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Todas as contradições de uma vida na ilha grega de Santorini

Sobre as contradições que envolvem uma vida em Santorini
Quando piso em Santorini, meu coração se alegra, pula entusiasmado assim que enxergo o vulcão. E no segundo seguinte, ele se quebra, espatifa em mil pedacinhos porque me lembro que a vida aqui pode ser boa, maravilhosa, mas que na maioria das vezes é muito difícil se comparada a vida em outros cantos do mundo. Minhas amigas do Brasil vivem a perguntar: “não quer voltar a morar em Santorini?” enquanto minhas amigas gregas que moram aqui dizem “Ainda bem que você foi embora! Queria ir também! Ver o mundo, viver a vida…aqui é difícil, você sabe como é.”

Sim, eu sei como é. Senti na pele todas as dificuldades que os turistas nunca poderiam imaginar, ouvi coisas que quem sonha em morar em Santorini nunca aguentaria ouvir. A vida aqui é dura, gente, e conviver com as peculiaridades das tradições locais e com as limitações malucas de uma ilha que na verdade é vulcão no meio do mediterrâneo não é mole!

Mas ainda assim, digo sem pensar duas vezes: Amo Santorini e vou voltar sempre que puder 😉 Amo o cheiro da ilha, que as vezes é um aroma de comida saborosa nativa, (tomatokeftedes, amo!) e outras vezes é o cheiro forte do fogo, da brasa, que queima nas varandas das vilas traidicionais ou nas praias, quando os nativos fazem seus churrascos santorinhós. O cheiro do vulcão, da caldeira de Fira, da praia de Perissa me acompanha, enquanto a música de Santorini faz sua parte para tornar o cenário o mais louco e mágico possível. O Rádio toca as canções mais sofridas da Grécia, mas só toca quando quer, porque o sinal não é constante. Já a música inebriante e romântica da caldeira embala os corações apaixonados, em jantares sofisticados e vistas de arrepiar. E claro, falando em arrepio, lembro-me do barulho assustador e altamente familiar que rompe as noites do sul da ilha, seja na praia de Perissa, Perivolos ou Agios Giorgis, ou na vila de Eborío ou Megalochori. O Vento que leva tudo, derruba as cadeiras e faz a gente acordar no meio da noite achando que o mundo vai acabar antes do amanhecer. Enquanto isso, a neblina cobre a lua cheia na vila de Firá e cenário mais belo e assutador não há! E se não temos terremoto hoje, vamos curtir, porque amanhã – só Deus sabe!

É essa Santorini que eu amo: a Santorini das contradições, dos locais mágicos e românticos, dos nativos tradicionais e complicados, das limitações e vistas maravilhosas. Um lugar onde o belo e o feio se trombam e se encontram a cada minuto é exatamente onde eu sinto EU. Afinal, para quem é metade grega, metade brasileira, nada mais apropriado do que um lugar que se aproxima e se afasta a cada instante, num bailar eterno das placas tectônicas!

E Deus sabe o que faz, como sempre 😉 Se fosse fácil viver em um local mágico como esse, o mundo inteiro mudaria pra cá 😉 Mas as maluquices de Santorini são para poucos e quando o verão vai embora, os que só querem ver o lado belo da vida, também vão. No inverno, ficam os loucos, os passionais, os insanos, os que entendem a beleza negra da ilha de Santorini!

Ella Santorini – Sagapau Poli kai ego eimai palli! 😉 Algumas fotos novas para vocês entrarem no clima!

vida em Santorini
Lulu em Santorini

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Blogueira e escritora, sou de família grega e morei em Santorini. Em 2014, tive o prazer de me casar na ilha de Santorini, lugar mais lindo do mundo! Viajo todo ano para a Grécia para visitar meus amigos e parentes e tenho vários contatos em Santorini. Pergunte que quiser. 😉 Ah, e também escrevo sobre os lugares que conheço, vivo na estrada, sou uma escritora viajante. Seja bem vindo ao meu país das maravilhas!

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