumir pela Tailândia por alguns meses.

E é difícil controlar o pensamento de que, bem, eles são canadenses e australianos e eles PODEM.  E não estou dizendo que nós, brasileiros, não possamos largar tudo que temos e correr atrás do nosso sonho de viver trabalhando de um pc, de qualquer parte do mundo e de preferência com o pezinho nas águas do mediterranêo porque na verdade eu sou super fã dessas iniciativas e acho elas brilhantes. A diferença é que meus amigos gringos não estão pensando em trabalhar em um “home office” alternativo, eles não tem sites, pages, nem blogs famosos, eles não tem um plano de carreira flexível muito menos fazem projetos responsáveis sobre como se manter com suas contas em dias enquanto viajam pelo mundo. Eles simplesmente VÃO.

E  vão porque o mundo chamou, vão porque são mais felizes quando estão na estrada, quando estão abrindo o leque das culturas, quando  estão descobrindo mais sobre eles mesmos em alguma esquina louca do Japão. Você deve estar pensando que eles, com certeza, não tem filhos, nem são casados e que não deixam nada para trás, não há nada que os obrigue a ficar aqui e quer saber, você provavelmente está certo. Esta foi a escolha deles, pelo menos por enquanto, e eles trabalham APENAS até ter a quantia suficiente para ir para a estrada de novo. Eles não pensam em comprar imóvel, ter estabilidade financeira, fazer festa de casamento nem nada desse tipo. Conheço uns israelenses super amigáveis que ficaram quatro anos na estrada, outro inglês que ficou dois e conheço vários australianos que deram a voltam ao mundo em dias incontáveis e só voltaram para a casa quando todos os cartões de crédito estavam estourados.

Aí eles voltaram para a casa cheios de aventuras para contar sobre um tempo que eram jovens desgarrados pelo mundo, certo? Não! Eles voltaram para trabalhar e foram viajar de novo, não um mês por ano, mas tipo viajaram por um ano depois trabalharam quase dois anos e aí viajaram de novo. Como eles conseguem guardar tanta grana? Como eles conseguem se bancar por tanto tempo na estrada? Como eles conseguem largar tudo que têm (mesmo que seja pouco) para trás, sempre? Eu nunca entendi direito como isso funciona, não na prática.

É que temos um oceano de diferenças em termos de pensamento, ideologia de vida e de condições sócio-econômicas. No nosso país (e não só no nosso tá? Tem muito europeu e americano que pensa assim também) a ideia de “dar certo na vida” normalmente envolve ser casado, ter uma casa bacana, uma carreira em ascensão, filhos-troféu e por aí vai. Gente, e eu não recrimino isso! Pelo contrário, apesar de amar viajar, eu sempre senti falta de algo que não tinha e hoje eu sei que quando você se encontra de verdade e com seu companheiro de vida, tudo fica mais claro e o bichinho de pé pára de coçar um pouquinho. E você quer mais é ficar ao lado de quem ama, para sempre. De verdade.

E estar feliz onde se está é um sentimento de paz maravilhoso, não tenho dúvida. E então penso de novo nos meus amigos nômades e me pergunto “do que será que eles estão fugindo?” ou melhor “o que será que eles estão buscando? E porque nunca encontram?”. A verdade é que todos nós ao longo de nossas vidas queremos ir para longe de onde estamos, isso é do nosso instinto selvagem, desbravador e inquieto. Mas quem já esteve fora por um longo período sabe muito bem que a volta para a casa é tensa e pavorosa. Você não tem os mesmo hábitos, seus amigos te acham louca, você acaba misturando expressões de outra língua nas suas frases do dia-a-dia e a deprê do sentimento de desajustado dura normalmente quase um ano. Ah, e é uma merda porque você não quer viver da grana do seu pai mas quase nunca consegue um emprego rápido (ainda mais que todos os seus conhecidos te recriminam se você cogitar trabalhar em uma balada para ter uma grana extra e ir nas festas de graça).

E  tirando a parte emocional e afetiva do momento de cada um, o que sempre me chamou a atenção nos meus amigos viajantes era a tranquilidade e segurança que eles sentiam quando tinham que voltar para casa. Esta era a última coisa da lista do texto que li hoje de manhã, das razões para colocar o pé na estrada. “Seu emprego e seu mundo estarão bem aqui quando você voltar”. Todos nós sabemos que para a gente isso nunca foi realidade e há quem insista que em lugar nenhum é assim. Mentira. Tem dez anos que eu acompanho meus bons amigos pela estrada afora, do mesmo jeito que eles me acompanham também, a cada passo que eu dou, nesse mundão maravilhoso que se descortina para nós. Temos todos um coração viajante gigante, mas nossa dinâmica de vida não poderia ser mais diferente. Para mim, meu marido e todos que são da geração que se formou já cagando de medo de não ter um emprego, nós sabemos que temos que rodar despreocupadamente pelo mundo enquanto somos jovens, não temos nada a perder e podemos trabalhar de qualquer coisa la fora, porque depois temos que voltar para a vida “real” e ainda dar conta de suprir as expectativas de todos os que esperam que sejamos um caso clássico e batido daquilo que se chama sucesso.

Nossa, essa “realidade” é bem chata e prefiro voltar para o texto inocente da minha amiga canadense, onde o mundo é cor de rosa e a volta para a casa é cercada pelo sentimento de “recomeçar de onde parei”, porque “dar certo”no Brasil, meus caros, não tá mole para ninguém.  Mas será que temos todos que acreditar na mesma ideia engessada e arcaica de sucesso? Acho que não, honestamente. Acredito mais que cada um deve seguir o caminho que seu coração manda e desejo aos meus queridos que tenham paz de espírito muito antes de terem sucesso. E quanto ao que esperam de nós? Fuck that! Vamos fazer a nossa vida do nosso jeitinho, batalhando muito pelo que acreditamos e de malas prontas para sumir no mundo, sempre que nosso lado selvagem gritar. Porque o que se leva da vida há de ser a vida que se leva.

Muitas viagens e paz para todos! 😉 Bom fim de semana, guys!

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