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Vulcão, terremoto, vento e mar: bem-vindo a Santorini!

Eu tive a mágica oportunidade de viajar por toda a Grécia, norte a sul, leste a oeste. De todos os lugares que passei, escolhi um para chamar de “casa”: SANTORINI. Mas a sua família é de lá? Não. Você tinha amigos em Santorini? Não. Então foi por uma boa oportunidade de trabalho? Também não. E como é Santorini? Conta, conta!

Santorini, Grécia

Bem, se vocês me acompanham já sabem que Santorini fez parte da minha vida desde sempre (se não sabe, clique aqui). E foi bem depois de uma temporada tensa trabalhando na ilha de Corfu, que eu cheguei em Santorini. Depois de episódios tristes familiares, depois de perrengue financeiro, basicamente no esquema “contra tudo e contra todos”, eu cheguei de barco em Santorini no começo de um verão.

De cara, me apaixonei pelo lugar. Confesso que, inicialmente, tive medo de querer morar em um vulcão (ainda mais que a última erupção aconteceu nos anos 50) e demorei um pouco para me acostumar com o vento constante da ilha. Mas coloquei na cabeça (nos primeiros 5 minutos que cheguei no porto de Athinios) que iria fazer de tudo para morar na ilha do vulcão. Eu já tinha morado em outras ilhas gregas e tinha aprendido um bocado até ali. Achei que em Santorini seria tudo mais fácil, afinal, Santorini é a ilha mais famosa da Grécia!

Honestamente? No começo, morar em Santorini foi bem difícil. Não foi tão fácil arrumar um emprego legal e muitas pessoas nativas da ilha me olhavam de um jeito estranho, não amigável. Aconteceu que o destino foi me colocar para trabalhar e morar bem no meio de um dos bairros mais antigos e tradicionais de Santorini. Foi uma loucura: nada de turistas, nada de pessoas falando inglês, nada de ilha famosa. Aquela era a verdadeira Santorini, construída em cima do vulcão, sacudida pelos terremotos constantes, desenhada pelo vento forte e abençoada por um mar azul sem fim.

Lembro que um terremoto sacudiu a ilha logos nos meus primeiros dias. Eu estava caminhando na rua quando vi as pessoas correndo para fora das casas, assustadas. Naquela noite, os cachorros uivavam alto, o vento uivava mais ainda enquanto eu, no escuro, pensava que nenhum homem deveria viver em um vulcão. Aquele lugar era para pessoas insanas.

O tempo passou. E apesar do medo do desconhecido e das diferenças culturais eu acabei por conhecer gregos generosos, carinhosos e puros de coração. Por um bom tempo, a vida foi simples e tipicamente grega de ilha. Eu fazia coisas que nunca imaginei que faria e eu era feliz em Santorini. Aprendi e me acostumei a falar grego, aprendi a xingar como um grego, apreciei a música antiga da Grécia, ensaiei alguns passos nas comemorações. Ouvi as lendas da ilha de Santorini, arrepiei com o peso da tradição, adorei os sabores da culinária de Santorini, aprendi até como caçar e como me alimentar com o que a mãe natureza dava.

Eu descobri que meus melhores amigos e meus piores inimigos eram o vento e o mar. Se eles estavam zangados, eles poderiam mudar a vida dos seres humanos em Santorini. Se estavam em paz, os dias eram calmos e maravilhosos e o mar parecia coberto de azeite. Entendi que todos que viviam na ilha eram fruto de uma insana mistura explosiva, que éramos resultado de lava, mar, fogo, vento e céu. E não, aquele lugar não era para qualquer um. Seis terremotos depois e eu continuava lá. 8 anos depois e continuo indo para Santorini, todos os anos.

A verdade é que nenhum lugar é como Santorini. Chegar lá é encontrar o paraíso na Terra, é respirar aliviada, é entender que realmente o céu e o mar podem se confundir. E acabar, quem sabe, mergulhando nas águas das nuvens😉 É entender que o romance existe  e que envolve todos os amantes da ilha. É ver que o pôr-do-sol em Santorini é uma declaração de amor que Deus fez ao homens. É saber apreciar a simplicidade e magnitude da natureza. E quando me toquei disso, eu mudei completamente.

Hoje a Luana Sarantopoulos que você conhece é a Lulu que viveu em Santorini. Curtida no vento forte e impiedoso que sopra sem cansar na caldeira, amargurada pelas limitações do inverno da ilha e abençoada pelos raios do sol de verão mais bonito do mediterrâneo. Ah, e claro, apadrinhada e abençoada pelo vulcão de Santorini, o astro maior da ilha. Quando voltei lá para me casar, escrevi mais um capítulo inesquecível da minha história, simplesmente porque não existe nenhum outro lugar que possa me colocar mais perto de Deus.

Espero que vocês curtam Santorini o tanto que eu curti e ainda curto, todo ano. E fiquem à vontade para me perguntar o que passar pela mente😉 Meu email é luana.sarantopoulos@gmail.com Este espaço é todo nosso e aqui vamos compartilhar nossas experiências pela Grécia! Interessados em ler mais sobre a vida na ilha de Santorini e cultura grega atual, sugiro a leitura da minha trilogia Noiva de Santorini.

Para fechar com chave de ouro, apresento para vocês meu blog especial sobre Santorini, Lulu em Santorini, meu site especializado em Casamento em Santorini, casamentoemsantorini.com . Acesse para ler as novidades ou ainda acompanhe pelo facebook: Lulu em Santorini e Casamento em Santorini.

Beijos! E bora pra Santorini, leitores!

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Ei gente, aqui é a Lulu. Sou de família grega e italiana e morei em Santorini. Em 2014, tive o prazer de me casar na ilha de Santorini, lugar mais lindo do mundo! Moro em Amsterdam e viajo todo verão para a Grécia, para realizar o sonho de quem quer casar em Santorini. Pergunte que quiser. 😉

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